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20 de outubro de 2026

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Soja sobe em Chicago com compras técnicas e alta do petróleo

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A sessão eletrônica da Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o intervalo com alta para a soja e o óleo e queda para o farelo. O grão é sustentado por compras técnicas, sinais de retomada da demanda chinesa e valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio, após o Irã informar que outro petroleiro atingiu uma mina no Estreito de Ormuz.

Limitando a valorização, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita da soja havia alcançado 64% da área até 18 de outubro. Na semana anterior, em 11 de outubro, o índice era de 46%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 65%. O percentual referente ao mesmo período do ano passado não estava disponível.

Os contratos futuros da soja com vencimento em novembro de 2026 eram negociados a US$ 12,57½ por bushel, alta de 4 centavos de dólar por bushel, ou 0,31%. A posição de janeiro de 2027 tinha cotação de US$ 12,72½ por bushel, avanço de 3,75 centavos de dólar por bushel, equivalente a 0,29%.

Entre os derivados, o farelo de soja para dezembro de 2026 recuava US$ 1,70 por tonelada, ou 0,47%, negociado a US$ 353,10 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em dezembro de 2026 avançava 0,64 centavo de dólar por libra-peso, alta de 0,95%, cotado a 67,33 centavos de dólar por libra-peso.

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petróleo e dólar sustentam preços em Chicago 

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) chegou ao intervalo com preços mais altos para os contratos de milho. 

Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 operaram cotados a US$ 4,67 3/4 por bushel, o que representa um avanço de 0,75 centavos, ou 0,16% em relação ao fechamento anterior. 

Já os contratos com entrega em março de 2026 operaram com alta de 1,50 centavo, ou 0,31% em relação ao fechamento do último pregão, cotados a US$ 4,82 1/4 por bushel.

O mercado foi sustentado pelo avanço das cotações do petróleo em Nova York e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas correntes. 

Além disso, de acordo com a consultoria Safras & Mercado, um movimento de recuperação técnica auxiliou o movimento de alta.

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Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 operaram cotados a US$ 4,67 3/4 por bushel, o que representa um avanço de 0,75 centavos, ou 0,16% em relação ao fechamento anterior. 

Já os contratos com entrega em março de 2026 operaram com alta de 1,50 centavo, ou 0,31% em relação ao fechamento do último pregão, cotados a US$ 4,82 1/4 por bushel.

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Soja, milho e algodão têm custos pressionados e margens mais estreitas em Mato Grosso

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Os custos de produção da soja, do milho e do algodão seguem pressionando o orçamento dos produtores de Mato Grosso na safra 2026/27, embora o comportamento das despesas varie entre as culturas. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados em boletim semanal, mostram aumento anual dos custos da soja e do milho e uma pequena redução mensal nas despesas do algodão, que mantém elevado o preço necessário para cobrir os gastos operacionais.

Na soja, o custo total projetado chegou a R$ 8.210,31 por hectare em outubro de 2026, alta de 6,96% em relação à safra anterior. No milho, o custo operacional efetivo (COE) alcançou R$ 5.508,23 por hectare, avanço anual de 14,61%. Já no algodão, o COE foi estimado em R$ 15.239,62 por hectare, com recuo de 0,07% na comparação mensal.

Os números mostram que a análise da rentabilidade vai além da variação dos custos. No milho, por exemplo, a receita bruta estimada supera o desembolso operacional efetivo, mas não cobre o custo operacional total, que inclui depreciações e pró-labore. Na cotonicultura, o preço necessário para pagar as despesas operacionais efetivas atingiu o maior patamar desde a safra 2022/23.

O comportamento dos preços de venda, os níveis de produtividade e o controle das despesas serão determinantes para o resultado financeiro das três atividades ao longo do próximo ciclo.

Mecanização pesa no orçamento da soja

A pressão sobre os custos da soja está relacionada, principalmente, às despesas com a condução das lavouras. As operações mecanizadas tiveram aumento de 23,85% entre as safras 2025/26 e 2026/27, movimento que o Imea associa aos reflexos dos conflitos no Oriente Médio. Os defensivos agrícolas também encareceram, com alta de 10,10%.

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Na avaliação do orçamento da próxima safra, a redução de 21,96% no preço das sementes foi um dos poucos fatores que ajudaram a conter a elevação das despesas. Ainda assim, o efeito não foi suficiente para neutralizar a pressão dos demais componentes.

O cenário exige atenção também pelo lado da produtividade. Os riscos associados ao El Niño podem afetar o rendimento das lavouras e, consequentemente, o volume disponível para comercialização. Com despesas maiores, uma produção menor pode limitar a receita obtida por hectare.

Nesse contexto, a comercialização ganha peso no planejamento da safra. A combinação entre custo elevado e possível redução de produtividade torna o preço recebido pela soja um fator importante para a composição do resultado econômico do produtor.

