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Preço médio do café cai mais de 15% em 2026 e consumo aumenta, segundo Abic

Com a proximidade do Dia Nacional do Café, comemorado no próximo domingo (24), a indústria cafeeira e os consumidores têm motivos para celebrar. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o primeiro quadrimestre de 2026 terminou com aumento nas vendas e queda nos preços da maior parte dos tipos de café.
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De acordo com a entidade, entre janeiro e abril deste ano, o café tradicional/extraforte, categoria mais consumida no país, registrou crescimento de 2,4% nas vendas no varejo. Ao mesmo tempo, o preço médio caiu 15,51% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo executivos da Abic, a redução nos preços está ligada à maior disponibilidade de café cru no mercado, reflexo da boa safra brasileira. Com mais oferta de matéria-prima, a indústria conseguiu ampliar as compras e a produção, repassando parte da queda de custos ao consumidor final.
A queda ocorre após um período de forte pressão sobre o mercado cafeeiro, marcado pelas dificuldades de abastecimento causadas pelos problemas climáticos que afetaram as safras de 2024 e 2025. Na época, a menor oferta provocou oscilações expressivas nos preços do café nas gôndolas dos supermercados ao longo do ano passado.
Segundo a Abic, a perspectiva para 2026 é de manutenção dos preços em níveis mais estáveis, desde que a expectativa de boa colheita se confirme. O cenário pode estimular o aumento do consumo de café no Brasil, diz a Abic.
As ressalvas ficam para problemas pontuais observados em algumas regiões produtoras de Minas Gerais e Espírito Santo. Outro fator de atenção é o possível avanço do El Niño. Segundo executivos da entidade, caso as previsões para o fenômeno climático se confirmem, a safra brasileira de café de 2027 poderá ser impactada.
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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.
As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.
Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.
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Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.
O tempo em agosto
Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.
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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.
Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Queda nas cotações
O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.
No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.
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Oferta maior pressiona mercado
Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.
A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.
“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.
Clima segue no radar
O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.
“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.
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Agro Mato Grosso
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