Sustentabilidade
Exportações do agronegócio gaúcho crescem 10% em setembro – MAIS SOJA

Alta foi impulsionada pelo complexo soja, celulose, carne de frango e arroz
As exportações do agronegócio gaúcho registraram alta de 10,0% no valor, passando de US$ 1,69 bilhão para US$ 1,86 bilhão, e no volume um avanço de 19,2%, saindo de 2,41 milhões de toneladas para 2,87 milhões, em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo desempenho do complexo soja, da celulose, da carne de frango e do arroz. Por outro lado, os resultados do fumo, da carne suína, da carne bovina e dos bovinos vivos limitaram o avanço das exportações no período. Os dados estão no Relatório de Comércio Exterior divulgado pela Farsul nesta quinta-feira (15/10).
Comparando o mês de setembro de 2026 com o ano de 2025, o valor exportado pelo agronegócio gaúcho aumentou 10%, de US$ 1,69 bilhão para US$ 1,86 bilhão. O volume avançou 19,2%, de 2,41 milhões para 2,87 milhões de toneladas.
No período acumulado entre janeiro e setembro de 2025 e 2026, as exportações do agronegócio gaúcho somaram US$ 11,75 bilhões, alta de 10% frente aos US$ 10,69 bilhões de igual período de 2025. Em volume, o avanço foi de 9,8%, de 16,33 milhões para 17,93 milhões de toneladas.
O levantamento indica que os principais produtos foram o complexo soja, celulose, carne de frango in natura e arroz. Já, fumo e seus produtos, carnes suínas in natura, bovina industrializada e in natura e bovinos vivos tiveram queda.
As exportações de bovinos vivos recuaram 60,2% em valor e 72,6% em volume. A queda foi determinada pela forte redução dos embarques para a Turquia, que passaram de cerca de US$ 7,6 milhões para apenas US$ 267 mil, enquanto Marrocos ampliou as compras para US$ 4,2 milhões.
Nas Carnes, a categoria frango aumentou 16% e 4% em volume. Já carnes bovinas e suínas apresentaram retração no valor e no volume. Na primeira, a queda foi 23% e 33%, enquanto na segunda a redução foi de 20% e 5%, respectivamente. Em relação ao fumo e seus produtos, o grupo recuou 40,6% em valor e 36,6% em volume, retomando a trajetória negativa observada no acumulado do ano.
A Ásia, com exceção do Oriente Médio, liderou os destinos das exportações, com US$ 1,11 bilhão e 2,02 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 13% em valor e 6% em volume. Na Europa, os embarques somaram US$ 331,4 milhões, queda de 10% em valor, apesar da alta de 143% no volume. Já a União Europeia registrou avanço de 15% em valor e 175% em volume, totalizando US$ 299,6 milhões e 443,7 mil toneladas. Entre os demais mercados, a América do Norte apresentou o maior crescimento em valor, de 54%, seguida pela América do Sul (32%) e pelo Oriente Médio (21%).
A China manteve a liderança entre os destinos das exportações do agronegócio gaúcho, com US$ 828,1 milhões, o equivalente a 44,6% do total exportado pelo Estado. O resultado representa um crescimento de 21,8% em relação a setembro de 2025.
Na sequência, destacaram-se Espanha (US$ 69,1 milhões), Países Baixos (US$ 64,2 milhões), Estados Unidos (US$ 59,2 milhões), Índia (US$ 58,9 milhões) e Emirados Árabes Unidos (US$ 55 milhões). Os maiores avanços em valores absolutos foram registrados nos mercados chinês, espanhol, neerlandês, norte-americano e indiano, impulsionados principalmente pelos embarques de soja em grãos, farelo de soja, celulose, carnes e óleo de soja.
Em contrapartida, Bélgica, Suíça, Filipinas, Polônia e Indonésia apresentaram as maiores retrações, associadas sobretudo à queda nas exportações de fumo e proteínas animais.
Confira o Relatório Completo de Comércio Exterior.
Fonte: Farsul
Autor:Farsul
Site: Farsul
Sustentabilidade
Soja reage em Chicago após cinco sessões de queda, mas avanço da colheita limita ganhos

Os contratos futuros da soja operam em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta segunda-feira (19), em um movimento de recuperação técnica após cinco sessões consecutivas de queda. Apesar da reação, o avanço da colheita nos Estados Unidos continua limitando os ganhos.
