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Dia de Campo em Cambará apresenta variedades de banana e manejo fitossanitário

Novas variedades de banana e o manejo de problemas fitossanitários da bananicultura foram os principais temas do Dia de Campo de Fruticultura realizado em Cambará, no início deste mês. As atividades reuniram cerca de 150 produtores, técnicos e estudantes na Estação de Pesquisa Luiz Natal Bonin, do IDR-Paraná, com foco na troca de experiências e na difusão de tecnologias para o setor.
Durante o evento, o engenheiro agrônomo Fernando Teixeira de Oliveira apresentou o desempenho das cultivares de banana Carvoeira, Noninha, Prata Catarina, Nanicão Corupá e Belluna. O material foi avaliado sob as condições de solo e clima do Paraná e integra um trabalho desenvolvido a partir de Acordo de Cooperação Técnica entre IDR-PR e Epagri-SC.
Promovido pelo IDR-Paraná em parceria com o Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Mohamad Ali Hamzé, o Colégio Agrícola de Cambará, o encontro teve como proposta aproximar pesquisa e extensão rural das demandas do setor produtivo. Na programação, foram apresentadas experiências, tecnologias e estratégias de manejo aplicadas à fruticultura.
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O chefe da Estação de Pesquisa, Marcos Francisco Rosa, mostrou a experiência de implantação da Vitrine Tecnológica de Banana, com destaque para desafios, aprendizados e resultados do trabalho. O extensionista Sebastião Bellettini tratou do monitoramento, identificação e manejo de problemas fitossanitários nos cultivos de banana, com ênfase nas doenças do complexo de Sigatoka, na fusariose e nos nematoides.
A programação também incluiu outras espécies de interesse para a fruticultura regional. Os participantes acompanharam trabalhos com mudas enxertadas de goiaba e o plantio de mudas de acerola.
Segundo o IDR-Paraná, a Vitrine Tecnológica de Fruticultura atua como espaço de demonstração de alternativas produtivas e tecnológicas em condições reais de cultivo, além de apoiar a capacitação de técnicos e estudantes e aproximar o conhecimento da pesquisa e da extensão rural das necessidades dos fruticultores paranaenses.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Soja sobe em Chicago com compras técnicas e alta do petróleo

A sessão eletrônica da Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o intervalo com alta para a soja e o óleo e queda para o farelo. O grão é sustentado por compras técnicas, sinais de retomada da demanda chinesa e valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio, após o Irã informar que outro petroleiro atingiu uma mina no Estreito de Ormuz.
Limitando a valorização, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita da soja havia alcançado 64% da área até 18 de outubro. Na semana anterior, em 11 de outubro, o índice era de 46%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 65%. O percentual referente ao mesmo período do ano passado não estava disponível.
Os contratos futuros da soja com vencimento em novembro de 2026 eram negociados a US$ 12,57½ por bushel, alta de 4 centavos de dólar por bushel, ou 0,31%. A posição de janeiro de 2027 tinha cotação de US$ 12,72½ por bushel, avanço de 3,75 centavos de dólar por bushel, equivalente a 0,29%.
Entre os derivados, o farelo de soja para dezembro de 2026 recuava US$ 1,70 por tonelada, ou 0,47%, negociado a US$ 353,10 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em dezembro de 2026 avançava 0,64 centavo de dólar por libra-peso, alta de 0,95%, cotado a 67,33 centavos de dólar por libra-peso.
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Soja, milho e algodão têm custos pressionados e margens mais estreitas em Mato Grosso

