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Rabobank vê cenário favorável para safra de café 2027/28 no Brasil

As chuvas acima da média histórica nas principais regiões produtoras de café do Brasil melhoraram as perspectivas para a safra 2027/28. O cenário, combinado à expectativa de aumento das exportações brasileiras, começa a deslocar as preocupações do mercado internacional com a oferta para a possibilidade de excedente de produção e recomposição dos estoques globais.
A avaliação é do Rabobank, no relatório mensal sobre o mercado brasileiro de café referente a setembro de 2026. Apesar dos sinais favoráveis, o banco ressalta que o equilíbrio entre oferta e demanda ainda depende das condições climáticas e do desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo produtivo.
Chuvas favorecem desenvolvimento dos cafezais
As regiões produtoras de arábica e conilon analisadas pelo Rabobank registraram volumes de chuva significativamente superiores à média histórica dos últimos 15 anos em setembro.
Em Guaxupé, no sul de Minas Gerais, foram registrados 154 milímetros de precipitação, ante uma média histórica de 57,2 milímetros. Em Manhuaçu, na região das Matas de Minas, o volume chegou a 111 milímetros, enquanto a média é de 28,5 milímetros.
Já em Linhares, no Espírito Santo, importante região produtora de conilon, choveu 90 milímetros, contra uma média histórica de 29,4 milímetros.
Segundo o relatório, as precipitações ocorreram em uma fase importante para a floração e o desenvolvimento vegetativo dos cafeeiros. As condições favorecem o potencial produtivo e reforçam a perspectiva positiva para a safra 2027/28.
O banco, no entanto, ressalta que ainda há incertezas sobre a produção. O comportamento do clima e as condições agronômicas das lavouras ao longo do ciclo serão determinantes para o resultado da próxima safra.
Exportações brasileiras ganham ritmo
O Brasil exportou 4,15 milhões de sacas de café de 60 quilos em agosto de 2026, volume 22% superior ao de julho e 31% maior que o registrado em agosto do ano passado.
Apesar da aceleração dos embarques no mês, as exportações acumuladas de janeiro a julho somaram 25,07 milhões de sacas, recuo de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Para o Rabobank, o aumento recente dos embarques reforça a expectativa de maior disponibilidade de café brasileiro no mercado internacional. Esse movimento pode contribuir para a recomposição dos estoques globais.
A perspectiva de maior oferta, contudo, ainda não representa uma confirmação de excedente. O balanço entre produção e consumo continuará dependendo do desempenho das lavouras nos principais países produtores e da evolução das condições comerciais e logísticas.
Arábica cai 15,1% em setembro
Os preços internacionais tiveram comportamentos distintos em setembro. Enquanto o café arábica negociado na bolsa de Nova York recuou 15,1%, o robusta negociado em Londres registrou leve alta de 0,4%.
O contrato de arábica passou de US$ 3,42 para US$ 2,91 por libra-peso ao longo do mês. A cotação atingiu a mínima mensal de US$ 2,72 por libra-peso em 22 de setembro, queda de 20,4% em relação ao início do período.
Nos dias seguintes, houve recuperação de 6,8% até o fechamento do mês, insuficiente para compensar as perdas acumuladas.
O robusta também atingiu a mínima em 22 de setembro, a US$ 3.230 por tonelada, mas recuperou 6,7% e encerrou o mês a US$ 3.445 por tonelada, próximo do nível registrado no início do período.
De acordo com o Rabobank, a diferença de preços entre arábica e robusta diminuiu, refletindo a maior fraqueza e volatilidade do primeiro tipo. A recuperação das cotações no fim de setembro melhorou o ponto de partida para outubro, mas ainda não indica uma reversão da tendência mensal de queda do arábica.
O relatório recomenda que as empresas do setor acompanhem de perto as margens e os diferenciais de preços diante da volatilidade do mercado.
Oferta global segue no radar
Além do Brasil, a melhora das condições climáticas no Vietnã e na Indonésia também contribui para reduzir os riscos de oferta associados à safra 2027/28, segundo o banco.
O mercado começa, assim, a considerar um cenário de maior disponibilidade de café e recomposição dos estoques internacionais, em contraste com as preocupações anteriores com restrições de oferta.
Ainda assim, o Rabobank destaca que as perspectivas para arábica e robusta permanecem sujeitas a mudanças ao longo do ciclo produtivo. O clima, o desenvolvimento das lavouras, a logística e as condições comerciais continuarão entre os principais fatores a acompanhar nos próximos meses.
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Produção de maçã no Brasil atinge recorde de 1,6 milhão de toneladas na safra 2025/26

