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Embrapa lança soja convencional para o Cerrado e apresenta novo maracujá

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou nesta quinta-feira (21), durante a AgroBrasília 2026, uma nova cultivar de soja para o Cerrado e uma nova opção de maracujá voltada à fruticultura. Os materiais foram desenvolvidos para atender demandas de produtividade, sanidade e diversificação comercial em diferentes sistemas de produção. Entre os destaques estão a soja BRS 7583 e o maracujazeiro BRS Maracujá Maçã.
Segundo a Embrapa Cerrados, a BRS 7583 é uma soja convencional com tolerância a nematoides de galha (Meloidogyne javanica) e potencial produtivo superior a 70 sacas por hectare, podendo ultrapassar 90 sacas por hectare em algumas regiões. A cultivar é recomendada para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Distrito Federal. O ciclo varia de 105 a 121 dias, com porte médio, resistência ao acamamento e estabilidade produtiva.
Pesquisadores da unidade destacaram que o fato de ser um material não transgênico pode abrir espaço para nichos de mercado de soja convencional, com possibilidade de remuneração diferenciada. A Embrapa também apresentou a BRS 8282, outra cultivar convencional, com alta concentração de ácido oleico. De acordo com a instituição, o perfil do óleo amplia o uso em fritura e na produção de biodiesel de maior estabilidade.
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Na fruticultura, a novidade foi a BRS Maracujá Maçã, da espécie Passiflora maliformis L. O material tem tripla aptidão: consumo in natura, processamento industrial e uso ornamental. Nas condições do Distrito Federal, a produtividade informada varia de 10 a 20 toneladas por hectare ao ano, podendo chegar a 30 toneladas por hectare ao ano com manejo adequado e plantio adensado, conforme resultado obtido em unidade demonstrativa em Flores de Goiás.
A Embrapa informa que a cultivar apresenta frutos de cerca de 80 gramas, alto rendimento de polpa e resistência a problemas fitossanitários como virose, bacteriose e fusariose. A instituição também citou porta-enxertos resistentes à fusariose, como BRS Terra Nova e BRS Terra Boa, já disponíveis aos produtores.
Os lançamentos reforçam o uso do melhoramento genético como ferramenta para elevar a eficiência produtiva e ampliar alternativas comerciais no campo. A adoção em escala e o desempenho regional dos novos materiais dependerão da validação em diferentes ambientes de produção e das estratégias de multiplicação e oferta de sementes e mudas.
Fonte: embrapa.br
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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.
As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.
Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.
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Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.
O tempo em agosto
Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.
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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.
Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Queda nas cotações
O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.
No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.
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Oferta maior pressiona mercado
Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.
A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.
“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.
Clima segue no radar
O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.
“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.
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Agro Mato Grosso
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