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19 de outubro de 2026

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Geada pode atingir 20 municípios em três estados

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A previsão da Climatempo indica risco de geada em 20 municípios do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Para a segunda-feira (19), são esperadas temperaturas mínimas de 2 °C a 4 °C em cidades dos três estados.

No Paraná, Guarapuava (PR) deve registrar temperatura mínima de 4 °C na segunda-feira (19). Para Pinhão (PR) e Prudentópolis (PR), a previsão indica mínima de 3 °C no mesmo dia.

No Rio Grande do Sul, as temperaturas mínimas previstas são de 4 °C em Muitos Capões (RS), Não-Me-Toque (RS) e Vacaria (RS), também na segunda-feira (19).

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Em Santa Catarina, Curitibanos (SC) e Fraiburgo (SC) devem ter mínimas de 3 °C na segunda-feira (19). Água Doce (SC), Canoinhas (SC) e Campos Novos (SC) têm previsão de mínimas de 4 °C para essa data.

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A geada está associada a risco de dano a lavouras sensíveis ao frio e de perda de qualidade em pastagens.

Em Caçador (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 2 °C.

Fonte: Climatempo Advisor API

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produção elevada pressiona a diminuir estoques

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Os preços do milho continuam em baixa no mercado nacional e, segundo o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), isso se deve à oferta estar maior que a demanda. O levantamento feito na última sexta-feira (16) marca uma queda de 5,56% em relação ao mesmo período do mês passado, com uma média de R$ 64,85 por cada saca de 60kg.

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De acordo com o Cepea, apesar do volume elevado de chuvas em partes das regiões produtoras brasileiras, a semeadura da safra verão avança de forma satisfatória, o que pode levar as atividades da segunda safra a serem realizadas na janela considerada ideal.

Neste contexto, conforme aponta o Cepea, compradores domésticos mantêm a postura retraída, demonstrando baixo interesse nas negociações no spot ou reduzindo os valores ofertados.

Do lado vendedor, uma boa parcela desses agentes se mostra flexível nas negociações, pois há preocupação com as recentes baixas e com o espaço nos armazéns, que podem ficar cheios para a entrada da safra verão, no início de 2027 – o estoque de passagem de milho é elevado, e as expectativas de produção da soja também são otimistas.

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As novas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevêem aumento da produção brasileira para a temporada 2026/27, o que também reforça esse cenário, apesar das preocupações com os possíveis impactos do El Niño nos próximos meses.

Pesquisadores do Cepea destacam que, nos próximos meses, as condições climáticas devem seguir no radar de agentes, pois o volume elevado das chuvas e/ou as altas temperaturas típicas do final do ano podem atrapalhar o desenvolvimento das lavouras, reduzindo as estimativas que até então apontam produção recorde.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Plantio da soja chega a 69% no Médio-Norte, mas não alcança 40% no Nordeste e Noroeste de MT

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O plantio da soja para a safra 2026/27 apresenta ritmos distintos em Mato Grosso. Enquanto o Médio-Norte já semeou 69,32% da área prevista, o Nordeste e o Noroeste ainda não chegaram a 40%. Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), referentes a 16 de outubro, mostram uma diferença de mais de 30 pontos percentuais entre as regiões.

No Oeste, a semeadura alcançou 61,58% da área estimada. O Norte também ultrapassou a metade, com 52,37%, enquanto o Centro-Sul chegou a 48,65%. No Sudeste, o índice foi de 40,76%.

A distribuição dos percentuais evidencia que o avanço estadual não se repete de maneira uniforme nas áreas produtoras. No consolidado de Mato Grosso, os trabalhos chegaram a 51,86% dos 13,05 milhões de hectares projetados para a temporada. A extensão supera em 8,29 pontos percentuais o observado no mesmo período para a safra 2025/26 e está acima da média das últimas cinco temporadas de 43,01%.

O ritmo do plantio também está relacionado às condições encontradas desde a abertura da semeadura, na segunda quinzena de setembro. A falta de chuva e a baixa umidade do solo atrasaram os trabalhos nas primeiras semanas, levando produtores a esperar por precipitações mais regulares.

Na semana encerrada em 16 de outubro, o avanço foi de 18,58 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. As chuvas recentes favoreceram o andamento das operações, especialmente no Centro-Sul e no Sudeste, conforme o Imea.

