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16 de outubro de 2026

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Produtores de Mato Grosso contestam descontos por milho avariado e alertam para crise de rentabilidade

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

As reclamações sobre os descontos aplicados na comercialização do milho ganharam força entre produtores de Mato Grosso nesta reta final da segunda safra. Em regiões onde o excesso de chuvas favoreceu o aumento de grãos avariados, agricultores afirmam que os critérios de classificação adotados pelas empresas variam e acabam ampliando os prejuízos no campo.

O cenário preocupa porque os problemas de qualidade se somam à desvalorização do cereal. Com a colheita em andamento e aproximadamente metade da produção já comercializada no estado, muitos produtores dizem que a rentabilidade da safra vem sendo comprometida tanto pelas perdas provocadas pelo clima quanto pelos descontos aplicados na entrega dos grãos.

Em Santa Rita do Trivelato, o agricultor Enéas Glaucio Batistela conta que a lavoura se desenvolveu dentro do esperado durante boa parte do ciclo. Os investimentos em manejo foram mantidos e a expectativa era de uma boa produtividade, até que as chuvas mudaram o cenário. “A safra vinha sendo conduzida perfeitamente. A gente investiu bem, cuidou bem, e acabou chovendo bastante fora do normal”, relata.

Para Batistela, o problema não está apenas no milho avariado, mas na forma como ele vem sendo classificado. O produtor observa que as reclamações se multiplicam entre agricultores da região e acredita que os critérios poderiam ser mais uniformes. “As empresas estão forçando muito as réguas de classificação. Isso prejudica demais e tem relatos de produtores reclamando bastante aqui na nossa região”, comenta ao Patrulheiro Agro.

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milhão grão foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Critérios de classificação dividem produtores e empresas

Na propriedade de Batistela, foram cultivados 1.410 hectares de milho nesta temporada. Ao acompanhar a entrega da produção, ele percebeu diferenças na avaliação feita pelas empresas compradoras, situação que, na visão dele, aumenta a insegurança durante a comercialização. “Muda muito de empresa para empresa, então tem que ficar de olho”, resume.

A preocupação também faz parte da realidade do produtor Silvésio de Oliveira, em Tapurah. Na propriedade, o milho ocupa 1.330 hectares, mas parte da área acabou sendo afetada pelas chuvas registradas entre abril e junho. Ele explica que algumas variedades resistiram bem às condições climáticas, enquanto outras apresentaram problemas com fungos e maior índice de grãos avariados.

Em uma área de 214 hectares, a expectativa é que o percentual de avarias fique entre 15% e 18%. Silvésio atribui esse resultado às quatro chuvas registradas em um intervalo de apenas uma semana, com volumes entre 10 e 15 milímetros, suficientes para provocar o acamamento de parte das plantas.

Mesmo reconhecendo os impactos causados pelo clima, o agricultor acredita que o maior prejuízo ocorre no momento da classificação. Ele explica que uma carga com percentual elevado de avarias pode influenciar diretamente o resultado financeiro da safra. “Você pode colher 100 mil sacas de milho padrão, com 1% ou até zero de avariado. A primeira carga chega com avariado, tem um desconto total e isso acaba afetando bem o lucro do produtor”, afirma.

Sem alternativa para recuperar parte da produção, os 214 hectares mais comprometidos serão destinados à fabricação de ração para o gado. Ainda assim, Silvésio considera que a forma como os descontos são aplicados agrava as perdas enfrentadas pelos agricultores. “Tivemos muito milho acima de 20% de avariado. O desconto é muito grande e, na entrega do produto, sempre quem perde é o produtor”, diz.

milho grão espiga foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Classificação em debate

As divergências na classificação do milho também preocupam o presidente do Sindicato Rural de Tapurah, Dirceu Luiz Dezem. Para ele, o aumento do percentual de grãos avariados nesta safra é resultado de um cenário climático que fugiu do controle do produtor, mas a forma como parte das empresas aplicam os descontos acaba ampliando as perdas.

Na avaliação de Dezem, há situações em que apenas uma parcela da carga apresenta problemas, mas o impacto financeiro é maior do que o esperado pelo agricultor. “Existe milho avariado, existe. Saiu fora do controle do produtor”, observa. O dirigente acredita, porém, que é preciso buscar um equilíbrio na classificação. “Tem aqueles que se aproveitam da situação. Eu acho que tinha que encontrar alguma maneira de equilibrar isso”.

