Agro Mato Grosso
Lucas do Rio Verde é a campeã entre as médias no Centro-Oeste I MT

A cidade se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país
O projeto de transformar produção agrícola em riqueza industrial deu certo em Lucas do Rio Verde. Em pouco mais de quatro décadas, a cidade mato-grossense se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país. Não por acaso, conquistou o primeiro lugar entre as cidades de médio porte da Região Centro-Oeste no ranking de VEJA NEGÓCIOS.
A classificação leva em conta indicadores como emprego, renda, educação, saúde e gestão pública e confirma que planejamento de longo prazo, continuidade administrativa e vocação produtiva podem se traduzir em qualidade de vida e prosperidade. Desde a emancipação, em 1988, a população do município saltou de pouco mais de 5 000 habitantes para mais de 80 000.
O PIB per capita já supera os 100 000 reais anuais, cerca do dobro da média brasileira. Em ruas largas, arborizadas e planejadas, o desenvolvimento não ocorreu por acaso.
Desde os anos 2000, lideranças do agronegócio e sucessivas administrações municipais passaram a seguir um plano voltado à atração de investimentos e à industrialização da produção agrícola do entorno da cidade. O resultado foi um modelo de crescimento raro no Brasil.
Nas últimas duas décadas, Lucas do Rio Verde atraiu alguns dos maiores grupos do agronegócio nacional. A FS, uma das principais produtoras de etanol de milho do país, comprou neste ano toda a safra próximo de 1 milhão de toneladas do grão.
A beneficiadora de soja Amaggi e a processadora de proteína animal BRF mantêm no município, há mais de uma década, algumas de suas principais unidades industriais.
A localização estratégica às margens da BR-163, corredor logístico que liga o Centro-Oeste aos portos das regiões Norte e Sul, e a perspectiva de se tornar um importante entroncamento ferroviário de cargas nos próximos anos reforçam o potencial de expansão da economia local.
“O desenvolvimento de Lucas superou todas as melhores expectativas”, afirma o catarinense Osvaldo Martinello, que chegou à cidade há 37 anos e fundou a rede varejista que leva o sobrenome da família. A primeira loja, de apenas 150 metros quadrados, deu origem a um grupo com 113 pontos de venda distribuídos por 75 municípios mato-grossenses. “Chegamos com uma malinha nas costas e hoje somos uma empresa com 3 500 colaboradores. Essa trajetória só foi possível graças ao dinamismo econômico de Lucas do Rio Verde”, diz Martinello.
A força da agroindústria impulsionou também um amplo ecossistema de serviços.
“Ao longo do tempo, construímos um ciclo de crescimento acelerado, mas com equilíbrio social”, afirma o prefeito Miguel Vaz. O avanço da atividade econômica se refletiu no dinâmico mercado de trabalho local.
“Vivemos em pleno emprego desde o período pós-pandemia”, afirma o secretário municipal de Planejamento, Danilo Messias. Em 2025, considerando os municípios enquadrados na mesma faixa populacional dos critérios do Fundo de Participação dos Municípios, Lucas do Rio Verde liderou a geração de empregos no país. A boa gestão das contas públicas completa a equação. A arrecadação anual, próximo de 800 milhões de reais, supera despesas e investimentos, que giram em torno de 700 milhões.
Mais da metade do orçamento é destinada à saúde e à educação. O próximo desafio já está definido: ampliar a qualificação da mão de obra em inovação e tecnologia para atender às demandas de uma agroindústria cada vez mais sofisticada e preservar o ciclo de prosperidade que transformou Lucas do Rio Verde em uma referência nacional de desenvolvimento.
Agro Mato Grosso
TCE mantém suspenso pregão de R$ 1,4 milhão de Prefeitura para compra de mobiliário escolar

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve a suspensão do pregão eletrônico de quase R$ 1,4 milhão lançado pela Prefeitura de Sapezal para a aquisição de mobiliário escolar. A tutela provisória de urgência, concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, foi homologada durante sessão ordinária desta terça-feira (28).
A medida cautelar foi solicitada em representação de natureza externa, na qual o requerente apontou possíveis restrições à competitividade do certame. Conforme a denúncia, o edital exigia uma marca específica para os conjuntos escolares, autorizava a solicitação de amostras e laudos de todos os participantes em qualquer fase da licitação e impunha a comprovação de regularidade fiscal perante o município por todos os licitantes, inclusive aqueles sediados em outras cidades.
Na análise preliminar do processo, o conselheiro verificou que a prefeitura justificou a exigência da marca com o argumento de manter a padronização estética do mobiliário e do ambiente escolar, que já conta com móveis do fabricante indicado no edital. Para o relator, contudo, a justificativa é insuficiente e carece de fundamentação técnica.
“Em uma análise preliminar, as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podem garantir a harmonia visual necessária, sem necessidade de especificação de marca”, sustentou.
Em relação à exigência de regularidade fiscal perante o município, Alisson Alencar entendeu que a cláusula afronta o disposto no artigo 68 da Lei nº 14.133/2021, ao impor requisito incompatível com a legislação para empresas sediadas em outros municípios.
O conselheiro também apontou irregularidade na previsão que autoriza a administração a exigir amostras e laudos de todos os proponentes, por considerar que a medida contraria a sistemática prevista no artigo 41 da Lei de Licitações e impõe ônus desnecessário aos participantes do certame.
Ao votar pela manutenção da tutela provisória, o relator ressaltou ainda que a continuidade da licitação poderia resultar na adjudicação de um procedimento conduzido com regras potencialmente ilegais, causando prejuízos ao interesse público e ao erário.
Agro Mato Grosso
Com temperatura acima de 39°C, MT tem cinco cidades entre as mais quentes do Brasil

