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4 de novembro de 2026

Business

Quedas em Chicago pressionam preços da soja no Brasil e afastam produtores das negociações

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços predominantemente mais baixos nesta quarta-feira (4), embora as perdas tenham sido moderadas. De acordo com o analista da Safras & Mercado., Rafael Silveira, a queda das cotações na Bolsa de Chicago pressionou os preços domésticos, enquanto o dólar não ofereceu sustentação às referências.

Os prêmios de exportação também não apresentaram ajustes significativos ao longo do dia. Diante desse cenário, os produtores permaneceram afastados das negociações, enquanto as tradings trabalharam com poucas ofertas.

No mercado físico, os preços da soja registraram as seguintes movimentações:

• Passo Fundo (RS): caiu de R$ 153,50 para R$ 152,50

• Santa Rosa (RS): caiu de R$ 154,50 para R$ 153,50

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• Cascavel (PR): caiu de R$ 149,00 para R$ 148,00

• Rondonópolis (MT): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00

• Dourados (MS): manteve em R$ 140,00

• Rio Verde (GO): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00

• Paranaguá (PR): caiu de R$ 160,00 para R$ 159,00

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• Rio Grande (RS): caiu de R$ 161,50 para R$ 160,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. A queda do petróleo e o cenário fundamental pressionam os contratos, que atingiram os menores níveis em onze semanas.

O bom avanço da colheita nos Estados Unidos pressiona o mercado pelo lado da oferta. Os americanos estão disponibilizando a maior safra da história. Apesar das recentes vendas, a demanda por parte da China frustrou as expectativas e completa o cenário fundamental negativo.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 167.000 toneladas de soja para a Espanha, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,75 centavos de dólar ou 0,96%, a US$ 12,02 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,10 1/4 por bushel, com retração de 10,50 centavos de dólar ou 0,86%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 318,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 63,53 centavos de dólar, com perda de 1,75 centavo ou 2,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,65%, negociado a R$ 5,4502 para venda e a R$ 5,4482 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4497 e a máxima de R$ 5,4977.

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Produtor de tabaco poderá acompanhar a classificação das folhas dentro de sua propriedade

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O Projeto de Lei (PL) 119/2023, que trata da classificação do tabaco produzido no Paraná, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do estado (Alep) nesta quarta-feira (4).

A proposta permite que a seleção das folhas seja realizada na própria propriedade rural ou na integradora. Na visão do setor, a mudança amplia as possibilidades de acompanhamento de uma etapa que influencia diretamente o preço pago ao fumicultor.

Para o Sistema Faep, a nova lei representa um avanço em uma discussão de anos. Em abril de 2025, por exemplo, a entidade mobilizou 700 fumicultores de 18 municípios para uma audiência pública na Alep, em Curitiba, dedicada ao projeto e às condições de comercialização do tabaco.

A participação dos agricultores levou ao debate as dificuldades enfrentadas por quem produz longe das unidades de recebimento e classificação. Anteriormente, a concentração dessa etapa em poucas localidades limitava o acompanhamento da análise e dificultava a contestação quando o produtor discordava da classificação atribuída às folhas.

“A aprovação do projeto representa um avanço para os produtores de tabaco do Paraná. A possibilidade de acompanhar a classificação na propriedade aproxima o fumicultor de uma etapa decisiva da comercialização e amplia as condições para negociar”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

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Classificação do tabaco

A classificação do tabaco é uma análise técnica que organiza as folhas em classes, conforme características e outros critérios estabelecidos pela Instrução Normativa 10/2007 do Ministério da Agricultura (Mapa). O enquadramento interfere diretamente no preço do produto e, consequentemente, na renda do fumicultor.

“A possibilidade de realizar a classificação diretamente na propriedade representa uma alternativa para ampliar a transparência e a equidade nesse processo. Essa modalidade permite que o fumicultor, que tem dificuldades em se deslocar até a indústria, acompanhe o procedimento no próprio local de produção, conheça a classificação atribuída e discuta as condições da venda”, diz a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Cibelle Tamiris de Oliveira.

