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21 de maio de 2026

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STF forma maioria para tornar réus delegados e comissário por obstrução de Justiça

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Primeira Turma acolhe denúncia da PGR sobre plano da cúpula da Polícia Civil do RJ para sumir com provas e proteger mandantes

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na manhã desta quinta-feira (21) para tornar réus três integrantes da Polícia Civil do Rio de Janeiro investigados por obstrução de Justiça e associação criminosa no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018.

Até o momento, votaram pela abertura de uma nova ação penal sobre o caso os ministros Alexandre de Moraes, relator, Cristiano Zanin e Flávio Dino, que votou nesta quinta formando a maioria. Falta o voto apenas de Cármen Lúcia, que tem até sexta-feira (22) para votar na sessão virtual.

Entre os acusados está Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil fluminense que já foi condenado, em fevereiro, a 18 anos de prisão por sua participação para atrapalhar a apuração do crime. Os outros dois investigados, que agora devem se tornar réus, são o delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio de Barros Pinto, conhecido como Marquinho HP.

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Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados cometeram atos para desaparecer com provas, incriminaram pessoas inocentes, usaram testemunhas falsas e realizaram diligências desnecessárias para “garantir a impunidade” dos mandantes e executores do assassinato.

Em fevereiro, os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram sentenciados a 76 anos e três meses como mentores do crime, cuja motivação foram disputas em torno da grilarem de terras na Zona Oeste do Rio de Janeiro, conforme os autos do processo.

Os irmãos Brazão foram condenados pelos crimes de organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle, que sobreviveu ao atentado.

Defesas
Antes do julgamento, a defesa de Rivaldo defendeu a rejeição da denúncia por falta de provas e disse que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio foi acusado com base em inferências.

Os advogados de Giniton afirmaram que ele não tem foro privilegiado e não pode ser julgado pelo Supremo.

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A defesa de Marco Antonio de Barros afirmou que nenhum elemento de prova foi produzido e que o trabalho da polícia resultou na prisão de Ronnie Lessa, delator e executor do crime.

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Agro Mato Grosso

De advogada a produtora rural: Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais

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Vencedora do Prêmio Mulheres do Agro 2025, produtora paranaense alia inovação, sustentabilidade e soluções biológicas em segmento em expansão. Inscrições para a 9ª edição do prêmio se encerram em 7 de junho.

São Paulo, maio de 2026 – No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”

A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.

Tecnologia e ESG no DNA

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A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.

A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.

Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Prêmio Mulheres do Agro 2026

Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.

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“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.

Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo.

Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”

As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.

Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.

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Sobre a ABAG
Com mais de 3 décadas de atuação, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) é a única entidade que reúne, em uma só voz, todos os elos da cadeia produtiva, do campo à indústria, distribuição e serviços. Promove uma visão integrada e de futuro para o agronegócio brasileiro, fomentando o desenvolvimento sustentado e a bioeconomia, ao mesmo tempo em que aproxima o setor de seus principais públicos estratégicos. A ABAG tornou-se referência na articulação de alianças nacionais e internacionais, estimulando conexões, diálogos e inovação, mobilizando a força de suas mais de 80 associadas para dinamizar o setor e ampliar o protagonismo de toda a cadeia.

Informações à imprensa: 
JeffreyGroup
agrobayer@jeffreygroup.com

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Editorial: Xomano não perdeu para o câncer — ele lutou até o fim

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José Didier deixa legado no humor regional, na comunicação e na memória afetiva de Cuiabá.

Há dores que não cabem em manchetes. Há partidas que silenciam uma redação inteira, interrompem lembranças no meio da madrugada e fazem a gente encarar, mais uma vez, a fragilidade da vida. Nesta quinta-feira, Cuiabá perdeu José Didier, o nosso querido Xomano.

Ninguém perde uma luta contra o câncer. Não perde quem enfrenta dias de dor tentando continuar sorrindo. Não perde quem transforma sofrimento em coragem. Quando a batalha termina, ficam a memória, o amor e a marca de quem lutou até o último instante.

Xomano foi muitas coisas. Comunicador, humorista talentoso, pioneiro entre os influenciadores digitais de Mato Grosso, dono de um humor regional que fazia o cuiabano se reconhecer na tela e rir de si mesmo com carinho.

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Mas, acima de tudo, Xomano foi amigo. Um amigo generoso, presente, daqueles que chegam fazendo piada e saem deixando saudade. Trabalhou no Livre, passou pela TV Cidade Verde e dividiu comigo incontáveis pautas, bastidores, conversas e encontros que hoje ganham outro peso dentro da memória.

Entre tantas lembranças, guardarei com carinho a comemoração do meu aniversário de 26 anos. Xomano estava lá, rindo, brincando, fazendo o ambiente parecer mais leve como só ele sabia fazer. Talvez esse seja o verdadeiro legado das pessoas especiais: elas continuam existindo nos detalhes, nas histórias repetidas entre amigos, nos vídeos antigos, nas gargalhadas inesperadas que surgem mesmo em dias tristes. O humor dele nasceu cuiabano, mas a humanidade dele era universal.

O Livre é uma redação formada majoritariamente por cristãos católicos. E, diante da dor, é na fé que buscamos algum conforto para aquilo que a razão não consegue explicar. Pedimos a Deus que acolha nosso amigo José Didier e dê força aos familiares, amigos e admiradores que hoje choram sua partida. Que permaneça entre nós a lembrança de sua coragem, da sua autenticidade e da alegria que espalhou por onde passou.

