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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Emater/RS: Tempo firme garante finalização da colheita do arroz no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz se encontra tecnicamente concluída no Rio Grande do Sul, favorecida pela sequência de dias secos e pela boa condição de trafegabilidade nas áreas produtoras. Restam apenas áreas pontuais de lavouras tardias em fase final de colheita.

De maneira geral, a safra confirmou elevados níveis de produtividade, apesar da redução de rendimento em algumas áreas implantadas fora da janela preferencial, ou impactadas por eventos climáticos ao longo do ciclo.

Em parte das áreas colhidas, os produtores já realizam operações de manejo póscolheita, como incorporação de resteva para acelerar a decomposição da palhada. Em locais específicos, ainda persistem dificuldades de acesso interno às lavouras em decorrência das
chuvas intensas no início de maio. A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o período de tempo firme favoreceu o avanço e a conclusão da colheita em diversos municípios.

Em Quaraí, as lavouras mais tardias reduziram a produtividade média final para 8.840 kg/ha, abaixo da expectativa inicial de 9.179 kg/ha. Em Maçambará, a colheita foi concluída com produtividade média de 9.000 kg/ha, representando incremento de 4,08% em relação à estimativa inicial. Em São Borja, os rendimentos também ficaram próximos de 9.000 kg/ha. Em São Gabriel, resta por colher menos de 1% dos 25.800 hectares cultivados, e há registros pontuais de dificuldades de acesso às áreas em razão das chuvas torrenciais em 01/05.

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Na de Pelotas, a colheita está praticamente finalizada, restando apenas áreas pontuais no município de Tavares. A produtividade média regional está estimada em 9.647 kg/ha. Na de Santa Maria, a colheita foi concluída, confirmando uma safra de elevado rendimento, com produtividade média próxima de 8.000 kg/ha. Em São João do Polêsine, a produtividade média final atingiu 8.500 kg/ha. Nas áreas já colhidas, os produtores realizam a incorporação da resteva, visando à decomposição da palhada.

Na de Soledade, o predomínio de tempo firme durante a semana possibilitou a finalização da colheita.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,41 %, quando comparado à semana anterior, de R$ 59,74 para R$ 58,90.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Semeadura da soja no RS avança de forma lenta e atinge 3% da área prevista – MAIS SOJA

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A semeadura da nova safra de soja continua de forma lenta e ainda ocupa pequena parcela da área prevista (3%). A elevada umidade do solo e a ocorrência de chuvas frequentes restringiram as janelas de plantabilidade, e as baixas temperaturas e a limitada radiação solar retardaram o desenvolvimento das primeiras lavouras implantadas.

O período de tempo mais firme favoreceu a preparação das áreas e a entrada de máquinas em parte das regiões, mas o avanço segue condicionado à manutenção de condições adequadas de umidade. A dessecação de plantas de cobertura, a distribuição de fertilizantes e a regulagem das semeadoras têm sido realizadas nas propriedades que ainda
não iniciaram o plantio.

Em áreas semeadas antecipadamente, houve prejuízo à emergência após as chuvas volumosas, embora os estandes ainda estejam, em geral, satisfatórios. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática já detectou presença em plantas de soja guaxa em diferentes pontos do Estado. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares e produtividade de 3.183 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a redução da umidade do solo permitiu a retomada do preparo das áreas e das aplicações de herbicidas. Em Rosário do Sul, foram realizadas operações de recuperação de áreas com erosão provocada pelas chuvas. Em São Borja, o plantio avançou pouco após as chuvas volumosas do período. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática foi iniciado em 13 municípios, e houve detecção em nove locais avaliados.

Na de Ijuí, a área semeada evoluiu para 2% da projetada. Esse pequeno avanço decorre da umidade elevada. Os produtores intensificaram o preparo das áreas e a distribuição de fertilizantes a lanço em pré-plantio. As primeiras lavouras implantadas em setembro apresentam desenvolvimento vegetativo mais lento.

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Na de Santa Maria, 5% dos 1.036.859 hectares previstos foram semeados. Na de Santa Rosa, o plantio prosseguiu em pequena escala em locais com solos mais leves ou sob integração lavoura-pecuária. As chuvas ocorridas após as primeiras semeaduras prejudicaram a emergência, mas os estandes seguem satisfatórios. Também foramobservadas plantas de soja guaxa com sinais sugestivos de ferrugem-asiática, ainda sem confirmação laboratorial. Na de Soledade, a semeadura alcança 4% da área prevista.

