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18 de outubro de 2026

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Futuro do trabalho passa pela tecnologia, mas depende das pessoas, aponta COMARH 2026

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Aproximadamente 800 participantes acompanharam debates sobre inteligência artificial, liderança, inovação e gestão de pessoas em evento da ABRH-MT em Cuiabá

“Somos a última geração de líderes que liderou apenas humanos.” A frase resume a reflexão sobre os impactos da inteligência artificial no mundo do trabalho, um dos principais debates do Congresso Mato-grossense de Recursos Humanos (COMARH) 2026. Em um cenário cada vez mais marcado pela tecnologia, especialistas defenderam que o futuro das organizações dependerá não apenas da capacidade de adotar novas ferramentas, mas também de fortalecer habilidades humanas como liderança, criatividade, adaptação e tomada de decisão.

Promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos de Mato Grosso (ABRH-MT) nesta sexta-feira (3), em Cuiabá, o COMARH 2026 reuniu público aproximado de 800 participantes em torno do tema “Conexões que Transformam”. Ao longo do dia, a programação passou por retenção de talentos, saúde mental, desenvolvimento humano, inovação e os novos desafios das relações de trabalho, além dos impactos da inteligência artificial na gestão de pessoas.

Um dos destaques foi a palestra de Fábio Neto, sócio da StartSe, que apresentou o conceito da “Era da Reconfiguração” e defendeu que as empresas precisarão aprender a liderar equipes formadas por pessoas e inteligência artificial. “A máquina resolverá problemas cada vez melhor. O espaço humano será o da criatividade, da inovação e da capacidade de explorar novos caminhos”, afirmou.

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A discussão sobre tecnologia também apareceu no espaço dos expositores, com soluções voltadas ao recrutamento e seleção. Diretor da startup Vendoor, Lelles Freitas, um dos expositores da feira, mostrou como a inteligência artificial já está sendo utilizada para automatizar etapas operacionais dos processos seletivos, permitindo que os profissionais concentrem esforços em atividades estratégicas e de relacionamento humano.

Leyla Nascimento, presidente da ABRH Brasil, marcou presença no evento mato-grossense e ressaltou que, embora a inteligência artificial avance rapidamente, as decisões continuarão sendo essencialmente humanas. Segundo ela, o desafio das organizações será integrar tecnologia e pessoas de forma cada vez mais estratégica.

Os desafios debatidos nos painéis também apareceram nos relatos dos participantes. Pela primeira vez no COMARH, os líderes de equipe da Uniodonto, Daniela Cristina de Oliveira Magalhães e Rafael Barbosa Silva, destacaram a oportunidade de ampliar conhecimentos sobre gestão de pessoas e liderança. Já a analista administrativa de pessoal Roselane Robaldo, de Matupá, estreante no evento, relatou que a dificuldade de encontrar profissionais qualificados e reter talentos está entre os principais desafios enfrentados pelas empresas. “Às vezes levamos mais de 120 dias para preencher uma vaga. Participar de um evento como esse ajuda a enxergar novas possibilidades e identificar oportunidades de melhoria”, afirmou.

Para quem retornou ao congresso, o encontro foi uma oportunidade de atualizar conhecimentos e compartilhar experiências. A analista de RH Laudiceia Silva Costa destacou que aprendizados obtidos em edições anteriores contribuíram para preparar sua empresa para mudanças relacionadas à gestão de pessoas. “Os aprendizados sobre protagonismo, liderança e desenvolvimento humano impactaram não apenas o meu trabalho, mas também a forma como enfrento desafios e construo resultados”, afirmou a gerente de Educação e Promoção Social do Sistema OCB Mato Grosso, Tatiane Gisele Perondi.

A relevância do COMARH foi reforçada também por empresas expositoras que acompanham a trajetória do congresso. Para Juliana Lima, diretora de Marketing da Fesa Group, o evento se consolidou como um ambiente estratégico para relacionamento, atualização profissional e discussão dos principais temas que impactam a área de recursos humanos. Já Louise Campos, diretora de Operações do Grupo Vallure, destacou o congresso como um espaço de fortalecimento das conexões entre profissionais e organizações.

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Para a presidente da ABRH-MT, Nádia, o congresso cumpriu seu propósito de reunir conhecimento, experiências e diferentes visões sobre as mudanças que já impactam as empresas. Ao fazer um balanço da edição, ela destacou que o evento entregou exatamente a experiência proposta pela organização.

“As palestras são sementes, mas elas só frutificam quando trabalhamos as conexões. É essa troca de experiências e aprendizados que fortalece a gestão de pessoas e gera transformação dentro das organizações”, destacou. “O COMARH proporcionou uma imersão de 12 horas em temas que estão transformando o mundo do trabalho. Mais do que discutir tendências, buscamos criar um ambiente de aprendizado, inspiração e conexões capazes de gerar impactos reais dentro das organizações”, completou.

Além de Fábio Neto, a programação contou com a participação de Ana Tomazelli, Beto Pandiani, Guilherme Velho, Ana Vidigal, Gracieli Pizzatto, Alaide Bruno, Rafael Takei, Emerson Rosa, Jorge Ruivo, Emelyn Machado, Ana Galo e Fernanda Campos.

Com Assessoria 

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TSE altera local de votação de mais de 4,3 mil seções no 2º turno; veja como consultar

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Mudanças ocorreram por obras, acessibilidade ou danos causados por chuvas; eleitor deve conferir o endereço atualizado pelo celular ou internet

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alterou o local de votação de 4.352 seções eleitorais neste 2º turno. Isso corresponde a apenas 0,87% das seções do país. 

Mesmo assim, o TSE alerta os eleitores para que confiram com antecedência se a sua seção está entre as que mudaram de endereço.

