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19 de outubro de 2026

Business

produção elevada pressiona a diminuir estoques

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Os preços do milho continuam em baixa no mercado nacional e, segundo o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), isso se deve à oferta estar maior que a demanda. O levantamento feito na última sexta-feira (16) marca uma queda de 5,56% em relação ao mesmo período do mês passado, com uma média de R$ 64,85 por cada saca de 60kg.

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De acordo com o Cepea, apesar do volume elevado de chuvas em partes das regiões produtoras brasileiras, a semeadura da safra verão avança de forma satisfatória, o que pode levar as atividades da segunda safra a serem realizadas na janela considerada ideal.

Neste contexto, conforme aponta o Cepea, compradores domésticos mantêm a postura retraída, demonstrando baixo interesse nas negociações no spot ou reduzindo os valores ofertados.

Do lado vendedor, uma boa parcela desses agentes se mostra flexível nas negociações, pois há preocupação com as recentes baixas e com o espaço nos armazéns, que podem ficar cheios para a entrada da safra verão, no início de 2027 – o estoque de passagem de milho é elevado, e as expectativas de produção da soja também são otimistas.

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As novas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevêem aumento da produção brasileira para a temporada 2026/27, o que também reforça esse cenário, apesar das preocupações com os possíveis impactos do El Niño nos próximos meses.

Pesquisadores do Cepea destacam que, nos próximos meses, as condições climáticas devem seguir no radar de agentes, pois o volume elevado das chuvas e/ou as altas temperaturas típicas do final do ano podem atrapalhar o desenvolvimento das lavouras, reduzindo as estimativas que até então apontam produção recorde.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Feijão preto ganha do carioca na valorização; oferta segue restrita

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Apesar da demanda lenta, os preços do feijão-preto avançam em outubro, enquanto os do carioca seguem com leves baixas. É o que mostra o levantamento mais recente do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), feito na sexta-feira (16).

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Segundo o Cepea, no acumulado do ano, ambas as variedades registram valorização no campo, com destaque para o preto. No varejo, porém, o carioca apresenta a maior alta anual.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a perspectiva de recuperação dos estoques nacionais em 2026/27 não elimina a restrição da oferta, já que os volumes projetados permanecem baixos.

No monitoramento do Cepea separado por região, cada saca de 60kg do feijão carioca tipo peneira 12 (e/ou nota acima de 9) variou de R$ 290,18 em Sorriso, no Mato Grosso, até R$ 348,43 em São Paulo – que, apesar de ser o maior preço, também teve a maior queda da categoria, de 0,48% na variação diária.

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Já o carioca com notas 8 e 8,5 também está mais barato em Sorriso, por R$ 277,32, e mais caro em São Paulo, por R$ 327,87, mas a maior queda ficou com a região do Centro/Noroeste Goiano, que marcou variação diária de -1,40%.

O feijão preto tipo 1 cresceu mais no Oeste Catarinense, com preços 3,56% maiores do que os registrados no dia anterior. A cotação mais cara é, novamente, a de São Paulo, a R$ 298,75 por saca de 60kg; a mais barata é a da metade sul do Paraná, a R$ 264,97.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Geada pode atingir 20 municípios em três estados

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A previsão da Climatempo indica risco de geada em 20 municípios do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Para a segunda-feira (19), são esperadas temperaturas mínimas de 2 °C a 4 °C em cidades dos três estados.

No Paraná, Guarapuava (PR) deve registrar temperatura mínima de 4 °C na segunda-feira (19). Para Pinhão (PR) e Prudentópolis (PR), a previsão indica mínima de 3 °C no mesmo dia.

No Rio Grande do Sul, as temperaturas mínimas previstas são de 4 °C em Muitos Capões (RS), Não-Me-Toque (RS) e Vacaria (RS), também na segunda-feira (19).

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Em Santa Catarina, Curitibanos (SC) e Fraiburgo (SC) devem ter mínimas de 3 °C na segunda-feira (19). Água Doce (SC), Canoinhas (SC) e Campos Novos (SC) têm previsão de mínimas de 4 °C para essa data.

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A geada está associada a risco de dano a lavouras sensíveis ao frio e de perda de qualidade em pastagens.

Em Caçador (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 2 °C.

Fonte: Climatempo Advisor API

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Plantio da soja chega a 69% no Médio-Norte, mas não alcança 40% no Nordeste e Noroeste de MT

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O plantio da soja para a safra 2026/27 apresenta ritmos distintos em Mato Grosso. Enquanto o Médio-Norte já semeou 69,32% da área prevista, o Nordeste e o Noroeste ainda não chegaram a 40%. Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), referentes a 16 de outubro, mostram uma diferença de mais de 30 pontos percentuais entre as regiões.

No Oeste, a semeadura alcançou 61,58% da área estimada. O Norte também ultrapassou a metade, com 52,37%, enquanto o Centro-Sul chegou a 48,65%. No Sudeste, o índice foi de 40,76%.

A distribuição dos percentuais evidencia que o avanço estadual não se repete de maneira uniforme nas áreas produtoras. No consolidado de Mato Grosso, os trabalhos chegaram a 51,86% dos 13,05 milhões de hectares projetados para a temporada. A extensão supera em 8,29 pontos percentuais o observado no mesmo período para a safra 2025/26 e está acima da média das últimas cinco temporadas de 43,01%.

O ritmo do plantio também está relacionado às condições encontradas desde a abertura da semeadura, na segunda quinzena de setembro. A falta de chuva e a baixa umidade do solo atrasaram os trabalhos nas primeiras semanas, levando produtores a esperar por precipitações mais regulares.

Na semana encerrada em 16 de outubro, o avanço foi de 18,58 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. As chuvas recentes favoreceram o andamento das operações, especialmente no Centro-Sul e no Sudeste, conforme o Imea.

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“Embora o ritmo semanal tenha sido menos intenso que o registrado na semana anterior, esse avanço contribui para distribuir as lavouras em diferentes estádios de desenvolvimento”, aponta o instituto. A distribuição das fases da cultura reduz a concentração de áreas sujeitas simultaneamente às mesmas condições climáticas.

Calendário da soja interfere no milho de segunda safra

O avanço do plantio até o fim de outubro, salienta o Imea, pode favorecer a implantação do milho de segunda safra dentro da janela ideal em 2027. A possibilidade depende da evolução da semeadura da soja, mas também do tempo de desenvolvimento das lavouras e das condições de colheita.

O intervalo entre a retirada da soja e o plantio do milho é determinante para a organização da segunda safra. Por isso, o andamento dos trabalhos nas próximas semanas terá influência sobre o calendário disponível para a cultura seguinte.

A diferença entre as regiões também compõe esse cenário. Com percentuais de semeadura que variam de 38,99% no Noroeste a 69,32% no Médio-Norte, o estado reúne áreas em diferentes momentos de implantação da cultura.

A estimativa do Imea para a safra 2026/27 permanece em 13,05 milhões de hectares, com produtividade média de 62,44 sacas por hectare. A produção estadual está projetada em 48,88 milhões de toneladas.

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Os indicadores econômicos da temporada apontam custo de R$ 3.817,12 por hectare com insumos e custeio total estimado em R$ 4.326,01 por hectare. Os valores integram as projeções do instituto para a produção de soja em Mato Grosso.


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