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Outro fator pesa contra o produtor no momento da comercialização. Com déficit de armazenagem em diversas regiões e contratos já firmados, muitos agricultores acabam sem alternativa para negociar a entrega da produção. “Hoje nós temos poucos armazéns. O produtor tem que se livrar daquele grão, às vezes tem contrato e é obrigado a entregar e aceitar essa injustiça”, lamenta.

Quando há dúvidas sobre o resultado da classificação, o produtor pode recorrer ao Programa Classificador Legal, da Aprosoja Mato Grosso. A iniciativa disponibiliza profissionais habilitados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para realizar auditorias em cargas de milho e soja, tanto nas propriedades quanto nos armazéns.

O presidente da Aprosoja Brasil e Mato Grosso, Luiz Costa Beber, defende que os impactos provocados pelo clima sejam considerados durante a comercialização. Para ele, o produtor não pode arcar sozinho com prejuízos causados por fatores que escaparam ao seu controle. “Nós precisamos que as empresas também sejam compreensivas, flexibilizem, porque muitas vezes isso acontece além daquilo que está ao alcance do produtor”, pontua.

Beber destaca que o objetivo do programa é garantir segurança ao agricultor sempre que houver divergência na classificação. A auditoria é realizada por um classificador da entidade e, caso não haja consenso entre as partes, ainda é possível solicitar uma arbitragem com um segundo profissional habilitado. “O objetivo é sempre garantir que haja uma classificação justa e mostrar que a Aprosoja está sempre vigilante na defesa do produtor”, ressalta.

milho armazenagem armazém foto pedro silvestre canal rural mato grosso2
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Preço pressiona a rentabilidade

Se os descontos aplicados sobre o milho avariado já preocupam os produtores, a desvalorização do cereal tornou o cenário ainda mais desafiador nesta reta final da colheita em alguns municípios. Agricultores relatam dificuldades para fechar as contas e demonstram preocupação com os investimentos para o próximo ciclo.

A necessidade de fazer caixa tem levado muitos produtores a vender a produção mesmo diante de preços considerados insuficientes para cobrir os custos. Para o presidente do Sindicato Rural de Tapurah, Dirceu Luiz Dezem, a situação é mais delicada para quem depende da comercialização imediata para manter as atividades da propriedade. “O produtor que está descapitalizado, que precisa comprar o diesel, manter os funcionários ou a oficina, é obrigado a vender abaixo do preço de custo”, afirma à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

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Em Tapurah, o agricultor Régis Adriano Desordi Porazzi já comercializou cerca de 50% da produção e colheu mais de 60% dos 800 hectares cultivados nesta safra. Para ele, a queda das cotações agravou um cenário que já vinha sendo pressionado pelo aumento dos custos de produção.

Porazzi calcula que o preço recebido hoje está cerca de 50% abaixo do registrado anteriormente e avalia que essa redução compromete diretamente o caixa das propriedades. “Caiu muito. Caiu 50% do preço. É uma prática selvagem, destrói o caixa do produtor”, diz. Na avaliação dele, muitos agricultores acabam comercializando o milho por falta de alternativa, mesmo sabendo que os valores não remuneram a atividade.

Segundo o produtor, a conta não fecha com os preços praticados atualmente. “Nesses preços não paga a conta. Mais uma vez trocamos dinheiro. Não dá mais para trabalhar desse jeito”, afirma.

Porazzi alerta que, se o cenário de custos elevados e preços deprimidos persistir, os reflexos poderão ir além das propriedades rurais. “O agricultor está sendo excluído da atividade se continuar nesses patamares de preços de soja e milho”, observa. Na visão dele, a redução do número de produtores representa um risco para toda a cadeia de produção de alimentos e exige atenção de todos os setores envolvidos com o agronegócio.

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Empresas do agro buscam mais diretores financeiros com visão estratégica

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As empresas do agronegócio estão em busca de executivos capazes de tomar decisões financeiras e planejar os negócios em um cenário de juros elevados, variação do dólar, oscilação dos preços das commodities e riscos climáticos. Segundo levantamento da consultoria EXEC, 25% dos projetos de contratação de executivos de alto escalão para o setor foram destinados a diretores financeiros, conhecidos como CFOs.

A mudança reflete a necessidade de profissionais que, além de conhecer a atividade agropecuária, saibam administrar recursos, negociar dívidas e avaliar riscos para orientar os próximos passos das empresas.

