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22 de outubro de 2026

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Empresária amplia produção de uniformes escolares e corporativos com apoio da Desenvolve MT

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O sonho da gestora de negócios Silvia Marangon, de produzir uniformes escolares e comerciais começou em casa na década de 90, e hoje com 26 anos no ramo do vestuário, a Inove Uniformes se consolidou como uma das maiores referências de uniformes personalizados em Mato Grosso. Com o apoio da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Desenvolve MT, ela investiu em matéria prima, como tecidos, linhas e maquinários, ampliando a produção e prezando pela qualidade de seus produtos.

A trajetória da empresária no setor do vestuário teve início com o desejo de produzir apenas uniformes escolares, porém, percebendo que a procura por uniformes estudantis era sazonal, Silvia decidiu que aquele era o momento de inovar e abranger o negócio para outros setores. “Começamos a perceber que tínhamos grande fluxo no início do ano, pouco no meio do ano, mas nos meses seguintes passávamos muitas dificuldades. Daí veio a ideia de inovação, de criar uma loja de produtos à pronta entrega para os nossos clientes, para atender o varejo e os grandes clientes com outras modalidades de uniformes”, conta Silvia.

Com 54 funcionários, uma fábrica e três lojas consolidadas no mercado, a Inove Uniformes passou a buscar matéria-prima no exterior para manter a qualidade de seus produtos, como explica Glécia Lopes, advogada e gerente da empresa. “Em Mato Grosso, nós temos muita dificuldade de encontrar materiais de qualidade, para encontrar algumas peças e instrumentos de trabalho tivemos que ir aos grandes centros como São Paulo e até mesmo fora do país para trazer novidades com diferencial e tecidos tecnológicos”, afirma Glécia.

Silvia conta que conheceu a Desenvolve MT por indicação de um colega empresário e destaca que, com o apoio dele e da equipe da agência, conseguiu conduzir o processo de forma rápida e segura. Para ela, além das condições de crédito e das taxas de juros mais baixas, o incentivo ao empreendedorismo, especialmente entre as mulheres, é um dos grandes diferenciais da instituição.

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“Uma coisa muito legal da Desenvolve MT é que eles acreditam e valorizam a mulher empreendedora. Eu também tive o incentivo da redução das taxas de juros. Eles apoiam para que a mulher conquiste sua independência financeira e tenha condições de fazer o seu negócio crescer”, relembra.
Com o crédito, Silvia conseguiu financiar novos maquinários para personalização de bordados, máquinas de serigrafia e de sublimação, também investiu na compra de tecidos e linhas para a produção de uniformes escolares em 2026, para ela o crédito acelerou o crescimento e o desenvolvimento da Inove Uniformes. 

Após o apoio da Desenvolve MT, a Inove Uniformes se prepara para um novo segmento, o das vendas online para ampliação do negócio. “Estamos nos preparando para isso, montando catálogos, fazendo todo o diferencial, fazendo o planejamento para esse novo atendimento. Queremos trazer essa modernização, apresentando um catálogo bem feito, estruturado e com site, tudo para facilitar na compra dos nossos clientes”, conta 

Linha Empresarial

A linha de crédito Empresarial para empresas que buscam modernizar a estrutura e expandir operações, a Desenvolve MT financia até R$ 1,5 milhões, com prazos longos de pagamento e taxas de juros atrativas para fortalecer a economia regional. Oferecendo duas modalidades a Invest com taxa de 1,25% ao mês, bônus de adimplência de 15% e prazo de até 120 com carência de até 12 meses. E a Invest Mix, ideal para negócios que precisam de um fôlego financeiro para o caixa do dia a dia,  valor de R$1,5 milhão e taxa de milhão 30% do valor para capital de giro associado.

De janeiro a outubro de 2026, já foram liberados mais de R$10,6 milhões em crédito da linha empresarial para 121 empresas em Mato Grosso. Para mais informações, consulte o nosso site ou entre em contato com um de nossos gerentes (65) 3613-7900 por telefone ou WhatsApp.

