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21 de outubro de 2026

Business

Mel de Capanema recebe Indicação Geográfica e amplia visibilidade da apicultura no Paraná

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O mel de Capanema, no Sudoeste do Paraná, conquistou nesta terça-feira (20) o registro de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento foi na modalidade Denominação de Origem (DO), vinculada a características do produto associadas a fatores naturais e humanos da região. Com isso, o Paraná chegou a 29 IGs e manteve a liderança nacional nesse tipo de certificação.

A apicultura em Capanema tem mais de 50 anos de atividade e base na agricultura familiar. O pedido de reconhecimento foi apresentado pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic). Segundo as informações divulgadas, a diferenciação do produto está ligada à interação das abelhas com a flora nativa da Mata Atlântica preservada no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina.

Atualmente, os produtores vinculados à associação mantêm cerca de 5 mil colmeias e produzem 60 toneladas de mel por ano. A produção abastece o mercado regional, a rede de serviços do entorno do Parque Nacional do Iguaçu e também é comercializada para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.

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O reconhecimento também é associado ao turismo regional. O diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, afirmou que a Indicação Geográfica fortalece o pertencimento regional e amplia a visibilidade de produtos típicos. Em Capanema, a associação já organiza visitas guiadas a apiários, com acompanhamento técnico e apresentação do processo de extração e tratamento do mel.

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O presidente da Apic, Cleiton Lagemann, disse que a atividade já integra a rota turística do município e que a expectativa é de ampliação dessa frente com o novo selo. A proprietária do Apiário Manchini, Salete Manchini, afirmou que a atividade pode contribuir para a renda de famílias e produtores.

Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o Paraná foi o segundo maior produtor de mel do país em 2025, com 10,7 mil toneladas, alta de 7,1%. Em valor da produção, o estado ficou em primeiro lugar, com R$ 217,7 milhões, avanço de 17,1% e participação de 17,9% no total nacional.

Com o novo registro, o mel de Capanema passa a integrar o grupo de produtos paranaenses com selo de Indicação Geográfica. O estado soma agora 29 reconhecimentos e quatro méis certificados, reforçando a presença da apicultura entre as cadeias com diferenciação de origem no Paraná.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Milho cai em Chicago com avanço da colheita nos EUA e expectativa de maior oferta

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Os preços do milho operam em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (21), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de aumento da oferta do cereal no mercado. Segundo análise da Agência Safras, a previsão de tempo favorável aos trabalhos no campo norte-americano até o fim de semana contribui para a desvalorização dos contratos futuros.

Por outro lado, a alta nos preços do petróleo ajuda a limitar perdas mais expressivas nas cotações.

Por volta das 8h desta quarta-feira, os contratos com vencimento em dezembro eram negociados a US$ 4,59 1/4 por bushel, queda de 2,75 centavos de dólar, equivalente a 0,59%, em relação ao fechamento anterior.

Colheita de milho nos EUA chega a 44% da área

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de milho alcançou 44% da área cultivada até 18 de outubro, percentual abaixo das expectativas do mercado e da média dos últimos cinco anos.

As chuvas registradas em partes do Meio-Oeste norte-americano na última semana prejudicaram o ritmo dos trabalhos. No entanto, a previsão de condições mais secas nos próximos dias deve favorecer a retomada da colheita e ampliar a disponibilidade do cereal.

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Esse cenário mantém a pressão sobre os preços internacionais, diante da perspectiva de maior entrada de milho no mercado.

Na terça-feira (20), os contratos futuros já haviam encerrado o pregão em baixa, influenciados pela chegada da safra norte-americana e pela desvalorização do petróleo, apesar do enfraquecimento do dólar frente a outras moedas.

Os contratos com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,62 por bushel, recuo de 1,07%. Já os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 4,76 por bushel, queda de 0,93%.

Governo dos EUA anuncia pacote de US$ 8 bilhões para produtores rurais

Outro fator acompanhado pelo mercado é o anúncio de um pacote de US$ 8 bilhões em auxílio aos produtores rurais dos Estados Unidos, feito pelo presidente Donald Trump.

A medida tem como objetivo compensar os elevados custos de produção agrícola, especialmente com insumos como diesel e fertilizantes.

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Segundo a Agência Safras, os pagamentos serão calculados com base na área plantada e nas estimativas de custos de produção e produtividade do USDA.

Os valores específicos destinados a cada cultura deverão ser divulgados em novembro.

Enquanto isso, o mercado de milho segue atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras norte-americanas, já que o avanço da colheita poderá ampliar a pressão sobre os preços nos próximos dias.

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Safra de café 2027/28 começa bem, mas calor intenso e El Niño preocupam produtores

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O início da safra brasileira de café 2027/28 apresenta condições favoráveis, com floradas dentro do esperado e bom pegamento dos frutos na maior parte das regiões produtoras. No entanto, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o calor intenso e a possibilidade de atuação do El Niño nos próximos meses preocupam os cafeicultores.

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De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar dos resultados positivos até o momento, o ciclo ainda está em fase inicial. A principal preocupação é que as temperaturas elevadas comprometam o desenvolvimento dos frutos, provocando abortamento e possíveis perdas na produção.

