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Vereador de VG relata ameaças com fotos de armas após romper com Wanderley

Vereador disse ao Gaeco que recebeu mensagens exigindo a retirada de um boletim de ocorrência por furto
O vereador Caio Cordeiro (Novo), de Várzea Grande, relatou ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que recebeu mensagens intimidatórias com imagens de armas de fogo após romper politicamente com o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB). Segundo o parlamentar, os remetentes exigiam que ele retirasse um boletim de ocorrência registrado por furto.
No depoimento, Caio afirmou que uma mochila foi levada de dentro de seu veículo. Nela estavam um notebook e documentos utilizados na fiscalização do transporte público municipal. As mensagens teriam chegado dias depois. Os elementos descritos no material não permitem identificar os responsáveis pelas supostas ameaças.
O vereador também declarou que servidores indicados por seu gabinete foram exonerados como retaliação ao seu posicionamento contrário à reeleição de Wanderley. Após o afastamento, Caio passou a defender uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação e os serviços prestados pela União Transportes e Turismo Ltda.
Documentos atribuídos ao Gaeco mencionam que o rompimento foi antecedido por conversas sobre uma possível parceria envolvendo a TV Cidade Verde, representantes da Câmara e da Prefeitura. As tratativas não avançaram, mas os registros não permitem concluir que esse tenha sido o motivo determinante da mudança de posição do parlamentar.
Caio ainda apresentou aos investigadores relatos sobre supostos pagamentos indevidos na Câmara e ameaças de divulgação de vídeos que mostrariam vereadores recebendo dinheiro. As declarações estão sob análise e não comprovam, por si só, a ocorrência de crimes nem permitem atribuir a Wanderley a autoria das intimidações relatadas.
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Polícia Civil prende agressor por descumprir medidas protetivas e reiterar violência contra a companheira em Nobres

Homem de 44 anos havia sido preso no dia 14 de outubro, mas ignorou a ordem judicial de distanciamento para cometer novos ataques físicos e psicológicos
A Polícia Civil cumpriu, nessa terça-feira (20.10), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 44 anos, investigado pela prática reiterada de crimes de violência doméstica e familiar contra sua companheira, de 49 anos, bem como pelo constante descumprimento de medidas protetivas de urgência.
O suspeito já havia sido preso anteriormente pela equipe da Delegacia de Nobres por agredir e ameaçar a ex-companheira no dia 14 de outubro. No dia foram concedidas medidas protetivas de urgência, com o intuito de garantir a integridade física e psicológica da vítima.
No entanto, o investigado, demonstrando total desrespeito às ordens judiciais, voltou a praticar novos atos de violência física e psicológica contra a vítima, violando a distância fixada judicialmente.
Diante da gravidade dos fatos e da necessidade de garantir a segurança da vítima, o delegado titular da Delegacia de Nobres, Marcus Vinícius Ferreira Silva, representou pela prisão preventiva do agressor.
O pedido foi acolhido, o mandado foi expedido pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Nobres e o suspeito preso pela equipe da Delegacia de Nobres, ficando à disposição da Justiça.
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Clima e demanda chinesa devem definir próximos movimentos da soja, aponta Itaú BBA

O comportamento do clima no Brasil e a demanda chinesa devem ser determinantes para a trajetória dos preços da soja nos próximos meses. Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, a irregularidade das chuvas ainda representa um fator de atenção para a safra 2026/27, apesar do avanço da semeadura nas últimas semanas.
No mercado internacional, a média do primeiro vencimento da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) atingiu US$ 13,04 por bushel em setembro, alta de 8,7% em relação a agosto. A valorização foi sustentada principalmente pela aceleração das compras chinesas da safra norte-americana 2026/27. Ao final do mês, a China já havia adquirido aproximadamente 13 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, volume equivalente a cerca de metade do compromisso de compra previsto para a temporada.
No Brasil, os preços acompanharam o movimento internacional. Em setembro, a soja registrou média de R$ 142 por saca em Sorriso (MT), avanço de 9,6% na comparação mensal. O cenário também foi sustentado pelos prêmios firmes nos portos, pelo câmbio e pelo ritmo das exportações brasileiras, que somaram aproximadamente 100 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Enquanto isso, o plantio da safra 2026/27 ganhou ritmo com a melhora das condições climáticas e alcançou 15,6% da área prevista no país até 9 de outubro. O percentual supera os 11,1% registrados no mesmo período de 2025 e fica ligeiramente acima da média das últimas cinco safras. Em Mato Grosso, a semeadura avançou de 10,2% para 33,3% da área em apenas uma semana.
Apesar da recuperação, a distribuição irregular das chuvas ainda limita o avanço dos trabalhos em algumas regiões produtoras. A situação mantém a atenção voltada à preservação da janela de plantio, fator fundamental para o desempenho das culturas de segunda safra, como milho e algodão.
“Após a forte alta observada em setembro, o mercado passa a acompanhar cada vez mais de perto o desenvolvimento da safra brasileira. A demanda chinesa segue oferecendo suporte aos preços, mas o comportamento do clima nas próximas semanas será decisivo para confirmar o potencial produtivo da safra e a manutenção da janela ideal das culturas de segunda safra. Neste momento, o Brasil é o principal fator de atenção para o mercado global de soja”, afirma Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA.
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Anec reduz previsão de exportação de soja em outubro e eleva a de milho; saiba os números

