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Mato Grosso inaugura o primeiro centro de treinamento em segurança do trabalho da América Latina

Trabalhadores de Mato Grosso passam a ter acesso a treinamentos que simulam situações reais de risco antes de chegar ao ambiente de trabalho. A estrutura foi inaugurada em Rondonópolis no dia 30 de junho e reúne 14 módulos voltados à segurança do trabalho, com equipamentos capazes de reproduzir ocorrências que vão de atividades em espaços confinados a situações envolvendo máquinas, eletricidade e trabalho em altura.
Dos 14 módulos especializados sete fixos e sete móveis. A proposta permite que parte dos treinamentos seja realizada dentro do próprio centro, enquanto os equipamentos móveis podem ser levados diretamente às empresas e a outras regiões do estado.
A iniciativa do Sesi Experience foi desenvolvida ao longo de mais de três anos pelo Sesi Mato Grosso e conta com a parceria da empresa sul-coreana Youngwoo Industry, responsável pela fabricação dos equipamentos.
O centro foi instalado em Rondonópolis pela importância do município para a indústria e para a agroindústria mato-grossense. A estrutura permite que o trabalhador tenha contato, de forma controlada, com situações de risco que poderá encontrar durante sua atividade profissional, antes de vivenciá-las no ambiente real.
Para o supervisor regional do Sesi Mato Grosso, Alexandre Serafim, a proposta representa uma mudança na forma de capacitar os profissionais. “Nasceu da necessidade de se inovar na forma de como o Sesi Mato Grosso entrega a capacitação dos trabalhadores da indústria. Não baseados somente em dados, números e ciência, além da parte teórica e prática, a gente trouxe a experimentação com simuladores”.

Experiência prática para prevenir acidentes
A mudança na forma de capacitar os profissionais está justamente na possibilidade de combinar conhecimento teórico e prático com a experimentação.
“Nós temos aqui simuladores de espaço confinado, que consegue colocar o trabalhador dentro de uma realidade que ele vai encontrar numa agroindústria ou numa fazenda, antes mesmo dele estar lá, só que de forma simulada e controlada”, explica Serafim ao Canal Rural Mato Grosso.
O treinamento permite que o trabalhador compreenda como agir diante de uma situação de risco sem estar exposto às consequências de um acidente real. A estrutura também trabalha a percepção diante de ocorrências que exigem resposta rápida.
“Aqui simulamos os acidentes para que o trabalhador tenha a percepção, que ele sinta e aprenda de verdade como que ele deve agir”, acrescenta.
Os treinamentos oferecidos no Sesi Experience abrangem dez Normas Regulamentadoras (NRs): NR-06, sobre Equipamentos de Proteção Individual; NR-10, relacionada a instalações e serviços em eletricidade; NR-12, sobre máquinas e equipamentos; NR-13, que trata de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos; e NR-17, voltada à ergonomia.
Também estão incluídas a NR-18, sobre segurança e saúde na indústria da construção; NR-20, para atividades com inflamáveis e combustíveis; NR-23, relacionada à proteção contra incêndios; NR-33, para trabalhos em espaços confinados; e NR-35, que trata de atividades realizadas em altura.

Estrutura acompanha avanço da indústria
A criação do centro ocorre em um momento de expansão da atividade industrial em Mato Grosso. De acordo com o Sistema Fiemt, nos últimos dez anos, o setor cresceu cerca de 40%, passando de aproximadamente 11,5 mil para 16,5 mil indústrias. O número de trabalhadores chegou a quase 198 mil no estado.
Para o presidente do Sistema Fiemt, Sílvio Rangel, o avanço da indústria aumenta também a necessidade de investir na preparação e na proteção dos profissionais. “Mato Grosso tem registrado nos últimos dez anos um dos maiores crescimentos da indústria no Brasil. Só isso já significa que a gente teria que cuidar também das pessoas que trabalham nas indústrias”, afirma à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.
Segundo ele, a proposta é associar a qualificação profissional à experiência prática. “É uma inovação que nós estamos fazendo aqui, porque além da parte teórica, a pessoa também vai aprender de uma forma diferente, vivenciar também uma experiência, monitorada de um acidente de trabalho”, destaca.
Rangel ressalta ainda que a estrutura amplia o olhar sobre a segurança dos trabalhadores em um estado cuja economia industrial vem ganhando espaço. “São diversos setores que estão aqui em cursos de qualificação, então realmente é importante, porque além da gente produzir muito, a gente passa a ter um olhar também para o nosso funcionário da indústria de Mato Grosso”.
A necessidade desse tipo de treinamento também aparece nos dados de acidentes de trabalho. Conforme informações da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Brasil registrou 561,3 mil acidentes em 2025. Desse total, 196,4 mil ocorreram na indústria, o equivalente a 35% das ocorrências registradas no país.
No mesmo ano, foram contabilizados 2,4 mil óbitos decorrentes de acidentes de trabalho no Brasil, dos quais 885 ocorreram na indústria. Em Mato Grosso, foram 11.037 acidentes, sendo 4.268 no setor industrial, que concentrou 39% dos casos.

