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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Farsul define pilares para securitização da dívida rural de R$ 171 bi – MAIS SOJA

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A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) defendeu nesta quinta-feira (21) um conjunto de 12 pontos considerados estruturais para a securitização da dívida rural em discussão no Congresso Nacional. Em carta pública, a entidade, proponente de medidas do PL 5.122, aponta que o estoque de dívidas estressadas no campo gaúcho atinge R$ 171 bilhões e pode dobrar em 12 meses.

Entre as exigências centrais estão um teto de juros equivalente à taxa neutra do Banco Central (atualmente 8,5% ao ano), prazo mínimo de 15 anos para o pagamento e carência real antes da primeira parcela. Para a entidade, juros de dois dígitos inviabilizam qualquer securitização sustentável, e prazos menores geram parcelas que comprometem o fluxo de caixa do produtor.

A Farsul defende ainda que a medida alcance dívidas fora do sistema financeiro, contraídas junto a cooperativas de grãos, revendas de insumos e cerealistas, e que inclua as chamadas operações “mata-mata”, em que produtores tomaram novo crédito para quitar dívidas anteriores. A data de corte para enquadramento, segundo a Federação, deve ser fixada em, no mínimo, 30 de abril de 2026, alcançando inclusive as renegociações da MP 1.314, que somam mais de R$ 39 bilhões em recursos livres.

Funding e crise climática

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Sobre o financiamento da medida, a Farsul afirma não ter preferência por uma fonte específica, mas exige que ela tenha caráter estrutural. O Fundo Social do Pré-Sal é apontado como adequado para esse fim. “Anúncios superlativos com recursos que não se materializam não são política pública – são gestão de expectativas”, registra o documento.

A Federação, prestes a completar 100 anos – foi fundada em 1927 -, justifica os 12 pilares como resultado de “décadas de acompanhamento técnico” e diz que cada um deles “foi testado em crises anteriores”. O endividamento atual, segundo o texto, decorre de “crises climáticas sem precedentes” que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, com sucessivos episódios de estiagem e enchentes.

A entidade afirma seguir “aberta ao diálogo e à negociação” e dirige apelos diretos a parlamentares – “estamos às vésperas de uma solução definitiva; contamos e precisamos de vocês” – e à sociedade. “O campo não pede privilégio; pede condição”, diz a carta.

Confira documento na íntegra.

Fonte: Farsul

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FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Sustentabilidade

Semeadura da soja no RS avança de forma lenta e atinge 3% da área prevista – MAIS SOJA

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A semeadura da nova safra de soja continua de forma lenta e ainda ocupa pequena parcela da área prevista (3%). A elevada umidade do solo e a ocorrência de chuvas frequentes restringiram as janelas de plantabilidade, e as baixas temperaturas e a limitada radiação solar retardaram o desenvolvimento das primeiras lavouras implantadas.

O período de tempo mais firme favoreceu a preparação das áreas e a entrada de máquinas em parte das regiões, mas o avanço segue condicionado à manutenção de condições adequadas de umidade. A dessecação de plantas de cobertura, a distribuição de fertilizantes e a regulagem das semeadoras têm sido realizadas nas propriedades que ainda
não iniciaram o plantio.

Em áreas semeadas antecipadamente, houve prejuízo à emergência após as chuvas volumosas, embora os estandes ainda estejam, em geral, satisfatórios. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática já detectou presença em plantas de soja guaxa em diferentes pontos do Estado. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares e produtividade de 3.183 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a redução da umidade do solo permitiu a retomada do preparo das áreas e das aplicações de herbicidas. Em Rosário do Sul, foram realizadas operações de recuperação de áreas com erosão provocada pelas chuvas. Em São Borja, o plantio avançou pouco após as chuvas volumosas do período. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática foi iniciado em 13 municípios, e houve detecção em nove locais avaliados.

Na de Ijuí, a área semeada evoluiu para 2% da projetada. Esse pequeno avanço decorre da umidade elevada. Os produtores intensificaram o preparo das áreas e a distribuição de fertilizantes a lanço em pré-plantio. As primeiras lavouras implantadas em setembro apresentam desenvolvimento vegetativo mais lento.

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Na de Santa Maria, 5% dos 1.036.859 hectares previstos foram semeados. Na de Santa Rosa, o plantio prosseguiu em pequena escala em locais com solos mais leves ou sob integração lavoura-pecuária. As chuvas ocorridas após as primeiras semeaduras prejudicaram a emergência, mas os estandes seguem satisfatórios. Também foramobservadas plantas de soja guaxa com sinais sugestivos de ferrugem-asiática, ainda sem confirmação laboratorial. Na de Soledade, a semeadura alcança 4% da área prevista.

