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21 de outubro de 2026

Business

Colheita do trigo no Paraná avança para 82%, com perdas de qualidade

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A colheita do trigo no Paraná alcançava 82% da área na terça-feira (20), ante 75% na semana anterior, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado. O avanço da retirada do cereal ocorre na fase final da safra, em um cenário de atrasos, perdas de qualidade e redução do potencial produtivo em parte das áreas.

De acordo com o Deral, 45% das lavouras de trigo estão em boas condições, 42% em condição média e 13% em situação ruim. Nas áreas ainda por colher, 30% estão em frutificação e 70% em maturação. O departamento informou que as condições climáticas têm afetado a colheita e, em algumas áreas, a qualidade do produto ficou abaixo das exigências do mercado, com redução da rentabilidade. Segundo o órgão, há situações em que a produção não deverá cobrir os custos da safra.

No milho de verão 2026/27, o plantio atingiu 86% da área prevista no Estado, ante 84% na semana passada. As lavouras já implantadas apresentam, de modo geral, boa germinação, mas o excesso de água, a baixa luminosidade e os ventos fortes têm retardado o desenvolvimento inicial e comprometido o potencial produtivo em áreas pontuais.

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O Deral apontou que 81% das lavouras de milho estão em boas condições, 18% em condição média e 1% em condição ruim. Do total, 5% estão em germinação e 95% em desenvolvimento vegetativo. O departamento alertou que a continuidade das chuvas poderá comprometer o andamento da safra e reduzir a janela disponível para a implantação das culturas de segunda safra.

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Na soja 2026/27, o plantio avançou para 47% da área prevista, ante 39% há sete dias. O Deral informou que o ritmo segue lento em grande parte do Paraná por causa do excesso de chuvas, do encharcamento do solo e da dificuldade de entrada de máquinas nas áreas.

Segundo o Deral, as lavouras de soja estão 93% em boas condições e 7% em condição média, nas fases de germinação (22%) e desenvolvimento vegetativo (78%). O departamento informou ainda que o encharcamento das áreas e o acúmulo de água nas curvas de nível têm provocado perdas localizadas, além de assoreamento e erosão em alguns pontos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Safra de café 2027/28 começa bem, mas calor intenso e El Niño preocupam produtores

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O início da safra brasileira de café 2027/28 apresenta condições favoráveis, com floradas dentro do esperado e bom pegamento dos frutos na maior parte das regiões produtoras. No entanto, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o calor intenso e a possibilidade de atuação do El Niño nos próximos meses preocupam os cafeicultores.

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De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar dos resultados positivos até o momento, o ciclo ainda está em fase inicial. A principal preocupação é que as temperaturas elevadas comprometam o desenvolvimento dos frutos, provocando abortamento e possíveis perdas na produção.

No Cerrado Mineiro, colaboradores consultados pelo Centro relatam que as pancadas de chuva têm sido seguidas por períodos de sol forte e calor intenso. Diante dessas condições, a avaliação é de que o resultado efetivo do pegamento dos frutos só poderá ser confirmado por volta de dezembro.

Na região da Paulista, produtores também demonstram preocupação com a possibilidade de que o calor intenso, associado à atuação do El Niño, provoque abortamento dos frutos nas próximas semanas.

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Chuvas ajudam a sustentar desenvolvimento da safra

Apesar dos riscos climáticos, as chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café têm contribuído para a sustentação dos frutos nos pés.

Segundo o Cepea, a disponibilidade de umidade até o momento favorece o desenvolvimento inicial da safra 2027/28, mantendo as perspectivas positivas para a produção.

Entretanto, os pesquisadores ressaltam que as condições climáticas dos próximos meses serão determinantes para confirmar o potencial produtivo da temporada, especialmente diante do risco de períodos prolongados de calor intenso.

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Exportações de carne bovina de MT caem 29,69% em um ano com retração da China

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Mato Grosso exportou 69,60 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de carne bovina em setembro de 2026, queda de 29,69% em relação ao mesmo mês do ano passado. O recuo ocorreu em meio à forte redução das compras chinesas, após o esgotamento da cota de exportação destinada ao país asiático, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na comparação mensal, o volume embarcado também diminuiu. Em relação a agosto, as exportações recuaram 3,74%, refletindo as dificuldades para manter o ritmo das vendas diante das restrições no principal mercado da carne bovina mato-grossense.

A mudança no fluxo comercial aparece na participação da China. Em setembro de 2025, o país asiático respondeu por 61,08% das exportações estaduais. Um ano depois, essa fatia caiu para 6,65%, alterando a distribuição dos embarques entre os compradores internacionais.

Com a redução das compras chinesas, os Estados Unidos passaram a ocupar a primeira posição entre os destinos da carne bovina de Mato Grosso. O país importou 11,84 mil TEC em setembro, avanço de 10,53% em relação a agosto. O resultado foi favorecido pela ampliação temporária da cota sujeita a tarifas reduzidas.