Simulações chegam a outras regiões
Além dos módulos fixos em Rondonópolis, a estrutura móvel permite levar os treinamentos para dentro das empresas. A estratégia amplia o alcance do Sesi Experience e permite adaptar a capacitação às necessidades de diferentes atividades e regiões do estado.
“Ele já nasce aqui com uma parte dele estacionária e parte móvel, então eu já consigo atender outras regiões”, explica Serafim.
O projeto também terá uma segunda etapa voltada especificamente ao setor agroindustrial. A previsão é de implantação de uma nova estrutura em um terreno do Sesi em Sorriso, com ambientes que reproduzam equipamentos e operações comuns ao setor.
“Nós já temos a fase dois do SESI Experience, que é agroindustrial, num terreno nosso em Sorriso, onde nós vamos construir silo, moega e tombador simulados para que o trabalhador vivencie dentro do nosso centro de experiência, antes mesmo de colocar os pés na agroindústria”, detalha Serafim.
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Conab recebe propostas para credenciamento de armazéns até dezembro de 2026

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebe até 31 de dezembro de 2026 propostas de credenciamento de empresas interessadas em prestar serviços de armazenagem de produtos e embalagens ligados a estoques públicos e programas governamentais. O chamamento tem abrangência nacional, com entrega da documentação nas superintendências regionais indicadas no edital.
Podem participar pessoas jurídicas especializadas em armazenagem, desde que a unidade esteja inscrita no Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras de Produtos Agrícolas e com situação cadastral efetivada. As propostas devem ser entregues de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, em envelope lacrado e identificado com o número do chamamento público, nome do interessado, endereço e Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
O documento de proposta precisa ser preenchido, datado e assinado pelo representante legal da empresa, sem emendas, rasuras ou entrelinhas. Entre os documentos exigidos estão registros da empresa, inscrição estadual, contrato social ou documento equivalente, comprovantes relacionados ao imóvel, regulamento interno do armazém, certidões e documentos do fiel depositário e do responsável técnico, quando aplicável.
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O edital estabelece exigências técnicas para as instalações. As unidades devem contar com acesso compatível com o transporte dos produtos, balança com aferição vigente, equipamento de medição de umidade, itens de segurança e meios para controle de pragas. Armazéns a granel, convencionais e frigoríficos têm requisitos específicos para estrutura, equipamentos e forma de armazenamento.
A Conab fará a análise das propostas e dos documentos e realizará vistoria prévia nos armazéns. A habilitação dependerá da verificação documental e das condições das instalações. A relação das unidades credenciadas será publicada no portal da companhia. As empresas não habilitadas receberão comunicação por e-mail com as razões da decisão.
As empresas com pedido recusado poderão apresentar recurso por escrito em até dez dias úteis a partir do recebimento da comunicação. Para as habilitadas, a assinatura do contrato de depósito deverá ocorrer em até 30 dias corridos após a comunicação de habilitação. O credenciamento terá validade de 12 meses a partir da assinatura do contrato, com possibilidade de prorrogação por interesse da Conab até 60 meses. O credenciamento, no entanto, não garante contratação nem recebimento de produtos para armazenagem.
Fonte: gov.br
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Embrapa Florestas é designada centro de referência da FAO

