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Entrada da safra de café pode ampliar pressão sobre preços em até 6 semanas

A entrada mais intensa da safra brasileira de café no mercado deve ocorrer nas próximas 4 a 6 semanas, período que pode ampliar a pressão sobre os preços internacionais, segundo avaliação da trading Comexim Group. A declaração foi feita nesta sexta-feira (22), em Santos (SP), após o encerramento do Seminário Internacional do Café, na quinta-feira (21). Apesar da expectativa de maior oferta, a empresa aponta estoques globais apertados e riscos climáticos e logísticos como fatores de sustentação das cotações.
Segundo Alex Perk, head de café na Europa da Comexim Group, parte das áreas brasileiras já está em colheita, enquanto outras ainda vão iniciar os trabalhos. De acordo com ele, o fluxo mais relevante da produção ao mercado consumidor deve se consolidar nas próximas semanas, o que tende a aumentar a disponibilidade do produto no exterior.
A trading estima a safra brasileira de café em 71 milhões de sacas no ciclo 2026/27. Desse total, cerca de 23 milhões de sacas seriam de conilon, enquanto o restante corresponderia a arábica. A projeção fica acima da estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 66,7 milhões de sacas.
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Mesmo com perspectiva de produção elevada, Perk afirmou que o mercado segue sustentado pelo baixo nível dos estoques globais. Ele também citou a entrada do inverno no Brasil, com risco de geada, como um fator que mantém a volatilidade. Segundo o executivo, a safra brasileira pode não ser suficiente para recompor integralmente o equilíbrio global entre oferta e demanda.
No cenário externo, a Comexim também monitora os possíveis efeitos do El Niño sobre a produção de robusta no Sudeste Asiático. Uma quebra nessa região, segundo Perk, pode deslocar demanda para o arábica brasileiro. Na logística, o executivo mencionou riscos no Estreito de Ormuz e no Porto de Santos, com possibilidade de impacto sobre embarques. Ele estimou ainda alta média de cerca de 30% nos custos de frete marítimo, energia e petróleo em meio à guerra envolvendo o Irã.
O quadro de curto prazo combina avanço da colheita brasileira com estoques reduzidos, risco climático e custos logísticos mais altos. Nesse cenário, a direção dos preços deve seguir condicionada ao ritmo de entrada da safra no mercado e à evolução das variáveis climáticas e de transporte, sem base adicional disponível para projeções mais detalhadas além das estimativas apresentadas pela trading.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.
As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.
Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.
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Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.
O tempo em agosto
Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.
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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.
Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Queda nas cotações
O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.
No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.
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Oferta maior pressiona mercado
Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.
A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.
“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.
Clima segue no radar
O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.
“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.
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Agro Mato Grosso
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