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5 de novembro de 2026

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Mato Grosso registra menor número de focos de calor da série histórica em julho

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Estado reduziu em 78,15% os registros em relação à média histórica; Corpo de Bombeiros reforça alerta para prevenção durante o período proibitivo das queimadas

 

Mato Grosso encerrou o mês de julho com o menor número de focos de calor registrado na série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/BD Queimadas), iniciada em 1998. A redução foi de 78,15% em comparação com a média dos últimos 28 anos, resultado que evidencia os avanços das ações preventivas e reforça a importância da participação da população.

De acordo com os dados do INPE, o Estado contabilizou 746 focos de calor em julho de 2026, número significativamente inferior à média histórica para o mês, que é de 3.414 registros. Desse total, 60% estão em áreas federais, como terras indígenas e assentamentos, nas quais o combate deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

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Esse resultado também representa uma redução de aproximadamente 26,65% em relação a julho de 2025, quando foram registrados 1.017 focos, que, até então, representavam o menor índice da série histórica para o período. Apesar do cenário positivo, o Corpo de Bombeiros mantém o alerta de que o período de estiagem exige atenção redobrada, especialmente diante da previsão de impactos do fenômeno El Niño e das condições climáticas que favorecem a propagação do fogo, como baixa umidade, altas temperaturas e ventos fortes.

De acordo com o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, os resultados refletem o trabalho integrado de prevenção, fiscalização e conscientização realizado no primeiro semestre deste ano e que deve se intensificar para minimizar os riscos durante a estiagem.

“Os números demonstram que as ações preventivas vêm contribuindo para a redução dos focos de calor, mas não significam que o risco tenha diminuído. O período de estiagem exige cuidado redobrado, principalmente porque as condições climáticas favorecem a propagação do fogo. A colaboração da população é fundamental para evitarmos ocorrências de grandes proporções”, afirmou.

O comandante reforçou ainda a necessidade de que a população permaneça vigilante durante toda a estiagem, denuncie práticas irregulares de uso do fogo pelos telefones 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros) e respeite as restrições estabelecidas durante o período proibitivo, medida que tem se mostrado eficaz na redução dos focos de calor.

Dados do INPE demonstraram que os meses de maio e junho registraram números superiores de focos de calor, com 831 e 1.440 ocorrências, respectivamente, enquanto julho apresentou redução, indicando resultados positivos das ações preventivas adotadas.

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Período proibitivo

Em vigor desde 1º de julho, o período proibitivo suspende o uso do fogo em todo o território estadual para atividades de limpeza e manejo de áreas rurais até 30 de novembro de 2026. A utilização irregular do fogo durante esse período pode configurar crime ambiental, sujeitando os responsáveis às penalidades previstas na legislação.

Além de ilegal, a prática representa riscos à segurança da população, à saúde pública e ao meio ambiente, podendo contribuir para a ocorrência e a propagação de incêndios florestais de grandes proporções.

Ações de combate

Para este ano, o Governo do Estado destinará R$ 134 milhões para as ações de combate aos incêndios florestais e ao desmatamento ilegal. O planejamento operacional para o período de estiagem contempla a mobilização diária de 483 bombeiros militares e 105 brigadistas estaduais, além do apoio de brigadistas municipais. A estrutura contará com 80 viaturas, 28 máquinas, seis aeronaves do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil, um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e um veículo anfíbio SHERP.

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Biblioteca Pública Estadual abre inscrições para Oficina de Contadores de Histórias em Cuiabá

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A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está com inscrições abertas para a Oficina de Formação de Contadores de Histórias (formulário aqui), que será realizada gratuitamente nos dias 12, 13 e 14 de novembro, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. As vagas são limitadas, e as inscrições podem ser feitas até 10 de novembro.

A atividade será ministrada pela narradora, atriz e escritora Alicce Oliveira e abordará técnicas e possibilidades da contação de histórias como ferramenta de incentivo à leitura, expressão artística e formação de novos leitores.

Durante os três dias de formação, serão trabalhadas as possibilidades da contação de histórias como prática cultural e educativa, estimulando a criatividade, a imaginação, a oralidade e a expressão artística. A proposta também busca contribuir para a formação de multiplicadores que possam desenvolver atividades de contação de histórias em bibliotecas, escolas, espaços culturais e outros ambientes de aprendizagem.

A iniciativa tem como objetivo proporcionar aos participantes conhecimentos e experiências sobre a arte de contar histórias, reconhecendo a narrativa oral como uma importante ferramenta de incentivo à leitura, valorização da literatura e transmissão de conhecimentos.

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De acordo com a gerente da Biblioteca Estevão de Mendonça, Elienes Moreira, a oficina integra as ações voltadas à promoção do livro, da leitura e da literatura.