Para o presidente da entidade, além de reduzir as dificuldades logísticas e os custos relacionados ao deslocamento da carga, a medida possibilita que eventuais divergências sejam discutidas no momento da avaliação, fortalecendo a participação do produtor nas decisões relativas à comercialização de sua produção.

“Até então existia esse conflito de análise e precificação. Como está distante das áreas de industrialização, o fumicultor acabava aceitando a condição da indústria. Agora existe a possibilidade de diálogo no momento da classificação”, afirma Meneguette.

O Brasil é, atualmente, o maior exportador mundial do produto, respondendo, anualmente, por uma parcela de 20% do comércio global. A produção brasileira está concentrada na Região Sul. O Paraná é o terceiro maior produtor nacional de tabaco, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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O município paranaense de São João do Triunfo, maior produtor sul-brasileiro, teve produção de 25 mil toneladas em 10,4 mil hectares em 2025.

Em 2025, o tabaco alcançou quase R$ 3,7 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná, em uma área de 83 mil hectares. Na safra 2025/26, cerca de 27 mil produtores paranaenses se dedicaram à atividade, conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

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Expovale 2026 terá Fazendinha do IDR-Paraná com foco em tecnologias e cadeias produtivas

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A 22ª edição da Expovale será realizada de 18 a 22 de novembro de 2026, no Parque de Exposições de Ivaiporã, no Paraná. Entre os destaques da programação está a Fazendinha do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), espaço voltado à apresentação de projetos, tecnologias e iniciativas desenvolvidas com produtores rurais e comunidades da região. A expectativa da organização é receber mais de 250 mil visitantes nos cinco dias de evento.

Durante a feira, o IDR-Paraná levará uma programação com ações de pesquisa, assistência técnica e extensão rural em diferentes cadeias produtivas. Segundo o gerente regional do IDR-Paraná em Ivaiporã, Eduardo Mazzuchelli, a participação na Expovale é uma oportunidade para apresentar à sociedade os resultados do trabalho realizado pela instituição e a diversidade da produção rural da região.

Na cafeicultura, a programação terá atividades ligadas ao projeto Mulheres do Café e ao Concurso Regional de Cafés. Na fruticultura, estão previstos o III Encontro de Fruticultura, com participação da comunidade acadêmica de Ivaiporã, e um dia de campo sobre a cultura do abacate. O encontro sobre frutas abordará oportunidades de mercado e alternativas para ampliar a rentabilidade dos produtores.

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A Fazendinha também reunirá ações de agroecologia, certificação orgânica, turismo rural e saneamento básico rural. Na pecuária leiteira, a agenda inclui o encerramento do projeto Raízes do Leite, o Julgamento de Raças Leiteiras e o Encontro Regional de Produtores de Leite. Entre as novidades desta edição está o Concurso Regional de Qualidade do Leite, voltado à valorização da produção e ao incentivo à melhoria da qualidade do produto.

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O espaço ainda terá atividades educativas e interativas para crianças, com destaque para o projeto Raízes do Leite, que promove contato com informações sobre desenvolvimento, nutrição e manejo dos animais. Outro destaque da programação será a Feira Sabores do Paraná, dedicada à valorização da agricultura familiar, com participação de produtores rurais, agroindústrias e artesãos na comercialização direta de alimentos coloniais, pratos típicos e produtos artesanais.

A Expovale 2026 será realizada no Parque de Exposições de Ivaiporã e reunirá programação agropecuária e industrial, com participação de produtores, empresários, instituições e visitantes de diversas localidades do Vale do Ivaí.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Em Brasília, governo de SP cobra mudanças nas regras de renegociação de dívidas rurais

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O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, defendeu mudanças nas regras federais de renegociação de dívidas rurais para atender produtores afetados por perdas climáticas, doenças e queda de rentabilidade. A proposta foi apresentada na terça-feira (3), durante reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília.