Milho exige receita maior para cobrir todos os custos

No milho, a principal questão está na diferença entre o faturamento previsto e o custo necessário para manter a atividade. A receita bruta estimada para a safra 2026/27 é de R$ 5.824,88 por hectare, considerando a produtividade de 119,64 sacas por hectare e o preço médio de R$ 48,69 por saca registrado em setembro.

Embora esse faturamento seja suficiente para cobrir o custo operacional efetivo, a situação muda quando são incluídas as depreciações e a remuneração do produtor pelo trabalho na propriedade. Com esses componentes, o custo operacional total chega a R$ 6.070,09 por hectare, superando a receita projetada.

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A diferença evidencia que cobrir as despesas diretamente ligadas à produção não significa necessariamente obter rentabilidade. Mesmo com a receita acima do COE, o resultado estimado fica negativo quando considerado o custo operacional total.

O Imea alerta que a margem pode sofrer pressão adicional caso a produtividade fique abaixo da expectativa ou o preço de venda recue. Para o produtor, acompanhar esses dois fatores será importante para avaliar os riscos financeiros e definir a estratégia de comercialização do cereal.

Algodão precisa de preço recorde desde 2022/23 para cobrir o COE

Na cotonicultura, a pequena redução mensal dos custos não alterou o patamar de preço necessário para pagar as despesas operacionais. O valor mínimo calculado pelo Imea para cobrir o COE chegou a R$ 119,61 por arroba, considerando a produtividade média projetada de 127,41 arrobas por hectare.

Esse nível de preço é o mais alto registrado para o indicador desde a safra 2022/23. O dado dimensiona o volume de receita que o produtor precisa obter com a comercialização da pluma para fazer frente aos desembolsos operacionais, mesmo após o recuo observado entre agosto e setembro.

A composição das despesas ajuda a explicar por que a redução foi limitada. A queda nos gastos com defensivos foi parcialmente compensada pelo avanço dos custos de operações mecanizadas (+1,09%) e de arrendamento (+1,59%), dois itens que continuam pressionando o orçamento da cultura.

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Diante desse cenário, o controle dos gastos e o planejamento das vendas permanecem centrais para a gestão da atividade. A evolução dos preços recebidos pela pluma será determinante para verificar se a receita obtida na safra será suficiente para cobrir os custos operacionais e preservar as margens do cotonicultor.


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Seminário em Umuarama destaca avanço da produção de alho no Noroeste do Paraná

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O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) realiza nesta quinta-feira (22), em Umuarama, o Seminário de Produtores de Alho, voltado a produtores rurais, técnicos e profissionais do setor. O encontro ocorre das 9h às 15h30 no Auditório da Sociedade Rural do município e acompanha a expansão da cultura no Noroeste do estado, onde área, produção e valor gerado cresceram entre 2024 e 2025.

A escolha de Umuarama para sediar o seminário está ligada ao avanço da atividade na região. Em um ano, o valor da produção passou de R$ 128,8 mil, em 2024, para R$ 2,2 milhões, em 2025. No mesmo período, o volume colhido subiu de 8 para 128 toneladas, enquanto a área plantada avançou de 3 para 15 hectares.

Segundo o engenheiro agrônomo e técnico do IDR-Paraná, Ednilson Simone, o crescimento da cultura reforça a necessidade de preparar os produtores para ampliar a produtividade, aprimorar o manejo e conquistar espaço no mercado. A programação inclui palestras sobre valorização comercial do alho e orientações técnicas para o cultivo.

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Um dos destaques do evento será o Projeto Alho Livre de Vírus, desenvolvido pelo IDR-Paraná e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A iniciativa incentiva o plantio com sementes livres de vírus, com maior potencial produtivo. De acordo com Ednilson, o uso sucessivo de dentes retirados do próprio bulbo pode acumular viroses e comprometer o desempenho da lavoura.

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Para ampliar o acesso à tecnologia, sementes livres de vírus são repassadas a organizações de produtores, que fazem a multiplicação em estufas protegidas por telas antiafídeos. Segundo o IDR-Paraná, lavouras implantadas com alho contaminado costumam produzir de 4 a 5 toneladas por hectare, enquanto o cultivo com alho livre de vírus pode alcançar cerca de 10 toneladas por hectare.

Na safra de 2026, 23 produtores cooperados cultivaram alho livre de vírus, com resultados de 8 a 10 quilos colhidos para cada quilo de semente plantado. Para a safra de 2027, a expectativa é ampliar a participação para 30 produtores na região de Umuarama.

Durante o seminário, também serão apresentadas técnicas de produção, colheita e pós-colheita, além dos resultados obtidos na região e no Paraná no âmbito da cooperação entre Embrapa e IDR-Paraná. A programação terá participação de engenheiros agrônomos e técnicos do IDR-Paraná, representantes da Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA) e do pesquisador Francisco Vilela, da Embrapa.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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