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19 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Região brasileira registra produção recorde de soja e exportações bilionárias; saiba qual

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A produção de soja no Nordeste brasileiro atingiu um recorde de 19,4 milhões de toneladas na safra 2025/26. Além da colheita histórica, a região registrou US$ 4,76 bilhões em exportações do complexo soja, com crescimento de 23,4% no valor comercializado entre janeiro e agosto de 2026. Os dados são do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), área de pesquisas do Banco do Nordeste.

A China foi o principal destino da soja nordestina, responsável por 70,8% dos embarques. As vendas também avançaram para mercados como Holanda e Egito, contribuindo para o desempenho das exportações regionais.

Em quatro décadas, a produção de soja no Nordeste saltou de 2,2 mil toneladas para o atual patamar recorde, em um movimento associado ao fortalecimento do crédito rural na região. Atualmente, a cultura representa 26,7% do Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola regional e responde por 10,8% do volume produzido no Brasil.

Além do recorde de produção, o Nordeste alcançou produtividade média de 3.967 quilos por hectare, acima dos 3.711 quilos por hectare registrados no Brasil. O destaque foi a Bahia, que apresentou o maior rendimento do país, com 4.260 quilos por hectare.

Para a safra 2026/27, iniciada neste mês de outubro, os produtores buscam ampliar os investimentos em tecnologia, infraestrutura e rastreabilidade. Entre os desafios estão a previsão de um El Niño forte e a entrada em vigor, no fim do ano, de novas exigências socioambientais europeias.

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Segundo o ETENE, a estratégia envolve a adoção de tecnologias de manejo mais resistentes às condições climáticas e de sistemas de rastreabilidade para atender às exigências dos mercados internacionais.

Armazenagem é desafio para a região

Outro entrave para o avanço da produção é a capacidade de armazenagem. O Nordeste concentra apenas 6,2% dos silos do país, o que aumenta a importância de investimentos em estruturas próprias nas propriedades rurais.

O financiamento de unidades armazenadoras tem permitido a construção dessas estruturas, com o objetivo de reduzir os custos de frete durante a colheita e preservar a rentabilidade dos produtores.

As informações são do ETENE.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Quedas nos preços se intensificam – MAIS SOJA

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As cotações do milho seguem pressionadas na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, diante da oferta nacional superior à demanda. Segundo o Centro de Pesquisas, as novas estimativas da Conab de aumento da produção brasileira para a temporada 2026/27 também reforçam esse cenário, apesar das preocupações com os possíveis impactos do El Niño nos próximos meses.

De acordo com o Cepea, apesar do volume elevado de chuvas em partes das regiões produtoras brasileiras, a semeadura da safra verão avança de forma satisfatória, o que pode levar as atividades da segunda safra a serem realizadas na janela considerada ideal.

Pesquisadores do Cepea destacam que, nos próximos meses, as condições climáticas devem seguir no radar de agentes, pois o volume elevado das chuvas e/ou as altas temperaturas típicas do final do ano podem atrapalhar o desenvolvimento das lavouras, reduzindo as estimativas que até então apontam produção recorde.

Neste contexto, segundo o Cepea, compradores domésticos mantêm a postura retraída, demonstrando baixo interesse nas negociações no spot ou reduzindo os valores ofertados quando existe a necessidade de efetivações. Do lado vendedor, uma boa parcela desses agentes se mostra flexível nas negociações, pois há preocupação com as recentes baixas e com o espaço nos armazéns, que podem ficar cheios para a entrada da safra verão, no início de 2027 – o estoque de passagem de milho é elevado, e as expectativas de produção da soja também são otimistas.

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Fonte: Cepea



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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Perspectiva de maior oferta pressiona cotações – MAIS SOJA

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As expectativas de produção recorde de soja na safra 2026/27 seguem pressionando as cotações nacionais e internacionais, diante do avanço da colheita no Hemisfério Norte e do ritmo intenso da semeadura no Brasil.

Segundo o Cepea, porém, as preocupações com os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño levaram parte dos produtores brasileiros a se retrair nas negociações no mercado spot, limitando as quedas.

De acordo com o Centro de Pesquisas, as incertezas climáticas estão relacionadas ao excesso de chuvas no Sul do Brasil, o que tem alimentado especulações sobre uma possível migração de parte da área destinada à soja para o milho.

