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21 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Tratamento industrial alcança 36,3% das vendas de sementes de soja em pesquisa e destaca importância das tecnologias de revestimento – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

Segurança e precisão no tratamento de sementes começam antes da semeadura. Nesse contexto, o Tratamento de Sementes Industrial (TSI) ganha importância por concentrar a aplicação de insumos em estruturas especializadas, com equipamentos e parâmetros capazes de aumentar o controle sobre dosagem, mistura e distribuição dos produtos.

Um estudo da Embrapa Soja, realizado com 61 empresas produtoras de sementes de soja de 12 estados brasileiros, mostra a dimensão que o tratamento industrial já alcançou no setor.

Na safra 2022/2023, 36,3% do volume comercializado de sementes pelas empresas participantes era tratado via TSI. Entre as vantagens apontadas estão o menor risco de exposição aos produtos utilizados, a maior precisão nas doses aplicadas e a melhor qualidade e homogeneidade do recobrimento das sementes.

Resultados práticos de qualidade e homogeneidade

A pesquisa também cita uma avaliação de 150 amostras de sementes, na qual aquelas submetidas ao TSI apresentaram tendência a melhores resultados de qualidade e homogeneidade em comparação às tratadas na propriedade (on farm), especialmente, em aspectos como recobrimento e assertividade de dose.

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Nesse contexto, a industrialização também reduz a necessidade de manipulação dos produtos na propriedade e promove maior padronização entre os lotes. Isso não elimina a necessidade de boas práticas, do uso de equipamentos de proteção e do cumprimento das recomendações técnicas, mas acrescenta controle a uma etapa crítica da produção.

“O avanço do TSI acompanha a necessidade do aumento do controle e da padronização da aplicação dos produtos. Quanto maior o controle sobre a aplicação, menor a variabilidade do processo e maior a consistência do tratamento”, afirma Milton Ribeiro, COO da Laborsan Agro.

Aspectos complementares à aplicação

Depois do tratamento, as sementes ainda passam por movimentação, armazenamento, transporte e semeadura. Por isso, junto com a precisão da aplicação, características como cobertura, aderência, secagem e resistência à abrasão também influenciam a manutenção da qualidade do recobrimento.

A Laborsan Agro atua nessa etapa com tecnologias voltadas ao revestimento de sementes. A empresa desenvolve soluções para Film Coating, com polímeros e pós secantes que auxiliam na aderência dos produtos aplicados, na secagem e na fluidez das sementes.

“Não basta aplicar os insumos de forma precisa. É importante que o tratamento mantenha sua qualidade durante as etapas seguintes, até a chegada da semente ao plantio. Por isso, aderência e resistência do recobrimento também fazem parte de um TSI eficiente”, explica Milton Ribeiro, COO da Laborsan Agro.

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Para a companhia, a evolução do TSI exige que segurança operacional, precisão da aplicação e qualidade do recobrimento sejam consideradas em conjunto. A combinação de processos controlados com tecnologias voltadas à manutenção do recobrimento contribui para reduzir variações ao longo do tratamento.

Sobre a Laborsan Agro

A Laborsan Agro é uma empresa brasileira com quase 30 anos de experiência, especializada no desenvolvimento e comercialização de tecnologias para o setor de insumos do agronegócio. Seu portfólio inclui polímeros e pós secantes para revestimento de sementes por meio da tecnologia Film Coating e conta com outras soluções destinadas aos processos de tratamento e beneficiamento de sementes.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Colheita dos EUA pressiona soja e milho e limita reação dos preços – MAIS SOJA

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O avanço da colheita nos Estados Unidos mantém a pressão sobre os preços da soja e do milho, apesar da retomada das compras chinesas de soja americana. No Brasil, o plantio da oleaginosa está em linha com a média histórica, e a previsão de chuvas até janeiro favorece a produção e a semeadura da safrinha de milho. Para a Biond Agro, a combinação de oferta elevada e clima favorável reduz o espaço para uma recuperação consistente das cotações nos próximos meses.

Na Bolsa de Chicago, a soja para novembro fechou a 1.260,50 centavos de dólar por bushel em 16 de outubro, com queda de 2,4% na semana. O milho para dezembro recuou 1,1%, para 474,25 centavos de dólar por bushel.