Muitas áreas já estão dessecadas e prontas, mas o excesso de umidade do solo mantém o ritmo de implantação reduzido.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,23%, passando de R$ 138,32 para R$ 138,00. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 147,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Brasil poderá importar maior volume de trigo em 30 anos na temporada 2026/27 – MAIS SOJA

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O Brasil poderá importar mais de 9 milhões de toneladas de trigo na temporada atual 2026/27, alcançando o maior volume dos últimos 30 anos, segundo estimativa apresentada pelo presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa, durante a abertura do 33o Congresso Internacional da entidade nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro (RJ).

A perspectiva de aumento das importações está relacionada à redução da produção nacional, afetada pelas condições climáticas nos principais estados produtores do Sul e Sudeste, e à consequente perda de produtividade e qualidade dos grãos. Segundo Barbosa, a volatilidade dos custos de produção e as oscilações dos preços internacionais também influenciaram as decisões de plantio, deixando a área colhida abaixo do potencial produtivo brasileiro.

“Como desdobramento direto dessa menor disponibilidade interna do trigo, o Brasil registrará um aumento recorde nas importações”, afirmou Barbosa.

A qualidade do trigo argentino também poderá influenciar o volume das compras externas. Caso não haja recuperação em relação à safra passada, o Brasil poderá ampliar ainda mais os desembarques para garantir o abastecimento dos moinhos e da indústria alimentícia.

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Durante o congresso, o presidente do conselho deliberativo da Abitrigo, Daniel Kümmel, informou que os moinhos brasileiros processaram 13,275 milhões de toneladas de trigo em 2025. Ele destacou que o aumento das compras externas representa um desafio para toda a cadeia, especialmente em relação à infraestrutura portuária, à armazenagem, ao capital de giro e ao câmbio.

“Nunca trouxemos tanto trigo de fora”, afirmou Kümmel.

O aumento ocorre em um cenário de pressão sobre os custos do setor. Barbosa apontou os gastos com insumos e embalagens, a elevação de 1,17% na carga tributária sobre o trigo importado e a redução de 10% do crédito presumido entre os fatores que poderão pressionar os custos do trigo em 2026/27 e afetar os preços da farinha e de produtos derivados, como pães, massas e bolos.

A Abitrigo também pretende apresentar as demandas do setor ao novo governo a partir de janeiro. Entre as prioridades estão a formulação de uma política nacional para o trigo, melhorias na infraestrutura de armazenagem, linhas de crédito específicas para a cadeia e o incentivo à expansão do cultivo no Cerrado.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

STF decide que Funrural cobrado antes de 2018 é inconstitucional. E agora? – MAIS SOJA

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No dia 15 de outubro, por 6 a 5 votos, os ministros dos Supremo Tribunal Federal decidiram que a cobrança da contribuição previdenciária para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) feita até 31 de dezembro de 2017 é inconstitucional. A conclusão vale tanto para as cobranças feitas a produtores rurais pessoa física quanto para as empresas compradoras de produtos rurais — que faziam os pagamentos na forma de sub-rogação.

De maneira geral, o entendimento da maioria do Tribunal é de que não havia clareza e todos os requisitos legais exigidos na legislação que embasava a cobrança da contribuição. No julgamento, os ministros também concluíram que a publicação da Lei 13.606, em 2018, tornou a exigência de pagamento constitucional. Desta forma, cobranças feitas a partir de 1º de janeiro de 2018 são regulares.

E agora?

Quem possui processos administrativos/judiciais, execuções fiscais e depósitos judiciais relacionados a cobranças anteriores a 2018 poderá pedir a extinção ou anulação dos procedimentos com base na decisão do STF.

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Porém, o Supremo não definiu se quem pagou o Funrural antes de 2018 terá direito a reaver os valores ou quais diretrizes devem ser adotadas para os parcelamentos ativos. A expectativa é de que esses pontos, considerados “efeitos” da declaração de inconstitucionalidade da cobrança, sejam esclarecidos em um novo julgamento — que não tem data prevista para acontecer.

Recomendação da Aprosoja

A recomendação da Aprosoja Brasil é de que cada produtor converse com o contador e assessoria jurídica de confiança para avaliar o seu caso individual, principalmente se houver débito inscrito em dívida ativa ou ação judicial em curso referente a período anterior a 2018.

A Aprosoja seguirá acompanhando o processo no STF até o completo encerramento do tema.

Fonte: Aprosoja Brasil

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