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5 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Indústria de MT cresce 56% com ambiente favorável aos negócios

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Mato Grosso vem consolidando sua posição como uma das economias mais dinâmicas do país. Impulsionado pelo crescimento da produção agropecuária, pela ampliação da infraestrutura e por políticas de incentivo aos investimentos, o Estado tem registrado um avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos.

Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) mostra que o número de estabelecimentos industriais em atividade no Estado cresceu 56,4% entre 2019 e 2025, passando de 10,8 mil para 16,89 mil unidades. O aumento demonstra o fortalecimento do ambiente de negócios e a expansão da capacidade produtiva estadual, especialmente em segmentos ligados à transformação de matérias-primas produzidas no próprio território mato-grossense.

Segundo o Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o crescimento da indústria é resultado de um conjunto de ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios, atração de investimentos e ampliação da infraestrutura do Estado.

“Mato Grosso produz muito e tem avançado na verticalização da sua produção. O Estado tem feito a sua parte, sem atrapalhar quem quer investir, produzir e gerar empregos. Temos investido em infraestrutura, ampliado a oferta de energia, garantido segurança jurídica e criado um ambiente favorável aos negócios. O resultado é o crescimento da indústria, a agregação de valor à nossa produção e mais riqueza ficando em Mato Grosso”.

O avanço da indústria tem contribuído para diversificar a economia estadual e agregar valor à produção local, ampliando a participação do setor industrial na geração de riqueza e no desenvolvimento regional.

Incentivos impulsionam novos investimentos

Parte desse crescimento é sustentado por políticas públicas voltadas à atração de investimentos e à expansão da atividade produtiva. Entre os principais instrumentos está o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Desde 2020, o acesso aos incentivos fiscais oferecidos pelo programa passou a ocorrer por meio de adesão simplificada, reduzindo etapas burocráticas e tornando mais ágil a entrada das empresas no sistema de benefícios.

O número de empresas participantes do programa saltou de 591 em 2020 para 1.778 em 2025, crescimento de 200,8% no período.

Os investimentos realizados pelas empresas beneficiadas também avançaram. Em cinco anos, o volume aplicado no Estado passou de R$ 6,39 bilhões para R$ 10,7 bilhões, aumento de 67,4%.

Na avaliação de Anderson Lombardi, secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, os resultados refletem os avanços promovidos no Prodeic, que passou a operar com um modelo mais ágil e menos burocrático para as empresas interessadas em investir no Estado.

“Quando o empresário encontra regras claras, segurança jurídica e menos burocracia, ele investe mais. Os resultados observados nos últimos anos mostram que a simplificação do Prodeic tem contribuído para atrair novos empreendimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria mato-grossense”, afirmou.

Os reflexos dessa expansão também podem ser observados no mercado de trabalho. O número de empregos vinculados às empresas participantes do programa cresceu de 59.942 em 2020 para 80.483 em 2025, representando aumento de 34,3%.

Riqueza gerada pela indústria

Um dos indicadores que ajudam a medir a importância da indústria para a economia é o Valor Adicionado Bruto (VAB), que representa a riqueza efetivamente gerada pelos setores produtivos. O VAB é um dos componentes utilizados para calcular o Produto Interno Bruto (PIB).

No caso da indústria, o chamado PIB Industrial é formado pela soma da riqueza gerada por quatro grandes segmentos: indústrias extrativas, indústrias de transformação, construção civil e os serviços industriais de utilidade pública (SIUP), que incluem atividades como fornecimento de energia elétrica, gás, água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2023, e divulgados no Anuário da Indústria de Mato Grosso 2026, do Observatório de Mato Grosso, da Fiemt, o Estado registrou um PIB industrial de R$ 36,85 bilhões. O resultado correspondeu a 1,52% da indústria nacional e colocou o Estado na 14ª posição entre as unidades da federação.

A maior parcela dessa riqueza foi gerada pelas indústrias de transformação, segmento responsável por converter matérias-primas em produtos industrializados. Em 2023, esse setor movimentou R$ 21,03 bilhões, o equivalente a 57,08% de todo o PIB industrial mato-grossense.

