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21 de outubro de 2026

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De “mensalinho” ao DAE: veja tudo o que se sabe sobre a operação que investiga ações de Wanderley em VG

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Depoimentos citam ofertas de dinheiro e promessa de pagamentos ligados a uma eventual concessão da autarquia

A permanência de Wanderley Cerqueira (MDB) na presidência da Câmara de Várzea Grande está no centro da Operação Cathedra, deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (20). A investigação apura se o apoio ao parlamentar foi negociado mediante ofertas de dinheiro, distribuição de cargos e pressão sobre vereadores.

Em depoimento, o vereador Caio Cordeiro afirmou que Wanderley lhe ofereceu R$ 100 mil para votar em sua reeleição. Segundo o relato, o dinheiro estaria em uma sacola, em um escritório na residência da mãe do presidente da Câmara. Caio disse ter recusado a proposta.

O parlamentar também relatou uma oferta de R$ 10 mil mensais e afirmou que Wanderley mencionou a possibilidade de distribuir aproximadamente R$ 500 mil por vereador caso uma concessão ou privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) fosse concretizada. Os valores são citados em depoimentos e ainda não representam pagamentos comprovados.

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Outra frente da apuração envolve relatos de cartas de renúncia e gravações clandestinas que teriam sido usadas para assegurar apoio ao grupo. Os investigadores também apuram uma suposta articulação para cassar a prefeita Flávia Moretti, que, conforme um dos depoimentos, poderia favorecer a chegada de Wanderley ao Executivo.

A eleição que reconduziu o emedebista ao comando da Câmara, por 12 votos a 11, ocorreu em maio e foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal por antecipação irregular. A operação investiga possíveis crimes nas negociações políticas e teve buscas e apreensões, sem mandados de prisão nesta fase.

Wanderley negou irregularidades, afirmou estar com a consciência tranquila e se colocou à disposição da Justiça. Também declarou desconhecer os motivos da operação e defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas.

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Polícia Civil prende agressor por descumprir medidas protetivas e reiterar violência contra a companheira em Nobres

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Homem de 44 anos havia sido preso no dia 14 de outubro, mas ignorou a ordem judicial de distanciamento para cometer novos ataques físicos e psicológicos

A Polícia Civil cumpriu, nessa terça-feira (20.10), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 44 anos, investigado pela prática reiterada de crimes de violência doméstica e familiar contra sua companheira, de 49 anos, bem como pelo constante descumprimento de medidas protetivas de urgência.

O suspeito já havia sido preso anteriormente pela equipe da Delegacia de Nobres por agredir e ameaçar a ex-companheira no dia 14 de outubro. No dia foram concedidas medidas protetivas de urgência, com o intuito de garantir a integridade física e psicológica da vítima.

No entanto, o investigado, demonstrando total desrespeito às ordens judiciais, voltou a praticar novos atos de violência física e psicológica contra a vítima, violando a distância fixada judicialmente.

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Diante da gravidade dos fatos e da necessidade de garantir a segurança da vítima, o delegado titular da Delegacia de Nobres, Marcus Vinícius Ferreira Silva, representou pela prisão preventiva do agressor.

O pedido foi acolhido, o mandado foi expedido pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Nobres e o suspeito preso pela equipe da Delegacia de Nobres, ficando à disposição da Justiça.

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Clima e demanda chinesa devem definir próximos movimentos da soja, aponta Itaú BBA

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O comportamento do clima no Brasil e a demanda chinesa devem ser determinantes para a trajetória dos preços da soja nos próximos meses. Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, a irregularidade das chuvas ainda representa um fator de atenção para a safra 2026/27, apesar do avanço da semeadura nas últimas semanas.

No mercado internacional, a média do primeiro vencimento da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) atingiu US$ 13,04 por bushel em setembro, alta de 8,7% em relação a agosto. A valorização foi sustentada principalmente pela aceleração das compras chinesas da safra norte-americana 2026/27. Ao final do mês, a China já havia adquirido aproximadamente 13 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, volume equivalente a cerca de metade do compromisso de compra previsto para a temporada.

No Brasil, os preços acompanharam o movimento internacional. Em setembro, a soja registrou média de R$ 142 por saca em Sorriso (MT), avanço de 9,6% na comparação mensal. O cenário também foi sustentado pelos prêmios firmes nos portos, pelo câmbio e pelo ritmo das exportações brasileiras, que somaram aproximadamente 100 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Enquanto isso, o plantio da safra 2026/27 ganhou ritmo com a melhora das condições climáticas e alcançou 15,6% da área prevista no país até 9 de outubro. O percentual supera os 11,1% registrados no mesmo período de 2025 e fica ligeiramente acima da média das últimas cinco safras. Em Mato Grosso, a semeadura avançou de 10,2% para 33,3% da área em apenas uma semana.

Apesar da recuperação, a distribuição irregular das chuvas ainda limita o avanço dos trabalhos em algumas regiões produtoras. A situação mantém a atenção voltada à preservação da janela de plantio, fator fundamental para o desempenho das culturas de segunda safra, como milho e algodão.

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“Após a forte alta observada em setembro, o mercado passa a acompanhar cada vez mais de perto o desenvolvimento da safra brasileira. A demanda chinesa segue oferecendo suporte aos preços, mas o comportamento do clima nas próximas semanas será decisivo para confirmar o potencial produtivo da safra e a manutenção da janela ideal das culturas de segunda safra. Neste momento, o Brasil é o principal fator de atenção para o mercado global de soja”, afirma Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

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Vereador de VG relata ameaças com fotos de armas após romper com Wanderley

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Vereador disse ao Gaeco que recebeu mensagens exigindo a retirada de um boletim de ocorrência por furto

O vereador Caio Cordeiro (Novo), de Várzea Grande, relatou ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que recebeu mensagens intimidatórias com imagens de armas de fogo após romper politicamente com o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB). Segundo o parlamentar, os remetentes exigiam que ele retirasse um boletim de ocorrência registrado por furto.

No depoimento, Caio afirmou que uma mochila foi levada de dentro de seu veículo. Nela estavam um notebook e documentos utilizados na fiscalização do transporte público municipal. As mensagens teriam chegado dias depois. Os elementos descritos no material não permitem identificar os responsáveis pelas supostas ameaças.

O vereador também declarou que servidores indicados por seu gabinete foram exonerados como retaliação ao seu posicionamento contrário à reeleição de Wanderley. Após o afastamento, Caio passou a defender uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação e os serviços prestados pela União Transportes e Turismo Ltda.

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Documentos atribuídos ao Gaeco mencionam que o rompimento foi antecedido por conversas sobre uma possível parceria envolvendo a TV Cidade Verde, representantes da Câmara e da Prefeitura. As tratativas não avançaram, mas os registros não permitem concluir que esse tenha sido o motivo determinante da mudança de posição do parlamentar.

Caio ainda apresentou aos investigadores relatos sobre supostos pagamentos indevidos na Câmara e ameaças de divulgação de vídeos que mostrariam vereadores recebendo dinheiro. As declarações estão sob análise e não comprovam, por si só, a ocorrência de crimes nem permitem atribuir a Wanderley a autoria das intimidações relatadas.

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