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Calor ganha força e domingo pode terminar com pancadas de chuva em Cuiabá

Depois de dias de temperaturas mais baixas, o calor começa a retornar gradualmente a Mato Grosso neste fim de semana. Conforme a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Estado terá dias mais quentes, com céu parcialmente nublado e possibilidade de pancadas isoladas de chuva no domingo (12).
Em Cuiabá, a frente fria perde força, mas o calor típico da Capital ainda não deve voltar com intensidade. Entre sexta-feira (10) e domingo, a previsão é de mínima de 21°C e máxima de 35°C. O tempo permanece firme até sábado, enquanto o domingo pode ser marcado por chuva isolada.
Em Chapada dos Guimarães, as temperaturas devem variar entre 20°C e 35°C ao longo do fim de semana. A previsão também aponta elevada probabilidade de chuva no domingo.
Já em Cáceres, os termômetros devem marcar entre 20°C e 36°C, com predomínio de céu nublado e expectativa de precipitações no último dia do fim de semana.
Em Rondonópolis, no sul do Estado, a previsão indica mínimas de 20°C e máximas de 36°C, além de possibilidade de trovoadas e pancadas de chuva no domingo.
Sinop deve registrar as maiores temperaturas entre as cidades citadas, com mínima de 23°C e máxima de 37°C. Apesar do calor, também há previsão de chuva isolada no domingo.
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Gallo admite PDV para enxugar máquina pública em MT

Ex-secretário afirmou que a hipótese não seria para curto prazo, mas está no radar do governo, se for uma medida eficiente para o gasto público
Ex-secretário de Fazenda foi escolhido por Otaviano Pivetta para avaliar a estrutura do governo a partir de 2027; programa de demissão voluntária é uma das alternativas em análise para reduzir despesas com pessoal.
O ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo afirmou que o governo de Mato Grosso poderá voltar a adotar o Programa de Demissão Voluntária (PDV) como estratégia para reduzir os gastos com a folha de pagamento e enxugar a máquina pública. Segundo ele, a medida está entre as alternativas em avaliação, mas não deve ser implementada no curto prazo.
“Nada está descartado, isso está na mesa, estamos avaliando. Se fizer sentido e der o retorno esperado, pode ser uma possibilidade. Mas eu diria, hoje, que não está na mesa para curto prazo”, afirmou.
Gallo foi escolhido pelo governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para avaliar a estrutura administrativa do governo a partir de 2027, quando começa o novo mandato. Um dos objetivos do planejamento é reduzir a estrutura da máquina pública e buscar maior eficiência nos gastos governamentais.
De acordo com Gallo, a análise está concentrada nas medidas administrativas que possam apresentar melhores resultados. O PDV é uma das possibilidades consideradas por já ter sido adotado anteriormente durante a gestão de Mauro Mendes (União Brasil), sobretudo em empresas estatais.
O programa prevê incentivos financeiros para que servidores optem voluntariamente pelo desligamento. A adesão é estimulada por meio de pagamentos compensatórios, como forma de reduzir o quadro de pessoal e, consequentemente, as despesas do poder público.
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Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas opostas para economia e controle da dívida pública

