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20 de outubro de 2026

Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Chuvas afetam qualidade do cereal e restringem oferta – MAIS SOJA

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As condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras de trigo vêm dificultando a colheita e comprometendo a qualidade dos grãos. Segundo o Cepea, a oferta restrita de trigo tipo 1 e a recente reação do dólar têm sustentado os preços no mercado de lotes, apesar das quedas nas cotações internacionais.

Nesse contexto, em outubro, a Conab manteve praticamente estável a previsão de produção total brasileira em relação a setembro, mas reduziu as estimativas para São Paulo e Goiás. O maior corte em volume ocorreu no estado de São Paulo, onde parte do trigo colhido não atendeu aos requisitos de qualidade para comercialização.

Pesquisadores do Cepea destacam que, com a oferta restrita de trigo de qualidade, a necessidade de compras externas segue elevada. A Conab manteve a previsão de importações em 7,06 milhões de toneladas para 2026, volume 15,1% superior ao de 2025.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

IMEA: Avanço da colheita nos EUA e custos de produção em MT movimentam o mercado do algodão – MAIS SOJA

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De acordo com os dados do USDA, a colheita de algodão da safra 2026/27 nos EUA atingiu 41,00% até o último domingo (18/10), percentual 4,00 p.p. acima da média dos últimos cinco anos. Em relação às condições das lavouras, 35,00% foram classificadas como boas e excelentes, avanço de 1,00 p.p. ante à semana anterior. Mesmo com a melhora semanal, o indicador permanece abaixo da média histórica, sinalizando condições menos favoráveis que o padrão dos últimos anos. Diante da melhora das condições climáticas nas últimas semanas, o USDA revisou para cima sua estimativa de produção em 1,83% em relação à divulgação de set/26, para 2,93 mi de t de pluma.

Ainda assim, a produção projetada permanece abaixo da registrada na safra anterior, limitando a expansão da oferta norte-americana. Nesse contexto, o avanço da colheita e os resultados produtivos seguirão no radar do mercado, podendo influenciar as expectativas de oferta global e a trajetória dos preços do algodão.

Confira os principais destaques do boletim:

  • DESVALORIZAÇÃO: a maior oferta de pluma em Mato Grosso tem pressionado as cotações no estado, que recuaram 2,74% em relação à semana passada.
  • DIMINUIÇÃO: com a maior disponibilidade de caroço no mercado e o enfraquecimento da demanda, o preço do coproduto recuou 4,18% na semana.
  • REDUÇÃO: o preço do poliéster exibiu redução de 6,62% no comparativo semanal e ficou precificado na média de ¢ US$ 47,29/lb.
Em set/26, o custeio estimado da safra 26/27 ficou em R$ 10.615,04/ha, recuo de 0,03% em relação a ago/26, aponta o projeto CPA-MT¹.

A redução foi pautada principalmente pela queda de 0,18% nas despesas com defensivos. No entanto, esse movimento foi parcialmente compensado pelo aumento de 1,09% nos gastos com operações mecanizadas e de 1,59% com arrendamento, amenizando parcialmente a redução de outras despesas. Com isso, o COE foi estimado em R$ 15.239,62/ha, diminuição de 0,07% em relação à projeção de ago/26.

Considerando a produtividade média prevista para a safra 26/27, de 127,41 @/ha, o cotonicultor precisa comercializar sua pluma por, no mínimo, R$ 119,61/@ para cobrir o COE, o maior valor registrado desde a safra 22/23. Por fim, apesar da redução dos custos no comparativo mensal, o controle das despesas e a adoção de estratégias de comercialização serão fundamentais para preservar as margens da atividade.

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Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

China volta a comprar soja dos EUA e reduz importações brasileiras

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A China voltou a importar soja dos Estados Unidos em setembro de 2026, após não registrar compras da oleaginosa norte-americana no mesmo mês do ano passado. Ao mesmo tempo, as importações chinesas de soja brasileira recuaram 2,4% na comparação anual, totalizando 10,7 milhões de toneladas.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (20) pela Administração Geral de Alfândegas da China, as compras de soja dos Estados Unidos somaram 360,8 mil toneladas em setembro. O volume reflete a chegada de cargas negociadas após o acordo comercial firmado entre Pequim e Washington em outubro de 2025.

Apesar da retomada dos embarques norte-americanos, o Brasil permaneceu como o principal fornecedor da oleaginosa ao mercado chinês no período.

Em setembro de 2025, as importações chinesas de soja brasileira haviam alcançado 10,96 milhões de toneladas.

No total, a China, maior importadora mundial de soja, adquiriu 11,88 milhões de toneladas do produto em setembro deste ano, queda de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025.

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Brasil amplia exportações de soja à China no acumulado do ano

Apesar do recuo registrado em setembro, as compras chinesas de soja brasileira continuam apresentando crescimento no acumulado de 2026.

Entre janeiro e setembro, a China importou 65,84 milhões de toneladas do Brasil, avanço de 3,4% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Em contrapartida, as importações de soja dos Estados Unidos somaram 11,06 milhões de toneladas nos nove primeiros meses do ano, queda de 34% na comparação anual.

Os números mostram que, embora a China tenha retomado as compras da oleaginosa norte-americana em setembro, o Brasil manteve sua posição de destaque no abastecimento do mercado chinês ao longo de 2026.

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Sustentabilidade

Bactérias reduzem em cerca de 60% a severidade de sintomas provocados por fungo no trigo – MAIS SOJA

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Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e pela Universidade de São Paulo (USP) reforça uma nova abordagem para o controle biológico de doenças do trigo, baseada no manejo da comunidade de microrganismos associada às raízes. Em experimentos realizados em condições controladas, bactérias benéficas reduziram em aproximadamente 60% a severidade de doenças causadas pelo fungo Bipolaris sorokiniana, indicando potencial para diminuir a dependência de fungicidas químicos no manejo da cultura.