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) designou a Embrapa Florestas como Centro de Referência em Florestas Plantadas. O anúncio foi feito na sexta-feira (2), durante a 10ª Semana Mundial das Florestas e a 28ª Sessão do Comitê de Florestas da FAO, em Roma. Segundo a entidade, trata-se do primeiro centro de referência da FAO para florestas plantadas no mundo.
A designação tem como objetivo aproveitar conhecimentos científicos, técnicos e de políticas reconhecidos no setor florestal. De acordo com a FAO, as instituições com esse status colaboram na troca de conhecimento em áreas específicas, com assessoria técnica, dados, pesquisas, treinamento, transferência de tecnologia e outras formas de apoio aos Estados-Membros.
No caso da Embrapa Florestas, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a atuação será voltada ao desenvolvimento de florestas plantadas produtivas, resilientes e de baixa emissão de carbono, integradas a sistemas agropecuários, além do atendimento a demandas de cooperação internacional.
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Segundo dados da FAO de 2025, as florestas plantadas ocupam cerca de 304 milhões de hectares no mundo, dos quais 157 milhões de hectares correspondem a plantações florestais intensivas, predominantemente destinadas à produção. A China concentra a maior área, seguida por Estados Unidos, Rússia, Canadá, Índia, Brasil, Japão e Suécia.
No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) indicam cerca de 10,4 milhões de hectares de florestas plantadas. Eucalipto e pinus lideram entre as espécies cultivadas, além de araucária, acácia, seringueira, erva-mate, teca, paricá, mogno-africano, castanha-do-brasil e cedro-australiano.
Entre as competências do centro de referência estão silvicultura e manejo florestal sustentável, sistemas integrados, melhoramento genético, sanidade florestal e controle biológico de pragas, métricas de carbono e mitigação de gases de efeito estufa (GEE), além de bioeconomia florestal e química verde.
Segundo a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a designação funciona como um selo de excelência e amplia a capacidade de cooperação do país em capacitação técnica, intercâmbio de conhecimento e projetos conjuntos com a FAO. O centro de referência vai operar sob demanda e mediante captação conjunta de recursos em diferentes frentes de atuação.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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El Niño muito forte eleva risco para plantio no Centro-Oeste e no Matopiba

A perspectiva de um El Niño de intensidade muito forte entre outubro e dezembro pode limitar a implantação das lavouras em partes do Centro-Oeste e do Matopiba, enquanto o Sul deve registrar chuvas acima da média, com maior pressão de doenças. A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (6) por Alexandre Stadser, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Canoinhas (SC), durante transmissão do BBCast Agro sobre a safra de verão 2026/27.
Segundo Stadser, o Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e por outras seis instituições federais, indica 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro. A previsão também aponta persistência até o início de 2027.
O boletim citado pelo assessor alerta para intensificação da seca e do risco de fogo no centro-norte do País. A configuração climática favorece chuvas acima da média no Sul e em partes do Sudeste, enquanto Norte, Nordeste e grande parte do Centro-Oeste devem ter precipitações abaixo da média. As temperaturas devem ficar acima da média na maior parte do Brasil, com maior destaque para Centro-Oeste e Sudeste.
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Para outubro, a previsão indica chuva acima do normal no Sul, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sudeste de Minas Gerais. Já áreas do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste devem registrar volumes abaixo do normal.
No Centro-Oeste, as chuvas devem ser irregulares, com reflexo sobre o avanço da semeadura. Stadser afirmou que Mato Grosso do Sul apresenta perspectivas mais favoráveis para o início da safra, enquanto Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal podem enfrentar limitações para a semeadura por baixa umidade do solo.
No Matopiba, que reúne áreas agrícolas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o cenário de precipitações abaixo da média exige atenção para o estabelecimento das lavouras de verão. Segundo Stadser, a menor disponibilidade hídrica poderá elevar a necessidade de irrigação e aumentar a pressão sobre os recursos hídricos.
No Sul, a expectativa é de chuvas acima da média, com reposição hídrica para lavouras e pastagens. Em contrapartida, o excesso de umidade pode elevar o risco de doenças fúngicas, dificultar operações de campo e manter a atenção para cheias localizadas. No Norte, a combinação de chuva reduzida e calor mais intenso tende a elevar a demanda hídrica das culturas e a limitar a umidade disponível no solo, enquanto o tempo mais seco pode favorecer operações de campo e colheita.
O quadro projetado para o El Niño entre outubro e dezembro desenha condições distintas entre as regiões produtoras, com restrição hídrica em parte do Centro-Oeste, do Matopiba e do Norte, e excesso de chuva no Sul durante o início da safra de verão 2026/27.
Fonte: Estadão Conteúdo
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