“A compra chinesa ajuda a limitar as perdas, mas não tem força para novas altas no mercado. Enquanto a colheita americana avançar e a safra brasileira mantiver boas perspectivas, a tendência é de pressão sobre as cotações”, avalia Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Qualidade da soja americana entra no radar

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O USDA elevou de 123,4 milhões para 124,2 milhões de toneladas a estimativa de produção de soja dos Estados Unidos na safra 2026/27. A produtividade projetada, de 3,57 toneladas por hectare, é recorde.

Com a colheita ganhando ritmo, os primeiros resultados confirmam uma safra volumosa. A preocupação agora está na qualidade dos grãos: o excesso de chuva em Iowa provocou relatos de mofo e grãos brotados, embora ainda não haja indicação de impacto relevante sobre o volume produzido.

“Uma quebra de produtividade ou problemas mais amplos de qualidade poderiam mudar as expectativas. Por enquanto, porém, a oferta americana continua sendo o principal fator de pressão sobre os preços”, afirma Isabella .

Plantio no Brasil favorece a safrinha de 2027

A soja brasileira alcançou 15,6% da área prevista até 9 de outubro, ante 15,2% na média dos últimos cinco anos. A volta das chuvas no Centro-Oeste acelerou os trabalhos, com Mato Grosso à frente do ritmo nacional.

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As projeções indicam precipitações regulares no Centro-Oeste e no Matopiba até janeiro, cenário que favorece o desenvolvimento das lavouras e uma colheita antecipada. Isso também abre espaço para o plantio do milho safrinha dentro da janela ideal. No Paraná, porém, o excesso de chuva tem dificultado as operações e provocado falhas de germinação e replantio.

“O plantio no calendário e a previsão de chuvas regulares favorecem a safra brasileira. Sem problemas climáticos relevantes, fica mais difícil sustentar uma alta da soja”, diz a analista.

Compras da China não compensam aumento da oferta

A demanda chinesa tem limitado parte das perdas, mas não neutraliza a pressão da colheita americana. A partir de janeiro, a entrada da soja brasileira deve ampliar a oferta, enquanto boa parte das compras chinesas nos Estados Unidos já terá ocorrido.

Nesse cenário, a Biond Agro vê espaço para altas pontuais, mas recomenda aproveitar eventuais recuperações em Chicago para fixar gradualmente parte da produção. Uma mudança mais consistente dependeria de problemas na safra americana, falta de chuva nas regiões produtoras brasileiras ou alterações na política comercial chinesa.

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Milho tem oferta confortável e favorece armazenamento

No Brasil, a comercialização do milho segue lenta, com compradores cautelosos à espera do segundo turno das eleições e de condições mais favoráveis de crédito externo. A Conab projeta produção de 148 milhões de toneladas na safra 2026/27, acima dos 144,5 milhões estimados para o ciclo anterior.

Na B3, o contrato de março de 2027 estava R$9,15 por saca acima do vencimento de novembro, em 16 de outubro. A diferença favorece produtores com capacidade de armazenagem e sem necessidade imediata de vender.

“No curto prazo, não há um fator claro que sustente a alta do milho. A recomendação é acompanhar a curva da B3 e aproveitar eventuais recuperações para fixar preços aos poucos, especialmente para a safrinha de 2027”, conclui Isabella Pliego.

Sobre a Biond Agro

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Empresa especializada em gestão e comercialização de grãos para o produtor brasileiro, originária de um grupo de companhias com 25 anos de experiência (Fyo, CRESUD e Brasil Agro). Compreendendo os números e especificidades do negócio e como interagir com os mercados. A Biond Agro desenha estratégias de comercialização e execução de negócios, profissionalizando a gestão de riscos para tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Safra recorde de soja no Brasil pressiona preços em Chicago; veja as cotações na abertura do mercado

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A expectativa de uma safra recorde de soja no Brasil em 2026/27 e o avanço do plantio no país estão entre os fatores que pressionam as cotações da oleaginosa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (21). Os contratos futuros operam em queda, ampliando as perdas da sessão anterior, segundo análise da consultoria Safras & Mercado.

Além da perspectiva de maior oferta brasileira, o clima favorável à colheita nos Estados Unidos contribui para a desvalorização dos contratos. O avanço dos trabalhos no campo aumenta a disponibilidade do grão e estimula as vendas por parte dos fundos especulativos.

