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21 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Chuva atrasa avanço do plantio da soja em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, o plantio da safra de soja 2026/2027 alcançou 32% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul, o que corresponde a aproximadamente 1,5  milhão de hectares.

O avanço do plantio no estado está 1,1 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra 2025/2026. A região Sul concentra o maior percentual de área plantada, com 39,7%, seguida pela região Centro, com 21%. Na região Norte, o plantio está com apenas 18,7% da área estimada.   As operações de semeadura ficaram paralisadas durante grande parte da última semana, devido à alta umidade do solo.

Houve registros pontuais de precipitação acompanhada de ventos e granizo de leve intensidade em municípios como Ivinhema, Angélica, Caarapó e em pontos do Nordeste. Ocorreram apenas pequenos danos nas folhas das plântulas emergidas, sem necessidade de replantio nas áreas monitoradas.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, foram observados rompimentos de curvas de nível, enxurradas e início de processos erosivos nas lavouras, principalmente em solos arenosos e mistos.

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“A presença do fenômeno El Niño aumenta a possibilidade de instabilidades climáticas em Mato Grosso do Sul. Dessa forma, deve-se ter cautela no planejamento das operações e tomada de decisão”.

Até o dia 31 de outubro são previstos acumulados de chuva entre 30 mm e 140 mm em Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com dados do Projeto SIGA-MS, nas regiões Oeste, Sudoeste e Sul-Fronteira, tem-se observado a maior ocorrência de pragas iniciais, como caramujo, vaquinha e cascudinho-da-soja, gerando a necessidade de intervenção, além da ocorrência de mancha olho-de-rã na região Sudoeste do estado.

Mais informações sobre o cenário das lavouras de soja, além de informações sobre o clima e mercado de grãos podem ser obtidas clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Ataque de lesmas e caracóis pode comprometer plantas de soja – MAIS SOJA

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O monitoramento de lesmas e caracóis desde a semeadura é uma medida importante para o estabelecimento da lavoura de soja. Na safra 2026/2027, a equipe de campo da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) identificou a ocorrência desses organismos nas regiões Oeste, Sul e Norte do estado, reforçando a necessidade de atenção dos produtores durante o desenvolvimento inicial da cultura.

De acordo com o Informativo Técnico 07/2026, as principais espécies registradas em lavouras de grãos no estado são o caracol Drymaeus interpunctus e a lesma Sarasinula linguaeformis. Embora apresentem diferenças físicas, ambos podem causar danos às plantas, principalmente durante a germinação e a emergência da soja.

Segundo o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, essa fase exige atenção porque as plantas ainda estão em desenvolvimento e têm capacidade limitada de recuperação diante de danos intensos. “O ataque pode comprometer o estabelecimento da lavoura e reduzir a população de plantas por hectare”.

Umidade e palhada favorecem a ocorrência

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Lesmas e caracóis preferem ambientes úmidos e sombreados. A atividade desses organismos tende a aumentar após as chuvas, em períodos de umidade elevada e temperaturas amenas. Durante o dia, podem permanecer abrigados sob a palhada, em fendas no solo, sob torrões e entre restos culturais, saindo principalmente ao entardecer e durante a noite.

“A cobertura do solo, comum em sistemas de plantio direto, pode oferecer abrigo e proteção contra a radiação solar e predadores. Entretanto, a presença de palhada ou de condições favoráveis não significa, necessariamente, que haverá infestação. A ocorrência e a intensidade dos danos variam entre talhões e safras.Por isso, a avaliação deve considerar o histórico da área, as condições ambientais e os sinais encontrados nas plantas”.

Os principais danos ocorrem em folhas jovens, cotilédones e hastes. O consumo dos tecidos provoca lesões irregulares e pode resultar em raspagens, destruição parcial ou total das estruturas vegetais, tombamento e morte de plantas.

Quando a população das pragas é elevada, a perda de plantas pode comprometer o estande e, em situações severas, levar à necessidade de replantio.

Os efeitos também podem se estender para além do estabelecimento inicial. Populações elevadas de caracóis podem persistir durante o ciclo da cultura e causar problemas na colheita, incluindo o embuchamento das colheitadeiras, maior desgaste das máquinas e mau cheiro no ambiente.

