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20 de setembro de 2026

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Manejo inteligente ganha força no campo diante do avanço das doenças nas lavouras

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O avanço das doenças nas lavouras acende um alerta no campo, pressiona os custos e obriga o produtor a mudar o manejo dentro da porteira. Com o clima favorável aos fungos, um cenário imprevisível e decisões cada vez mais dinâmicas, a estratégia tem sido apostar em práticas mais inteligentes, flexíveis e eficientes para proteger a produtividade e garantir rentabilidade nas principais culturas que sustentam o setor.

A combinação de clima úmido, temperaturas elevadas e janelas cada vez mais curtas de aplicação tem sido perfeita para o avanço das doenças fúngicas no campo. Nas últimas safras, o produtor rural tem convivido com um cenário mais instável, onde a pressão nas lavouras aumenta e as decisões precisam ser cada vez mais céleres. Esse desafio não se limita a uma única cultura, exigindo atenção constante ao longo de todo o ciclo produtivo.

A cercóspora e a mancha-alvo estão entre as doenças fúngicas que mais têm tirado o sono dos agricultores recentemente. Além de comprometer o rendimento das plantas, elas elevam significativamente os custos de produção, com forte impacto tanto na soja quanto no algodão. Diante desse panorama, os produtores vêm ajustando as estratégias de manejo, um esforço que já começa a trazer resultados práticos na redução dos prejuízos ao fim da colheita.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Desafios climáticos e janelas curtas

Em Lucas do Rio Verde, após a colheita de 1,5 mil hectares de soja, o agricultor Nelei José Kraemer iniciou a semeadura do algodão de segunda safra em 1,2 mil hectares. Parte da área acabou ficando fora da janela considerada ideal, o que reforça o desafio de encaixar as aplicações no tempo certo entre a colheita de uma cultura e o desenvolvimento da outra. Esse cenário exige dedicação diária e atenção constante aos mínimos detalhes para proteger o alto investimento realizado na lavoura.

O monitoramento diário da propriedade tornou-se uma regra indispensável para evitar que os patógenos se espalhem e destruam o potencial das plantas. Segundo o produtor, a atividade exige atenção constante por se tratar de um cultivo de alto custo. “Exige todos os dias você estar dentro da lavoura. São detalhes que você tem que estar observando, é uma cultura muito cara, de alto investimento”.

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A flexibilidade dos defensivos agrícolas também entra como peça fundamental para o sucesso do planejamento do agricultor. Como as condições meteorológicas mudam rapidamente, o insumo precisa oferecer um espectro de ação que atenda a diferentes frentes de trabalho.

A gerente de desenvolvimento de mercado da Basf, Mariana Ferneda Dossin, explica que o manejo precisa ser alterado pela condição climática ou pela necessidade de alguma doença. Por isso, a indústria foca em ferramentas versáteis. “Esse produto tem que estar flexível para que o produtor possa usar tanto na soja, tanto no milho. O produtor que faz soja e algodão também possa ter essa possibilidade. E altíssimo potencial de eficácia de controle de doenças disponível para o produtor”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Prejuízos causados pela mancha-alvo

A cercóspora ataca precocemente e prejudica diretamente o peso dos grãos e a formação de proteína na oleaginosa. Já a mancha-alvo, que antes não figurava entre as principais preocupações na região, tornou-se um problema grave no cultivo do algodão nos últimos três anos, gerando quebras severas que acendem o alerta técnico.

A orientação da pesquisa mostra que o atraso nas primeiras pulverizações pode inviabilizar o controle posterior, pois as doenças avançam rapidamente a partir do baixeiro das plantas.

O produtor Nelei lembra que há dois anos a pressão da mancha-alvo foi forte na região. “Em alguns materiais pode se falar que teve perdas de 20% a 30%. A pesquisa mostra que tem que entrar cedo no controle. É importante você fazer uma base bem feita desde o começo”.

Para combater esse cenário de alta pressão, a indústria tem desenvolvido ferramentas com alta tecnologia embarcada para trazer mais segurança operacional ao campo. O uso de formulações modernas assegura que os ingredientes ativos tenham a efetividade necessária no momento exato da aplicação.

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O diretor de pesquisas da Fundação Rio Verde, Fábio Pittelkow, destaca que essa evolução tecnológica é o que garante o sucesso das operações. “Há muita tecnologia embarcada nesses produtos mais modernos e isso ajuda o produtor no campo a ter segurança de fazer a operação e ter aquela efetividade do controle da doença”.

Falhas no manejo reduzem a vida útil das tecnologias, gerando um ciclo prejudicial para a sustentabilidade econômica de toda a atividade agrícola regional. A recomendação técnica passa obrigatoriamente pela rotação de princípios ativos e pela inclusão de produtos protetores nas estratégias de pulverização.

Tecnologia e rotação de ativos

Manter o desempenho dessas soluções com alta performance ao longo do tempo é o principal desafio dos pesquisadores e produtores. A escolha de produtos com boa seletividade ajuda a preservar o potencial da planta sem causar fitoxidez, permitindo que a cultura expresse seu máximo rendimento.

De acordo com Fábio Pittelkow, o cenário atual exige estratégias combinadas para segurar o avanço dos fungos. “Precisamos rotacionar os ativos, entrar com produtos protetores. Nós temos um cenário onde o manejo cada vez mais tem sido difícil de segurar essas doenças e reter os prejuízos que elas causam”.

O mercado tem demandado soluções versáteis que simplifiquem a gestão operacional do agricultor, permitindo o uso do mesmo produto em diferentes culturas de forma rotativa. Essa flexibilidade é considerada essencial para quem trabalha com sistemas de sucessão.

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A gerente da Basf, Mariana Ferneda Dossin, salienta que o foco das novas tecnologias está voltado para o início do manejo, focado nas aplicações do período vegetativo. Ela cita o exemplo do Belyan®, um produto direcionado para o sistema de cultivo de soja, milho e algodão. “Um excelente produto para iniciar o manejo, aplicações do vegetativo, fazendo todo aquele manejo robusto do baixeiro. Então a gente olha para as dores emergentes e trazemos essas inovações pensando em alcançar altos tetos produtivos”.

Com a adoção de um manejo inteligente, o agricultor ganha eficiência, protege o investimento financeiro e minimiza os riscos climáticos e biológicos. O objetivo central reside em reduzir as incertezas em um ambiente de produção cada vez mais complexo.

A cooperação mútua entre produtores, equipes técnicas e empresas de tecnologia surge como o caminho definitivo para superar a pressão das doenças. Quando as recomendações da pesquisa são aplicadas de forma integrada na lavoura, os resultados aparecem diretamente na colheita. Nelei José Kraemer conclui que o trabalho integrado é o segredo do sucesso. “O agricultor com as empresas e a parte técnica, a gente ter que ir seguindo e trabalhando junto”.


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Caju vira alternativa de renda para produtores em região castigada pela seca no Ceará

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Foto: AGCO Agriculture Foundation

Em uma região marcada pela escassez de água e pelos desafios para manter a produção agrícola, o cultivo de caju vem sendo utilizado como alternativa para ampliar a geração de renda de pequenos produtores no semiárido do Ceará. Mais de 100 agricultores de 15 comunidades participam de uma iniciativa que prevê a implantação de novos pomares, capacitação e acompanhamento técnico.

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Ao todo, 10 mil mudas estão sendo distribuídas pelo Projeto Caju, desenvolvido pela organização Amigos do Bem com apoio da AGCO Agriculture Foundation.

A escolha da cultura está relacionada à capacidade do cajueiro de se adaptar ao clima quente e a períodos de menor disponibilidade de água. A proposta é combinar essa característica com orientação técnica para ampliar as possibilidades de produção e renda nas propriedades.

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Dos 107 produtores envolvidos na iniciativa, 63 receberam apoio direto por meio de recursos da AGCO Agriculture Foundation. Do total de participantes, 64% estão entrando agora no projeto, enquanto 36% já haviam recebido apoio anteriormente.

“Em regiões que enfrentam desafios climáticos e socioeconômicos tão grandes, apoiar o produtor significa também contribuir para que ele tenha condições de construir uma fonte de renda mais estável”, afirma Marcelo Traldi, gerente-geral da AGCO América Latina.

Produtores recebem capacitação para implantação dos pomares

Além da distribuição das mudas, a capacitação técnica é uma das principais frentes do projeto. Setenta agricultores participaram de treinamentos sobre implantação e manejo dos pomares.

As orientações incluem escolha de mudas produtivas e adaptadas às condições do semiárido, preparo do solo, definição do espaçamento, fertilização, controle de plantas daninhas e poda de formação.

Outro grupo de 34 produtores participou de um dia de campo, com demonstrações práticas de técnicas de plantio e manejo. A atividade também permitiu a troca de experiências e a discussão de dificuldades encontradas nas propriedades.

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A combinação entre acesso às mudas e assistência técnica busca reduzir os riscos nas primeiras etapas de desenvolvimento dos pomares, especialmente diante dos períodos prolongados de seca enfrentados na região.

“Essa iniciativa demonstra como parcerias estratégicas podem gerar impacto positivo no campo. Ao apoiar os produtores com as mudas, capacitação e acompanhamento técnico, o projeto contribui para fortalecer a produção local e gerar renda para famílias em situação de vulnerabilidade”, afirma Alceu Caldeira, diretor de Desenvolvimento Institucional dos Amigos do Bem.

Projeto recebe investimento de mais de R$ 100 mil

A AGCO Agriculture Foundation destinou mais de R$ 100 mil à iniciativa. Os recursos são utilizados na produção das mudas, apoio aos pequenos agricultores, capacitações, monitoramento e gestão do projeto.

Com a implantação dos pomares, o trabalho entra agora na fase de acompanhamento técnico. Estão previstas visitas às propriedades para monitorar o desenvolvimento das plantas e orientar os agricultores durante o ciclo produtivo.

A programação prevê ainda novos treinamentos voltados à pré-colheita e pós-colheita, incluindo orientações sobre manejo, fortalecimento dos pomares e preparação para as próximas etapas da produção.

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O Projeto Caju faz parte das ações dos Amigos do Bem no sertão nordestino. Segundo a organização, cerca de 150 mil pessoas de 300 comunidades em Alagoas, Pernambuco e Ceará são atendidas por iniciativas relacionadas à educação, geração de renda, acesso à água, moradia e saúde.

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Conab diz que Brasil será, mais uma vez, o maior provedor de soja do mundo; quanto a produção deve crescer em 26/27?

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Divulgação Embrapa Soja

O mercado da soja teve uma semana marcada por projeções importantes para a safra 2026/27. No Brasil, a primeira estimativa oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para um crescimento mais moderado da produção da oleaginosa. No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao elevar a previsão para a safra norte-americana.

A Conab projeta produção de 181,64 milhões de toneladas de soja para a safra 2026/27, avanço de 0,7% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve crescer 1,4%, para 49,31 milhões de hectares, enquanto a produtividade média está calculada em 3.683 quilos por hectare, recuo de 0,8%.

Apesar do crescimento mais moderado, a soja continua entre as principais responsáveis pelo avanço da produção brasileira de grãos. Para a Conab, o país deve manter a trajetória de expansão da oleaginosa e novamente superar a marca de 181 milhões de toneladas.

“ A soja vem mantendo uma trajetória constante de crescimento e é o produto que mais avança. Vamos ultrapassar novamente as 181 milhões de toneladas, garantindo outra grande safra. Seremos, mais uma vez, os maiores provedores do mundo, diante das quebras em outros países e do cenário de desabastecimento internacional”, afirmou o presidente da Conab, Silvio Porto.

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Na temporada 2025/26, a produção brasileira chegou a 180,406 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.

A área cultivada também avançou, passando de 47,346 milhões de hectares em 2024/25 para 48,608 milhões de hectares em 2025/26, crescimento de 2,7%. Já a produtividade subiu de 3.622 para 3.711 quilos por hectare no período.

USDA surpreende com safra maior nos EUA

Enquanto o Brasil deve apresentar um avanço mais contido, o USDA trouxe uma surpresa para o mercado internacional ao elevar a estimativa para a produção de soja dos Estados Unidos em 2026/27.

A safra norte-americana foi projetada em 4,535 bilhões de bushels, equivalentes a 123,4 milhões de toneladas. No relatório anterior, de agosto, a previsão era de 4,519 bilhões de bushels, ou cerca de 123 milhões de toneladas.

A revisão ocorreu mesmo com a produtividade sendo reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre.

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O número também ficou acima da expectativa do mercado, que trabalhava com produção de 4,492 bilhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 122,3 milhões de toneladas.

Os estoques finais norte-americanos para 2026/27 foram estimados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas. Em agosto, a projeção era de 320 milhões de bushels, equivalentes a 8,71 milhões de toneladas.