Por outro lado, a valorização do petróleo e a retomada das compras de soja norte-americana pela China ajudam a limitar quedas mais expressivas.

Por volta das 8h desta quarta-feira, os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,44 1/4 por bushel, recuo de 4 centavos de dólar, equivalente a 0,32%, em relação ao fechamento anterior.

Colheita nos Estados Unidos amplia pressão sobre os preços

A soja encerrou a terça-feira (20) em baixa na Bolsa de Chicago, com as cotações atingindo os menores níveis em dois meses.

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O movimento foi influenciado pelo avanço da colheita norte-americana e pela previsão de continuidade das condições climáticas favoráveis aos trabalhos no campo.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de soja alcançou 64% da área cultivada até 18 de outubro, ante 46% na semana anterior.

O percentual ficou ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, de 65%, e das expectativas do mercado.

Na sessão de terça-feira, os contratos com entrega em novembro fecharam cotados a US$ 12,48 1/4 por bushel, queda de 0,41%. Já a posição janeiro encerrou a US$ 12,63 1/2 por bushel, também com recuo de 0,41%.

China amplia compras de soja brasileira em 2026

Apesar da pressão sobre as cotações internacionais, a demanda chinesa continua sendo um fator de sustentação para o mercado.

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Dados da Administração Geral de Alfândegas da China, divulgados pela Reuters, mostram que o país asiático importou 65,84 milhões de toneladas de soja brasileira entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em setembro, entretanto, as compras chinesas do Brasil somaram 10,7 milhões de toneladas, queda de 2,4% na comparação com as 10,96 milhões de toneladas registradas no mesmo mês de 2025.

No total, a China importou 11,88 milhões de toneladas de soja em setembro, redução de 7,7% na comparação anual.

Compras chinesas de soja dos EUA voltam a crescer

A retomada das aquisições de soja norte-americana pela China também está no radar dos investidores.

Em setembro, o país asiático importou 360.878 toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos, ante volume zero no mesmo período de 2025. O movimento reflete a chegada de cargas adquiridas após o acordo comercial firmado entre Pequim e Washington em outubro do ano passado.

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Além disso, exportadores privados norte-americanos comunicaram ao USDA a venda de 612 mil toneladas de soja à China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Apesar da retomada recente, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos acumulam queda de 34% entre janeiro e setembro, totalizando 11,06 milhões de toneladas.

Segundo a Agência Safras, os sinais de recuperação da demanda chinesa ainda não são suficientes para compensar a pressão provocada pelo avanço da colheita norte-americana e pela perspectiva de maior oferta global.

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Sustentabilidade

Algodão fecha em alta em NY com fraqueza do dólar, mas queda do petróleo limita ganhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos.

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,88 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,75 centavo, ou de 0,93%. Março/2027 fechou a 84,18 centavos, alta de 0,75 centavo, ou de 0,89%.

A fraqueza do dólar ante outras divisas, fator que beneficia as commodities cotadas na moeda norte-americana, puxou as cotações futuras do algodão no dia.

Por outro lado, a queda do petróleo limitou maiores ganhos para o mercado, pois reduz a competitividade da fibra natural em relação às sintéticas.

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de algodão. Segundo o USDA, até 18 de outubro, 35% estavam entre boas e excelentes, 28% em situação regular e 37% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior (11 de outubro), eram 34%, 30% e 36%, respectivamente.

O Comitê Internacional do Algodão (Icac) projeta que a produção mundial da fibra totalizará 25,817 milhões toneladas na temporada 2026/2027, ante 26,942 milhões na safra 2025/26, conforme a estimativa de setembro divulgada pela entidade.

O consumo mundial de algodão deve totalizar 25,999 milhões de toneladas na safra 2026/2027. Para 2025/2026, foram 25,815 milhões de toneladas.

As exportações para 2026/2027 foram projetadas em 9,708 milhões de toneladas, ante 9,935 milhões da temporada 2025/2026.

Já os estoques finais para 2026/2027 foram previstos em 17,638 milhões de toneladas. Na temporada 2025/26, o número foi de 17,821 milhões de toneladas.

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Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Agência Safras)

Site: Agência Safras

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