Segundo Carlos Ornellas, sócio da EXEC, o perfil das lideranças no agronegócio, especialmente no Centro-Oeste, está mudando. O conhecimento da operação precisa vir acompanhado de capacidade para planejar os investimentos e organizar as contas do negócio.

“O C-Level que hoje ocupa a cadeira precisa não somente conhecer a lavoura, mas também saber estruturar capital, negociar dívida, operar hedge cambial, se relacionar com investidores e traduzir o ciclo sazonal do agro em disciplina de caixa”, afirma.

Na prática, isso significa entender como as variações do dólar, os prazos de recebimento e as despesas ao longo da safra afetam o caixa da empresa. Também exige planejamento para diferentes cenários econômicos.

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Gestão financeira exige planejamento

A experiência no setor é outro ponto valorizado pelas empresas. O executivo precisa conhecer as diferentes etapas do agronegócio, desde a venda de sementes, fertilizantes e defensivos até a produção, o transporte, o processamento e a comercialização.

Para Ornellas, também é importante que o diretor financeiro consiga antecipar riscos e avaliar alternativas antes de tomar decisões.

“O CFO precisa construir alternativas para diferentes comportamentos da economia e tomar decisões com rapidez, sem abrir mão de análise, governança e controle de riscos”, destaca.

A capacidade de explicar decisões a funcionários, produtores rurais, acionistas e investidores também está entre as habilidades exigidas. O executivo precisa ter equilíbrio para lidar com situações que nem sempre podem ser controladas pela empresa, como mudanças no clima e nos preços agrícolas.

Sustentabilidade também entra na conta

O conhecimento sobre sustentabilidade passou a fazer parte das exigências para cargos de liderança no agronegócio. Segundo Ornellas, critérios ambientais e sociais podem influenciar o acesso a crédito, a negociação com investidores e a manutenção de contratos comerciais.

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As empresas procuram profissionais capazes de transformar essas exigências em medidas práticas, como acompanhar a origem das matérias-primas, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e melhorar o uso de água, solo, energia e insumos.

Também são valorizados conhecimentos sobre o cumprimento das regras ambientais e sociais e a inclusão dessas questões no planejamento e nos investimentos da empresa.

Tecnologia e gestão de pessoas também estão entre as prioridades

A procura por executivos não se limita à área financeira. De acordo com a EXEC, empresas do agronegócio também buscam profissionais para liderar as áreas comercial, de tecnologia, de inovação e de recursos humanos.

Na área comercial, a demanda inclui executivos responsáveis pelas vendas e pelo relacionamento com clientes. Já na tecnologia, as empresas procuram lideranças capazes de usar dados e inteligência artificial para melhorar processos e aumentar a produtividade.

Na gestão de pessoas, o desafio é atrair profissionais, preparar novas lideranças e organizar planos de carreira e sucessão. Também há procura por executivos voltados à pesquisa, ao desenvolvimento de novas tecnologias e à transição energética.

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Cidades menores dificultam a contratação

Encontrar profissionais com esse perfil é apenas parte do desafio. Reter executivos também pode ser difícil, principalmente em empresas instaladas em cidades menores, com menos opções de serviços e infraestrutura.

Segundo Ornellas, a decisão de aceitar uma proposta de trabalho envolve outros fatores além do salário, como as oportunidades de carreira para o cônjuge, escolas para os filhos, acesso à saúde, conectividade e qualidade de vida.

Profissionais mais jovens também costumam avaliar a autonomia para tomar decisões, o ambiente de trabalho e as possibilidades de crescimento na empresa.

Para o sócio da EXEC, as empresas precisam oferecer condições que vão além da remuneração. Perspectivas de carreira, espaço para participar das decisões e estrutura adequada para o profissional e sua família também pesam na hora de aceitar uma proposta e permanecer no cargo.

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Yara une nutrição e tecnologia para preparar a soja contra extremos climáticos em safra marcada pelo El Niño

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Em um ano em que o El Niño coloca a safra de soja 2026/27 à prova, preparar a lavoura para enfrentar condições climáticas adversas será decisivo para preservar o potencial produtivo. Diante desse cenário, a Yara, líder global em nutrição de plantas, reforça seu compromisso com soluções que combinam conhecimento agronômico, nutrição equilibrada e tecnologia voltada à fisiologia vegetal.

O fenômeno pode elevar as temperaturas durante fases críticas, como o florescimento e o enchimento de grãos, provocar chuvas excessivas no Sul e aumentar a irregularidade das precipitações no Centro-Oeste e no Norte, com períodos de veranico e, em outras regiões, encharcamento do solo.