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Como fazer o monitoramento na lavoura

A recomendação técnica é iniciar as avaliações desde a semeadura, com atenção especial às áreas que já apresentaram ocorrência de lesmas e caracóis em safras anteriores.

O produtor deve observar a cobertura do solo e afastar a palhada e os torrões para procurar os organismos, ovos e trilhas de muco. Nas plantas, é importante verificar cotilédones, folhas e hastes em busca de tecidos raspados ou consumidos.

As avaliações ao entardecer ou à noite podem facilitar a localização das pragas, devido ao aumento de sua atividade nesses períodos.

Outro ponto importante é que ainda não existe consenso na literatura científica sobre um nível de ação específico para lesmas e caracóis. Dessa forma, a decisão de controle deve considerar a intensidade dos danos, a população de plantas remanescente, o estádio de desenvolvimento da cultura e a persistência das condições favoráveis.

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Manejo integrado reúne diferentes estratégias

O controle dessas pragas é desafiador porque elas podem se alimentar por períodos prolongados, utilizar diferentes fontes de alimento e permanecer abrigadas sob a cobertura do solo. Por isso, o manejo integrado de pragas (MIP) é a abordagem recomendada.

A rotação de culturas pode contribuir para reduzir as populações. O informativo também destaca a conservação de inimigos naturais, como aves, mamíferos, anfíbios, répteis, bactérias e insetos predadores, como parte das estratégias de manejo.

Em situações de populações elevadas, o uso de iscas é um dos métodos adotados pelos produtores. Conforme o Informativo Técnico 07/2026, o fosfato férrico é apontado como ingrediente ativo registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para o controle de lesmas e caracóis na agricultura. A escolha do produto deve observar o registro vigente e as orientações de uso constantes no rótulo e na bula.

As iscas devem ser distribuídas sobre o solo, próximas às plantas que precisam ser protegidas, sem incorporação. A aplicação no final da tarde favorece o contato com os organismos durante seu período de maior atividade. Em áreas com histórico de ocorrência, o informativo indica que a aplicação logo após a semeadura pode ajudar a proteger as plântulas durante a emergência.

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O consumo rápido das iscas pode indicar uma população elevada e a necessidade de reavaliação da área para verificar se há necessidade de reaplicação, sempre conforme as orientações do produto.

Atenção desde o início da safra

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar os primeiros sinais de ataque e orientar a tomada de decisão. A identificação correta das espécies, a avaliação dos danos e o monitoramento das condições da área ajudam o produtor a definir as medidas mais adequadas para cada situação.

A Aprosoja/MS reforça que o monitoramento contínuo permite identificar precocemente a ocorrência de lesmas e caracóis, reduzir o risco de perdas no estabelecimento da soja e contribuir para a formação adequada do estande na safra 2026/2027.



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Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Ampla oferta global de trigo e vendas de fundos pressionam Chicago, que fecha em baixa – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão com preços mais baixos, consolidando o quarto dia consecutivo no vermelho. O mercado acompanhou as perdas dos vizinhos soja e milho, recuando ao menor nível desde 10 de julho, pressionado pelas vendas de fundos e pela queda da demanda. O cereal ampliou as perdas em um cenário de ampla disponibilidade global, com os embarques da Rússia e da Ucrânia avançando.

Além disso, o avanço da colheita na Austrália e a chegada da oferta argentina ampliam as alternativas de abastecimento no cenário internacional, reforçando a pressão sobre os preços.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o plantio de trigo de inverno no país alcançou 63% da área prevista até 18 de outubro, abaixo dos 65% esperados pelo mercado.

Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 6,43 1/4 por bushel, com recuo de 12,00 centavos de dólar, ou 1,83%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2027 encerraram a US$ 6,58 1/2 por bushel, com queda de 11,50 centavos de dólar, ou 1,71%.

