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21 de outubro de 2026

Business

Exportações de carne bovina de MT caem 29,69% em um ano com retração da China

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Mato Grosso exportou 69,60 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de carne bovina em setembro de 2026, queda de 29,69% em relação ao mesmo mês do ano passado. O recuo ocorreu em meio à forte redução das compras chinesas, após o esgotamento da cota de exportação destinada ao país asiático, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na comparação mensal, o volume embarcado também diminuiu. Em relação a agosto, as exportações recuaram 3,74%, refletindo as dificuldades para manter o ritmo das vendas diante das restrições no principal mercado da carne bovina mato-grossense.

A mudança no fluxo comercial aparece na participação da China. Em setembro de 2025, o país asiático respondeu por 61,08% das exportações estaduais. Um ano depois, essa fatia caiu para 6,65%, alterando a distribuição dos embarques entre os compradores internacionais.

Com a redução das compras chinesas, os Estados Unidos passaram a ocupar a primeira posição entre os destinos da carne bovina de Mato Grosso. O país importou 11,84 mil TEC em setembro, avanço de 10,53% em relação a agosto. O resultado foi favorecido pela ampliação temporária da cota sujeita a tarifas reduzidas.

O Chile ficou em segundo lugar, com 9,37 mil TEC, volume 5,44% superior ao registrado no mês anterior. Conforme o Imea, apesar do avanço desses mercados, a expansão das vendas para outros destinos não foi suficiente para compensar a retração dos embarques à China.

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China perde espaço e altera o perfil das exportações

Em setembro, as compras chinesas de carne bovina mato-grossense somaram 4,63 mil TEC. O volume foi 42,41% menor que o de agosto e 92,34% inferior ao registrado em setembro de 2025, evidenciando a dimensão da redução dos negócios com o principal destino histórico do produto.

O esgotamento da cota de exportação ajuda a explicar esse movimento e a perda de participação do mercado chinês. A mudança também expõe a influência das condições de acesso aos mercados internacionais sobre o desempenho das vendas externas do estado.

Sem considerar a China, as exportações mato-grossenses cresceram 1,10% em setembro, na comparação com agosto. Em relação ao mesmo período de 2025, a alta chegou a 68,65%, indicando que outros compradores ampliaram sua presença na pauta exportadora.

Esse avanço, porém, destaca o Instituto, não eliminou o efeito da retração chinesa sobre o resultado total. Mesmo com a expansão dos embarques para outros países, Mato Grosso encerrou setembro com volumes inferiores aos observados tanto no mês anterior quanto um ano antes.

Pecuaristas enfrentam dificuldades para comercializar animais

A redução das exportações ocorre em um cenário de dificuldades adicionais para a pecuária mato-grossense. Além do esgotamento da cota de exportação para a China, os embarques de carne bovina para a União Europeia estão interrompidos desde 3 de setembro, restringindo as alternativas de comercialização no mercado externo.

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Ao mesmo tempo, os frigoríficos de Mato Grosso operam com escalas de abate mais alongadas, enquanto aumenta a diferença entre os preços pagos pelo boi gordo no estado e em São Paulo. Esse conjunto de fatores amplia a pressão sobre os pecuaristas que buscam compradores para os animais.

Diante desse cenário, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) anunciou nesta semana que irá solicitar ao governo estadual a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com bovinos. Como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, a entidade pretende ampliar as possibilidades de venda para produtores que enfrentam dificuldades para comercializar o gado dentro do estado.

A proposta busca facilitar a saída de animais para outros mercados estaduais em um momento de restrições nas exportações de carne bovina, escalas de abate alongadas e diferenças crescentes de preços entre Mato Grosso e São Paulo. A redução do imposto é apresentada pela Acrimat como uma medida para ampliar as alternativas comerciais disponíveis aos pecuaristas mato-grossenses. “Entendemos que esta medida dará mais fôlego e liquidez nas vendas de animais nas regiões produtoras prejudicadas”, afirma o presidente Luís Fernando Conte.


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Mel de Capanema recebe Indicação Geográfica e amplia visibilidade da apicultura no Paraná

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O mel de Capanema, no Sudoeste do Paraná, conquistou nesta terça-feira (20) o registro de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento foi na modalidade Denominação de Origem (DO), vinculada a características do produto associadas a fatores naturais e humanos da região. Com isso, o Paraná chegou a 29 IGs e manteve a liderança nacional nesse tipo de certificação.

A apicultura em Capanema tem mais de 50 anos de atividade e base na agricultura familiar. O pedido de reconhecimento foi apresentado pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic). Segundo as informações divulgadas, a diferenciação do produto está ligada à interação das abelhas com a flora nativa da Mata Atlântica preservada no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina.

Atualmente, os produtores vinculados à associação mantêm cerca de 5 mil colmeias e produzem 60 toneladas de mel por ano. A produção abastece o mercado regional, a rede de serviços do entorno do Parque Nacional do Iguaçu e também é comercializada para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.