Esse cenário pode ampliar o estresse térmico e hídrico, provocar desequilíbrios fisiológicos, limitar o desenvolvimento das raízes e aumentar a pressão de doenças, com impactos sobre o número de vagens, o abortamento floral, a formação e o peso dos grãos e o acúmulo de matéria seca. Em regiões como Mato Grosso, Goiás, Tocantins e áreas do Matopiba, a combinação de temperaturas elevadas e chuvas irregulares também aumenta o risco de estresse hídrico, falhas na germinação, redução do estande e necessidade de replantio em áreas semeadas precocemente.

Segundo o mais recente boletim do Painel El Niño, elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e por outros órgãos federais, há 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.

Para Diego Pelizari, especialista em desenvolvimento agronômico da Yara, o cenário não deve ser encarado apenas como uma ameaça, mas como um sinal para antecipar decisões e utilizar ferramentas capazes de auxiliar a cultura nos períodos de maior pressão.

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“O El Niño não traz novos desafios para o produtor brasileiro. Ele pode intensificar condições que já fazem parte da realidade do campo, como altas temperaturas, períodos de veranico e irregularidade das chuvas. Por isso, a preparação da lavoura se torna ainda mais importante”, explica o especialista.

Solo e raízes entram na estratégia contra o estresse

Em uma safra com maior risco climático, a estratégia começa antes de a estiagem ou o calor excessivo aparecerem com maior intensidade. Para a Yara, isso envolve considerar as condições do solo, o equilíbrio nutricional e a formação de um sistema radicular eficiente.

A correção do solo e o manejo nutricional adequado estão entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma planta com maior capacidade de explorar os recursos disponíveis no perfil do solo.

Uma raiz bem desenvolvida permite que a soja tenha acesso a água e nutrientes em diferentes profundidades. Em períodos de menor disponibilidade hídrica, essa capacidade de exploração pode contribuir para a manutenção do desenvolvimento da cultura.

No Centro-Oeste, principal região produtora de soja do país, esse cuidado ganha ainda mais relevância diante da possibilidade de temperaturas elevadas e distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo.

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Mas a capacidade da planta de enfrentar condições adversas não depende apenas do sistema radicular. A fisiologia da soja também pode ser afetada quando a cultura é submetida a calor intenso e déficit hídrico.

YaraAmplix BIOTRAC atua na resposta da planta ao estresse

Em condições de altas temperaturas e deficiência hídrica, a soja pode sofrer alterações fisiológicas e metabólicas capazes de comprometer processos importantes para a formação da produtividade. Entre eles estão mecanismos relacionados à retenção de flores e vagens, etapas fundamentais para o potencial produtivo da cultura.

É nesse contexto que a Yara destaca o YaraAmplix BIOTRAC, solução desenvolvida para atuar na ativação de processos fisiológicos associados à tolerância ao estresse.

O YaraAmplix BIOTRAC combina macro e micronutrientes essenciais para diferentes fases do desenvolvimento das culturas. Sua formulação foi desenvolvida para fornecer nutrientes relacionados ao crescimento vegetal, ao pegamento de flores e ao enchimento de grãos.

“O YaraAmplix BIOTRAC prepara a planta para enfrentar condições adversas. Ele contribui para que a cultura mantenha seu metabolismo mais equilibrado diante de desafios como calor excessivo e deficiência hídrica, reduzindo perdas de potencial produtivo”, explica Pelizari.

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A proposta é atuar de forma preventiva, oferecendo à cultura suporte antes que as condições de estresse atinjam maior intensidade. Dessa maneira, a tecnologia integra uma estratégia voltada à manutenção do potencial produtivo da soja em ambientes de maior pressão climática.

A experiência de produtores que utilizam a solução também aparece como referência. Em Palotina (PR), o produtor Enio Moesch relata resultados positivos com o YaraAmplix BIOTRAC.

“Gostei do resultado, pois é um produto fácil de manusear e sem problemas de mistura. Conseguimos um acréscimo de 6 sacas por alqueire. Mesmo em um ano que choveu bem, o produto entregou. Já usamos em anos mais secos e o produto também evitou perdas de produção”, afirma.

O relato reforça, na avaliação da Yara, a importância de considerar tecnologias voltadas à fisiologia vegetal dentro de um planejamento que leve em conta diferentes condições climáticas ao longo da safra.