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“Embora o ritmo semanal tenha sido menos intenso que o registrado na semana anterior, esse avanço contribui para distribuir as lavouras em diferentes estádios de desenvolvimento”, aponta o instituto. A distribuição das fases da cultura reduz a concentração de áreas sujeitas simultaneamente às mesmas condições climáticas.

Calendário da soja interfere no milho de segunda safra

O avanço do plantio até o fim de outubro, salienta o Imea, pode favorecer a implantação do milho de segunda safra dentro da janela ideal em 2027. A possibilidade depende da evolução da semeadura da soja, mas também do tempo de desenvolvimento das lavouras e das condições de colheita.

O intervalo entre a retirada da soja e o plantio do milho é determinante para a organização da segunda safra. Por isso, o andamento dos trabalhos nas próximas semanas terá influência sobre o calendário disponível para a cultura seguinte.

A diferença entre as regiões também compõe esse cenário. Com percentuais de semeadura que variam de 38,99% no Noroeste a 69,32% no Médio-Norte, o estado reúne áreas em diferentes momentos de implantação da cultura.

A estimativa do Imea para a safra 2026/27 permanece em 13,05 milhões de hectares, com produtividade média de 62,44 sacas por hectare. A produção estadual está projetada em 48,88 milhões de toneladas.

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Os indicadores econômicos da temporada apontam custo de R$ 3.817,12 por hectare com insumos e custeio total estimado em R$ 4.326,01 por hectare. Os valores integram as projeções do instituto para a produção de soja em Mato Grosso.


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Na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no debate da Band, quem saiu perdendo foi o Brasil

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Na minha avaliação, o debate de domingo (18) na Band foi lamentável. Lula e Flávio Bolsonaro trocaram acusações e provocações, enquanto a discussão sobre o futuro do país perdeu espaço.

Não vejo vencedor numa noite como essa. Cada campanha encontrará uma resposta para comemorar e um vídeo para espalhar. O brasileiro, porém, precisava sair dali com mais condições de escolher seu presidente.

Há quem diga que discutir propostas ficou ultrapassado. Que, na era da internet, vence quem agride melhor e produz o ataque mais compartilhado. Considero essa uma leitura incompleta do eleitor.

A agressão e a traição despertam curiosidade. Mas quem quer um agressor ou um traidor ao seu lado? Aquilo que prende nossa atenção nem sempre conquista nossa confiança.

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Existe um limite humano nessa relação. A dignidade, o respeito e a reação diante da humilhação fazem parte da nossa convivência muito antes das redes sociais.

O ataque pode mudar de alvo

O eleitor percebe o tom de voz, a impaciência e a maneira como alguém reage ao ser contrariado. Essa sensibilidade independe de renda ou escolaridade.

Quando uma discussão ultrapassa esse limite, quem assiste pode deixar de comparar propostas e passar a julgar comportamentos. Quem está humilhando? Quem parece acuado? Quem está abusando da força?

Nesse momento, o ataque pode produzir um efeito contrário ao pretendido: despertar solidariedade por quem parece agredido ou mais fraco. Uma resposta celebrada pela militância pode causar rejeição em quem ainda não decidiu seu voto.

Quem ainda precisa escolher

É nesse momento que penso. Ele pode terminar o debate disposto a defender alguém que considerou injustiçado, mesmo sem estar convencido de suas propostas. Ou pode sair ainda mais desapontado e continuar sem vontade de votar.

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Vejo aí uma questão de comportamento social: a escolha também passa pelo sentimento de justiça e pela identificação com o outro. Isso não permite prever uma reação igual de todos, mas impede tratar o eleitor como alguém movido apenas pelo prazer da briga.

No primeiro turno, cerca de 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas. Essa ausência tem diferentes causas; não pode ser atribuída toda à decepção política. Ainda assim, deveria levar os candidatos a refletir sobre como aproximar essas pessoas da eleição.

O Brasil espera respostas

Cobrar explicações, confrontar contradições e exigir responsabilidade faz parte de um debate. A provocação pessoal acaba consumindo o tempo que deveria servir também para esclarecer como cada um pretende governar.

Quem enfrenta dívidas, supermercado caro e espera por atendimento médico precisa entender o que será feito e como a promessa será paga.

Minha cobrança vale para os dois. Quem pede a confiança do país precisa mostrar equilíbrio diante de uma pergunta incômoda.

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O debate de domingo deixou o brasileiro com mais motivos para lamentar do que elementos para decidir. É por isso que, na minha avaliação, o Brasil perdeu.

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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