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24 de outubro de 2026

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O mundo é você — Amélie já sabia

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Onde estou? Quem sou? Para onde vou? E, afinal de contas, por que estou aqui? Essas perguntas são enigmáticas e podem nos colocar no centro do universo ou como uma pequena partícula de vida em uma imensidão. Dois caminhos opostos que nos levam da plena relevância à total insignificância.

Usando o filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain para refletir sobre essas questões existenciais, podemos começar pela primeira: “Onde estou?”. Para configurar o mundo e quem vive nele, percebi que o longa recorre a uma complexa cadeia de acontecimentos e sentimentos distintos.

Ao construir o ambiente e o dia em que nasce a personagem, o narrador descreve acontecimentos aleatórios que acontecem simultaneamente em diferentes locais do mundo. Longe do modelo tradicional de se contar uma história, o autor apresenta algo diferente, porém adequado a trama.

Enquanto um “espermatozoide com um cromossomo X, pertencente a Raphaël Poulain — pai de Amélie —, corria para encontrar um óvulo em sua esposa Amandine”, uma mosca batia 14.670 vezes as asas, o vento atingia a varanda de um restaurante e um vizinho chegava em casa após o velório de um amigo e apagava o endereço do falecido de um caderno de anotações.

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Esse é apenas um exemplo de como o narrador relaciona os eventos importantes da vida de Amélie ao mundo. Tudo acontece dentro de um fluxo planetário em que vida e tempo se entrelaçam e, ao mesmo tempo, se desconectam.

A forma de apresentação também é extremamente reflexiva e me colocou diante de uma realidade cruel: somos menos que grãos de areia em um universo onde mais de 8 bilhões de pessoas vivem histórias simultâneas, cada um de nós com seu próprio mundo, formado por experiências, vivências, afinidades e perspectivas individuais.

Resumindo: vivemos o mundo que interpretamos — ou recortamos — diante de tantos acontecimentos.

E quem somos nós neste contexto?

Neste artigo, que para quem ainda não assistiu ao filme pode parecer uma viagem psicodélica, não podemos falar sobre “quem somos” sem nos confrontar um tabu. Em um mundo formado por pessoas com egos exorbitantes, a insignificância da individualidade humana é concreta.

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Envolta nesse pensamento de ser “nada demais”, comecei a pesquisar em sites aleatórios quanto tempo permanecemos na memória das pessoas depois que morremos. Nenhuma das respostas encontradas se baseava em critérios científicos — e até agradeço se alguém tiver essa informação e puder compartilhar. Contudo, para concluir o raciocínio, vamos adotar metodologias “desconfiáveis”, que atribuem esse período a três gerações, ou seja, ao intervalo entre você e o seu neto.

Considerando a velocidade do tempo atual, esse prazo pode até diminuir, já que os tempos atuais exigem agilidade e reduz a duração das experiências humanas por conta do uso de mídias eletrônicas e do ambiente digital. Assim, aquelas três gerações que pareciam poucas talvez se resumam, em breve, à sua mãe e ao seu filho, duas gerações — porque esperamos que, ao menos eles, não nos esqueçam!

Tudo isso revela apenas que o tempo se esvai enquanto nós somos tomados por um narcisismo que nos leva a desejar estar no centro das atenções em um mundo que desaparecerá completamente em poucas gerações.

Mas, será que não somos nada?

Amélie, nossa heroína francesa, mostra como a definição de uma pessoa pode ser simples e, ao mesmo tempo, efetiva. No filme, a personagem define as pessoas a partir do que elas gostam ou não gostam.

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Engraçado, tentei fazer o mesmo e tive certa dificuldade. É incrível como, mesmo em uma atividade íntima, ainda sentimos receio da validação alheia em relação aos nossos sentimentos.

Sendo assim, sem mais delongas, vou compartilhar minha tentativa.

Não gosto de festas. Acho confraternizações de trabalho algo penoso, porque não consigo relaxar e estou sempre em alerta. Trabalho com fé e alegria, mas viveria bem sem trabalhar e não me sentiria inútil por isso. Não suporto conversas que giram em torno de “eu tenho”, “eu sou” ou “sou amigo de”. Não quero saber da vida de famosos. Não gosto de despedidas, filmes com violência explícita e amigos que pensam apenas em pegação. Também não gosto que mexam nas minhas coisas — nem nas mais baratas —, de padre avarento, de gente que tenta ganhar no grito, de homem assediador, de mulher assediadora e de gente mimada.

Gosto de comer feijão com abóbora, ler livros de histórias, vestir pijama e chinelo, assistir desenhos tomando toddy com pão e manteiga. Entre minhas preferências, também estão esnobar quem me faz mal, brincar com cachorro, praticar esportes, escrever histórias, imaginar que tive outras vidas, tomar banho morno pela manhã e, confesso, adoro ver gente ruim se dando mal.

E você? Do que gosta e do que não gosta? Já pensou sobre isso? Surpreenda a si mesmo e não se preocupe tanto com os demais. É hora de se descobrir e entender quem você é.