A consulta pode ser feita no aplicativo e-título ou no portal do TSE, no menu “autoatendimento eleitoral”.

De acordo com o TSE, as mudanças ocorreram por motivos práticos, como reforma de última hora em locais de votação e melhoria de acessibilidade em algumas seções. Houve também casos em que o local de votação sofreu danos por causa das fortes chuvas e ventos.

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A maior parte das alterações de endereço de seções foram nos estados de São Paulo (982 seções), Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312).

Primeiro turno

Segundo dados do TSE, no 1º turno das eleições, 1.904 urnas foram substituídas, o que corresponde a 0,35% das urna. Em nenhum local foi necessário fazer votação manual.

O 2º turno das eleições ocorre no próximo dia 25 de 8h às 17h.

Desta vez os eleitores votam apenas para presidente da República. No Distrito Federal e a mais cinco estados também terão disputa para governador: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: ariranhas ‘expulsam’ onça-pintada durante encontro em rio no Pantanal de MT

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Um grupo de ariranhas reagiu à tentativa de ataque de uma onça-pintada e fez o felino sair do rio na região de Porto Jofre, em Poconé, no Pantanal mato-grossense. O vídeo foi gravado na quarta-feira (14) pelo guia de turismo e fotógrafo de vida selvagem Mateus Rauber, durante um passeio com turistas estrangeiros (assista abaixo).

Nas imagens, a onça-pintada macho conhecido como Makala se aproxima do grupo. Segundo Rauber, o felino avistou os animais enquanto subia o rio e deu a volta para persegui-los. As ariranhas, que desciam pelo curso d’água, ainda não haviam percebido sua presença.

De acordo com o guia, as ariranhas surpreenderam a onça ao reagir coletivamente. Antes do confronto, ele já havia alertado aos turistas sobre a dificuldade que o animal poderia enfrentar.

“Ele deu a volta e foi atrás delas. Mal sabia ele que as ariranhas são conhecidas como as [outras] onças da água e ele que estava no habitat delas. Foi uma surpresa enorme ver que ele teve a coragem de seguir em frente”, contou.

 

🦦🐾Vida em grupo favorece espécie

A presidente do Projeto Ariranhas, a bióloga Caroline Leuchtenberger, explicou que a vida em grupo é uma estratégia de defesa das ariranhas contra predadores, incluindo a onça-pintada.

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“A onça-pintada é o principal predador natural das ariranhas e pode predar inclusive indivíduos adultos. Uma das grandes vantagens das ariranhas é justamente o fato de viverem em grupo, o que permite que elas se defendam melhor”, disse.

Quando percebem a aproximação de uma onça e têm condições de reagir, as ariranhas podem se organizar para tentar afastar o predador e defender o território. No episódio registrado, a reação do grupo fez a onça Makala sair da água.

O desfecho mostra que a defesa coletiva funcionou naquela situação, embora não garanta o mesmo resultado em todos os encontros.

🦦🛡️ Proteção dos filhotes é coletiva

 

A cooperação entre as ariranhas vai além da defesa contra predadores. Segundo Caroline, integrantes do grupo compartilham tarefas relacionadas ao cuidado com os filhotes, como proteção e alimentação, o que favorece o desenvolvimento dos animais nos primeiros meses de vida.

“Os indivíduos se revezam em diferentes atividades, como cuidar, proteger e alimentar os filhotes. De maneira geral, grupos maiores tendem a ter mais sucesso na criação dos filhotes, justamente porque contam com mais indivíduos para compartilhar essas tarefas”, destacou.

A organização coletiva também ajuda a defender o território e a manter o acesso a recursos importantes para a sobrevivência e a reprodução da família.

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🔊🚨 Vocalizações alertam sobre ameaças

Segundo Caroline, a espécie emite cerca de 15 sons distintos, que variam conforme o contexto e ajudam na comunicação entre os integrantes do grupo.

“Nesse episódio com a onça-pintada, por exemplo, elas emitiram vocalizações de alerta e alarme, que ajudaram a organizar o grupo para enfrentar aquela ameaça”, explicou.

Embora encontros entre onças-pintadas e ariranhas ocorram com certa frequência no Pantanal mato-grossense, para Caroline, esses registros de situações em que o grupo consegue afugentar o felino são raros.

No encontro registrado em Porto Jofre, os sons também contribuíram para organizar a reação coletiva do grupo diante da aproximação da onça-pintada, que deixou a água após avançar contra os animais.

*Sob supervisão de Jardes Johnson.

VEJA;

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Mato Grosso é sexto Estado menos dependente de receitas da União para sobreviver

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Ranking do CLP aponta que menos de um quarto receita de Mato Grosso em 2025 veio de transferências do governo federal

Mato Grosso está dentre os Estados brasileiros com menor dependência fiscal da União. Um ranking divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) o aponta em sexto lugar em autonomia fiscal. 

O CLP disse que compilou dos dados com base em números do Tesouro Nacional. A independência financeira dos Estados indicaria solidez fiscal e competitividade econômica para atrair empresas. 

Conforme o ranking, a receita de Mato Grosso em 2025 teve participação de 21,9% de transferência de dinheiro pelo governo federal. A dependência é semelhante à de Estados com pujança econômica, como Minas Gerais, que ficou em quinto lugar com 20,8%, e Santa Catarina, que teve 22% de sua receita vinda do governo federal em 2025 e ficou em sétimo lugar. 

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Rio de Janeiro e São Paulo são os Estados com as menores taxa de dependência fiscal. Rio de Janeiro lidera o ranking nacional com 10%, e São Paulo o acompanha de perto com 12,7%. 

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