O Chile ficou em segundo lugar, com 9,37 mil TEC, volume 5,44% superior ao registrado no mês anterior. Conforme o Imea, apesar do avanço desses mercados, a expansão das vendas para outros destinos não foi suficiente para compensar a retração dos embarques à China.

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China perde espaço e altera o perfil das exportações

Em setembro, as compras chinesas de carne bovina mato-grossense somaram 4,63 mil TEC. O volume foi 42,41% menor que o de agosto e 92,34% inferior ao registrado em setembro de 2025, evidenciando a dimensão da redução dos negócios com o principal destino histórico do produto.

O esgotamento da cota de exportação ajuda a explicar esse movimento e a perda de participação do mercado chinês. A mudança também expõe a influência das condições de acesso aos mercados internacionais sobre o desempenho das vendas externas do estado.

Sem considerar a China, as exportações mato-grossenses cresceram 1,10% em setembro, na comparação com agosto. Em relação ao mesmo período de 2025, a alta chegou a 68,65%, indicando que outros compradores ampliaram sua presença na pauta exportadora.

Esse avanço, porém, destaca o Instituto, não eliminou o efeito da retração chinesa sobre o resultado total. Mesmo com a expansão dos embarques para outros países, Mato Grosso encerrou setembro com volumes inferiores aos observados tanto no mês anterior quanto um ano antes.

Pecuaristas enfrentam dificuldades para comercializar animais

A redução das exportações ocorre em um cenário de dificuldades adicionais para a pecuária mato-grossense. Além do esgotamento da cota de exportação para a China, os embarques de carne bovina para a União Europeia estão interrompidos desde 3 de setembro, restringindo as alternativas de comercialização no mercado externo.

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Ao mesmo tempo, os frigoríficos de Mato Grosso operam com escalas de abate mais alongadas, enquanto aumenta a diferença entre os preços pagos pelo boi gordo no estado e em São Paulo. Esse conjunto de fatores amplia a pressão sobre os pecuaristas que buscam compradores para os animais.

Diante desse cenário, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) anunciou nesta semana que irá solicitar ao governo estadual a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com bovinos. Como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, a entidade pretende ampliar as possibilidades de venda para produtores que enfrentam dificuldades para comercializar o gado dentro do estado.

A proposta busca facilitar a saída de animais para outros mercados estaduais em um momento de restrições nas exportações de carne bovina, escalas de abate alongadas e diferenças crescentes de preços entre Mato Grosso e São Paulo. A redução do imposto é apresentada pela Acrimat como uma medida para ampliar as alternativas comerciais disponíveis aos pecuaristas mato-grossenses. “Entendemos que esta medida dará mais fôlego e liquidez nas vendas de animais nas regiões produtoras prejudicadas”, afirma o presidente Luís Fernando Conte.


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demanda fraca da indústria limita preços, apesar da retomada das exportações

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Os preços do arroz em casca seguem praticamente estáveis no Rio Grande do Sul, mesmo com a retomada das compras destinadas à exportação. Segundo análise divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a demanda enfraquecida da indústria brasileira tem limitado a valorização do cereal.

De acordo com os pesquisadores, as aquisições voltadas ao mercado externo deram sustentação principalmente aos lotes de arroz com menor rendimento de beneficiamento. Entretanto, as negociações apresentam comportamentos distintos entre as regiões produtoras e os padrões de qualidade do grão.

No mercado interno, as indústrias demonstram pouco interesse em ampliar as compras diante da baixa saída do arroz beneficiado. Em alguns casos, compradores relatam queda nos preços do fardo, o que reduz as margens para reajustes na matéria-prima.

Outro fator que limita as negociações é o nível de abastecimento das empresas. Parte das indústrias ainda conta com estoques adquiridos nas semanas anteriores e, mesmo diante de necessidades pontuais de reposição, evita elevar as ofertas.

Segundo o Cepea, os compradores preferem aguardar uma definição mais clara do comportamento do mercado antes de ampliar as aquisições.

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Plantio da nova safra influencia negociações

Do lado da oferta, parte dos produtores de arroz está concentrada na implantação da nova safra, o que também influencia o ritmo de comercialização.

De acordo com o Cepea, as vendas têm ocorrido principalmente para cobrir despesas correntes das propriedades e os custos relacionados ao plantio.

Já os produtores com maior disponibilidade financeira demonstram resistência em negociar nos atuais patamares de preços, optando por manter o produto armazenado.

Com isso, o mercado gaúcho segue marcado pela baixa movimentação da demanda doméstica, enquanto as compras para exportação oferecem sustentação a determinados lotes, sem provocar uma valorização generalizada das cotações.

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