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Acho que, depois de se conhecer, fica muito simples saber para onde ir. A resposta é: para onde você quiser.

Só não se esqueça de correr. O tempo é curto e a sua vida precisa ser importante, em primeiro lugar, para você mesmo.

Caroline Rodrigues é jornalista há mais de 20 anos, tenta praticar esportes desde sempre, chora em filmes em que o cachorro morre no final e conta causos em boteco. É acadêmica de Nutrição e escreve sobre temas diversos. Resumindo: fala de tudo e se especializou em muitos nadas.

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Armas, liberdade e segurança: o que o mundo nos ensina?

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Por que um cidadão do Texas pode, em determinadas condições, portar uma arma curta sem licença estadual, enquanto no Brasil o porte civil é tratado como exceção? A pergunta revela diferentes concepções sobre liberdade individual, segurança pública e papel do Estado.

Nos Estados Unidos, a Segunda Emenda protege o direito de manter e portar armas, reconhecido pela Suprema Corte (District of Columbia v. Heller, 2008) como individual, embora não absoluto.

O caso envolveu restrições do Distrito de Columbia à posse de armas curtas e exigências que impediam, na prática, que armas legalmente possuídas permanecessem prontas para uso em legítima defesa dentro de casa. Dick Heller, um agente de segurança, contestou essas restrições porque pretendia manter uma arma curta em sua residência. A Suprema Corte reconheceu que a Segunda Emenda protege um direito individual de possuir uma arma de fogo, a proteção da autodefesa no interior da residência a inconstitucionalidade da proibição geral de armas curtas examinada no caso. Por fim, a decisão não estabeleceu, contudo, um direito irrestrito de possuir qualquer arma, em qualquer local e para qualquer finalidade.

Posteriormente, em New York State Rifle & Pistol Association v. Bruen (2022), a Suprema Corte reconheceu que a Segunda Emenda também protege o porte de armas curtas em público para autodefesa, afastando o regime de Nova York que exigia a demonstração de uma necessidade especial, superior àquela existente na população em geral, para a obtenção da licença. Isso não significa que qualquer pessoa possa portar armas livremente, sem observar as restrições constitucionais e legais aplicáveis. O direito não é absoluto, pois se sujeita a limitações.

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O país, porém, não tem regra única: Texas, Arizona e Flórida adotam modelos mais permissivos de porte sem licença para pessoas legalmente habilitadas; Califórnia e Nova York impõem controles mais rigorosos com exigência de licença. O federalismo dos EUA explica parte dessa diversidade, nos termos da Décima Emenda à Constituição Federal de 1787.

O Brasil escolheu outro caminho. O Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) disciplina aquisição, registro, posse e porte. A posse depende de requisitos legais, enquanto o porte civil é excepcional e exige autorização nas hipóteses previstas em lei. A Constituição brasileira não consagra direito equivalente à Segunda Emenda americana.

Essa opção tem justificativas conhecidas: prevenir desvios para o mercado ilegal, reduzir riscos em conflitos, facilitar a rastreabilidade e atribuir ao Estado papel central na segurança coletiva. Mas é preciso avaliar se cada exigência é eficaz, proporcional e aplicada com critérios transparentes e justificada a negativa.

A experiência internacional mostra que não existe fórmula única. Portugal admite licenças para categorias e finalidades específicas. França, Alemanha e Itália distinguem posse e porte em público. A Áustria adota regras por categorias. Japão e Austrália mantêm controles rigorosos; neste último país, o massacre de Port Arthur, em 1996, impulsionou reformas e severas limitações, partindo da restrição. Na Grécia, o porte também depende de autorização própria. As regras variam, mas a distinção entre possuir uma arma e portá-la é central.

O contraste não deve ser reduzido à ideia de que os Estados Unidos valorizam a liberdade e os demais países preferem o controle. Há diferenças históricas, culturais e constitucionais, além de realidades distintas de criminalidade, fiscalização e confiança nas instituições. Uma regra estrangeira não produzirá necessariamente os mesmos efeitos no Brasil.

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O debate responsável deve evitar dois atalhos: afirmar que ampliar o acesso necessariamente aumentará a violência ou sustentar que mais armas, por si sós, garantirão mais segurança. Os resultados dependem de fatores como origem dos armamentos, investigação, prevenção de conflitos, armazenamento, treinamento e combate ao tráfico.

Talvez a pergunta mais produtiva não seja “armas, sim ou não?”. É saber quais controles protegem efetivamente a população, quais restrições são justificáveis e como assegurar decisões administrativas previsíveis, sem arbitrariedade e justificáveis. Segurança coletiva e liberdade individual são valores relevantes; o desafio democrático é ponderá-los com dados, responsabilidade e respeito à lei.

