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22 de maio de 2026

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Conab libera R$ 2,4 milhões para o PAA e entrega máquinas no Distrito Federal

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, nesta quinta-feira (21), a liberação de cerca de R$ 2,4 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Distrito Federal e entregou dois kits de maquinários do Programa Mecaniza+. Os atos ocorreram durante a AgroBrasília, em Brasília (DF), e envolvem entidades da agricultura familiar. Segundo a companhia, os recursos serão aplicados na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).

De acordo com a Conab, os dois kits de máquinas foram destinados à Associação dos Produtores Rurais do Núcleo Rural Sete Estrelas, em Ceilândia, e à Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Acampamento Noelton Angélico (ATTRAN), em Brazlândia. A estimativa informada pela estatal é de atendimento a cerca de 140 famílias de produtores rurais.

No caso do PAA, a assinatura dos Termos de Pactuação da Agricultura Familiar (TPAF) viabiliza aproximadamente R$ 2,4 milhões em recursos provenientes de emendas parlamentares. O montante será direcionado à execução da modalidade CDS, pela qual alimentos comprados da agricultura familiar são repassados a entidades socioassistenciais, como cozinhas solidárias e restaurantes populares.

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Ao todo, 13 entidades da agricultura familiar foram incluídas nessa etapa, entre associações e cooperativas do Distrito Federal ligadas à produção agroecológica, assentamentos e reforma agrária. A Conab não detalhou, no material divulgado, o valor individual por entidade nem o cronograma operacional de entrega dos alimentos.

Segundo a superintendente regional da Conab no Distrito Federal, Regina Santos, os recursos reforçam a continuidade das ações de compra pública de alimentos e de apoio à mecanização. Na prática, a combinação entre aquisição institucional e acesso a equipamentos pode ampliar a capacidade operacional de pequenos produtores, reduzir etapas manuais do trabalho e dar escala à oferta destinada a programas públicos.

Durante a AgroBrasília, a companhia também apresentou ações ligadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), ao Programa Arroz da Gente e às políticas de armazenagem, além de oficinas sobre mini colheitadeiras e outros equipamentos.

A execução dos recursos do PAA e o uso dos maquinários passam agora pela operacionalização das entidades beneficiadas e pelo andamento dos termos assinados. Sem detalhamento oficial sobre prazos e metas físicas, o efeito prático deverá ser acompanhado pela entrega dos alimentos, pela adesão das associações e pela incorporação das máquinas à rotina produtiva.

Fonte: gov.br

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Quando o agro sai da própria bolha e mostra à sociedade do que é capaz

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Foto: Pixabay

Na última semana, São Paulo recebeu a primeira edição do São Paulo Innovation Week (SPIW), festival que já nasce com a ambição de se consolidar como o maior encontro de inovação da América Latina.

Realizado na Mercado Livre Arena Pacaembu e na FAAP, o evento reuniu, ao longo de quatro dias, mais de 1.500 palestrantes distribuídos em 33 palcos simultâneos, promovendo debates sobre tecnologia, ciência, negócios, cultura, comportamento e transformação social.

Entre as diversas trilhas do evento, o agronegócio ganhou espaço ao discutir agricultura digital, bioenergia, cooperativismo, sustentabilidade, segurança alimentar, comunicação e inovação. E talvez seja justamente esse o ponto mais importante da presença do agro em um ambiente como esse: mostrar que inovação no campo vai muito além de máquinas modernas ou novos produtos.

A inovação no agro também está nas novas formas de produzir, na capacidade de escalar práticas ligadas à agricultura regenerativa, no uso inteligente de dados, no desenvolvimento de soluções sustentáveis e na construção de modelos que conciliem produtividade e preservação ambiental. Mas existe um aspecto ainda mais estratégico nessa participação: falar do agro fora dos lugares comuns do agro.

Ampliando a compreensão da sociedade

Historicamente, o setor costuma dialogar em ambientes compostos majoritariamente por públicos já familiarizados e simpáticos ao tema, os chamados “convertidos”. Eventos técnicos, feiras setoriais que se repetem anualmente e fóruns especializados são fundamentais, mas não mais suficientes.

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Se quisermos ampliar a compreensão da sociedade sobre a importância do agro, é preciso levar essa conversa para outros espaços, com diferentes públicos e enfoques e abordando novas linguagens.

Estar em um festival de inovação, ao lado de debates sobre tecnologia, cidades inteligentes, inteligência artificial, economia criativa e transformação social, ajuda a reposicionar o agro como um setor conectado aos grandes desafios contemporâneos e que traz consigo pautas positivas e propositivas.

Essa mudança de narrativa é ainda mais importante quando falamos da agenda de mudanças climáticas, que foi amplamente debatida durante o evento. O agro brasileiro tem desafios relevantes, mas também possui enorme potencial para ser parte da solução.

O desenvolvimento de tecnologias voltadas à sustentabilidade, a recuperação de áreas degradadas, o avanço da bioenergia e biocombustíveis, a agricultura de baixo carbono e as práticas regenerativas mostram que o campo pode contribuir diretamente para uma economia mais sustentável.

Por isso, ocupar espaços como o São Paulo Innovation Week não é apenas uma oportunidade de networking ou visibilidade. É uma oportunidade de mudar a comunicação com a sociedade e a sua percepção. De mostrar que o agro está profundamente ligado à inovação, à ciência, à tecnologia e ao futuro. O Brasil possui uma das agriculturas mais competitivas do mundo justamente porque investiu em pesquisa, desenvolvimento e adaptação tecnológica ao longo das últimas décadas.

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E esse caminho precisa continuar sendo incentivado. Fortalecer a inovação no agro é fortalecer a capacidade do Brasil de produzir mais, de forma sustentável, e de responder aos desafios do futuro com protagonismo.

O agro brasileiro já mostrou sua capacidade de inovar na produção. Agora, tem a oportunidade de inovar também na forma de se comunicar com o restante da sociedade.

*Rebeca Lucena é diretora de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

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Foto: Freepik

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.

As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.

Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.

Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.

O tempo em agosto

Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.

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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

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Foto: Pixabay

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.

Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.

Queda nas cotações

O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.

No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.

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Oferta maior pressiona mercado

Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.

A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.

“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.

Clima segue no radar

O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.

“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.

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