Os custos de produção da soja, do milho e do algodão seguem pressionando o orçamento dos produtores de Mato Grosso na safra 2026/27, embora o comportamento das despesas varie entre as culturas. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados em boletim semanal, mostram aumento anual dos custos da soja e do milho e uma pequena redução mensal nas despesas do algodão, que mantém elevado o preço necessário para cobrir os gastos operacionais.
Na soja, o custo total projetado chegou a R$ 8.210,31 por hectare em outubro de 2026, alta de 6,96% em relação à safra anterior. No milho, o custo operacional efetivo (COE) alcançou R$ 5.508,23 por hectare, avanço anual de 14,61%. Já no algodão, o COE foi estimado em R$ 15.239,62 por hectare, com recuo de 0,07% na comparação mensal.
Os números mostram que a análise da rentabilidade vai além da variação dos custos. No milho, por exemplo, a receita bruta estimada supera o desembolso operacional efetivo, mas não cobre o custo operacional total, que inclui depreciações e pró-labore. Na cotonicultura, o preço necessário para pagar as despesas operacionais efetivas atingiu o maior patamar desde a safra 2022/23.
O comportamento dos preços de venda, os níveis de produtividade e o controle das despesas serão determinantes para o resultado financeiro das três atividades ao longo do próximo ciclo.
Mecanização pesa no orçamento da soja
A pressão sobre os custos da soja está relacionada, principalmente, às despesas com a condução das lavouras. As operações mecanizadas tiveram aumento de 23,85% entre as safras 2025/26 e 2026/27, movimento que o Imea associa aos reflexos dos conflitos no Oriente Médio. Os defensivos agrícolas também encareceram, com alta de 10,10%.
Na avaliação do orçamento da próxima safra, a redução de 21,96% no preço das sementes foi um dos poucos fatores que ajudaram a conter a elevação das despesas. Ainda assim, o efeito não foi suficiente para neutralizar a pressão dos demais componentes.
O cenário exige atenção também pelo lado da produtividade. Os riscos associados ao El Niño podem afetar o rendimento das lavouras e, consequentemente, o volume disponível para comercialização. Com despesas maiores, uma produção menor pode limitar a receita obtida por hectare.
Nesse contexto, a comercialização ganha peso no planejamento da safra. A combinação entre custo elevado e possível redução de produtividade torna o preço recebido pela soja um fator importante para a composição do resultado econômico do produtor.
Milho exige receita maior para cobrir todos os custos
No milho, a principal questão está na diferença entre o faturamento previsto e o custo necessário para manter a atividade. A receita bruta estimada para a safra 2026/27 é de R$ 5.824,88 por hectare, considerando a produtividade de 119,64 sacas por hectare e o preço médio de R$ 48,69 por saca registrado em setembro.
Embora esse faturamento seja suficiente para cobrir o custo operacional efetivo, a situação muda quando são incluídas as depreciações e a remuneração do produtor pelo trabalho na propriedade. Com esses componentes, o custo operacional total chega a R$ 6.070,09 por hectare, superando a receita projetada.
A diferença evidencia que cobrir as despesas diretamente ligadas à produção não significa necessariamente obter rentabilidade. Mesmo com a receita acima do COE, o resultado estimado fica negativo quando considerado o custo operacional total.
O Imea alerta que a margem pode sofrer pressão adicional caso a produtividade fique abaixo da expectativa ou o preço de venda recue. Para o produtor, acompanhar esses dois fatores será importante para avaliar os riscos financeiros e definir a estratégia de comercialização do cereal.
Algodão precisa de preço recorde desde 2022/23 para cobrir o COE
Na cotonicultura, a pequena redução mensal dos custos não alterou o patamar de preço necessário para pagar as despesas operacionais. O valor mínimo calculado pelo Imea para cobrir o COE chegou a R$ 119,61 por arroba, considerando a produtividade média projetada de 127,41 arrobas por hectare.
Esse nível de preço é o mais alto registrado para o indicador desde a safra 2022/23. O dado dimensiona o volume de receita que o produtor precisa obter com a comercialização da pluma para fazer frente aos desembolsos operacionais, mesmo após o recuo observado entre agosto e setembro.
A composição das despesas ajuda a explicar por que a redução foi limitada. A queda nos gastos com defensivos foi parcialmente compensada pelo avanço dos custos de operações mecanizadas (+1,09%) e de arrendamento (+1,59%), dois itens que continuam pressionando o orçamento da cultura.
Diante desse cenário, o controle dos gastos e o planejamento das vendas permanecem centrais para a gestão da atividade. A evolução dos preços recebidos pela pluma será determinante para verificar se a receita obtida na safra será suficiente para cobrir os custos operacionais e preservar as margens do cotonicultor.
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Seminário em Umuarama destaca avanço da produção de alho no Noroeste do Paraná

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) realiza nesta quinta-feira (22), em Umuarama, o Seminário de Produtores de Alho, voltado a produtores rurais, técnicos e profissionais do setor. O encontro ocorre das 9h às 15h30 no Auditório da Sociedade Rural do município e acompanha a expansão da cultura no Noroeste do estado, onde área, produção e valor gerado cresceram entre 2024 e 2025.
A escolha de Umuarama para sediar o seminário está ligada ao avanço da atividade na região. Em um ano, o valor da produção passou de R$ 128,8 mil, em 2024, para R$ 2,2 milhões, em 2025. No mesmo período, o volume colhido subiu de 8 para 128 toneladas, enquanto a área plantada avançou de 3 para 15 hectares.
Segundo o engenheiro agrônomo e técnico do IDR-Paraná, Ednilson Simone, o crescimento da cultura reforça a necessidade de preparar os produtores para ampliar a produtividade, aprimorar o manejo e conquistar espaço no mercado. A programação inclui palestras sobre valorização comercial do alho e orientações técnicas para o cultivo.
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Um dos destaques do evento será o Projeto Alho Livre de Vírus, desenvolvido pelo IDR-Paraná e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A iniciativa incentiva o plantio com sementes livres de vírus, com maior potencial produtivo. De acordo com Ednilson, o uso sucessivo de dentes retirados do próprio bulbo pode acumular viroses e comprometer o desempenho da lavoura.
Para ampliar o acesso à tecnologia, sementes livres de vírus são repassadas a organizações de produtores, que fazem a multiplicação em estufas protegidas por telas antiafídeos. Segundo o IDR-Paraná, lavouras implantadas com alho contaminado costumam produzir de 4 a 5 toneladas por hectare, enquanto o cultivo com alho livre de vírus pode alcançar cerca de 10 toneladas por hectare.
Na safra de 2026, 23 produtores cooperados cultivaram alho livre de vírus, com resultados de 8 a 10 quilos colhidos para cada quilo de semente plantado. Para a safra de 2027, a expectativa é ampliar a participação para 30 produtores na região de Umuarama.
Durante o seminário, também serão apresentadas técnicas de produção, colheita e pós-colheita, além dos resultados obtidos na região e no Paraná no âmbito da cooperação entre Embrapa e IDR-Paraná. A programação terá participação de engenheiros agrônomos e técnicos do IDR-Paraná, representantes da Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA) e do pesquisador Francisco Vilela, da Embrapa.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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