O diferencial da pesquisa está em como esse controle ocorre. Em vez de eliminar diretamente o fungo causador da doença, os microrganismos reorganizam a comunidade microbiana que vive ao redor das raízes — a chamada rizosfera —, restaurando funções ecológicas do solo que favorecem a resistência natural das plantas.

Coordenado pelo pesquisador Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente, o estudo investigou como três bactérias interferem na interação entre o trigo e o Bipolaris sorokiniana, causador de doenças como mancha-marrom, podridão radicular, podridão da coroa, queima de plântulas e black point (ponto preto). O patógeno é um dos de maior importância econômica para a cultura, especialmente em regiões de clima quente ou sujeitas à deficiência hídrica.

Foto: Embrapa

Controle biológico vai além do combate direto ao fungo

Segundo Caroline Nishisaka, pesquisadora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP), os resultados mostram que o controle biológico vai muito além do combate direto ao patógeno.

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“Os inoculantes bacterianos remodelam as comunidades microbianas do solo, restauram funções ecológicas importantes e reforçam os mecanismos naturais de resistência das plantas”, explica.

Os pesquisadores avaliaram três bactérias com potencial de biocontrole e promoção de crescimento vegetal: Streptomyces virginiae CMAA1738, Paenibacillus ottowii CMAA1739 e Pseudomonas inefficax CMAA1741. Todas apresentaram características importantes para uso agrícola, como capacidade de estimular o crescimento das plantas, aumentar a disponibilidade de fósforo e atuar contra o Bipolaris sorokiniana.

Fonte: Embrapa

Para testar o efeito das bactérias, os pesquisadores compararam plantas expostas apenas ao fungo com outras que, além do fungo, receberam as bactérias benéficas. Nesse segundo grupo, a severidade da doença foi menor.

Um dos resultados mais relevantes foi a redução da doença mesmo quando a população do fungo permaneceu estável — e, em alguns tratamentos, até aumentou.

Segundo Hélio Quevedo, doutor em Microbiologia Agrícola pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP), isso demonstra que o sucesso do controle biológico não depende necessariamente da eliminação do patógeno.

“O estudo mostra que um patógeno pode permanecer presente no solo sem causar grandes danos quando o microbioma mantém funções ecológicas capazes de limitar sua ação”, afirma.

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Foto: Embrapa

Pesquisa amplia visão sobre o controle biológico

Além de eliminar o agente causador da doença, a nova abordagem busca fortalecer o equilíbrio da comunidade microbiana que protege naturalmente as plantas.

Entre as bactérias avaliadas, Pseudomonas inefficax apresentou os resultados mais expressivos. Não só reduziu a severidade da doença, como se destacou pela capacidade de aumentar a disponibilidade de fósforo para as plantas e de promover maior desenvolvimento do sistema radicular.

As análises mostraram que essa bactéria reorganizou profundamente a comunidade microbiana da rizosfera. Embora representasse menos de 2,5% dos microrganismos detectados ao final dos experimentos, sua introdução foi suficiente para desencadear uma ampla reestruturação do microbioma do solo, o que beneficiou grupos associados à proteção vegetal.

Os pesquisadores observaram ainda que as bactérias exerceram mais influência sobre a organização do microbioma do que a própria presença do fungo patogênico, atuando como verdadeiros reguladores ecológicos da comunidade microbiana.

Além das mudanças na composição da comunidade microbiana, o estudo identificou alterações em seu funcionamento. A infecção por Bipolaris sorokiniana reduziu a presença de genes associados ao crescimento vegetal e afetou processos importantes para a defesa natural das plantas.

Por outro lado, os tratamentos com Streptomyces virginiae e Pseudomonas inefficax restauraram essas funções, com aumento de genes associados à resistência a condições de estresse e à produção de substâncias envolvidas na proteção das plantas.

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Outro resultado foi a recuperação da capacidade da comunidade microbiana de produzir compostos naturais que ajudam a combater patógenos. Segundo Thierry Pellegrinetti, pesquisador do Cena-USP, a presença do fungo reduziu essa capacidade, enquanto a introdução das bactérias benéficas contribuiu para restaurá-la.

Para Mendes, essa abordagem pode contribuir para o desenvolvimento de inoculantes biológicos mais eficientes e sustentáveis, reduzindo a dependência de fungicidas químicos e fortalecendo sistemas agrícolas mais resilientes.

Foto: Embrapa

Como foi realizado o estudo

A equipe isolou bactérias da rizosfera de variedades tradicionais de trigo da Turquia e do Irã. Os experimentos foram conduzidos com a cultivar BRS Guamirim, em solo agrícola coletado em Assis (SP). As análises incluíram sequenciamento metataxonômico, usado para identificar os microrganismos presentes na comunidade, e metagenômico, que permite investigar seu conjunto de genes e suas funções. A equipe também empregou qPCR, técnica usada para quantificar o fungo, e ferramentas de bioinformática para analisar genes relacionados ao crescimento e à proteção das plantas.

O artigo

O artigo Bacterial inoculation drives microbiome-mediated resistance to a soil-borne pathogen in wheat é assinado por Caroline Nishisaka (Cena-USP), Hélio Quevedo (bolsista da Embrapa Meio Ambiente), Thierry Pellegrinetti (Cena-USP), Fernanda Godoy (USP), Maike Rossmann (Cena-USP), Lucas Mendes (Cena-USP) e Rodrigo Mendes (Embrapa Meio Ambiente) e foi publicado na revista npj Biofilms and Microbiomes, do grupo Nature.

Fonte: Embrapa


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FONTE

Autor:Cristina Tordin (MTb 28.499/SP) Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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