Até um dia, amigo…

Lucas Bellinello
Editor do O Livre

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O mundo é você — Amélie já sabia

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Onde estou? Quem sou? Para onde vou? E, afinal de contas, por que estou aqui? Essas perguntas são enigmáticas e podem nos colocar no centro do universo ou como uma pequena partícula de vida em uma imensidão. Dois caminhos opostos que nos levam da plena relevância à total insignificância.

Usando o filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain para refletir sobre essas questões existenciais, podemos começar pela primeira: “Onde estou?”. Para configurar o mundo e quem vive nele, percebi que o longa recorre a uma complexa cadeia de acontecimentos e sentimentos distintos.

Ao construir o ambiente e o dia em que nasce a personagem, o narrador descreve acontecimentos aleatórios que acontecem simultaneamente em diferentes locais do mundo. Longe do modelo tradicional de se contar uma história, o autor apresenta algo diferente, porém adequado a trama.

Enquanto um “espermatozoide com um cromossomo X, pertencente a Raphaël Poulain — pai de Amélie —, corria para encontrar um óvulo em sua esposa Amandine”, uma mosca batia 14.670 vezes as asas, o vento atingia a varanda de um restaurante e um vizinho chegava em casa após o velório de um amigo e apagava o endereço do falecido de um caderno de anotações.

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Esse é apenas um exemplo de como o narrador relaciona os eventos importantes da vida de Amélie ao mundo. Tudo acontece dentro de um fluxo planetário em que vida e tempo se entrelaçam e, ao mesmo tempo, se desconectam.

A forma de apresentação também é extremamente reflexiva e me colocou diante de uma realidade cruel: somos menos que grãos de areia em um universo onde mais de 8 bilhões de pessoas vivem histórias simultâneas, cada um de nós com seu próprio mundo, formado por experiências, vivências, afinidades e perspectivas individuais.

Resumindo: vivemos o mundo que interpretamos — ou recortamos — diante de tantos acontecimentos.

E quem somos nós neste contexto?

Neste artigo, que para quem ainda não assistiu ao filme pode parecer uma viagem psicodélica, não podemos falar sobre “quem somos” sem nos confrontar um tabu. Em um mundo formado por pessoas com egos exorbitantes, a insignificância da individualidade humana é concreta.

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Envolta nesse pensamento de ser “nada demais”, comecei a pesquisar em sites aleatórios quanto tempo permanecemos na memória das pessoas depois que morremos. Nenhuma das respostas encontradas se baseava em critérios científicos — e até agradeço se alguém tiver essa informação e puder compartilhar. Contudo, para concluir o raciocínio, vamos adotar metodologias “desconfiáveis”, que atribuem esse período a três gerações, ou seja, ao intervalo entre você e o seu neto.

Considerando a velocidade do tempo atual, esse prazo pode até diminuir, já que os tempos atuais exigem agilidade e reduz a duração das experiências humanas por conta do uso de mídias eletrônicas e do ambiente digital. Assim, aquelas três gerações que pareciam poucas talvez se resumam, em breve, à sua mãe e ao seu filho, duas gerações — porque esperamos que, ao menos eles, não nos esqueçam!

Tudo isso revela apenas que o tempo se esvai enquanto nós somos tomados por um narcisismo que nos leva a desejar estar no centro das atenções em um mundo que desaparecerá completamente em poucas gerações.

Mas, será que não somos nada?

Amélie, nossa heroína francesa, mostra como a definição de uma pessoa pode ser simples e, ao mesmo tempo, efetiva. No filme, a personagem define as pessoas a partir do que elas gostam ou não gostam.

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Engraçado, tentei fazer o mesmo e tive certa dificuldade. É incrível como, mesmo em uma atividade íntima, ainda sentimos receio da validação alheia em relação aos nossos sentimentos.

Sendo assim, sem mais delongas, vou compartilhar minha tentativa.

Não gosto de festas. Acho confraternizações de trabalho algo penoso, porque não consigo relaxar e estou sempre em alerta. Trabalho com fé e alegria, mas viveria bem sem trabalhar e não me sentiria inútil por isso. Não suporto conversas que giram em torno de “eu tenho”, “eu sou” ou “sou amigo de”. Não quero saber da vida de famosos. Não gosto de despedidas, filmes com violência explícita e amigos que pensam apenas em pegação. Também não gosto que mexam nas minhas coisas — nem nas mais baratas —, de padre avarento, de gente que tenta ganhar no grito, de homem assediador, de mulher assediadora e de gente mimada.

Gosto de comer feijão com abóbora, ler livros de histórias, vestir pijama e chinelo, assistir desenhos tomando toddy com pão e manteiga. Entre minhas preferências, também estão esnobar quem me faz mal, brincar com cachorro, praticar esportes, escrever histórias, imaginar que tive outras vidas, tomar banho morno pela manhã e, confesso, adoro ver gente ruim se dando mal.

E você? Do que gosta e do que não gosta? Já pensou sobre isso? Surpreenda a si mesmo e não se preocupe tanto com os demais. É hora de se descobrir e entender quem você é.

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Acho que, depois de se conhecer, fica muito simples saber para onde ir. A resposta é: para onde você quiser.

Só não se esqueça de correr. O tempo é curto e a sua vida precisa ser importante, em primeiro lugar, para você mesmo.

Caroline Rodrigues é jornalista há mais de 20 anos, tenta praticar esportes desde sempre, chora em filmes em que o cachorro morre no final e conta causos em boteco. É acadêmica de Nutrição e escreve sobre temas diversos. Resumindo: fala de tudo e se especializou em muitos nadas.

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