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Plantio de soja avança para 30,1% no Brasil, segundo a Conab; estado ultrapassa 60% da área semeada

O plantio de soja no Brasil atingiu 30,1% da área prevista, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, o índice era de 15,6%, um aumento de 92,9%. Em igual período de 2025, a semeadura alcançava 21,4%, alta de 40,7% na comparação com o índice atual. Já a média dos últimos cinco anos é de 26,4%, o que representa um avanço de 14% em relação à média histórica.
Plantio de soja por estado
Por estado, Mato Grosso lidera o plantio, com 60,8% da área semeada, seguido pelo Paraná, com 39%, e São Paulo, com 35%. Mato Grosso do Sul registra 28%, Goiás tem 26% e a Bahia alcança 14%.
Em Minas Gerais, o plantio chega a 11,2%, enquanto Santa Catarina soma 10,9%. O Rio Grande do Sul apresenta o menor índice, com 1% da área semeada.
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O pedestal da virtude e o empobrecimento do debate público

Por Jessyca Nagano Bezerra *
Assistir ao atual cenário político brasileiro converteu-se num exercício desgastante de observação da erosão do tecido social. Diariamente, nas praças públicas digitais e nos círculos de convivência, testemunhamos pessoas a anunciarem as suas escolhas eleitorais com uma pretensa superioridade moral, invariavelmente acompanhada pelo desprezo indisfarçável por quem pensa de forma diferente.
Esta dinâmica representa uma das manifestações mais lamentáveis e constrangedoras do nosso tempo.
O debate político, no seu estado ideal, devia erguer-se como o pilar fundamental da democracia — um espaço plural focado na troca de ideias, no confronto saudável de projetos e na busca incessante por soluções coletivas. Contudo, o que hoje presenciamos é a conversão da política numa arena de vaidades e dogmatismos.
A convicção pessoal deixou de ser uma ferramenta de construção para se transformar num pedestal, a partir do qual se julga, se rotula e se desumaniza o interlocutor.
Quando o alinhamento ideológico passa a ser utilizado como o único critério de validação moral de um indivíduo, o diálogo torna-se impossível. Rompem-se laços familiares históricos, desfazem-se amizades de décadas e instala-se um clima permanente de hostilidade.
O ambiente das redes sociais, desenhado para premiar o conflito e a polarização, amplifica esta rutura ao transformar a agressão em virtude e a moderação em cobardia.
A verdadeira maturidade democrática exige a compreensão de que ninguém detém o monopólio da virtude ou da verdade. Divergir é um direito inalienável numa sociedade livre; desdenhar da dignidade do outro por conta dessa divergência é um sinal claro de intolerância.
Superar a espiral de ódio e ressentimento que consome o país não significa abdicar de princípios ou de posições firmes. Significa, sim, resgatar a capacidade de escuta e reconhecer a humanidade no outro, mesmo quando dele discordamos categoricamente.
Se quisermos construir um futuro viável para o país, teremos de ter a humildade de descer dos nossos pedestais morais e reconstruir as pontes que a intolerância insistiu em destruir.
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Jessyca Nagano Bezerra, é advogada, especialista em Direito Público, criminal e eleitoral há 14 anos.
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Muita chuva! Excesso de precipitações provoca prejuízos na soja e eleva custos de produção em estado brasileiro; saiba qual