Em Mato Grosso, fazem parte desse segmento atividades bastante presentes no dia a dia da população, como frigoríficos, usinas de etanol de milho, indústrias de processamento de soja e fábricas do setor têxtil ligadas ao algodão. Essas empresas transformam a produção do campo em produtos com maior valor agregado, fortalecendo a economia estadual.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a industrialização tem papel estratégico na diversificação da economia mato-grossense, ao permitir que uma parcela cada vez maior da riqueza gerada pela produção local permaneça no Estado.

“Mato Grosso já é uma potência na produção agropecuária, e o avanço da indústria permite que essa produção seja transformada aqui, gerando mais valor, empregos e renda para a população. Quando agregamos valor às matérias-primas dentro do Estado, fortalecemos as cadeias produtivas e ampliamos as oportunidades de desenvolvimento nos municípios”, declarou.

Na sequência aparece o setor da construção civil, com R$ 9,41 bilhões e participação de 25,54% no PIB industrial estadual. Os serviços industriais de utilidade pública responderam por R$ 5,60 bilhões, representando 15,20% do total, enquanto as indústrias extrativas registraram R$ 803,91 milhões, correspondendo a 2,18%.

Em comparação com os demais estados brasileiros, Mato Grosso ocupou a 13ª posição nacional nas indústrias de transformação, a 10ª colocação na construção civil, a 15ª nos serviços industriais de utilidade pública e a 12ª nas atividades extrativas.

Avanço no mercado de trabalho

Os reflexos da expansão industrial também podem ser observados no mercado de trabalho. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) utilizado para monitorar a geração de empregos formais no país desde 2020, o setor industrial – que engloba a indústria e a construção civil – registrou crescimento de 36% no número de empregos formais entre 2020 e 2026, consolidando-se como o segundo segmento que mais ampliou postos de trabalho no Estado nesse período.

O setor que liderou essa expansão foi o de serviços, com crescimento de 42% no mesmo intervalo: a participação passou de 33% (242.381 empregos) em 2020 para 36% (344.546 empregos) em 2026, um aumento de mais de 102 mil postos formais.

Em 2020, a indústria respondia por 155.285 empregos formais, o equivalente a 21% do total de vínculos com carteira assinada em Mato Grosso. Em 2026, o setor passou a concentrar 211.715 trabalhadores, representando 22% do emprego formal estadual.

O avanço de um ponto percentual na participação da indústria ocorreu em um cenário de crescimento do emprego formal em toda a economia mato-grossense. Ainda assim, o setor foi responsável pela criação de mais de 56 mil postos de trabalho no período, ampliando sua presença no mercado de trabalho estadual.

Entre os segmentos industriais que mais empregam em Mato Grosso estão a fabricação de produtos alimentícios, responsável por 64.910 postos de trabalho, o equivalente a 31% dos empregos do setor, seguida pela construção civil, com 57.407 trabalhadores (27%).

Também se destacam a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com 12.362 empregos (6%); as indústrias extrativas, com 10.345 postos de trabalho (5%); a fabricação de produtos minerais não metálicos, com 9.351 empregos (4%); e a fabricação de produtos de madeira, com 8.389 trabalhadores (4%). Juntos, esses segmentos concentram 77% dos empregos da indústria mato-grossense.

Fonte: Secom MT

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso sobe para a 10ª maior economia do Brasil com PIB de R$ 273 bilhões

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Mato Grosso consolidou sua posição entre as maiores economias do país ao alcançar um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 273 bilhões em 2023, último dado consolidado disponível. O resultado representa um salto em relação aos R$ 142,12 bilhões registrados em 2019 e levou o Estado da 13ª para a 10ª colocação no ranking nacional, elevando sua participação na economia brasileira de 1,9% para 2,5%.

O desempenho reflete o crescimento da atividade econômica impulsionado pela expansão do agronegócio, pelo fortalecimento da indústria, pela atração de investimentos e por políticas públicas voltadas à melhoria da infraestrutura, ao incentivo à produção e à geração de empregos.

