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Consumidores podem renegociar dívidas bancárias até o próximo 31 de agosto

Agência Brasil – A prorrogação do programa de renegociação de dívidas bancárias, o Desenrola Brasil 2.0, foi oficializada neste sábado (1), em portaria do Ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Os consumidores terão até 31 de agosto para renegociar os débitos com os bancos e regularizar a situação de acesso ao crédito.
As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, de acordo com a portaria, a prorrogação aplica-se exclusivamente às instituições financeiras que tenham celebrado, até 30 de julho de, no mínimo 1 mil operações de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
Na ocasião do anúncio, Durigan ressaltou que a medida não exigirá novos aportes públicos ao FGO, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista. O objetivo do prazo adicional é permitir que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.
O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, entre os beneficiados estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.
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Mato Grosso destaca Pantanal, Amazônia e o Parque Novo Mato Grosso na WTM London 2026

Estado é representado por servidoras da Sedec e empresários na principal feira de turismo do mundo, realizada no Reino Unido
O Estado de Mato Grosso está entre os destinos brasileiros apresentados na World Travel Market (WTM) London 2026, uma das principais feiras de turismo do mundo, realizada de 3 a 5 de novembro, em Londres, no Reino Unido. Representado por duas servidoras da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o Estado participa do estande do Brasil, onde apresenta seus atrativos a operadores de turismo, companhias aéreas e potenciais visitantes estrangeiros.
Além delas, também estão presentes quatro empresários comercializando atrativos dos municípios de Poconé, Chapada dos Guimarães, Campo Novo do Parecis, São José do Rio Claro e Nobres.
O Pantanal é um dos principais destaques da divulgação, especialmente pelo interesse internacional em experiências de natureza, como observação de aves e avistamento de animais silvestres. A Amazônia mato-grossense também integra a promoção, ampliando as opções de roteiros para turistas interessados em biodiversidade e ecoturismo.
A WTM reúne representantes de 182 países e movimenta aproximadamente 2,8 bilhões de libras em negócios para o setor. Para Mato Grosso, a participação representa uma oportunidade de fortalecer o relacionamento com operadores internacionais e ampliar a comercialização de destinos turísticos do Estado.
A superintendente de Políticas e Promoção de Turismo da Sedec, Aline Fonseca de Campos, destaca que a presença em eventos internacionais faz parte da estratégia de ampliar a visibilidade de Mato Grosso e transformar o interesse pelos atrativos naturais em oportunidades para o setor.
“Temos destinos com características únicas e um potencial enorme para atrair visitantes de outros países. Nosso trabalho é aproximar Mato Grosso das operadoras internacionais, fortalecer nossos empresários e fazer com que esse interesse se transforme em mais turistas, negócios e empregos”, afirma.
Além do turismo de natureza, Mato Grosso apresenta perspectivas para o segmento de eventos, impulsionado pela construção do Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
Segundo a turismóloga Juliana Fisher, que também representa o Estado na WTM Londres, o empreendimento deverá ampliar a capacidade de receber competições esportivas e grandes eventos, com potencial para estimular também a visitação a destinos próximos, como Chapada dos Guimarães, Nobres e outros municípios da Baixada Cuiabana.
“A estratégia é aproveitar o fluxo de visitantes atraídos pelos eventos para incentivar a permanência por mais dias no Estado, movimentando hotéis, restaurantes, agências de turismo e outros serviços”.
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Biblioteca Pública Estadual abre inscrições para Oficina de Contadores de Histórias em Cuiabá

A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está com inscrições abertas para a Oficina de Formação de Contadores de Histórias (formulário aqui), que será realizada gratuitamente nos dias 12, 13 e 14 de novembro, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. As vagas são limitadas, e as inscrições podem ser feitas até 10 de novembro.
A atividade será ministrada pela narradora, atriz e escritora Alicce Oliveira e abordará técnicas e possibilidades da contação de histórias como ferramenta de incentivo à leitura, expressão artística e formação de novos leitores.
Durante os três dias de formação, serão trabalhadas as possibilidades da contação de histórias como prática cultural e educativa, estimulando a criatividade, a imaginação, a oralidade e a expressão artística. A proposta também busca contribuir para a formação de multiplicadores que possam desenvolver atividades de contação de histórias em bibliotecas, escolas, espaços culturais e outros ambientes de aprendizagem.
A iniciativa tem como objetivo proporcionar aos participantes conhecimentos e experiências sobre a arte de contar histórias, reconhecendo a narrativa oral como uma importante ferramenta de incentivo à leitura, valorização da literatura e transmissão de conhecimentos.
De acordo com a gerente da Biblioteca Estevão de Mendonça, Elienes Moreira, a oficina integra as ações voltadas à promoção do livro, da leitura e da literatura.
“Como Biblioteca Pública, temos o compromisso de promover iniciativas que valorizem a leitura e preparem multiplicadores capazes de levar a magia das histórias aos mais diversos espaços da sociedade. Afinal, formar contadores de histórias é também contribuir para formar novos leitores”.
Elienes destaca ainda que a contação de histórias cria vínculos entre as pessoas e a literatura, ampliando as práticas de incentivo à leitura. “A arte de contar histórias é muito mais do que transmitir narrativas, é despertar a imaginação, emocionar, estimular a criatividade e aproximar as pessoas do universo da literatura”, complementa.
A Oficina de Formação de Contadores de Histórias conta com o apoio da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que disponibilizou o Auditório do Instituto de Educação (IE) para a realização da oficina, fortalecendo a integração entre as instituições na promoção de ações culturais e educativas.
Programação
A oficina será realizada no Auditório do Instituto de Educação (IE) da UFMT, nos seguintes dias e horários:
12 de novembro: das 8h às 12h e das 14h às 17h;
13 de novembro: das 8h às 12h e das 14h às 17h;
14 de novembro: das 8h às 12h
As inscrições podem ser feitas de 5 a 10 de novembro pelo formulário disponível no site https://www.secel.mt.gov.br/eventos-culturais
Mais informações pelo e-mail bibliotecaestadual@secel.mt.gov.br ou pelo telefone/whatsApp (65) 98174-0232.
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Copom mantém taxa Selic em 13,75% ao ano diante de pressões inflacionárias e incertezas cambiais

Decisão unânime surpreende parte do mercado financeiro; Banco Central aponta cenário desafiador com impacto do El Niño e instabilidade externa
As tensões em torno do câmbio e do fenômeno climático El Niño fizeram o Banco Central (BC) botar o pé no freio. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano.
Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões.
“O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, destacou o BC.
A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um corte de 0,25 ponto percentual. No entanto, uma parte das instituições apostavam na manutenção da taxa.
De junho de 2025 a março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Desde abril, o Copom cortou os juros cinco vezes, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio, o início do fenômeno El Niño e a recente instabilidade cambial dificultam o trabalho do órgão.
O Copom está desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.
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Inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o IPCA-15, prévia do índice oficial ficou em 0,32%, beneficiado pela queda nas contas de luz.
No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o IPCA cheio de setembro no próximo dia 12.
Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.
No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro de 2026, a inflação desde dezembro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro de 2026. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.
No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve, em 5,2% a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa da recente queda da inflação. A próxima edição do documento será divulgada no fim deste mês.
As previsões do mercado estão em linha com as da autoridade monetária. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,22%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.
Crédito menos caro
A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central reduziu para 1,8% a previsão de crescimento da economia em 2026.
O mercado projeta crescimento um pouco mais baixo. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,76% do PIB em 2026. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,85%
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.
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