Connect with us
10 de junho de 2026

Business

Área de soja avança em Mato Grosso e Rondônia na safra 2025/26

Published

on


A área plantada de soja em Mato Grosso e Rondônia cresceu 294 mil hectares na safra 2025/26 em relação ao ciclo anterior, segundo dados da série Mapas Agro, da Serasa Experian, divulgados nesta quinta-feira (21). Desse total, 268 mil hectares foram adicionados em Mato Grosso e 26 mil hectares em Rondônia. O levantamento, feito com base em imagens de satélite, também indicou alta de 13% na área de milho de primeira safra nos dois estados.

Em Mato Grosso, a área cultivada com soja atingiu cerca de 12,4 milhões de hectares na safra 2025/26. Segundo a Serasa Experian, grandes propriedades concentram aproximadamente 60% da área semeada no estado, enquanto pequenas propriedades respondem por 18%. Os maiores avanços ocorreram em Paranatinga, com 21,9 mil hectares, Novo São Joaquim, com 12,5 mil hectares, Nova Mutum, com 12,4 mil hectares, Campo Novo do Parecis, com 12,3 mil hectares, e Marcelândia, com 11,8 mil hectares. Em sentido oposto, 20 municípios tiveram retração superior a mil hectares, com destaque para Alta Floresta, onde a redução foi de 6% ante a safra anterior.

Em Rondônia, a área plantada chegou a cerca de 730 mil hectares, com expansão acumulada de 84,4% nos últimos seis ciclos. O perfil fundiário é mais distribuído do que em Mato Grosso: pequenas propriedades concentram 44% da área de soja e grandes imóveis rurais, 38%. Os maiores aumentos absolutos foram registrados em Alto Paraíso, com 4,9 mil hectares, Porto Velho, com 4,2 mil hectares, Candeias do Jamari, com 3,6 mil hectares, Pimenteiras do Oeste, com 2,9 mil hectares, e Cujubim, com 2,5 mil hectares.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

O levantamento também mostra avanço da integração entre produção e conformidade regulatória. Em Mato Grosso, 97% da área de soja está cadastrada no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em Rondônia, a adesão chega a 93%, embora cerca de 48 mil hectares permaneçam fora do sistema. No estado, aproximadamente 410 mil hectares estão em imóveis submetidos às novas exigências de monitoramento previstas na Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) 5.267, com acompanhamento por sensoriamento remoto em propriedades acima de 300 hectares.

Segundo Dyego Santos, gerente de soluções agro da Serasa Experian, o uso de imagens de satélite amplia a capacidade de acompanhar conformidade, evolução das áreas agrícolas e risco das operações de crédito ao longo do ciclo produtivo.

Os dados indicam que a expansão da soja segue ativa em polos consolidados e em novas fronteiras agrícolas, mesmo com maior seletividade no financiamento. O levantamento não detalha, porém, qual parcela desse avanço foi sustentada por capital próprio, renegociação ou outras fontes de custeio, o que limita uma avaliação mais precisa sobre o efeito financeiro do crédito restrito na safra.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Área de soja avança em Mato Grosso e Rondônia na safra 2025/26 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Brasil apresenta marco regulatório de bioinsumos na GreenTech Amsterdam 2026

Published

on


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, nesta terça-feira (9), na GreenTech Amsterdam 2026, na Holanda, os avanços do Brasil no marco regulatório dos bioinsumos. O tema foi abordado durante painel sobre sustentabilidade na agricultura brasileira, com participação do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart. Segundo o ministério, a agenda também incluiu reuniões com empresas, pesquisadores e representantes do setor produtivo.

A apresentação ocorreu durante o painel Bio Inputs and Sustainability in Brazilian Agriculture, em um evento realizado entre os dias 9 e 11 de junho, em Amsterdã. De acordo com o Mapa, o foco da participação brasileira foi mostrar medidas voltadas à ampliação da oferta de tecnologias biológicas, ao estímulo à inovação e ao fortalecimento da competitividade da agropecuária.

Durante a exposição, Carlos Goulart afirmou que o país avançou na construção de um ambiente regulatório para dar segurança jurídica ao setor e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias. O conteúdo divulgado, no entanto, não detalha quais normas, instrumentos ou etapas regulatórias foram efetivamente apresentadas no evento.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Também integraram a agenda oficial o coordenador de Cooperação Internacional do Departamento de Promoção do Agronegócio, da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Francisco Sadi Santos Pontes; a diretora do Departamento de Serviços Técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Graciane Castro; e a diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Edilene Cambraia.

Segundo o ministério, a delegação brasileira realizou interlocuções com empresas, pesquisadores e integrantes do setor produtivo para discutir cooperação e intercâmbio tecnológico. Para o agro, o tema é relevante porque os bioinsumos estão associados a estratégias de manejo, eficiência produtiva e desenvolvimento de soluções biológicas na agricultura, especialmente em sistemas que buscam diversificação tecnológica e adequação regulatória.

A GreenTech Amsterdam reúne empresas, pesquisadores e representantes governamentais de diversos países com foco em horticultura, tecnologias limpas, uso de dados e práticas sustentáveis para a produção vegetal.

O avanço regulatório dos bioinsumos é um tema acompanhado pelo setor por envolver registro, segurança jurídica e adoção tecnológica no campo. Como o material divulgado pelo Mapa não apresentou detalhes técnicos adicionais sobre as medidas citadas, a dimensão prática dos próximos desdobramentos dependerá da publicação de informações complementares pelo órgão.