No encontro, o secretário apresentou um diagnóstico elaborado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e publicado em 21 de outubro pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta). O levantamento analisou preços recebidos pelos produtores, custos de produção, margens, condições climáticas e problemas fitossanitários em três cadeias: amendoim, laranja e cana-de-açúcar.

A discussão ocorre em meio à tramitação de medidas relacionadas à renegociação de dívidas rurais no Congresso Nacional. Para o governo paulista, as regras precisam considerar diferentes causas de perda de renda, já que a redução da capacidade de pagamento compromete tanto o cumprimento de financiamentos quanto o custeio da safra seguinte.

Foto: Divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Amendoim acumula perdas e enfrenta entraves para prorrogar dívidas

Na região de Ribeirão Preto, produtores de amendoim sofreram perdas climáticas e encontraram dificuldades para prorrogar parcelas de financiamentos, mesmo após o reconhecimento da situação de emergência, segundo Geraldo Melo Filho.

O secretário afirmou que o governo paulista procurou o Conselho Monetário Nacional (CMN) para tentar viabilizar a prorrogação automática das dívidas, mas recebeu resposta negativa.

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“Na prática, os produtores daquela região perderam o direito e a oportunidade de simplesmente fazerem a prorrogação de suas dívidas, que pese a lei garanta a eles esse direito”, afirmou.

De acordo com o diagnóstico do IEA-Apta, a produção paulista de amendoim caiu 28,7% na safra 2023/24. Para 2026, o estudo projeta resultado negativo de R$ 5.940 por hectare.

Na citricultura, a preocupação é com o efeito do greening sobre a produtividade e a rentabilidade dos pomares. A doença, que afeta os citros, provoca perdas de produção e pode comprometer a viabilidade econômica da atividade.

“É um problema que afeta diretamente a rentabilidade desses produtores com quebra na produção”, disse o secretário.

O levantamento estima margem negativa de R$ 4.837 por hectare em áreas sadias e de R$ 9.020 por hectare em áreas afetadas pela doença.

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Diante desse quadro, Melo Filho defendeu a aprovação da Emenda nº 109, apresentada pelo deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) à Medida Provisória nº 1.376/2026.

A proposta prevê incluir, entre as causas de perda de renda consideradas para acesso às linhas de renegociação, a redução de produtividade provocada por praga ou doença de controle quarentenário, desde que comprovada por laudo técnico.

Setor canavieiro pede ampliação de subvenção

Para a cadeia da cana-de-açúcar, o secretário defendeu a extensão da subvenção federal de R$ 12 por tonelada, destinada aos produtores independentes do Nordeste, aos fornecedores de São Paulo e de outros estados produtores.

“O que a gente está pedindo é que o benefício seja estendido também para os produtores de cana das outras regiões”, afirmou.

O auxílio foi autorizado originalmente pela MP nº 1.374/2026, que perdeu a vigência em 28 de outubro. Em seguida, o Congresso aprovou o Projeto de Lei nº 5.649/2026, que mantém o benefício para produtores independentes do Nordeste na safra 2025/26. O texto foi encaminhado à sanção presidencial, segundo o material divulgado.

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O diagnóstico paulista também aponta aumento dos custos de produção. Entre as safras 2020/21 e 2025/26, o custo agrícola da cana subiu de R$ 102,30 para R$ 177 por tonelada.

Segundo Melo Filho, a pressão sobre a rentabilidade atinge tanto os fornecedores de matéria-prima quanto as usinas.

Governo paulista prepara medidas para o setor sucroenergético

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas instituiu, por meio do Decreto nº 70.855/2026, um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A equipe deverá propor medidas para fortalecer a competitividade do setor sucroenergético.

“O grupo está instituído e nós vamos trabalhar nisso”, afirmou o secretário.

A pasta também informou que orienta os produtores sobre os procedimentos para renegociar dívidas com base na MP nº 1.376/2026.

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*Com informações da assessoria de imprensa

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