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21 de outubro de 2026

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Ulisses Rabaneda diz que não concorrerá a novo mandato de conselheiro no CNJ

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Advogado tem apoio de 23 seccionais da OAB, mas alegou motivos pessoais para encerrar o mandato de conselheiro em fevereiro de 2027

O advogado Ulisses Rabaneda, membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), disse que não irá concorrer a novo mandato, mesmo com o apoio de 23 dos 27 presidentes de seccionais da Ordem dos Advogados no Brasil (OAB). 

Rabaneda ocupa uma das duas vagas que membros de OAB têm direito. Ele foi empossado em 2025 por dois anos de mandato, que encerra em fevereiro de 2027. A decisão de não permanecer no cargo teria motivos pessoais. 

“Fiquei honrado pelo apoio que recebi dos presidentes de seccionais e da diretoria do Conselho Federal. É um importante reconhecimento, mas decidi não disputar a recondução. Foi uma decisão pessoal”, afirmou. 

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As seccionais da ordem preparam a indicação de um nome para aprovação do CNJ. A OAB divulgou a inscrição de 44 advogados para ocupar o cargo, mas 19 candidatos foram reprovados e 1 desistiu; outros 24 estão habilitados a concorrer à vaga. 

Rabaneda assumiu o cargo em fevereiro de 2025 com aprovação unânime das 27 seccionais da Ordem e do Conselho Federal da OAB. Após isso, ele passou pelo crivo do Senado e sanção da Presidência da República. 

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Vereador de VG relata ameaças com fotos de armas após romper com Wanderley

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Vereador disse ao Gaeco que recebeu mensagens exigindo a retirada de um boletim de ocorrência por furto

O vereador Caio Cordeiro (Novo), de Várzea Grande, relatou ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que recebeu mensagens intimidatórias com imagens de armas de fogo após romper politicamente com o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB). Segundo o parlamentar, os remetentes exigiam que ele retirasse um boletim de ocorrência registrado por furto.

No depoimento, Caio afirmou que uma mochila foi levada de dentro de seu veículo. Nela estavam um notebook e documentos utilizados na fiscalização do transporte público municipal. As mensagens teriam chegado dias depois. Os elementos descritos no material não permitem identificar os responsáveis pelas supostas ameaças.

O vereador também declarou que servidores indicados por seu gabinete foram exonerados como retaliação ao seu posicionamento contrário à reeleição de Wanderley. Após o afastamento, Caio passou a defender uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação e os serviços prestados pela União Transportes e Turismo Ltda.

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Documentos atribuídos ao Gaeco mencionam que o rompimento foi antecedido por conversas sobre uma possível parceria envolvendo a TV Cidade Verde, representantes da Câmara e da Prefeitura. As tratativas não avançaram, mas os registros não permitem concluir que esse tenha sido o motivo determinante da mudança de posição do parlamentar.

Caio ainda apresentou aos investigadores relatos sobre supostos pagamentos indevidos na Câmara e ameaças de divulgação de vídeos que mostrariam vereadores recebendo dinheiro. As declarações estão sob análise e não comprovam, por si só, a ocorrência de crimes nem permitem atribuir a Wanderley a autoria das intimidações relatadas.

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Anec reduz previsão de exportação de soja em outubro e eleva a de milho; saiba os números

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de exportação de soja do Brasil em outubro para 6,40 milhões de toneladas, ante 6,55 milhões de toneladas projetadas na semana anterior, recuo de 2,2%. O volume é equivalente ao embarcado em outubro de 2025, conforme relatório semanal da entidade, elaborado com dados da Cargonave.

Para o milho, a previsão de embarques foi elevada para 6,87 milhões de toneladas, ante 6,41 milhões de toneladas estimadas na semana passada, avanço de 7,2%. O volume representa alta de 20,7% em relação às 5,69 milhões de toneladas exportadas em outubro do ano passado. Na comparação com setembro, quando os embarques somaram 5,31 milhões de toneladas, a projeção indica crescimento de 29,3%.

No acumulado de janeiro a outubro, considerando a programação prevista para este mês, as exportações de soja somam 107,80 milhões de toneladas, alta de 6,2% em relação aos 101,48 milhões de toneladas registrados no mesmo período de 2025. Para o milho, o volume chega a 26,34 milhões de toneladas, queda de 11,2% ante as 29,64 milhões de toneladas embarcadas no intervalo correspondente do ano passado.

Farelo de soja e outros produtos

A estimativa de exportação de farelo de soja em outubro foi reduzida para 2,52 milhões de toneladas, ante 2,55 milhões de toneladas na semana anterior, recuo de 1,4%. Apesar da revisão, o volume projetado é 45,9% superior às 1,73 milhão de toneladas exportadas em outubro de 2025.

Entre janeiro e outubro, os embarques de farelo de soja devem alcançar 21,83 milhões de toneladas, crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Para o DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, a programação permanece em 49 mil toneladas em outubro, acima das 29,2 mil toneladas exportadas no mesmo mês de 2025. Já a estimativa para o sorgo caiu de 1,52 milhão para 1,47 milhão de toneladas.