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É amanhã! Veja como votar usando o aplicativo e-Título do TSE e consulte local de votação

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Apesar do uso não ser obrigatório, o aplicativo facilita o acesso às informações mais importantes no dia da votação

Para exercer o direito ao voto no segundo turno neste domingo (25), os eleitores poderão utilizar o e-Título, a versão digital do título de eleitor. O app pode ser utilizado desde que ele contenha a foto do eleitor.

Apesar do uso não ser obrigatório, o aplicativo facilita o acesso às informações mais importantes no dia da votação.

Identificação

Para comprovar a identidade do eleitor, os mesários deverão conferir documentos oficiais com foto (físicos ou digitais). O e-Título, desde que tenha a foto do eleitor, pode ser utilizado nesta identificação.

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Como baixar o e-Título?

Para baixar o e-Título, é necessário acessar a AppStore ou Google Play Store e fazer o download gratuito. É importante verificar se o app aparece como “e-Título – Justiça Eleitoral Brasileira”.

Com o aplicativo aberto é preciso preencher os dados: nome completo, data de nascimento, CPF ou Título de Eleitor, e nome dos pais. Após isso, o eleitor deverá responder às perguntas de segurança exibidas na tela e criar uma senha.

Os dados informados devem ser exatamente iguais aos do último atendimento na Justiça Eleitoral. Se houver divergência, o aplicativo não validará o documento. O e-Titulo poderá ainda solicitar o reconhecimento facial, feito por meio da câmera do aparelho celular.

Funcionalidades

Além de servir como documento de identificação, no aplicativo é possível consultar informações relevantes como o local de votação, além de emitir certidões eleitorais e justificar a ausência às urnas.

É possível votar sem o título de eleitor?

Sim. Qualquer documento oficial com foto, físico ou digital, será aceito para identificação.

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São aceitos como documento de identificação, além do e-Título, inclusive em formato digital:

carteira de identidade;

identidade social;

passaporte;

carteira de categoria profissional reconhecida por lei;

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certificado de reservista;

carteira de trabalho física;

Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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Gisela Simona defende cuidado permanente com a saúde da mulher e ampliação dos exames

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Vice-governadora eleita acompanhou ações que integram atendimento médico, diagnóstico precoce e acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade

A prevenção ao câncer de mama exige mais do que campanhas de conscientização, antes depende de acesso aos exames, agilidade no diagnóstico e continuidade do tratamento. Essa foi a dimensão que a vice-governadora eleita Gisela Simona (União) destacou, ao participar do lançamento da campanha Outubro Rosa no Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá e Santa Casa neste final de semana. Uma iniciativa das unidades hospitalares – que ainda inclui, em Cuiabá, o Hospital Central – em parceria com o Governo de Mato Grosso.

A mobilização reúne medidas para ampliar a assistência às mulheres que aguardam atendimento pelo sistema estadual de regulação.

Segundo os dados da campanha, além da capital, foram ampliados os atendimentos em todas outras unidades contratualizadas no Estado, ao entorno de 30% dos serviços de ginecologia e mastologia. Com uma oferta conjunta de 1.250 consultas nessas especialidades, 60 biópsias de mama e 250 mamografias.

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Ao comentar a iniciativa, Gisela ressaltou que a ampliação da oferta de consultas e exames precisa estar associada à capacidade de identificar a doença precocemente e encaminhar as pacientes para o tratamento.

“Neste Outubro Rosa, as equipes médicas de três grandes unidades hospitalares de Cuiabá estão intensificando o atendimento às mulheres, com a realização de mais biópsias e mamografias. É uma ação importante para estimular o autocuidado e ampliar as condições de diagnóstico precoce. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores podem ser as possibilidades de tratamento e cura”, afirmou.

A participação da vice-governadora eleita também incluiu o contato com a Van Rosa, unidade móvel da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) vinculada ao programa SER Família Mulher. O serviço oferece orientação, acolhimento e apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade e violência doméstica.

A presença da unidade amplia o alcance da discussão para além da saúde física. O acesso aos serviços médicos e a existência de uma rede de proteção são dimensões que se cruzam na vida de mulheres expostas à violência, à dependência econômica e a outras situações de vulnerabilidade. A articulação entre saúde e assistência social, nesse contexto, é parte do desafio de garantir atendimento integral.

Gisela também participou da live “Outubro Rosa: Além da Campanha”, que colocou em pauta a necessidade de ampliar a atenção à saúde feminina para além das mobilizações do mês. A discussão converge para um desafio permanente das políticas públicas. Fazendo com que a conscientização resulte em atendimento acessível, acompanhamento e encaminhamento adequado, independentemente do calendário destes eventos.

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Para a vice-governadora, a discussão sobre a saúde da mulher se conecta a uma agenda mais ampla de proteção e qualidade de vida. A prevenção do câncer, o acesso ao diagnóstico, o acolhimento de vítimas de violência e a continuidade da assistência exigem políticas que ultrapassem ações pontuais e articulem diferentes áreas do poder público.

Participaram do lançamento a secretária-adjunta do Complexo Regulador da Secretaria de Estado de Saúde, Fabiana Bardi, e a secretária adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres, Salete Morochoski.

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