No Cerrado Mineiro, colaboradores consultados pelo Centro relatam que as pancadas de chuva têm sido seguidas por períodos de sol forte e calor intenso. Diante dessas condições, a avaliação é de que o resultado efetivo do pegamento dos frutos só poderá ser confirmado por volta de dezembro.

Na região da Paulista, produtores também demonstram preocupação com a possibilidade de que o calor intenso, associado à atuação do El Niño, provoque abortamento dos frutos nas próximas semanas.

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Chuvas ajudam a sustentar desenvolvimento da safra

Apesar dos riscos climáticos, as chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café têm contribuído para a sustentação dos frutos nos pés.

Segundo o Cepea, a disponibilidade de umidade até o momento favorece o desenvolvimento inicial da safra 2027/28, mantendo as perspectivas positivas para a produção.

Entretanto, os pesquisadores ressaltam que as condições climáticas dos próximos meses serão determinantes para confirmar o potencial produtivo da temporada, especialmente diante do risco de períodos prolongados de calor intenso.

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Exportações de carne bovina de MT caem 29,69% em um ano com retração da China

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Mato Grosso exportou 69,60 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de carne bovina em setembro de 2026, queda de 29,69% em relação ao mesmo mês do ano passado. O recuo ocorreu em meio à forte redução das compras chinesas, após o esgotamento da cota de exportação destinada ao país asiático, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na comparação mensal, o volume embarcado também diminuiu. Em relação a agosto, as exportações recuaram 3,74%, refletindo as dificuldades para manter o ritmo das vendas diante das restrições no principal mercado da carne bovina mato-grossense.

A mudança no fluxo comercial aparece na participação da China. Em setembro de 2025, o país asiático respondeu por 61,08% das exportações estaduais. Um ano depois, essa fatia caiu para 6,65%, alterando a distribuição dos embarques entre os compradores internacionais.

Com a redução das compras chinesas, os Estados Unidos passaram a ocupar a primeira posição entre os destinos da carne bovina de Mato Grosso. O país importou 11,84 mil TEC em setembro, avanço de 10,53% em relação a agosto. O resultado foi favorecido pela ampliação temporária da cota sujeita a tarifas reduzidas.

O Chile ficou em segundo lugar, com 9,37 mil TEC, volume 5,44% superior ao registrado no mês anterior. Conforme o Imea, apesar do avanço desses mercados, a expansão das vendas para outros destinos não foi suficiente para compensar a retração dos embarques à China.

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China perde espaço e altera o perfil das exportações

Em setembro, as compras chinesas de carne bovina mato-grossense somaram 4,63 mil TEC. O volume foi 42,41% menor que o de agosto e 92,34% inferior ao registrado em setembro de 2025, evidenciando a dimensão da redução dos negócios com o principal destino histórico do produto.

O esgotamento da cota de exportação ajuda a explicar esse movimento e a perda de participação do mercado chinês. A mudança também expõe a influência das condições de acesso aos mercados internacionais sobre o desempenho das vendas externas do estado.

Sem considerar a China, as exportações mato-grossenses cresceram 1,10% em setembro, na comparação com agosto. Em relação ao mesmo período de 2025, a alta chegou a 68,65%, indicando que outros compradores ampliaram sua presença na pauta exportadora.

Esse avanço, porém, destaca o Instituto, não eliminou o efeito da retração chinesa sobre o resultado total. Mesmo com a expansão dos embarques para outros países, Mato Grosso encerrou setembro com volumes inferiores aos observados tanto no mês anterior quanto um ano antes.

Pecuaristas enfrentam dificuldades para comercializar animais

A redução das exportações ocorre em um cenário de dificuldades adicionais para a pecuária mato-grossense. Além do esgotamento da cota de exportação para a China, os embarques de carne bovina para a União Europeia estão interrompidos desde 3 de setembro, restringindo as alternativas de comercialização no mercado externo.

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Ao mesmo tempo, os frigoríficos de Mato Grosso operam com escalas de abate mais alongadas, enquanto aumenta a diferença entre os preços pagos pelo boi gordo no estado e em São Paulo. Esse conjunto de fatores amplia a pressão sobre os pecuaristas que buscam compradores para os animais.

Diante desse cenário, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) anunciou nesta semana que irá solicitar ao governo estadual a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com bovinos. Como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, a entidade pretende ampliar as possibilidades de venda para produtores que enfrentam dificuldades para comercializar o gado dentro do estado.

A proposta busca facilitar a saída de animais para outros mercados estaduais em um momento de restrições nas exportações de carne bovina, escalas de abate alongadas e diferenças crescentes de preços entre Mato Grosso e São Paulo. A redução do imposto é apresentada pela Acrimat como uma medida para ampliar as alternativas comerciais disponíveis aos pecuaristas mato-grossenses. “Entendemos que esta medida dará mais fôlego e liquidez nas vendas de animais nas regiões produtoras prejudicadas”, afirma o presidente Luís Fernando Conte.


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