O excesso de chuvas no Paraná tem provocado atrasos no plantio da soja, dificultado a colheita do trigo e comprometido a qualidade dos grãos. Além das perdas financeiras, o cenário aumenta os custos de produção e pode afetar o planejamento das próximas safras, especialmente o cultivo do milho safrinha.
O problema ocorre após um setembro marcado por precipitações acima da média histórica. Em 14 estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o volume de chuva registrado foi o maior para o mês desde o início das medições, há mais de 25 anos.
De acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o plantio da soja havia alcançado 39% da área prevista no Estado na primeira quinzena de outubro, equivalente a aproximadamente 5,7 milhões de hectares.
Produtores enfrentam dificuldades no campo
No Vale do Ivaí, o produtor rural Marcelo Alberton, que cultiva soja e trigo nos municípios de Manoel Ribas e Ivaiporã, relata que as chuvas de setembro e outubro reduziram significativamente os dias disponíveis para as atividades agrícolas.
Com 87,1 hectares destinados à soja e 43 hectares ao trigo, o agricultor afirma que teve apenas seis dias de condições favoráveis para o plantio da oleaginosa desde o início de setembro.
O atraso obrigou a mudança no planejamento da safra. Inicialmente, a intenção era priorizar variedades de soja de ciclo longo, mas, diante da redução da janela de plantio, o produtor passou a considerar cultivares de ciclo curto.
Além das dificuldades operacionais, o solo encharcado prejudica a emergência e o desenvolvimento das plantas, dificulta o enraizamento e impede a entrada de máquinas para a aplicação de defensivos agrícolas.
Situação semelhante é enfrentada por Mauro César Volponi dos Santos, produtor nos municípios de Engenheiro Beltrão e Roncador, no Noroeste paranaense. Ele destina cerca de 750 hectares à soja e 180 hectares ao trigo e estima atraso de aproximadamente 20 dias nos trabalhos.
Até o momento do levantamento, cerca de 30% da área de soja havia sido semeada. O plantio, que deveria ser concluído no fim de outubro, poderá avançar até novembro, dependendo das condições climáticas.
Segundo o produtor, em uma das semanas mais críticas, o acumulado de chuva chegou a 250 milímetros em algumas áreas, provocando erosão, encharcamento e pontos de afloramento de água.
Custos de produção ficam mais altos
O excesso de umidade também interfere no controle de plantas daninhas e pode exigir novas aplicações de herbicidas e fungicidas. Santos já identificou a necessidade de reaplicar produtos em algumas áreas, especialmente para combater a buva, com custo adicional estimado em R$ 200 por hectare nas áreas afetadas.
A coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, Ana Paula Kowalski, alerta que chuvas intensas podem arrastar sementes e plantas recém-emergidas, além de favorecer o desenvolvimento de doenças.
Dependendo da intensidade dos danos, os produtores também podem precisar realizar o replantio, ampliando as despesas da safra.
Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, os prejuízos vão além das lavouras e atingem diretamente a renda e o planejamento dos agricultores. A entidade defende o fortalecimento do seguro rural e de políticas públicas que ajudem os produtores a enfrentar perdas provocadas por eventos climáticos.
Umidade compromete qualidade do trigo
Enquanto o plantio da soja avança lentamente, parte das lavouras de trigo permanece no campo à espera de condições adequadas para a colheita. A exposição prolongada à umidade favorece doenças nas espigas e a deterioração dos grãos, reduzindo tanto a quantidade aproveitável quanto a qualidade comercial do cereal.
Os produtores relatam queda no peso hectolítrico (PH) e no Falling Number, também conhecido como Número de Queda. Esses indicadores são utilizados na classificação do trigo e influenciam seu valor de mercado e sua destinação industrial.
Quando os índices ficam abaixo dos padrões exigidos, o cereal pode perder qualidade para a fabricação de farinha destinada à panificação e passar a ser comercializado para outros usos, geralmente com menor remuneração.
A dificuldade para colher e entregar a produção também gera custos adicionais. Segundo Alberton, a capacidade de secagem das cooperativas não tem sido suficiente para atender à demanda de grãos com umidade elevada, provocando filas, despesas com frete e paralisações das máquinas.
Milho safrinha também pode ser afetado
Os impactos das chuvas podem se estender à próxima etapa do calendário agrícola. O atraso no plantio e o possível prolongamento do ciclo da soja podem reduzir a janela disponível para a semeadura do milho safrinha.
Na propriedade de Santos, o plantio do milho de segunda safra estava previsto para o fim de janeiro. Com as mudanças no calendário da soja, a operação poderá avançar por fevereiro e, em algumas áreas, chegar à primeira quinzena de março.
A semeadura mais tardia aumenta a preocupação com a produtividade, já que a cultura poderá enfrentar condições menos favoráveis ao desenvolvimento.
O risco também afeta a atividade pecuária. Na propriedade do produtor, o milho é destinado à alimentação de suínos, o que significa que uma eventual redução na colheita poderá comprometer o planejamento de abastecimento e os custos da criação.
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Polícia Civil cumpre nova prisão preventiva contra suspeito de roubo na Grande Cuiabá

Homem de 22 anos já está preso por outros delitos e é investigado por participação em grupo que atraía entregadores e comerciantes para emboscadas com armas de fogo
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta segunda-feira (19.10), um novo mandado de prisão preventiva contra um homem suspeito de crime de roubo, na Região Metropolitana de Cuiabá.
A prisão foi efetuada por agentes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (DERF) como desdobramento da Operação Armadilha, na qual a Polícia Civil desarticulou um grupo criminoso especializado em atrair entregadores e comerciantes para emboscadas com uso de armas de fogo.
A ordem judicial foi executada no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, onde o suspeito, de 22 anos, já cumpre pena por outros delitos.
A ação busca desarticular uma quadrilha especializada em roubos contra empresas e entregadores. O esquema utilizava falsas negociações comerciais como isca, os criminosos simulavam interesse em produtos, combinavam entregas em pontos específicos e, ao chegarem ao local, rendiam as vítimas sob a ameaça de armas de fogo para subtrair as mercadorias.
A equipe de investigação da DERF-Cuiabá segue com as investigações para outros membros da quadrilha e aprofundar os elementos de prova encaminhados ao Poder Judiciário.
Operação Armadilha
O nome da operação, deflagrada em agosto deste ano, faz referência direta ao modo de atuação dos suspeitos, que criavam verdadeiras emboscadas ao atrair entregadores para locais isolados ou controlados pelo bando.
A iniciativa faz parte da estratégia permanente da DERF Cuiabá no combate aos crimes patrimoniais violentos operados por grupos organizados na capital e no entorno.
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