Levantamento do Inmet mostra que municípios mato-grossenses registraram temperaturas entre 37,7°C e 39,1°C nesta quinta-feira (30).
🥵 Cinco cidades de Mato Grosso ficaram entre as mais quentes do Brasil nesta quinta-feira (30), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O maior destaque foi Nova Xavantina, que registrou 39,1°C e teve a temperatura mais alta do país no dia.
Além de Nova Xavantina, também aparecem na lista das 20 mais quentes: Santo Antônio do Leverger, com 38°C, Cuiabá, com 37,8°C, e Espigão do Leste e Rondonópolis, ambas com 37,7°C.
As altas temperaturas reforçam o cenário de calor intenso que atinge Mato Grosso neste período de estiagem, com baixa umidade relativa do ar e maior risco de queimadas em diversas regiões do estado.
Confira as temperaturas registradas nas cidades de Mato Grosso que ficaram entre as mais quentes do Brasil nesta quinta-feira (30):
- 1º Nova Xavantina – 39,1°C
- 13° Santo Antônio do Leverger – 38°C
- 14° Cuiabá – 37,8°C
- 15° Espigão do Leste – 37,7°C
- 17° Rondonópolis – 37,7°C
Agro Mato Grosso
VÍDEO: homem se depara com onça-pintada durante trilha em cachoeira de MT

Joelton Ares fazia uma trilha na região da Cachoeira dos Namorados, em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), quando avistou o animal a poucos metros de distância.
O consultor de vendas Joelton Ares viveu momentos de tensão ao encontrar uma onça-pintada durante uma trilha na região da Cachoeira dos Namorados, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, na terça-feira (28). Enquanto filmava a paisagem, ele acabou registrando o instante em que o felino surge de trás de uma pedra (assista abaixo).
Nas imagens, a onça aparece com pouca nitidez por causa da distância, da sombra e da vegetação. Mesmo assim, é possível perceber o momento em que o animal deixa o esconderijo e observa o visitante.
Joelton contou que não conseguiu filmar a onça porque a prioridade passou a ser encontrar uma forma de se proteger assim que percebeu a presença do animal.
“Quando eu vi ela saindo da pedra, eu nem filmei direito porque não pensei em filmar a onça, pensei em me defender. Tentei guardar o celular no bolso para ficar com as duas mãos livres. Quando vi o tamanho dela, a única coisa que pensei foi: ‘ferrou'”, contou.
O consultor fazia a trilha sozinho e estima que estava cerca de três quilômetros distante da moto, deixada no início do percurso. Sem outras pessoas por perto, ele disse que o medo aumentou ainda mais.
“Estava sozinho na trilha e não tinha ninguém comigo. Não sabia o que fazer”.
Joelton afirmou que se lembrou das orientações mais conhecidas para esse tipo de situação: evitar correr, não dar as costas para o animal e não avançar em direção a ele, para não provocar um ataque. Segundo ele, a onça permaneceu imóvel durante alguns segundos, apenas observando seus movimentos.
Diante da reação do animal, Joelton começou a recuar lentamente, caminhando de costas por cerca de dez metros. Quando perdeu a onça de vista, decidiu correr por um trecho da trilha para aumentar a distância.
“Quando eu não vi mais ela, corri um pouco para trás e olhava para ver se ela estava me seguindo. O medo foi muito grande. Depois, no caminho, fiquei pensando que, se ela tivesse atacado, eu estava ferrado. Não teria como brigar com uma onça daquele tamanho”, relatou.
O biólogo João Carlos Biagini explicou que a principal orientação em um encontro com uma onça-pintada é manter a calma e jamais sair correndo.
“Não corra, porque tudo que corre no mato é presa. Provavelmente, se você correr, ela vai pensar que você é uma presa e pode vir atrás”, alertou.
Segundo o especialista, outra estratégia importante é tentar parecer maior diante do animal. Caso a pessoa esteja acompanhada, o ideal é permanecer próxima dos demais para transmitir a impressão de um único corpo maior. Se houver um galho no chão, especialmente com folhas, ele recomenda segurá-lo e fazer movimentos lentos em direção ao felino, enquanto recua devagar até alcançar um local seguro.
Biagini também orienta que a pessoa mantenha a onça sempre no campo de visão e evite atitudes impulsivas. “Não adianta subir em árvore, não adianta pular no rio e não adianta correr, porque isso tudo ela faz melhor do que a gente. O importante é não correr, tentar parecer maior, fazer movimentos com um galho, se possível, e ir se afastando lentamente, sempre observando onde ela está”, explicou.
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