Apesar das incertezas climáticas, as projeções reforçam a expectativa de produção global recorde, impulsionada sobretudo pelo Brasil, que responde por mais de 40% da oferta mundial, conforme apontamento do Cepea.

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Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Com novas regras tributárias, produtor de soja pode receber menos pela produção – MAIS SOJA

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O produtor rural que já negociou a soja para entrega em 2027 precisa ficar atento às condições previstas no contrato. Com a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a partir de janeiro do próximo ano, algumas cláusulas podem abrir espaço para que o valor do tributo seja descontado do pagamento feito ao produtor.

Isso significa que o produtor pode ter negociado a venda da soja por determinado preço, mas receber um valor menor na entrega, caso o contrato estabeleça que os custos relacionados à nova tributação sejam descontados do pagamento.

Um estudo da Aprosoja/MS chama atenção para esse risco e destaca a importância de analisar os contratos de venda futura, principalmente aqueles assinados em 2026 para entrega da produção a partir de 2027.

Como isso pode afetar o preço da soja?

Para entender o possível impacto, imagine um contrato em que a saca de soja foi negociada por R$ 120,00. O desconto relacionado à CBS poderia representar entre R$ 4,08 e R$ 4,36 por saca.

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“Esse valor é uma estimativa, e não um desconto obrigatório ou confirmado para todos os contratos. O impacto efetivo dependerá das regras aplicáveis a cada operação e das condições previstas no acordo entre produtor e comprador”, informa o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes.

Em uma produção de 52,4 sacas por hectare, por exemplo, um desconto nessa faixa representaria um impacto estimado entre R$ 213,81 e R$ 228,56 por hectare.

“Para o produtor, isso pode significar uma redução no valor recebido pela produção, mesmo depois de a venda já ter sido negociada”.

Por que o contrato faz diferença?

A CBS começa a valer em 1º de janeiro de 2027. De acordo com a análise da Aprosoja/MS, a cobrança do tributo está relacionada ao momento da entrega do produto, e não necessariamente à data em que o contrato foi assinado.

O ponto de atenção é que a legislação não explica como o valor do tributo deve ser tratado no preço previsto nos contratos privados de venda futura. Por isso, a redação das cláusulas pode fazer diferença na hora do pagamento.

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Comprador também pode aproveitar crédito tributário

Outra questão importante é que, conforme as regras da CBS, compradores enquadrados no regime regular poderão aproveitar créditos tributários relativos às operações, desde que cumpridas as condições previstas na legislação.

“O crédito tributário pode permitir que o comprador desconte o valor correspondente ao tributo devido em suas próprias apurações. Por isso, a forma como a CBS será considerada no contrato pode afetar o resultado financeiro tanto para quem compra quanto para quem vende”.

A preocupação levantada pela Aprosoja/MS é que o produtor tenha o valor do tributo descontado do preço acordado, enquanto o comprador possa aproveitar o crédito correspondente. Nesse cenário, parte do impacto econômico da mudança tributária pode acabar recaindo sobre quem produz.

O desconto vale para todo produtor?

Não necessariamente. O tratamento tributário depende das características de cada produtor e da operação realizada.

De acordo com as regras consideradas no estudo, produtores com receita anual inferior a R$ 3,6 milhões, em geral, não são contribuintes da CBS e do IBS no regime regular, observadas as condições legais, inclusive as regras de agregação de receitas de partes relacionadas. Algumas operações destinadas à exportação também podem ter tratamento específico.

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Por isso, antes de concluir que haverá desconto, é importante verificar quem está sujeito à tributação, quais regras se aplicam à venda e o que foi estabelecido no contrato.

O que o produtor deve fazer agora?

A recomendação da Aprosoja/MS é que os produtores que tenham contratos de venda futura com entrega prevista para 2027 ou depois verifiquem as cláusulas relacionadas à mudança de tributos.

Entre os principais cuidados estão:
  • Revisar o contrato: identificar se há previsão de repasse de novos tributos ou de descontos no pagamento.
  • Conversar com o comprador: esclarecer como a CBS será considerada no preço negociado.
  • Buscar orientação jurídica e contábil: avaliar os efeitos das cláusulas e o enquadramento tributário da operação.
  • Formalizar a negociação: se houver discordância sobre o desconto, registrar a posição por escrito e avaliar a possibilidade de um aditivo contratual.
  • Prever as regras nos próximos contratos: deixar explícito como a CBS será tratada no preço, evitando interpretações diferentes no momento da entrega.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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