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STF valida redução de parque no Pará para destravar Ferrogrão

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou a lei que autorizou nesta quinta-feira (21) a redução da área protegida do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, com o objetivo de abrir caminho para os trilhos da Ferrogrão. O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553 foi concluído com o entendimento de que o rito legislativo respeitou a Constituição e que a mudança não significa um abandono das defesas ecológicas da região. A ferrovia é considerada estratégica para o escoamento de grãos de Mato Grosso até os portos do Norte do país.
A contestação havia sido levada ao tribunal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). A legenda questionava a Lei 13.452/2017 — fruto da conversão da Medida Provisória (MP) 758/2016 —, sob o argumento de que uma unidade de conservação não poderia ser reduzida por meio de MP, além de apontar retrocesso ambiental.
O julgamento, iniciado em outubro de 2025, foi retomado com o voto-vista do ministro Flávio Dino. Ele tentou emplacar condicionantes para reforçar a proteção das comunidades locais e do entorno da floresta, mas as exigências extras foram rejeitadas pela maioria do Plenário.
Licenciamento ambiental mantido
Prevaleceu a posição do relator, ministro Alexandre de Moraes, que descartou irregularidades no processo. Moraes defendeu que a preservação da área está garantida, uma vez que o projeto da ferrovia segue obrigado a cumprir todas as etapas de fiscalização e obter as licenças devidas.
O tribunal também deu aval para que o Governo Federal faça a compensação do território florestal perdido por meio de decreto. O posicionamento do relator foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
O voto de Moraes já havia sido acompanhado pelo ministro Luís Roberto Barroso antes de sua aposentadoria. Com o resultado desta quinta-feira, a Corte encerra a disputa jurídica sobre o rito formal da lei, embora as obras físicas ainda dependam do crivo dos órgãos ambientais.
Divergência em plenário
O único voto contrário foi o do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Para ele, a edição de uma medida provisória não substitui o debate legislativo formal e aprofundado que a Constituição exige para mexer em reservas ambientais.
O ministro ressaltou que o mérito econômico do projeto de infraestrutura não anula a necessidade de rigor jurídico no processo.
“Isso nem de longe afasta os argumentos sobre a importância da ferrovia. A questão fundamental apenas é a observância dos ditames de proteção ambiental”, afirmou Fachin.
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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.
As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.
Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.
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Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.
O tempo em agosto
Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.
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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.
Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Queda nas cotações
O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.
No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.
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Oferta maior pressiona mercado
Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.
A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.
“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.
Clima segue no radar
O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.
“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.
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Agro Mato Grosso
STF valida lei e dá sinal verde para a Ferrogrão arrancar de Sinop rumo a Miritituba no Pará

Plenário do Supremo Tribunal Federal decide por 9 a 1 destravar os estudos e a implantação da ferrovia EF-170 no Arco Norte
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