Segundo a Agência Safras, o mercado tenta recuperar parte das perdas acumuladas na semana passada, quando as cotações recuaram mais de 2% e atingiram o menor patamar em sete semanas.
Por volta das 8h35 (horário de Brasília), os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,62 por bushel, valorização de 0,05% em relação ao fechamento anterior.
A retomada das compras de soja norte-americana pela China também contribui para sustentar os preços. No entanto, a perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos mantém a pressão sobre o mercado.
Colheita americana pressiona preços da soja
O avanço dos trabalhos de campo no Meio-Oeste dos Estados Unidos é um dos principais fatores que limitam a recuperação das cotações.
As condições de tempo seco nas últimas semanas favoreceram a colheita, permitindo acelerar as atividades nas lavouras e ampliando a expectativa de disponibilidade do grão no mercado.
Além disso, a perspectiva de que os Estados Unidos possam colher a maior safra de soja de sua história reforça a pressão sobre os contratos futuros, mesmo diante da demanda chinesa.
Soja acumulou queda de 2,5% na semana passada
Na sexta-feira (16), os contratos da soja encerraram a sessão em baixa pela quinta vez consecutiva, atingindo o menor nível em sete semanas.
O contrato com vencimento em novembro fechou cotado a US$ 12,605 por bushel, recuo de 0,19% no dia. Já a posição janeiro terminou a US$ 12,7575 por bushel, com desvalorização de 0,15%.
No acumulado da semana, o contrato novembro registrou queda de 2,5%.
O comportamento dos preços nesta segunda-feira reflete, portanto, a disputa entre a recuperação técnica e a retomada da demanda chinesa, de um lado, e a expectativa de oferta elevada nos Estados Unidos, de outro.
Sustentabilidade
Dólar recupera parte das perdas e melhora parcialmente a paridade exportadora do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz encerrou a semana em acomodação, com baixa liquidez, referências parcialmente nominais e forte retração vendedora. Segundo o analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a recuperação que levou os preços do arroz em casca de menos de R$ 60 para mais de R$ 80 por saca perdeu velocidade, mas ainda não se transformou em uma reversão baixista.
Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, os preços permanecem entre R$ 80 e R$ 82 por saca (sc), enquanto o porto mantém indicações próximas de R$ 90/sc para determinadas operações. Produtores capitalizados evitam ampliar as ofertas, restringindo a disponibilidade de produto, enquanto parte dos vendedores comercializa apenas o necessário para financiar a safra 2026/27.
A resistência dos produtores encontra respaldo na estrutura de custos. Conforme o levantamento mais recente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), os gastos podem chegar a R$ 90/sc no Rio Grande do Sul. “Esses valores não devem ser generalizados, mas mostram que R$ 80 a R$ 82 cobrem operações sem assegurar remuneração integral”, avalia Oliveira.
Do lado comprador, a indústria precisa adquirir matéria-prima, mas enfrenta dificuldades para aceitar os preços pedidos sem comprometer as margens do produto beneficiado. “O varejo ainda digere estoques anteriores, as importações processadas ampliam a concorrência e predominam reposição de passagem e lotes de oportunidade”, observa o analista.
A exportação segue indispensável para administrar os elevados estoques brasileiros, embora a programação portuária de outubro tenha perdido ritmo. Resta apenas um embarque de aproximadamente 35 mil toneladas de arroz em casca. Dados parciais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), até a segunda semana do mês, apontam exportações de cerca de 58 mil toneladas e importações de 49,4 mil toneladas, em base casca, resultando em um leve superávit de 8,7 mil toneladas.
O dólar acumulou três pregões consecutivos de valorização, recuperando parte do suporte à paridade exportadora. Em Chicago, os preços permanecem praticamente estáveis, em níveis elevados, com o contrato mais próximo ao redor de US$ 17,25 por quintal curto e a posição março de 2027 em US$ 18,03.
“A combinação melhora a capacidade potencial de pagamento das empresas exportadoras, mas ainda precisa converter referência financeira em contratos, originação e novos embarques”, destaca Oliveira.
No cenário internacional, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam produção de 533,08 milhões de toneladas de arroz beneficiado, abaixo do consumo estimado em 538,80 milhões de toneladas. A diferença de 5,72 milhões de toneladas deverá ser coberta pelos estoques.