“Como Biblioteca Pública, temos o compromisso de promover iniciativas que valorizem a leitura e preparem multiplicadores capazes de levar a magia das histórias aos mais diversos espaços da sociedade. Afinal, formar contadores de histórias é também contribuir para formar novos leitores”.

Elienes destaca ainda que a contação de histórias cria vínculos entre as pessoas e a literatura, ampliando as práticas de incentivo à leitura. “A arte de contar histórias é muito mais do que transmitir narrativas, é despertar a imaginação, emocionar, estimular a criatividade e aproximar as pessoas do universo da literatura”, complementa.

A Oficina de Formação de Contadores de Histórias conta com o apoio da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que disponibilizou o Auditório do Instituto de Educação (IE) para a realização da oficina, fortalecendo a integração entre as instituições na promoção de ações culturais e educativas.

Programação

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A oficina será realizada no Auditório do Instituto de Educação (IE) da UFMT, nos seguintes dias e horários:
12 de novembro: das 8h às 12h e das 14h às 17h;
13 de novembro: das 8h às 12h e das 14h às 17h;
14 de novembro: das 8h às 12h

As inscrições podem ser feitas de 5 a 10 de novembro pelo formulário disponível no site https://www.secel.mt.gov.br/eventos-culturais

Mais informações pelo e-mail bibliotecaestadual@secel.mt.gov.br ou pelo telefone/whatsApp (65) 98174-0232.

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Copom mantém taxa Selic em 13,75% ao ano diante de pressões inflacionárias e incertezas cambiais

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Decisão unânime surpreende parte do mercado financeiro; Banco Central aponta cenário desafiador com impacto do El Niño e instabilidade externa

As tensões em torno do câmbio e do fenômeno climático El Niño fizeram o Banco Central (BC) botar o pé no freio. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano.

Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões.

“O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, destacou o BC.

A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um corte de 0,25 ponto percentual. No entanto, uma parte das instituições apostavam na manutenção da taxa.

De junho de 2025 a março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Desde abril, o Copom cortou os juros cinco vezes, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio, o início do fenômeno El Niño e a recente instabilidade cambial dificultam o trabalho do órgão.

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O Copom está desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

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Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o IPCA-15, prévia do índice oficial ficou em 0,32%, beneficiado pela queda nas contas de luz.

No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o IPCA cheio de setembro no próximo dia 12.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

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No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro de 2026, a inflação desde dezembro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro de 2026. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve, em 5,2% a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa da recente queda da inflação. A próxima edição do documento será divulgada no fim deste mês.

As previsões do mercado estão em linha com as da autoridade monetária. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,22%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.

Crédito menos caro

A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central reduziu para 1,8% a previsão de crescimento da economia em 2026.

O mercado projeta crescimento um pouco mais baixo. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,76% do PIB em 2026. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,85%

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A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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Davi Alcolumbre retira PEC da maioridade penal da pauta do Senado a pedido de Hugo Motta

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Tema será debatido em comissão especial na Câmara dos Deputados; texto foi desmembrado das discussões da PEC da Segurança Pública

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta desta quarta-feira (4) a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos.

Alcolumbre disse que atendeu a um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Agora, caberá à Câmara dos Deputados debater o tema em uma comissão especial.

“Vou aguardar a Câmara dos Deputados”, disse Alcolumbre, ao ressaltar que o compromisso é de que o texto seja votado na Casa ainda em novembro. “Quando chegar aqui, nós vamos votar”, completou.

A articulação envolveu a retirada da discussão sobre a redução da maioridade penal do texto da PEC da Segurança Pública (PEC18/2025), que foi aprovada ontem (3). A oposição queria incluir a questão da redução da maioridade na PEC, mas o presidente do Senado decidiu separar o tema, abordado em duas emendas dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Camilo Santana (PT-CE).

“Na condição de presidente do Senado, preciso compreender que a ponderação [de Motta] foi razoável. Eu preciso tentar, da melhor maneira possível, manter uma relação pacífica, cuidadosa e atenciosa a uma demanda do presidente da Câmara dos Deputados”, reiterou.

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Propostas

O tema agora está em discussão em três propostas. Na proposta do senador Camilo Santana (PEC 20/2026), a maioridade penal passaria para os 16 anos nos casos de crimes hediondos. Para os demais crimes, continuaria aos 18 anos.

A proposta de autoria do senador Rogério Marinho (PEC 19/2026) defende reduzir a maioridade penal para 16 anos, como regra geral, e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

Já a o texto em discussão na Comissão Especial da Câmara dos Deputados (PEC 32/2015) estabelece a maioridade penal e civil aos 16 anos de idade. A proposta está sendo analisada pela comissão junto com outras PECs sobre o mesma tema.

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