Em um cenário de margens pressionadas e necessidade de maior eficiência no campo, a escolha das ferramentas utilizadas na lavoura envolve não apenas o produto, mas também a recomendação técnica, o suporte ao produtor e a adequação da tecnologia às condições de cada área.

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Tecnologia entra no planejamento de uma safra mais desafiadora

Com a perspectiva de uma temporada marcada por calor e maior irregularidade das chuvas, a empresa recomenda que o produtor avalie antecipadamente as condições do solo, o desenvolvimento das raízes e o programa nutricional da lavoura.

O objetivo é criar condições para que a planta atravesse os momentos de maior pressão com o suporte necessário para manter seu desenvolvimento e preservar o potencial produtivo.

Nesse contexto, a combinação entre nutrição equilibrada, conhecimento agronômico e tecnologias voltadas à fisiologia vegetal pode ampliar as ferramentas disponíveis ao produtor para lidar com situações de estresse.

Em momentos de maior risco climático, a escolha dos parceiros e das tecnologias utilizadas na lavoura também ganha importância. Com décadas de experiência em nutrição de plantas e presença consolidada no agronegócio brasileiro, a Yara reforça a proposta de combinar inovação, pesquisa e recomendação técnica para apoiar o produtor diante dos desafios da safra.

El Niño coloca potencial da soja à prova

Com a possibilidade de um El Niño forte durante a safra 2026/27, a Yara defende que as decisões sejam tomadas antes de a cultura enfrentar os períodos mais críticos.

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A avaliação das condições do solo, o desenvolvimento do sistema radicular, o equilíbrio nutricional e o uso de tecnologias voltadas à fisiologia da planta fazem parte de uma estratégia para enfrentar uma temporada de maior pressão climática.

Em um ano no qual calor e irregularidade das chuvas podem colocar a produtividade da soja à prova, antecipar o manejo pode ser decisivo. Para a Yara, unir conhecimento agronômico, nutrição e tecnologia é uma forma de oferecer ao produtor mais ferramentas para enfrentar o estresse climático e proteger o potencial produtivo da lavoura.

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Luís Rua assume diretoria internacional da ABPA

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Luís Rua assumiu, nesta sexta-feira (16), a diretoria internacional da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O executivo retorna à entidade após ter ocupado o cargo de secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre outubro de 2024 e julho de 2026.

Na nova função, Rua será responsável por conduzir tratativas em mercados estratégicos para a proteína animal brasileira, com foco na União Europeia, na Ásia e na África.

A mudança ocorre em um momento em que o setor exportador de aves, ovos e suínos depende da manutenção de mercados compradores e da abertura de novos destinos para ampliar as vendas externas.

Trajetória no setor público e privado

Antes de assumir a secretaria do Mapa, Rua foi diretor de Mercados da ABPA entre 2019 e setembro de 2024. Nesse período, participou da articulação com governos estrangeiros e autoridades sanitárias, além da construção de estratégias para os setores de aves, ovos e suínos.

No Ministério da Agricultura, coordenou iniciativas de abertura e ampliação de mercados, promoção comercial e fortalecimento da rede de adidos agrícolas. Segundo a ABPA, durante sua gestão, foram abertas 408 oportunidades de mercado, o maior número registrado por um secretário da área na história da pasta, conforme a entidade.

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Rua também participou da articulação governamental para superar os embargos comerciais relacionados ao caso de influenza aviária registrado em uma unidade de produção comercial no Brasil, em maio de 2025.

Formado em Economia e Relações Internacionais pelas Faculdades de Campinas, ele tem mestrado em Economia Internacional pela Universidade do Porto e especialização em Agronegócios pela Esalq/USP. Também atuou como gerente de Relações Corporativas Internacionais para a América Latina da MBRF, com passagens pelo Brasil e pela Argentina.

Foco nas negociações internacionais

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a experiência de Rua nos setores público e privado será importante para lidar com questões que afetam a indústria exportadora brasileira.

“Rua tem profundo conhecimento dos diversos lados que envolvem negociações críticas do comércio internacional. Foi uma liderança fundamental, no âmbito do setor público, para os avanços obtidos pelo Agro nos últimos 2 anos”, afirmou Santin.

Rua disse que pretende contribuir para ampliar a presença internacional do setor. “O grande desafio será apoiar ainda mais o processo de internacionalização do setor em um mundo cada vez mais complexo e incerto, que exige diálogo constante, capacidade de adaptação e construção de confiança”, declarou.

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