Considerando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para outubro totalizam 17,31 milhões de toneladas, alta de 1,4% em relação à previsão da semana anterior e de 25% na comparação anual.

Embarques semanais avançam

Na programação entre 18 e 24 de outubro, os embarques de soja somam 1,61 milhão de toneladas, avanço de 30,4% ante as 1,24 milhão de toneladas previstas para a semana de 11 a 17 de outubro.

Para o milho, o line-up semanal indica 1,84 milhão de toneladas, alta de 51,2% em relação às 1,22 milhão de toneladas da semana anterior. No farelo de soja, a programação chega a 699,1 mil toneladas, crescimento de 70,4% ante as 410,4 mil toneladas anteriores.

Em sentido contrário, os embarques de sorgo recuam 48%, para 230,7 mil toneladas, ante 443,7 mil toneladas na semana precedente.

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Entre os portos com maior volume de soja programado para a semana estão Santos, com 480,9 mil toneladas; Paranaguá, com 465,7 mil toneladas; Rio Grande, com 326 mil toneladas; São Luís/Itaqui, com 128,6 mil toneladas; e São Francisco do Sul, com 110 mil toneladas.

No milho, Santos lidera a programação, com 799,5 mil toneladas, seguido por Barcarena, com 412,1 mil toneladas; Santarém, com 137,8 mil toneladas; Paranaguá, com 125 mil toneladas; e Vitória, com 124,9 mil toneladas.

Para o farelo de soja, os maiores volumes estão previstos para Santos, com 249,9 mil toneladas; Paranaguá, com 242,2 mil toneladas; e Rio Grande, com 180 mil toneladas.

Na semana de 11 a 17 de outubro, os embarques de soja somaram 1,24 milhão de toneladas, liderados por Rio Grande, com 335,6 mil toneladas, seguido por Paranaguá, com 265,7 mil toneladas; Santos, com 197,2 mil toneladas; e São Luís/Itaqui, com 178 mil toneladas.

No milho, o volume semanal foi de 1,22 milhão de toneladas, com destaque para Santos, que embarcou 447 mil toneladas, Barcarena, com 323 mil toneladas, e Santarém, com 209,7 mil toneladas. Os embarques de farelo de soja totalizaram 410,4 mil toneladas, com Paranaguá, com 118,1 mil toneladas, e Santos, com 114,7 mil toneladas, entre os principais portos.

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China lidera compras de soja brasileira

No acumulado de janeiro a setembro, a China permaneceu como principal destino da soja brasileira, respondendo por 70% dos embarques. Na sequência aparecem Espanha, com 4%, e Tailândia, Turquia e Paquistão, com 3% cada.

Para o milho, o Egito lidera as compras, com 25% do volume exportado, seguido por Irã, com 14%, e Vietnã, com 10%.

No caso do farelo de soja, a Indonésia responde por 17% dos embarques, enquanto Holanda e Tailândia representam 11% cada. O Irã aparece na sequência, com 10%.

A Anec ressalta que as estimativas são baseadas na programação de embarques e podem sofrer alterações em função das condições operacionais dos portos e de outros fatores logísticos.

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De “mensalinho” ao DAE: veja tudo o que se sabe sobre a operação que investiga ações de Wanderley em VG

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Depoimentos citam ofertas de dinheiro e promessa de pagamentos ligados a uma eventual concessão da autarquia

A permanência de Wanderley Cerqueira (MDB) na presidência da Câmara de Várzea Grande está no centro da Operação Cathedra, deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (20). A investigação apura se o apoio ao parlamentar foi negociado mediante ofertas de dinheiro, distribuição de cargos e pressão sobre vereadores.

Em depoimento, o vereador Caio Cordeiro afirmou que Wanderley lhe ofereceu R$ 100 mil para votar em sua reeleição. Segundo o relato, o dinheiro estaria em uma sacola, em um escritório na residência da mãe do presidente da Câmara. Caio disse ter recusado a proposta.

O parlamentar também relatou uma oferta de R$ 10 mil mensais e afirmou que Wanderley mencionou a possibilidade de distribuir aproximadamente R$ 500 mil por vereador caso uma concessão ou privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) fosse concretizada. Os valores são citados em depoimentos e ainda não representam pagamentos comprovados.

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Outra frente da apuração envolve relatos de cartas de renúncia e gravações clandestinas que teriam sido usadas para assegurar apoio ao grupo. Os investigadores também apuram uma suposta articulação para cassar a prefeita Flávia Moretti, que, conforme um dos depoimentos, poderia favorecer a chegada de Wanderley ao Executivo.

A eleição que reconduziu o emedebista ao comando da Câmara, por 12 votos a 11, ocorreu em maio e foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal por antecipação irregular. A operação investiga possíveis crimes nas negociações políticas e teve buscas e apreensões, sem mandados de prisão nesta fase.

Wanderley negou irregularidades, afirmou estar com a consciência tranquila e se colocou à disposição da Justiça. Também declarou desconhecer os motivos da operação e defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas.

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