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Neurociência cognitiva e pobreza na infância

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Muitos grupos de pesquisa estão estudando a relação entre o status socioeconômico e o desenvolvimento infantil sobre a perspectiva da neurociência. Algumas pesquisas têm mostrado diferenças estruturais e funcionais de cérebros de crianças de diferentes status socioeconômico.

Diferenças no volume do hipocampo de crianças pobres tem sido atribuída ao estresse e comportamento materno, o que sustentaria a hipótese de que o desenvolvimento cerebral seja vulnerável aos efeitos da pobreza, embora a neurociência defenda que o cérebro possa se modificar em resposta aos ambientes em qualquer idade.

Toda pesquisa tem sua motivação. A atividade científica não começa com a coleta de dados. O cientista, como todos os indivíduos, é guiado por suas crenças. A observação, a coleta de dados, e as experiências são feitas de acordo com determinados interesses e, conforme certas expectativas ou ideias preconcebidas. Não existem, portanto, observações puras, sem ideias preconcebidas.

É fácil identificar a intenção original dos pesquisadores de mapear os impactos da pobreza no cérebro infantil como uma estratégia para justificar investimentos e políticas públicas. O que, do ponto de vista de desenho da pesquisa e sua validade, não constitui um problema. Mas, alguns críticos apontam para riscoséticos, conceituais e metodológicos que devem ser levados em consideração (Veja DeJoseph, Meriah et al, 2024).

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Ao focar excessivamente em imagens cerebrais que mostram menor volume cortical ou menor atividade no córtex pré-frontal de crianças de baixa renda, cria-se a narrativa de que o cérebro do pobre é “defeituoso”, “danificado” ou “biologicamente inferior”, o que geraria uma patologização da pobreza. Se existe mobilidade social, como alguns indivíduos conseguem sair dessa condição se seus cérebros têm problemas?

Um impacto social da formulação de neurocientistas é que esse determinismo biológico pode reforçar estereótipos racistas e de classe, levando educadores e a sociedade a acreditarem que essas crianças têm uma limitação intrínseca e irreversível na capacidade de aprender.

Além disso, a neurociência pode desviar a atenção das causas sociológicas, macroeconômicas e políticas da desigualdade, transferindo a responsabilidade exclusivamente para o indivíduo.

Vários cientistas da educação argumentam que esses estudos trazem de volta a antiga teoria do “déficit cultural” sob uma nova roupagem biológica. Essa teoria defendeque o fracasso escolar e social de grupos de baixa renda ou minorias ocorre porque suas culturas de origem possuem deficiências, lacunas de estímulos ou falta de valores educacionais adequados, em comparação com a cultura dominante.

O déficit cultural atribui o baixo desempenho dos alunos a supostos ambientes familiares pobres em estímulos verbais, afeto ou interesse pela escola. Ou seja, transforma uma desigualdade estrutural e socioeconômica em um suposto “defeito” ou incapacidade intrínseca do aluno e de sua família.

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Durante a década de 1970, a teoria do déficit cultural teve forte influência no Brasil. A infância das classes populares passou a ser vista sob a ótica da carência (nutricional, afetiva, cultural e linguística). Isso moldou o formato das creches e pré-escolas da época.

E ajudou a criar e difundir o estereótipo do “aluno carente”: consolidou-se no imaginário docente a ideia de que o aluno da escola pública era alguém “sem cultura”, “sem limites” e com famílias “desestruturadas”. Sabemos que esta ideia não se sustenta enquanto generalização.

A pobreza não é um fator isolado. Embora ela se manifeste junto com violência no bairro, instabilidade familiar e poluição, sua manifestação social não coincide com sua expressão econômica. Isolar o que é “efeito da pobreza” no cérebro em modelos estatísticos é extremamente complexo, e muitos estudos falham ao tentar simplificar essa teia causal.