Muitas áreas já estão dessecadas e prontas, mas o excesso de umidade do solo mantém o ritmo de implantação reduzido.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,23%, passando de R$ 138,32 para R$ 138,00. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 147,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Brasil poderá importar maior volume de trigo em 30 anos na temporada 2026/27 – MAIS SOJA

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O Brasil poderá importar mais de 9 milhões de toneladas de trigo na temporada atual 2026/27, alcançando o maior volume dos últimos 30 anos, segundo estimativa apresentada pelo presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa, durante a abertura do 33o Congresso Internacional da entidade nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro (RJ).

A perspectiva de aumento das importações está relacionada à redução da produção nacional, afetada pelas condições climáticas nos principais estados produtores do Sul e Sudeste, e à consequente perda de produtividade e qualidade dos grãos. Segundo Barbosa, a volatilidade dos custos de produção e as oscilações dos preços internacionais também influenciaram as decisões de plantio, deixando a área colhida abaixo do potencial produtivo brasileiro.

“Como desdobramento direto dessa menor disponibilidade interna do trigo, o Brasil registrará um aumento recorde nas importações”, afirmou Barbosa.

A qualidade do trigo argentino também poderá influenciar o volume das compras externas. Caso não haja recuperação em relação à safra passada, o Brasil poderá ampliar ainda mais os desembarques para garantir o abastecimento dos moinhos e da indústria alimentícia.

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Durante o congresso, o presidente do conselho deliberativo da Abitrigo, Daniel Kümmel, informou que os moinhos brasileiros processaram 13,275 milhões de toneladas de trigo em 2025. Ele destacou que o aumento das compras externas representa um desafio para toda a cadeia, especialmente em relação à infraestrutura portuária, à armazenagem, ao capital de giro e ao câmbio.

“Nunca trouxemos tanto trigo de fora”, afirmou Kümmel.

O aumento ocorre em um cenário de pressão sobre os custos do setor. Barbosa apontou os gastos com insumos e embalagens, a elevação de 1,17% na carga tributária sobre o trigo importado e a redução de 10% do crédito presumido entre os fatores que poderão pressionar os custos do trigo em 2026/27 e afetar os preços da farinha e de produtos derivados, como pães, massas e bolos.

A Abitrigo também pretende apresentar as demandas do setor ao novo governo a partir de janeiro. Entre as prioridades estão a formulação de uma política nacional para o trigo, melhorias na infraestrutura de armazenagem, linhas de crédito específicas para a cadeia e o incentivo à expansão do cultivo no Cerrado.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

STF decide que Funrural cobrado antes de 2018 é inconstitucional. E agora? – MAIS SOJA

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No dia 15 de outubro, por 6 a 5 votos, os ministros dos Supremo Tribunal Federal decidiram que a cobrança da contribuição previdenciária para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) feita até 31 de dezembro de 2017 é inconstitucional. A conclusão vale tanto para as cobranças feitas a produtores rurais pessoa física quanto para as empresas compradoras de produtos rurais — que faziam os pagamentos na forma de sub-rogação.

De maneira geral, o entendimento da maioria do Tribunal é de que não havia clareza e todos os requisitos legais exigidos na legislação que embasava a cobrança da contribuição. No julgamento, os ministros também concluíram que a publicação da Lei 13.606, em 2018, tornou a exigência de pagamento constitucional. Desta forma, cobranças feitas a partir de 1º de janeiro de 2018 são regulares.

E agora?

Quem possui processos administrativos/judiciais, execuções fiscais e depósitos judiciais relacionados a cobranças anteriores a 2018 poderá pedir a extinção ou anulação dos procedimentos com base na decisão do STF.

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Porém, o Supremo não definiu se quem pagou o Funrural antes de 2018 terá direito a reaver os valores ou quais diretrizes devem ser adotadas para os parcelamentos ativos. A expectativa é de que esses pontos, considerados “efeitos” da declaração de inconstitucionalidade da cobrança, sejam esclarecidos em um novo julgamento — que não tem data prevista para acontecer.

Recomendação da Aprosoja

A recomendação da Aprosoja Brasil é de que cada produtor converse com o contador e assessoria jurídica de confiança para avaliar o seu caso individual, principalmente se houver débito inscrito em dívida ativa ou ação judicial em curso referente a período anterior a 2018.

A Aprosoja seguirá acompanhando o processo no STF até o completo encerramento do tema.

Fonte: Aprosoja Brasil

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