Em 2023, enquanto o PIB brasileiro cresceu 3,2%, Mato Grosso registrou expansão real de 12,9%, desempenho quase quatro vezes superior à média nacional. O avanço também se refletiu na renda da população, com o Estado passando da sétima para a terceira posição no ranking nacional de PIB per capita.

Segundo o governador Otaviano Pivetta, o resultado é consequência de investimentos voltados à competitividade e ao fortalecimento do ambiente de negócios.

“Os números mostram que Mato Grosso está no caminho certo. Quando o Estado investe em infraestrutura e cria condições para quem quer produzir, a economia responde. Hoje somos a 10ª maior economia do país e seguimos crescendo acima da média nacional. Esse é o resultado de um governo que trabalha para criar oportunidades, e não para atrapalhar quem quer produzir”, afirmou.

Além do crescimento econômico, os programas estaduais de incentivo fiscal também apresentaram resultados positivos. Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) apontam que, em 2025, para cada R$ 1 em renúncia fiscal concedida pelo Estado foram gerados R$ 4,66 em investimentos privados. Ao todo, a renúncia somou R$ 6,4 bilhões, enquanto os investimentos alcançaram R$ 29,8 bilhões.

Os programas Prodeic, Proder e Proalmat foram responsáveis por estimular novos empreendimentos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a geração de empregos. Entre 2024 e 2025, as empresas beneficiadas aumentaram em 10% o número de trabalhadores, passando de 119.540 para 131.375 empregos. Em comparação com 2020, quando empregavam 73.237 pessoas, o crescimento chega a 79%.

De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a reformulação dos incentivos fiscais contribuiu para tornar Mato Grosso mais competitivo.

“Em 2020, os programas de incentivo fiscal foram reformulados para torná-los mais eficientes e alinhados às necessidades do setor produtivo. Essa modernização foi fundamental para criar um ambiente de negócios mais competitivo, atraindo investimentos e gerando um ciclo sustentável de crescimento econômico com emprego e renda em todas as regiões do Estado”, destacou.

O agronegócio segue como principal motor da economia mato-grossense. A produção de soja cresceu de 32,9 milhões para 51,6 milhões de toneladas entre as safras 2018/19 e 2025/26. No mesmo período, a produção de milho avançou de 31,3 milhões para 54,6 milhões de toneladas, enquanto o algodão em pluma passou de 1,8 milhão para 2,7 milhões de toneladas.

A pecuária também mantém posição de destaque, com Mato Grosso liderando o maior rebanho bovino do Brasil desde 2004 e registrando produção anual próxima de 2 milhões de toneladas de carne bovina.

Além das culturas tradicionais, o Estado ampliou a produção de gergelim, que cresceu 465% entre as safras 2018/19 e 2025/26, com aumento de 588% na área plantada. Atualmente, Mato Grosso responde por 73% da produção nacional da cultura, enquanto as exportações do produto aumentaram cerca de 600% entre 2020 e 2025, impulsionadas pela demanda de mercados como China e Índia.

O processo de industrialização também ganhou força nos últimos anos. Mato Grosso se consolidou como o maior produtor brasileiro de etanol de milho, respondendo por 62% da produção nacional. Atualmente, o Estado possui 12 usinas em operação e outras 13 em construção ou anunciadas. A expectativa é de que a produção salte de 6,18 milhões para 15,02 milhões de metros cúbicos até a safra 2033/34.

Para acompanhar essa expansão, o Governo de Mato Grosso investe na ampliação da infraestrutura energética por meio do programa MT Trifásico, que prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos até 2030 para implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes elétricas, fortalecendo o atendimento às indústrias, agroindústrias e empreendimentos produtivos em diversas regiões do Estado.

Fonte: Secom MT

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Estados Unidos investigam glifosato importado da China

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Comissão avalia possível dano à indústria local por importações vendidas abaixo do valor justo e subsidiadas

A United States International Trade Commission iniciou investigações antidumping e compensatória sobre importações de glifosato da China. O processo avalia se há indicação razoável de dano material, ameaça de dano material ou atraso relevante na formação de uma indústria nos Estados Unidos.