Fonte: gov.br

O post Brasil apresenta marco regulatório de bioinsumos na GreenTech Amsterdam 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

O que é retrofit? Solução permite atualizar máquinas agrícolas com menor custo

Published

on


Foto: reprodução/Mercado & Cia

Em meio ao cenário de juros elevados, crédito restrito e margens cada vez mais apertadas no campo, produtores rurais têm buscado alternativas para manter a produtividade sem ampliar os custos. Uma dessas soluções que vem ganhando força no Brasil é o retrofit (processo de modernização) de máquinas e equipamentos agrícolas.

A prática consiste em atualizar máquinas já em operação com tecnologias embarcadas que aumentam eficiência, precisão e conforto, sem exigir o investimento milionário na compra de equipamentos novos.

No município de Palmeira, no interior do Paraná, o agricultor Manoel Pereira Júnior acompanha mais uma temporada do plantio de aveia, trigo e cevada enquanto busca formas de enfrentar um momento considerado desafiador para o setor.

“Juros em disparada, sem crédito oficial do governo, sem crédito rural para custeio, dólar baixo, commodities baixas e o fertilizante, principalmente nos custos, que está na estratosfera”, destaca.

Eficiência e tecnologia

A busca por eficiência não é novidade na propriedade, há quase cinco décadas, a família foi pioneira na adoção do sistema de plantio direto. Agora, a inovação chega por outro caminho, manter máquinas antigas em operação, mas equipadas com recursos de última geração.

Foi o que aconteceu com uma colheitadeira adquirida em 2023 que passou por atualização tecnológica. O resultado, segundo o produtor, foi uma máquina com desempenho próximo ao de um equipamento novo, mas com investimento muito menor.

“A prestação hoje de uma colheitadeira nova é R$ 400.000 para pagar em 6 anos mais os juros. Se você pegar esse dinheiro e reformar a colheitadeira, você vai ter uma máquina zero com o preço insignificante comparado com a nova”, afirma Júnior.

Segundo presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão, as vendas nos primeiros quatro meses do ano caíram 18%. O faturamento veio para R$ 17,1 bilhões. Para o setor não há dúvidas de que o momento é de retração.

“O recurso que o agricultor tem, ele segura esse recurso para fazer custeio e deixa os investimentos para depois. Porque se ele for no mercado pegar dinheiro emprestado para fazer custeio, o juros é muito caro, isso aperta mais a margem dele”, destaca Estevão.

Atualizações disponíveis

A atualização tecnológica inclui instalação de sensores de sementes, sensores de adubo, sistemas de monitoramento por satélite e monitores de plantio que permitem acompanhar falhas e melhorar o desempenho operacional.

Entre as funcionalidades, os sensores conseguem identificar falhas na semeadura em tempo real, aumentando a precisão do plantio e reduzindo desperdícios.”O foco principal é esse, trazer resultado pro pro produtor rural a um custo acessível”, afirma o desenvolvedor de produto, Douglas Ramos. 

O planejamento de Júnior está bem desenhado, o plantio de inverno cobrindo os campos e a tecnologia aos poucos vai embarcando no velho maquinário que fará aumentar a produtividade. 

Além do ganho em produtividade, o retrofit também promete mais conforto para o operador e abre caminho para novas soluções que ainda estão chegando ao mercado, como monitores inteligentes para semeadeiras, tecnologia considerada inédita no país.

O post O que é retrofit? Solução permite atualizar máquinas agrícolas com menor custo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Sistema Faep pede reversão de corte de R$ 461,7 mi no seguro rural para 2026

Published

on


Foto: Pixabay

O Sistema Faep manifestou preocupação com o novo bloqueio previsto no orçamento do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR) para 2026.

Segundo dados do Painel do Orçamento Federal divulgados nesta terça-feira (9), o contingenciamento pode chegar a R$ 461,7 milhões, o equivalente a 45,7% dos R$ 1,01 bilhão inicialmente previstos para o programa.

A entidade pede que o governo federal reverta a medida para assegurar previsibilidade e proteção financeira aos produtores rurais.

Os recentes cortes geram alerta e dificultam ainda mais a situação do campo. Em 2025, cerca de 42% dos recursos previstos para o PSR foram bloqueados. Já em 2024, a execução ficou aproximadamente 40% abaixo do valor aprovado pelo Congresso.

“Esperamos que o governo federal não efetive esse novo corte. Do contrário, será um golpe duro no produtor rural, que já enfrenta inúmeros dificuldades nas últimas temporadas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

“Especificamente no Paraná, o impacto seria enorme para a produção rural, já que somos o estado que mais contrata o seguro rural no país”, complementa.

Contratos firmados

Em 2025, o Paraná contratou 28,02 mil apólices, quase 43,7% dos contratos firmados via PSR no país (64,17 mil apólices). Segundo Meneguette, os cortes dos últimos anos, pelo governo federal, são críticos e desestimulam ainda mais o agricultor.

Informações do PSR e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apontam que o número de apólices caiu de 82 mil em 2021 para 26 mil em 2025, queda de 68,3% em quatro anos. Ainda de acordo com dados do programa, a extensão da área assegurada, no Paraná, acompanha o declínio das apólices.

Em 2021, o estado protegia mais de 3,8 milhões de hectares, mas esse número encolheu para 1,25 milhão de hectares em 2025, queda de 63,8%.

“Essa redução drástica nas contratações coloca a atividade rural em risco no Paraná e no Brasil, em especial diante das recorrentes intempéries climáticas. Sem seguro, a produção de alimentos fica descoberta”, afirma. “Sem a subvenção, a conta não fecha e o agricultor acaba assumindo sozinho os prejuízos. Esse cenário precisa ser revisto”, reforça Meneguette.

O post Sistema Faep pede reversão de corte de R$ 461,7 mi no seguro rural para 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT