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‘O Brasil tem muito para mostrar de uma nova agricultura’, diz representante da FAO

Embora o Brasil seja reconhecido mundialmente como uma potência na produção de alimentos, o país ainda precisa comunicar melhor os avanços da agropecuária em sustentabilidade. A avaliação é do representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, que defendeu uma atuação mais estratégica do setor para fortalecer sua credibilidade no cenário internacional.
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Durante palestra promovida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), Meza afirmou que o desafio não está apenas em mostrar o volume da produção agrícola, mas em evidenciar como os alimentos são produzidos e quais avanços vêm sendo alcançados nas áreas ambiental e social.
“Tem muito para mostrar o Brasil de uma nova agricultura”, afirmou. “É uma potência agroalimentar produtora, mas esses esforços de ser mais ambientalmente adequada e socialmente adequada precisam ganhar mais ênfase na comunicação.”
Produção é reconhecida, mas imagem pode avançar
Segundo Meza, a capacidade produtiva do agronegócio brasileiro já é amplamente conhecida pelos países importadores e por organismos internacionais. Para ele, o próximo passo é consolidar uma narrativa baseada em evidências sobre a evolução das práticas sustentáveis adotadas pelo setor.
Na avaliação do representante da FAO, o Brasil deve participar de forma mais ativa das discussões internacionais sobre mudanças climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável, apresentando propostas e demonstrando como a agropecuária pode contribuir para enfrentar esses desafios.
“O setor agrícola tem que desembarcar muito mais forte nessa discussão”, afirmou. Segundo ele, além de fazer parte do debate, o agro também é um dos segmentos mais afetados pelos impactos das mudanças climáticas.
Dados científicos fortalecem a narrativa
Ao responder perguntas dos participantes do evento, Meza afirmou que uma comunicação eficiente depende da construção de indicadores sólidos e reconhecidos internacionalmente.
Para ele, estudos isolados ou experiências pontuais não são suficientes para responder aos questionamentos feitos por consumidores e governos de outros países. O caminho, segundo o representante da FAO, passa pela produção de dados consistentes que permitam demonstrar a evolução da agropecuária brasileira em aspectos como emissões de carbono, conservação ambiental, biodiversidade e adoção de tecnologias sustentáveis.
Na avaliação de Meza, uma base científica construída de forma coordenada entre governo, setor privado e academia teria mais força para sustentar a imagem do agro brasileiro.
“Tendo isso, quem poderia falar o contrário contra o produto Brasil?”, questionou ao defender que a narrativa seja construída sobre evidências, e não apenas sobre percepções.
Proposta é criar indicadores internacionais
Como exemplo, Meza sugeriu que o governo brasileiro proponha, no âmbito da FAO, a criação de uma metodologia internacional para medir a sustentabilidade da agropecuária.
A ideia seria desenvolver indicadores aceitos globalmente para acompanhar temas como redução do desmatamento, uso de bioinsumos, emissões de carbono, conservação da água e proteção da biodiversidade. Segundo ele, métricas padronizadas dariam mais transparência às discussões e permitiriam comparar a evolução dos países com base em critérios técnicos.
“O governo do Brasil poderia solicitar aos outros países membros da organização que se estabeleça um sistema para medir a sustentabilidade do setor agropecuário”, afirmou.
Para Meza, iniciativas desse tipo ajudariam a reduzir disputas de narrativa e fortaleceriam a posição brasileira em negociações e fóruns internacionais, ao demonstrar de forma objetiva os avanços alcançados pela agropecuária nacional.
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Acrismat promove encontros sobre gestão e eficiência na suinocultura em MT

Suinocultores e profissionais da cadeia produtiva de Mato Grosso terão acesso a encontros gratuitos voltados à gestão, sanidade e eficiência na criação de suínos. A programação, promovida pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), será realizada nos dias 6 e 9 de outubro, em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, respectivamente.
As atividades começam às 18h, nos sindicatos rurais dos dois municípios, e são abertas a produtores, técnicos, estudantes e demais interessados na suinocultura. A proposta é levar informações técnicas às regiões produtoras e ampliar a aproximação entre a entidade e os profissionais que atuam no setor.
Entre os assuntos previstos estão o controle de micotoxinas, a redução do uso de antibióticos, a nutrição de precisão e as estratégias de manejo voltadas à sobrevivência e ao desenvolvimento dos animais. A gestão de pessoas e a liderança também fazem parte da programação.
A iniciativa ocorre em um cenário em que decisões relacionadas à alimentação, sanidade e organização das propriedades estão diretamente ligadas ao desempenho da produção. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, os encontros devem contribuir para a troca de conhecimento e a discussão de soluções aplicáveis à rotina dos produtores.
“Queremos aproximar cada vez mais a Acrismat dos produtores e profissionais que constroem diariamente a suinocultura de Mato Grosso. Esses encontros são oportunidades para compartilhar conhecimento, discutir os desafios da atividade e apresentar soluções que possam ser aplicadas na rotina das propriedades”, afirma.
Programação reúne especialistas em duas regiões
A primeira edição do Encontro Regional da Suinocultura será realizada em 6 de outubro, às 18h, no Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde. A programação inclui três palestras, com temas relacionados à gestão, aos desafios sanitários e à nutrição dos animais.
Guto Zanata, da SerHumano Profissional, ministrará a palestra “Boas Práticas de Gestão e Liderança para associados da Acrismat”. O conteúdo abordará a gestão de pessoas e a liderança como aspectos relacionados ao desempenho de propriedades e empresas do setor.
Na sequência, Marcus Rezende, da Olmix/Brasil Central, apresentará o tema “Micotoxinas 2026: o que os dados revelam e o que vem pela frente”. A discussão será direcionada às informações atuais e às perspectivas sobre as micotoxinas, que representam desafios para a produção de suínos.
Encerrando o encontro em Lucas do Rio Verde, Daniel Graciolli, da De Heus, falará sobre “GPS – Uso de Modelagem para Nutrição de Precisão no momento de crise”. A palestra tratará de ferramentas e estratégias nutricionais para apoiar a eficiência produtiva e a tomada de decisões em períodos de dificuldade.
Em Rondonópolis, o encontro será realizado no dia 9 de outubro, às 18h, no Sindicato Rural do município. A programação também contará com a palestra de Guto Zanata sobre boas práticas de gestão e liderança.
A segunda edição terá ainda a participação de Katiuscia Mota, da Feedis/Brasil Central, com o tema “Suinocultura com menos antibióticos: o que podemos fazer?”. A especialista abordará estratégias nutricionais para fortalecer a resistência dos animais diante dos desafios sanitários e contribuir para a redução do uso de antibióticos.
Marco Lubas, da De Heus, apresentará novamente o tema “GPS – Uso de Modelagem para Nutrição de Precisão no momento de crise”.
A programação em Rondonópolis será concluída por Bruna Alves Caetano, da Tecnomerc, com a palestra “Visão holística do especialista: compreensão fisiológica, manejo e estratégias práticas focadas na sobrevivência e no desenvolvimento de longo prazo dos suínos”.
Com os dois encontros, a Acrismat pretende ampliar o acesso a informações técnicas e incentivar a troca de experiências entre os participantes. As atividades serão gratuitas e realizadas nos sindicatos rurais de Lucas do Rio Verde e Rondonópolis.
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Agro Mato Grosso
Sapezal supera Sorriso e assume liderança do agro no Brasil

Município de Mato Grosso alcançou R$ 8,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025; Estado concentra cinco cidades entre as dez primeiras e responde por quase 18% de toda a produção nacional
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IGC eleva projeção da produção global de grãos em 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas

O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou sua estimativa para a produção mundial de grãos no ciclo 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas, 4 milhões de toneladas acima da projeção de agosto. O ajuste foi informado em relatório divulgado no dia 18 e reflete revisões para cima nas safras de cevada e trigo, que compensaram cortes para milho e sorgo. Mesmo com a alta mensal, o volume projetado fica 3% abaixo do recorde da safra anterior.
A projeção de consumo global foi mantida em 2,44 bilhões de toneladas. Para os estoques finais, o IGC passou a projetar 608 milhões de toneladas, avanço de 2 milhões de toneladas em relação ao relatório anterior. Na comparação com o início da safra, porém, o número representa recuo de 4%.
A estimativa para o comércio global de grãos também foi mantida, em 451 milhões de toneladas. Na comparação anual, o volume projetado indica queda de 16 milhões de toneladas.
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No mercado de soja, o IGC reduziu ligeiramente a previsão para a produção mundial em 2026/27 ante o mês anterior, em função de pequenos ajustes na América do Sul. Ainda assim, a safra da oleaginosa segue projetada em patamar recorde, com alta de 3% sobre o ciclo anterior.
As previsões de consumo total e de estoques finais de soja foram reduzidas em relação ao relatório anterior. Já a estimativa para o comércio global da oleaginosa permaneceu praticamente estável, em recorde próximo de 191 milhões de toneladas.
O IGC informou ainda que o Índice de Preços de Grãos e Oleaginosas (GOI) subiu 6% no último mês e atingiu o maior nível em três anos. Na comparação anual, o indicador acumula alta de 20%. O movimento foi puxado pelos subíndices de trigo, com avanço de 6%, soja, com 7%, milho, com 5%, e arroz, com 3%.
O novo relatório do IGC combina revisão positiva para a produção global de grãos, manutenção das projeções de consumo e comércio e avanço do índice internacional de preços, com destaque para trigo, soja, milho e arroz.
Fonte: Estadão Conteúdo
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