As investigações receberam os números 701-TA-799 e 731-TA-1795. O produto analisado entra nos Estados Unidos pelas subposições 2931.49.00 e 3808.93.50 da Harmonized Tariff Schedule of the United States.

A comissão apura alegações de venda do glifosato chinês no mercado norte-americano por valor abaixo do justo. Também analisa a existência de subsídios concedidos pelo governo da China.

A decisão preliminar deve sair em até 45 dias, caso o Departamento de Comércio não prorrogue o prazo de início. Com esse calendário, a comissão deve concluir a fase preliminar até 14 de agosto de 2026. As conclusões devem seguir ao Departamento de Comércio até 21 de agosto de 2026.

A conferência técnica da fase preliminar foi marcada para 21 de julho de 2026, às 9h30. Os interessados em participar devem solicitar presença até meio-dia de 17 de julho de 2026.

As manifestações escritas podem ser enviadas até 17h15 de 24 de julho de 2026. Partes com apresentação na conferência devem protocolar testemunhos escritos e materiais suplementares até 16h de 20 de julho de 2026.

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Academia de Liderança da Aprosoja MT encerra edição com cerimônia de formatura em SP

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Cerca de 30 produtores se formaram na edição de 2026, somando 141 acadêmicos na atual gestão

A edição de 2026 da Academia de Liderança da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) foi encerrada na última quinta-feira (02.07), após uma semana de atividades no estado de São Paulo voltadas ao aprofundamento dos conhecimentos sobre a logística de exportação da produção agrícola brasileira.

O quarto e último módulo da formação proporcionou aos participantes uma imersão prática nos principais elos da cadeia logística, permitindo que os produtores compreendessem como a produção cultivada em Mato Grosso percorre o caminho até os mercados internacionais.

Nos últimos dias da programação, os acadêmicos visitaram o Terminal 39, um dos principais terminais especializados na movimentação de farelo de soja, soja em grão e milho no Porto de Santos. Em seguida, conheceram as operações do Terminal Exportador de Santos (TES) e a estrutura da Praticagem de São Paulo, responsável por garantir a segurança da navegação e das manobras de entrada e saída das embarcações no complexo portuário.

Durante a visita ao Terminal 39, os produtores acompanharam de perto as etapas de recebimento, armazenagem e embarque dos grãos destinados à exportação, compreendendo como a integração entre os modais ferroviário e rodoviário garante eficiência ao escoamento da produção. O gerente geral do Terminal 39, Gustavo Ota, destacou que aproximar os produtores da realidade portuária fortalece a compreensão sobre a importância da logística para o agronegócio brasileiro.

“É um prazer receber os produtores da Aprosoja MT. Nosso propósito é ser o elo entre o agronegócio brasileiro e o mundo. Recebemos aqui a produção que vem das fazendas, principalmente por ferrovia e rodovia, e fazemos a conexão dessa carga com o mercado internacional. Conhecer essa estrutura permite ao produtor entender todo o caminho percorrido pelos grãos até chegarem aos consumidores de diversos países.”

Segundo Ota, o Terminal 39 é referência na exportação de farelo de soja e desempenha papel estratégico para o Porto de Santos. “Hoje somos responsáveis por cerca de 70% da exportação de farelo de soja realizada pelo Porto de Santos. O porto representa aproximadamente um terço da balança comercial brasileira, o que demonstra sua importância para o agronegócio e para a economia do país.”

Para o produtor rural Adriano Eloi, do núcleo Vale do Teles Pires, a experiência proporcionou uma visão que normalmente o produtor não tem sobre o destino da produção após deixar a propriedade.

“Esse módulo foi muito importante porque conseguimos entender como o grão sai da nossa região, chega ao porto e segue para exportação. O produtor conhece muito bem a produção dentro da fazenda, mas muitas vezes não conhece toda a logística que acontece depois. Vivenciar esse processo nos permite compreender melhor como funciona o escoamento da produção brasileira.”

Adriano também destacou que a Academia de Liderança proporcionou aprendizados que vão muito além da logística. “Participar da Academia agregou muito conhecimento. Ao longo dos módulos tivemos conteúdos sobre comunicação, liderança, representação institucional, política e logística. Foi uma experiência muito enriquecedora e que levarei para outros produtores, compartilhando tudo o que aprendi durante essa formação.”