Dizer que, em média, o grupo de menor renda tem menor volume em certas áreas cerebrais não significa que toda pessoa pobre tenha essa alteração. Há uma enorme sobreposição de dados entre indivíduos ricos e pobres, mas o discurso público costuma ignorar essa variação individual.

O interesse dos neurocientistas que estudam a relação entre desenvolvimento do cérebro e pobreza tem motivações nobres, mas, na ciência, isso não é suficiente para se chegar a resultados falsificáveis e reconhecidos pela comunidade científica.

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André L. Ribeiro-Lacerda é psicólogo social, ecologista do comportamento e professor de ciência, tecnologia e sociedade na UFMT, campus Várzea Grande.

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Agro Mato Grosso

Alunas de escola do campo em MT produzem seis tipos de pomadas com plantas medicinais

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Alunas da Escola Estadual de Campo Heronides Araújo, localizada na zona rural de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, estão desenvolvendo pomadas naturais a partir de plantas medicinais como parte de um projeto de pesquisa sobre os saberes tradicionais do Cerrado mato-grossense. A iniciativa reúne três estudantes e investiga o uso de espécies vegetais na produção de seis tipos de pomadas.

A iniciativa começou há cerca de quatro meses. O diretor da escola, Eugênio Marcos de Sousa, informou que a equipe já tinha uma horta com plantas medicinais e decidiu pesquisar formas de utilizá-las na produção das preparações.

“Esse projeto começou com uma ideia que tivemos assim que a Fapemat divulgou o edital. Nós já havíamos pensado nessa questão das plantas medicinais na escola, tanto que temos uma horta”, contou.

O projeto é desenvolvido por Eugênio e pela professora de matemática e bióloga Fabiane Borges de Souza, com a participação de três estudantes: Marcela Matos Luz Vieira, do 8º ano das salas anexas; Yasmin Lorraine Queiroz Nero, do 8º ano; e Gabrielle Mutzenberg Morais, do 2º ano do ensino médio, ambas da sede da escola.

As estudantes fazem parte do grêmio estudantil. De acordo com o diretor, a professora Fabiane teve a ideia inicial e mobilizou as alunas para participar da pesquisa.

Os produtos são feitos de forma caseira, em um espaço adaptado na escola, e não possuem regulamentação sanitária para comercialização. As pomadas fazem parte do projeto de pesquisa e, até o momento, não são produtos regularizados para venda.

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Seis tipos de pomadas

 

Projeto produz seis tipos de pomadas naturais, incluindo versões para dores musculares, queda capilar e ação repelente. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

Projeto produz seis tipos de pomadas naturais, incluindo versões para dores musculares, queda capilar e ação repelente. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

As estudantes produzem seis preparações: pomada para dores musculares, antiqueda capilar, anti-idade, repelente, cicatrizante e uma versão chamada de “Vick natural”, inspirada em produtos tradicionais usados para aliviar desconfortos respiratórios.

Os ingredientes variam conforme a finalidade de cada preparo. A pomada para queda capilar, por exemplo, leva folhas de goiaba e amora, além de canela e cravo. Já a versão repelente utiliza citronela e eucalipto.

A pomada cicatrizante contém açafrão e barbatimão. Para a preparação chamada de “Vick natural”, são utilizadas folhas de hortelã, eucalipto e poejo.

O diretor explicou que a escolha dos ingredientes e a consistência das preparações foram definidas a partir das pesquisas realizadas pela equipe.

“Para dar consistência à pomada, tivemos a ideia de usar a cera de abelha. Dependendo da preparação, também mudamos os óleos utilizados, conforme as pesquisas feitas pelas meninas”, relatou.

 

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Além das pomadas, as estudantes também começaram a pesquisar a extração dos óleos vegetais para disponibilizá-los separadamente.

Produção dentro da escola

 

Pomadas são produzidas de forma caseira em espaço adaptado na escola estadual, em Barra do Garças. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

Pomadas são produzidas de forma caseira em espaço adaptado na escola estadual, em Barra do Garças. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

As pomadas são produzidas em um espaço improvisado na biblioteca da escola, adaptado para funcionar como laboratório. Inicialmente, a equipe utilizava um fogão elétrico de duas bocas, mas, com os recursos do projeto, comprou um equipamento de quatro bocas.