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de exportação de soja do Brasil em outubro para 6,40 milhões de toneladas, ante 6,55 milhões de toneladas projetadas na semana anterior, recuo de 2,2%. O volume é equivalente ao embarcado em outubro de 2025, conforme relatório semanal da entidade, elaborado com dados da Cargonave.
Para o milho, a previsão de embarques foi elevada para 6,87 milhões de toneladas, ante 6,41 milhões de toneladas estimadas na semana passada, avanço de 7,2%. O volume representa alta de 20,7% em relação às 5,69 milhões de toneladas exportadas em outubro do ano passado. Na comparação com setembro, quando os embarques somaram 5,31 milhões de toneladas, a projeção indica crescimento de 29,3%.
No acumulado de janeiro a outubro, considerando a programação prevista para este mês, as exportações de soja somam 107,80 milhões de toneladas, alta de 6,2% em relação aos 101,48 milhões de toneladas registrados no mesmo período de 2025. Para o milho, o volume chega a 26,34 milhões de toneladas, queda de 11,2% ante as 29,64 milhões de toneladas embarcadas no intervalo correspondente do ano passado.
Farelo de soja e outros produtos
A estimativa de exportação de farelo de soja em outubro foi reduzida para 2,52 milhões de toneladas, ante 2,55 milhões de toneladas na semana anterior, recuo de 1,4%. Apesar da revisão, o volume projetado é 45,9% superior às 1,73 milhão de toneladas exportadas em outubro de 2025.
Entre janeiro e outubro, os embarques de farelo de soja devem alcançar 21,83 milhões de toneladas, crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para o DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, a programação permanece em 49 mil toneladas em outubro, acima das 29,2 mil toneladas exportadas no mesmo mês de 2025. Já a estimativa para o sorgo caiu de 1,52 milhão para 1,47 milhão de toneladas.
Considerando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para outubro totalizam 17,31 milhões de toneladas, alta de 1,4% em relação à previsão da semana anterior e de 25% na comparação anual.
Embarques semanais avançam
Na programação entre 18 e 24 de outubro, os embarques de soja somam 1,61 milhão de toneladas, avanço de 30,4% ante as 1,24 milhão de toneladas previstas para a semana de 11 a 17 de outubro.
Para o milho, o line-up semanal indica 1,84 milhão de toneladas, alta de 51,2% em relação às 1,22 milhão de toneladas da semana anterior. No farelo de soja, a programação chega a 699,1 mil toneladas, crescimento de 70,4% ante as 410,4 mil toneladas anteriores.
Em sentido contrário, os embarques de sorgo recuam 48%, para 230,7 mil toneladas, ante 443,7 mil toneladas na semana precedente.
Entre os portos com maior volume de soja programado para a semana estão Santos, com 480,9 mil toneladas; Paranaguá, com 465,7 mil toneladas; Rio Grande, com 326 mil toneladas; São Luís/Itaqui, com 128,6 mil toneladas; e São Francisco do Sul, com 110 mil toneladas.
No milho, Santos lidera a programação, com 799,5 mil toneladas, seguido por Barcarena, com 412,1 mil toneladas; Santarém, com 137,8 mil toneladas; Paranaguá, com 125 mil toneladas; e Vitória, com 124,9 mil toneladas.
Para o farelo de soja, os maiores volumes estão previstos para Santos, com 249,9 mil toneladas; Paranaguá, com 242,2 mil toneladas; e Rio Grande, com 180 mil toneladas.
Na semana de 11 a 17 de outubro, os embarques de soja somaram 1,24 milhão de toneladas, liderados por Rio Grande, com 335,6 mil toneladas, seguido por Paranaguá, com 265,7 mil toneladas; Santos, com 197,2 mil toneladas; e São Luís/Itaqui, com 178 mil toneladas.
No milho, o volume semanal foi de 1,22 milhão de toneladas, com destaque para Santos, que embarcou 447 mil toneladas, Barcarena, com 323 mil toneladas, e Santarém, com 209,7 mil toneladas. Os embarques de farelo de soja totalizaram 410,4 mil toneladas, com Paranaguá, com 118,1 mil toneladas, e Santos, com 114,7 mil toneladas, entre os principais portos.
China lidera compras de soja brasileira
No acumulado de janeiro a setembro, a China permaneceu como principal destino da soja brasileira, respondendo por 70% dos embarques. Na sequência aparecem Espanha, com 4%, e Tailândia, Turquia e Paquistão, com 3% cada.
Para o milho, o Egito lidera as compras, com 25% do volume exportado, seguido por Irã, com 14%, e Vietnã, com 10%.
No caso do farelo de soja, a Indonésia responde por 17% dos embarques, enquanto Holanda e Tailândia representam 11% cada. O Irã aparece na sequência, com 10%.
A Anec ressalta que as estimativas são baseadas na programação de embarques e podem sofrer alterações em função das condições operacionais dos portos e de outros fatores logísticos.
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