No último dia da programação, os participantes seguiram para a capital paulista, onde conheceram a sede do Canal Rural. Durante a visita, acompanharam uma apresentação sobre a atuação da emissora na cobertura do agronegócio brasileiro, conheceram os bastidores da produção jornalística e participaram de uma palestra sobre as perspectivas climáticas para Mato Grosso, com foco na próxima safra.

A diretora de TV do Canal Rural, Jaqueline Silva, ressaltou a importância de aproximar os veículos especializados dos produtores rurais. “Receber os produtores da Aprosoja MT é uma grande satisfação. Há 30 anos fazemos o Canal Rural pensando no produtor, levando informação de qualidade e aproximando o campo da cidade. Nosso objetivo é mostrar a força do agronegócio brasileiro e conectar os produtores aos especialistas e aos temas que impactam diretamente sua atividade.”

Segundo Jaqueline, a visita também permitiu apresentar aos participantes a diversidade de conteúdos produzidos pela emissora e a importância das informações meteorológicas para o planejamento das atividades no campo.

“Apresentamos um pouco de tudo o que fazemos no Canal Rural, desde o jornalismo diário até os programas especializados nas diferentes cadeias produtivas. Também trouxemos uma palestra sobre as perspectivas climáticas para Mato Grosso, porque sabemos que o clima é um dos principais fatores para o planejamento da produção. Nosso objetivo foi compartilhar informações que auxiliem os produtores na tomada de decisões para a próxima safra.”

A programação foi encerrada na noite de quinta-feira, em São Paulo, com a cerimônia de formatura da turma. O evento reuniu os participantes, dirigentes da Aprosoja MT e convidados para a entrega das placas de conclusão da formação, marcando o encerramento de um ciclo de aprendizado desenvolvido ao longo dos quatro módulos.

A produtora rural Simone Botan, do núcleo de Lucas do Rio Verde, destacou que a Academia de Liderança proporcionou uma transformação pessoal e profissional, ampliando sua visão sobre o agronegócio e o papel do produtor dentro da cadeia produtiva.

“Foi uma experiência completa. Começamos conhecendo melhor a nós mesmos, aprimoramos nossa comunicação e entendemos temas que impactam diretamente nosso trabalho, como a política e o funcionamento das instituições. No último módulo, pudemos conhecer toda a logística de exportação e compreender como funciona o Porto de Santos. Além disso, a convivência com produtores de diferentes regiões de Mato Grosso foi extremamente enriquecedora. A Simone que entrou na Academia não é a mesma que está saindo. Hoje encerro essa formação com uma visão muito mais ampla, tanto como produtora rural quanto como profissional do agronegócio.”

Representando a diretoria da entidade, o vice-presidente norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, participou da cerimônia de encerramento e ressaltou a importância da Academia de Liderança para fortalecer a atuação dos delegados e preparar novas lideranças para representar os produtores rurais.

“Encerramos mais uma turma da Academia de Liderança com a certeza de que esse trabalho transforma pessoas e fortalece a nossa entidade. Ao longo desta gestão, qualificamos 141 dos 201 delegados eleitos, o que representa mais de 70% dos nossos representantes. Isso demonstra o compromisso da Aprosoja MT em preparar lideranças capazes de atuar nas bases, levar informações aos produtores e trazer para a entidade as demandas do campo. Esse é o caminho para construirmos uma entidade cada vez mais forte, consciente e preparada para defender os interesses dos produtores rurais.”

Ao longo da Academia de Liderança, os participantes aprofundaram conhecimentos em desenvolvimento pessoal, comunicação, liderança, representação institucional, relações governamentais e logística, vivenciando experiências práticas que ampliaram a compreensão sobre os desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro.

Mais do que uma formação técnica, a iniciativa consolida o compromisso da Aprosoja MT em preparar produtores rurais para atuarem como lideranças em suas propriedades, em seus núcleos e na defesa dos interesses do setor, fortalecendo a representatividade da entidade e contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio mato-grossense.

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