“As reservas finais de 198,50 milhões de toneladas afastam a escassez generalizada, mas sua concentração na China e na Índia limita a equivalência entre estoque estatístico e oferta exportável”, aponta o analista.
No Rio Grande do Sul, o plantio já supera 37% da área prevista, com a Fronteira Oeste próxima de 70% e a Zona Sul ao redor de 62%. Nas demais regiões, o avanço varia entre 10% e 18%, evidenciando uma forte desigualdade regional. Chuvas excessivas, solos encharcados, inundações e janelas mais curtas de trabalho continuam limitando os trabalhos nas Planícies e na Região Central.
“Semeadura não significa estabelecimento consolidado. Emergência, uniformidade, temperatura, luminosidade e nível tecnológico continuarão definindo produtividade”, ressalta Oliveira.
No curto prazo, a perspectiva permanece de estabilidade, com preços entre R$ 80 e R$ 82/sc sustentados pela retenção dos produtores. “Uma nova alta dependerá da combinação entre recuperação cambial, Chicago ao menos preservando os níveis atuais, melhora na exportação e mercado interno mais aquecido”, avalia.
Em sentido contrário, a ausência de novos contratos, as importações elevadas, a necessidade crescente de caixa e o avanço satisfatório da safra poderão ampliar a oferta e limitar a valorização dos preços, conclui o analista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Conab divulga números elevados para a soja na temporada 2026/27; o que movimentou o mercado e o que esperar?

O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios e recuo nos preços nas principais praças do país. Com a queda das cotações na Bolsa de Chicago, os produtores priorizaram o plantio da nova safra e deixaram a comercialização em segundo plano. As perspectivas positivas para a produção brasileira também influenciaram o cenário, conforme as estimativas divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a projeção da safra norte-americana de soja em 2026/27 para 4,562 bilhões de bushels, equivalentes a 124,15 milhões de toneladas. No relatório anterior, a estimativa era de 4,535 bilhões de bushels, ou 123,4 milhões de toneladas. O mercado esperava uma produção de 4,541 bilhões de bushels.
A produtividade das lavouras norte-americanas foi revisada de 52,8 para 53,1 bushels por acre. Os estoques finais dos Estados Unidos foram projetados em 315 milhões de bushels, ou 8,57 milhões de toneladas, acima dos 310 milhões de bushels estimados em setembro. A expectativa do mercado era de 311 milhões de bushels.
O USDA manteve a previsão de esmagamento de soja nos Estados Unidos em 2,78 bilhões de bushels. Já a estimativa de exportações passou de 1,685 bilhão para 1,695 bilhão de bushels.
Produção mundial de soja
Para a safra mundial de soja em 2026/27, o USDA estima produção de 442,70 milhões de toneladas, ante 442,35 milhões de toneladas projetadas em setembro. Os estoques finais da temporada foram estimados em 124,28 milhões de toneladas, acima da expectativa do mercado, de 123,9 milhões de toneladas.
Para a temporada 2025/26, os estoques finais mundiais estão projetados em 124,93 milhões de toneladas.
Em relação à América do Sul, o departamento norte-americano manteve a estimativa de produção brasileira de soja em 180,5 milhões de toneladas para 2025/26. Para 2026/27, a projeção segue em 186 milhões de toneladas.
Na Argentina, a estimativa para a safra 2025/26 caiu de 49,5 milhões para 49,3 milhões de toneladas. Para 2026/27, o USDA manteve a previsão de 50 milhões de toneladas.
Projeção da safra 2026/27
No Brasil, a Conab estima que a produção de soja alcance 181,616 milhões de toneladas na safra 2026/27, crescimento de 0,7% em relação às 180,406 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior. Os números fazem parte do primeiro levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado na quinta-feira (15).
A área plantada está estimada em 49,305 milhões de hectares, avanço de 1,4% em comparação com os 48,608 milhões de hectares cultivados em 2025/26.
Por outro lado, a produtividade média deve recuar 0,8%, passando de 3.711 quilos por hectare na safra anterior para 3.683 quilos por hectare em 2026/27.
As projeções da Conab e do USDA apontam para uma oferta elevada de soja no Brasil e no mercado internacional. Enquanto os produtores brasileiros concentram os esforços no avanço do plantio, as estimativas de produção e os movimentos das cotações em Chicago seguem entre os fatores que influenciam as decisões de comercialização.
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