Projetos divergem sobre tamanho do Estado, impostos e leis trabalhistas, mas ambas as campanhas prometem manter programas sociais
As propostas econômicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam diferenças na condução das contas públicas, na política tributária e nas relações de trabalho. 
Enquanto Lula aposta na continuidade do modelo atual, com investimentos públicos, programas sociais e valorização da renda, Flávio defende a redução da estrutura estatal, cortes de despesas e diminuição de impostos e encargos.
Apesar das divergências, as duas campanhas reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida pública. O principal contraste está nos instrumentos previstos para equilibrar as contas e estimular a atividade econômica.
Resumo das propostas econômicas
Lula
- Continuidade com ampliação de investimentos e políticas sociais
- Contas públicas: manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e buscar resultados fiscais melhores com crescimento econômico.
- Impostos: aprofundar a tributação progressiva, com maior contribuição proporcional das rendas mais altas.
- Trabalho e renda: manter a valorização real do salário mínimo e defender a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte salarial.
- Investimentos: ampliar infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável.
- Programas sociais: manter o Bolsa Família e expandir políticas habitacionais e de combate à fome.
Flávio Bolsonaro
- Redução do Estado e contenção mais forte das despesas
- Contas públicas: criar uma nova regra fiscal, com limites para despesas associados à trajetória da dívida.
- Gastos públicos: reduzir ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas.
- Impostos: propor reduções tributárias e simplificação regulatória.
- Trabalho e emprego: criar modalidades de contratação com menor custo para empregadores em determinados grupos etários.
- Produção: estimular o agronegócio, melhorar a logística, ampliar o armazenamento de safras e apoiar a produção nacional de fertilizantes.
Ajuste fiscal
Lula pretende manter o arcabouço fiscal, mecanismo que estabelece limites para o crescimento das despesas públicas. A estratégia combina controle de gastos, busca por maior arrecadação e crescimento econômico para melhorar os resultados das contas públicas.
A política econômica também prevê investimentos em infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável. A avaliação da equipe é que a expansão da atividade econômica pode contribuir para elevar a arrecadação e sustentar políticas públicas.
Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal vinculada à trajetória da dívida e medidas para reduzir despesas administrativas, incluindo a estrutura ministerial e os cargos comissionados. A campanha também defende a simplificação regulatória e a redução de tributos.
Em agosto deste ano, em entrevista à Globo News, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano do candidato prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.
O detalhamento dos cortes e seus efeitos sobre os serviços públicos permanecem entre os pontos que exigem esclarecimento. No último dia 9, o candidato negou que acabará com programas sociais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular.
Impostos e investimentos
Na área tributária, Lula defende maior progressividade, com participação proporcionalmente maior das rendas mais altas no financiamento do Estado. O governo também pretende dar continuidade a investimentos do Novo PAC e a políticas de incentivo à indústria nacional.
Flávio, por sua vez, prioriza a redução de impostos, a diminuição dos custos para empresas e a desburocratização. Entre as propostas para o agronegócio estão melhorias na logística, ampliação da capacidade de armazenamento de safras, seguro rural e estímulo à produção nacional de fertilizantes.
A execução dessas medidas dependerá da compatibilidade entre as reduções tributárias e as metas fiscais. No caso de Flávio, cortes de despesas teriam de compensar, ao menos em parte, eventuais perdas de arrecadação. Na proposta de Lula, os resultados dependeriam do crescimento econômico, da arrecadação e do controle dos gastos.
Trabalho e renda
Lula defende a valorização real do salário mínimo e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial. A agenda também prioriza a manutenção de direitos trabalhistas e a ampliação da proteção social.
Flávio enfatiza a redução dos custos de contratação e a flexibilização de modalidades específicas de trabalho. As propostas partem de perspectivas diferentes sobre como estimular o emprego, com possíveis efeitos sobre salários, formalização e custos das empresas que dependerão da implementação das medidas.
Programas sociais
Lula pretende manter e aperfeiçoar programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, além de preservar políticas de combate à fome.
A equipe de Flávio também declarou intenção de manter programas sociais, entre eles Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular. A questão central é como financiar essas iniciativas diante das respectivas metas de ajuste fiscal.
Governos anteriores
De 2019 a 2022, o governo Jair Bolsonaro enfrentou a pandemia de covid-19 e os efeitos da guerra na Ucrânia, que pressionaram a atividade econômica e os preços. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu, em média, cerca de 1,4% ao ano. A gestão adotou medidas emergenciais de auxílio, promoveu privatizações e concessões e encerrou 2022 com a dívida bruta em torno de 72% do PIB, com o adiamento do pagamento de precatórios.
No terceiro mandato de Lula, entre 2023 e 2025, o PIB cresceu, em média, aproximadamente 2,9% ao ano, considerando os dados revisados do período. O governo ampliou investimentos em infraestrutura, retomou políticas sociais, valorizou o salário mínimo e aprovou a reforma tributária sobre o consumo. O desemprego também caiu, atingindo 5,6% em 2025, segundo o IBGE.
Na área fiscal, a dívida pública diminuiu em proporção do PIB ao final do governo Bolsonaro, mas voltou a crescer durante o terceiro mandato de Lula, atingindo 82,9% do PIB em agosto deste ano. A comparação, porém, exige considerar a pandemia, o cenário internacional, os juros e as medidas adotadas em cada período. Os indicadores mostram trajetórias diferentes de crescimento, emprego e endividamento, sem permitir atribuir todos os resultados exclusivamente às decisões de cada presidente.
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Polícia Civil prende executor de “salves” de facção foragido no Norte de MT

Suspeito de torturar pelo menos quatro vítimas em Guarantã do Norte foi capturado escondido em sítio de Matupá
A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (15.10), uma ação policial que resultou na prisão de um foragido da Operação Autoridade, deflagrada em setembro deste ano.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Guarantã do Norte, apuram a prática de torturas e agressões, conhecidas como “salves”, cometidas no contexto de facção criminosa, em Guarantã do Norte, entre os anos de 2025 e 2026.
No decorrer das apurações, pelo menos quatro vítimas já foram identificadas, sendo que um dos suspeitos apontados como executor direto das agressões permanecia foragido.
Após troca de informações entre as Delegacias de Guarantã do Norte e Matupá, as equipes conseguiram localizar o investigado em uma área rural do município de Matupá, onde foi realizada a prisão.
A captura representa mais um avanço nas investigações da Operação Autoridade, que tem como objetivo identificar e responsabilizar integrantes de facções criminosas envolvidos em práticas violentas, especialmente atos de intimidação, tortura e punições ilegais impostas à margem da lei.
A Polícia Civil reforça que informações repassadas pela população têm sido fundamentais para o avanço das investigações e para a localização de pessoas procuradas pela Justiça. As denúncias podem ser realizadas diretamente nas unidades da Polícia Civil, de forma anônima e sigilosa.
O sigilo é preservado, e uma informação pode ser decisiva para localizar criminosos, evitar novos delitos e proteger vidas.
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