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O reconhecimento também é associado ao turismo regional. O diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, afirmou que a Indicação Geográfica fortalece o pertencimento regional e amplia a visibilidade de produtos típicos. Em Capanema, a associação já organiza visitas guiadas a apiários, com acompanhamento técnico e apresentação do processo de extração e tratamento do mel.

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O presidente da Apic, Cleiton Lagemann, disse que a atividade já integra a rota turística do município e que a expectativa é de ampliação dessa frente com o novo selo. A proprietária do Apiário Manchini, Salete Manchini, afirmou que a atividade pode contribuir para a renda de famílias e produtores.

Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o Paraná foi o segundo maior produtor de mel do país em 2025, com 10,7 mil toneladas, alta de 7,1%. Em valor da produção, o estado ficou em primeiro lugar, com R$ 217,7 milhões, avanço de 17,1% e participação de 17,9% no total nacional.

Com o novo registro, o mel de Capanema passa a integrar o grupo de produtos paranaenses com selo de Indicação Geográfica. O estado soma agora 29 reconhecimentos e quatro méis certificados, reforçando a presença da apicultura entre as cadeias com diferenciação de origem no Paraná.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Safra de café 2027/28 começa bem, mas calor intenso e El Niño preocupam produtores

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O início da safra brasileira de café 2027/28 apresenta condições favoráveis, com floradas dentro do esperado e bom pegamento dos frutos na maior parte das regiões produtoras. No entanto, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o calor intenso e a possibilidade de atuação do El Niño nos próximos meses preocupam os cafeicultores.

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De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar dos resultados positivos até o momento, o ciclo ainda está em fase inicial. A principal preocupação é que as temperaturas elevadas comprometam o desenvolvimento dos frutos, provocando abortamento e possíveis perdas na produção.

No Cerrado Mineiro, colaboradores consultados pelo Centro relatam que as pancadas de chuva têm sido seguidas por períodos de sol forte e calor intenso. Diante dessas condições, a avaliação é de que o resultado efetivo do pegamento dos frutos só poderá ser confirmado por volta de dezembro.

Na região da Paulista, produtores também demonstram preocupação com a possibilidade de que o calor intenso, associado à atuação do El Niño, provoque abortamento dos frutos nas próximas semanas.

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Chuvas ajudam a sustentar desenvolvimento da safra

Apesar dos riscos climáticos, as chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café têm contribuído para a sustentação dos frutos nos pés.

Segundo o Cepea, a disponibilidade de umidade até o momento favorece o desenvolvimento inicial da safra 2027/28, mantendo as perspectivas positivas para a produção.

Entretanto, os pesquisadores ressaltam que as condições climáticas dos próximos meses serão determinantes para confirmar o potencial produtivo da temporada, especialmente diante do risco de períodos prolongados de calor intenso.

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Colheita do trigo no Paraná avança para 82%, com perdas de qualidade

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A colheita do trigo no Paraná alcançava 82% da área na terça-feira (20), ante 75% na semana anterior, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado. O avanço da retirada do cereal ocorre na fase final da safra, em um cenário de atrasos, perdas de qualidade e redução do potencial produtivo em parte das áreas.

De acordo com o Deral, 45% das lavouras de trigo estão em boas condições, 42% em condição média e 13% em situação ruim. Nas áreas ainda por colher, 30% estão em frutificação e 70% em maturação. O departamento informou que as condições climáticas têm afetado a colheita e, em algumas áreas, a qualidade do produto ficou abaixo das exigências do mercado, com redução da rentabilidade. Segundo o órgão, há situações em que a produção não deverá cobrir os custos da safra.

No milho de verão 2026/27, o plantio atingiu 86% da área prevista no Estado, ante 84% na semana passada. As lavouras já implantadas apresentam, de modo geral, boa germinação, mas o excesso de água, a baixa luminosidade e os ventos fortes têm retardado o desenvolvimento inicial e comprometido o potencial produtivo em áreas pontuais.

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O Deral apontou que 81% das lavouras de milho estão em boas condições, 18% em condição média e 1% em condição ruim. Do total, 5% estão em germinação e 95% em desenvolvimento vegetativo. O departamento alertou que a continuidade das chuvas poderá comprometer o andamento da safra e reduzir a janela disponível para a implantação das culturas de segunda safra.

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Na soja 2026/27, o plantio avançou para 47% da área prevista, ante 39% há sete dias. O Deral informou que o ritmo segue lento em grande parte do Paraná por causa do excesso de chuvas, do encharcamento do solo e da dificuldade de entrada de máquinas nas áreas.

Segundo o Deral, as lavouras de soja estão 93% em boas condições e 7% em condição média, nas fases de germinação (22%) e desenvolvimento vegetativo (78%). O departamento informou ainda que o encharcamento das áreas e o acúmulo de água nas curvas de nível têm provocado perdas localizadas, além de assoreamento e erosão em alguns pontos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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