Segundo o diretor, as primeiras preparações foram apresentadas a familiares, professores e integrantes da Diretoria Regional de Educação (DRE). A equipe recebeu avaliações positivas e pedidos de novas unidades.

“Por exemplo, a nossa pomada mágica, que é para dor muscular, já disseram que é muito boa, excelente. Inclusive, já nos solicitaram mais”, destacou.

Entre os produtos que receberam comentários favoráveis também estão as versões para queda capilar e cicatrização, conforme o diretor.

Planos para o futuro

Atualmente, parte das plantas utilizadas no projeto é cultivada na própria escola, como hortelã, goiaba, poejo, guaco, eucalipto, capim-limão e babosa. A equipe pretende ampliar o cultivo com novas espécies para dar continuidade às pesquisas.

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O objetivo inicial é divulgar o projeto e compartilhar o conhecimento produzido pelas estudantes. No futuro, a equipe pretende buscar um espaço próprio para a fabricação das pomadas e avaliar a possibilidade de comercializá-las para a comunidade.

“Quem sabe, lá na frente, a gente consiga fazer na escola um local próprio para isso e comercializar essas pomadas para a comunidade, com um preço acessível a todas as pessoas”, afirmou Eugênio.

 

A horta inclui plantas como hortelã, babosa, guaco, poejo e eucalipto. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

A horta inclui plantas como hortelã, babosa, guaco, poejo e eucalipto. — Foto: Escola Estadual de Campo Heronides Araújo

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Ilde Taques diz que tem “segurança jurídica” de sua inocência em caso sobre corrupção em VG

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Presidente eleito da Câmara de Cuiabá disse que analisou documentos da Operação Cathedra Venalis e está seguro sobre falta de prova contra ele

O vereador por Cuiabá Ilde Taques (PODE) diz que não teve participação na eleição da Mesa Diretora Câmara de Várzea Grande. Ilde, presidente eleito da Câmara de Cuiabá, disse que analisou documentos da Operação Cathedra Venalis e não encontrou relação dele com o suposto caso de compra de votos. 

“Após tomar conhecimento da decisão judicial [que autorizou a operação do Gaeco], portanto, com segurança jurídica, reafirmo que não tive e nem tenho qualquer ligação política, muito menos ilícita, com a Câmara de Várzea Grande”, disse. 

Ilde fez novas declarações nessa quarta-feira (21), um dia após a operação do Grupo de Atuação contra o Crime Organizado (Gaeco), que implica 13 vereadores de Várzea Grande e 2 dois de Cuiabá em suposto esquema “estruturado” de organização criminosa. 

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Ele disse que participou de um almoço com vereadores de Várzea Grande, a convite do Miguel Júnior (Cidadania), assim como o vereador por Cuiabá Alex Rodrigues (PODE) fora convidado. A confraternização teria ocorrido antes de eleição para Mesa Diretora de Várzea Grande, ocorrida em maio. 

O Gaeco investiga esse encontro como um nó da negociata, cujo principal alvo é o presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB). Ilde disse que saiu desse almoço acompanhado por Alex Rodrigues, e foi abordado pela Polícia Militar. Ele tinha R$ 40 mil no carro e conseguira comprovar a origem. 

“Saindo do almoço, fomos abordados pela Polícia Militar, e foi localizada a quantia de R$ 40 mil que eu disse pertencer comprovadamente a mim, era dinheiro de empréstimo para reforma na minha propriedade. Fomos liberados sem qualquer ação policial”, afirmou. 

A operação Cathedra Venalis, expressão para “cadeira à venda”, do latim, implica 13 dos 23 vereadores de Várzea Grande em crime de corrupção. A principal ação do suposto grupo teria sido cooptação e compra de votos para Wanderley Cerqueira permanecer no cargo de presidente. 

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