O mercado esperava estoques finais de 289 milhões de bushels, ou 7,86 milhões de toneladas.

Para o esmagamento nos Estados Unidos, o USDA manteve a previsão em 2,78 bilhões de bushels. Já as exportações foram projetadas em 1,685 bilhão de bushels, acima dos 1,66 bilhão de bushels estimados anteriormente.

Produção mundial de soja

No cenário global, o USDA estima uma produção de 442,35 milhões de toneladas de soja em 2026/27, praticamente estável em relação à previsão de agosto, de 442,25 milhões de toneladas.

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Os estoques finais mundiais estão projetados em 124,02 milhões de toneladas, acima da expectativa do mercado, de 123,1 milhões de toneladas.

Para a temporada 2025/26, os estoques finais foram estimados em 125,27 milhões de toneladas.

O USDA também manteve a previsão para a produção brasileira em 2025/26, em 180,5 milhões de toneladas. Para 2026/27, a estimativa segue em 186 milhões de toneladas.

Na Argentina, a projeção permanece em 49,5 milhões de toneladas para 2025/26 e em 50 milhões de toneladas para 2026/27.

China mantém demanda

Do lado da demanda, o USDA manteve as projeções para as importações chinesas de soja.

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Para 2026/27, a expectativa permanece em 115 milhões de toneladas. Para 2025/26, o departamento trabalha com importações de 113 milhões de toneladas, sem alteração em relação ao relatório anterior.

Com o Brasil projetando um crescimento mais moderado da produção e os Estados Unidos apresentando uma estimativa acima do esperado pelo mercado, o cenário para a soja passa a depender da evolução do clima, da produtividade e do comportamento da demanda dos grandes compradores globais ao longo da nova temporada.

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Número de vinícolas cresce quase 5 vezes acima da média nacional em Goiás

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Foto: Emater Goiás

O número de vinícolas aumentou 9,1% em Goiás ao longo de 2025, ritmo quase cinco vezes superior à média brasileira. O estado chegou a 12 estabelecimentos registrados no período, enquanto o país alcançou 965, com avanço de 1,9% em relação ao ano anterior.

Os dados fazem parte do Anuário do Vinho 2026, primeira publicação específica sobre essa cadeia produtiva lançada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O levantamento mostra que Goiás concentra 70,6% das vinícolas registradas no Centro-Oeste. Das 17 empresas contabilizadas na região, 12 estão no estado, enquanto Mato Grosso e o Distrito Federal têm dois estabelecimentos cada, e Mato Grosso do Sul, um.

Vinhos registrados

As vinícolas goianas somavam 161 vinhos registrados no Mapa em 2025, média de 13,4 por estabelecimento. O levantamento contabiliza produtos formalmente registrados no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), por isso o número não corresponde necessariamente à quantidade de rótulos disponíveis comercialmente.

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A quantidade de produtos coloca Goiás na sétima posição nacional em número de vinhos registrados. A média brasileira é de 16,8 por estabelecimento.

Dados da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) apontam cerca de 116 produtores de uva, 410 hectares cultivados e presença da cultura em 55 municípios de Goiás.

As principais áreas produtoras estão nas regiões Sul, Sudoeste, Centro e Noroeste, em municípios como Goiatuba, Santa Helena de Goiás, Anápolis, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Hidrolândia e Itaberaí. A produção de uva de mesa ainda predomina, mas a Agência também aponta potencial para ampliação do cultivo destinado à fabricação de sucos e vinhos.

Vinhos de inverno

A presença de Goiás nessa nova geografia da produção brasileira está relacionada também ao desenvolvimento de técnicas que permitiram levar a vitivinicultura a regiões antes pouco associadas ao vinho.

Pesquisa da Embrapa Uva e Vinho identifica no país uma terceira macrorregião produtora, mais recente, baseada nos chamados vinhos de inverno. O modelo começou em Minas Gerais e chegou, entre outros estados, a Goiás.

Nesse sistema, a videira passa por duas podas ao ano, com a colheita deslocada para o inverno, entre junho e agosto. Segundo a Embrapa, essa nova fronteira está presente em áreas de clima subtropical e tropical de altitude, com vinhedos localizados entre 600 e 1.200 metros.

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A técnica altera o calendário tradicional da cultura e permite que a maturação das uvas ocorra em condições diferentes das encontradas na colheita de verão.

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