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Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

CONAB: Plantio de soja no Brasil atinge 30,1%; chuvas aceleram MT e travam máquinas em MS e SP – MAIS SOJA

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Soja/BR: 30,1% semeado. Em MT, as chuvas possibilitaram a semeadura e promoveram avanços em todas as macrorregiões. Em MS, a alta umidade suspendeu, temporariamente, a semeadura na maior parte do estado e o excesso de chuva impede as operações fitossanitárias. Essas condições provocaram o encharcamento e amarelecimento de plantas no sul do estado, enquanto o norte e o nordeste, com chuvas mais esparsas, adiantaram parte do plantio.

Em GO, a semeadura ganha ritmo no Sudoeste, já superando a safra anterior, segue heterogênea no Sul e permanece inicial no Leste, no Oeste e no Norte, ainda apoiada por irrigação. Em MG, as chuvas contribuíram para avançar a semeadura nas áreas de sequeiro.

Em SP, o solo muito úmido impede o trânsito das máquinas e atrasa o plantio. No PR, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e o plantio avança conforme as janelas de tempo seco. Em SC, a semeadura está em andamento no Extremo Oeste, no Oeste e no Meio-Oeste, onde o preparo e a umidade permitiram o tráfego de máquinas, e segue dentro da janela no Planalto Norte, enquanto o Sul Catarinense teve a janela aberta recentemente e o Planalto Sul e a Serra, de calendário mais tardio, concentramse no preparo.

No RS, a semeadura teve início pontual nas áreas de solo mais arenoso, enquanto as atividades se concentram na colheita do trigo e no tratamento de sementes. Em PA e no TO, a irregularidade das chuvas mantém a semeadura lenta e pontual. Na BA, o plantio foi iniciado no manejo irrigado e nas áreas com registros de precipitação.

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No MA, o calendário teve início, com adiamento no sul pela falta de chuva.

Previsão Agrometeorológica (19/10/2026 a 26/10/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva se concentram no Oeste do AM, com valores entre 20 e 40 mm, mas podem ultrapassar 100 mm em algumas áreas. Também são esperados acumulados isolados de até 40 mm em RO, RR e TO. Nas demais áreas da Região Norte, apesar de haver condições para pancadas de chuva, não são esperados acumulados significativos, mantendo a restrição hídrica para um maior avanço na semeadura da soja no PA e no TO. Na Região Nordeste, o tempo deve permanecer estável e sem chuva em grande parte do território. Há previsão de pancadas isoladas no interior da BA, do MA e do PI. Na faixa litorânea, são esperadas chuvas fracas e isoladas, porém sem acumulados relevantes.

CO: A condição climática varia entre tempo estável, com sol e nuvens, a pancadas de chuva isoladas em grande parte do território. Na faixa Oeste de MT e na metade Oeste de MS, são esperadas chuvas mais persistentes, porém com baixos acumulados. Já no extremo Sul de MS, há previsão de temporais com rajadas de vento, queda de granizo e chuva intensa entre quinta-feira e domingo. No geral, as condições serão favoráveis para o manejo e o desenvolvimento das lavouras.

SE: A semana inicia com instabilidades na porção mais ao sul, iniciando por SP, com deslocamento para o norte, chegando ao Norte de MG e ES até o final da semana. Os maiores acumulados de chuva são previstos para SP, RJ e Sul do ES, com valores de 30 a 80 mm, principalmente, entre quinta e segunda-feira. Nas demais áreas, os acumulados variam, isoladamente, entre 15 e 40 mm. Apesar do excesso de chuvas prejudicar pontualmente a colheita do trigo em SP, as condições deverão ser favoráveis para a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de verão.

S: A semana começa com sol e variação de nuvens, com condição de chuva fraca/isolada na faixa leste. Entre a tarde e a noite de quarta-feira, novas instabilidades avançam pela porção oeste dos três estados, favorecendo temporais com acumulados volumosos. As áreas mais afetadas devem ser o Norte e Noroeste do RS, o Oeste, Meio-Oeste e Leste de SC e o PR, com volumes entre 70 mm e 150 mm, e que podem ultrapassar pontualmente 200 mm, impactando, principalmente, os cultivos de inverno. Nas demais áreas, os acumulados podem variar entre 15 mm e 60 mm.

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Fonte: Conab


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FONTE

Autor:Conab

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Site: Conab

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