O Brasil colheu cerca de 1,6 milhão de toneladas de maçã na safra 2025/26, no maior volume já registrado no país, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM). O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (21) e supera o recorde anterior de 1,3 milhão de toneladas, alcançado em 2017. A produção também ficou perto do dobro das cerca de 850 mil toneladas registradas em cada uma das duas safras anteriores.
Santa Catarina liderou a produção nacional, com cerca de 830 mil toneladas. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 710 mil toneladas, e o Paraná, com 50 mil toneladas.
No comércio exterior, as exportações brasileiras de maçã somaram 48,6 mil toneladas em 2026, ante 13 mil toneladas em 2025, com receita de US$ 49,6 milhões. A Índia foi o principal destino da fruta brasileira, com 18,1 mil toneladas, seguida pela Arábia Saudita, com 10,1 mil toneladas.
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Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Moisés Lopes de Albuquerque, os embarques ficaram abaixo da projeção inicial de 100 mil toneladas. De acordo com a entidade, entraves comerciais e logísticos ligados ao conflito no Oriente Médio restringiram as vendas para a região e provocaram excesso de oferta em outros mercados.
A ABPM considera estratégica a abertura de novos destinos, como México e Malásia, para ampliar as vendas externas e contribuir para o equilíbrio do mercado doméstico.
Para a safra 2026/27, a associação informou que as condições iniciais são positivas. O inverno e a florada apresentaram resultados favoráveis, enquanto o volume e a qualidade da produção seguem atrelados às próximas etapas do ciclo até o início da colheita das variedades Gala e Fuji, previsto para o começo de 2027.
Com recorde histórico de produção em 2025/26, a maçã brasileira avançou em volume colhido e em exportações, com destaque para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná no abastecimento nacional.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Milho cai em Chicago com avanço da colheita nos EUA e expectativa de maior oferta

Os preços do milho operam em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (21), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de aumento da oferta do cereal no mercado. Segundo análise da Agência Safras, a previsão de tempo favorável aos trabalhos no campo norte-americano até o fim de semana contribui para a desvalorização dos contratos futuros.
Por outro lado, a alta nos preços do petróleo ajuda a limitar perdas mais expressivas nas cotações.
Por volta das 8h desta quarta-feira, os contratos com vencimento em dezembro eram negociados a US$ 4,59 1/4 por bushel, queda de 2,75 centavos de dólar, equivalente a 0,59%, em relação ao fechamento anterior.
Colheita de milho nos EUA chega a 44% da área
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de milho alcançou 44% da área cultivada até 18 de outubro, percentual abaixo das expectativas do mercado e da média dos últimos cinco anos.
As chuvas registradas em partes do Meio-Oeste norte-americano na última semana prejudicaram o ritmo dos trabalhos. No entanto, a previsão de condições mais secas nos próximos dias deve favorecer a retomada da colheita e ampliar a disponibilidade do cereal.
Esse cenário mantém a pressão sobre os preços internacionais, diante da perspectiva de maior entrada de milho no mercado.
Na terça-feira (20), os contratos futuros já haviam encerrado o pregão em baixa, influenciados pela chegada da safra norte-americana e pela desvalorização do petróleo, apesar do enfraquecimento do dólar frente a outras moedas.
Os contratos com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,62 por bushel, recuo de 1,07%. Já os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 4,76 por bushel, queda de 0,93%.
Governo dos EUA anuncia pacote de US$ 8 bilhões para produtores rurais
Outro fator acompanhado pelo mercado é o anúncio de um pacote de US$ 8 bilhões em auxílio aos produtores rurais dos Estados Unidos, feito pelo presidente Donald Trump.
A medida tem como objetivo compensar os elevados custos de produção agrícola, especialmente com insumos como diesel e fertilizantes.
Segundo a Agência Safras, os pagamentos serão calculados com base na área plantada e nas estimativas de custos de produção e produtividade do USDA.
Os valores específicos destinados a cada cultura deverão ser divulgados em novembro.
Enquanto isso, o mercado de milho segue atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras norte-americanas, já que o avanço da colheita poderá ampliar a pressão sobre os preços nos próximos dias.
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Mel de Capanema recebe Indicação Geográfica e amplia visibilidade da apicultura no Paraná

O mel de Capanema, no Sudoeste do Paraná, conquistou nesta terça-feira (20) o registro de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento foi na modalidade Denominação de Origem (DO), vinculada a características do produto associadas a fatores naturais e humanos da região. Com isso, o Paraná chegou a 29 IGs e manteve a liderança nacional nesse tipo de certificação.
A apicultura em Capanema tem mais de 50 anos de atividade e base na agricultura familiar. O pedido de reconhecimento foi apresentado pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic). Segundo as informações divulgadas, a diferenciação do produto está ligada à interação das abelhas com a flora nativa da Mata Atlântica preservada no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina.
Atualmente, os produtores vinculados à associação mantêm cerca de 5 mil colmeias e produzem 60 toneladas de mel por ano. A produção abastece o mercado regional, a rede de serviços do entorno do Parque Nacional do Iguaçu e também é comercializada para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.
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O reconhecimento também é associado ao turismo regional. O diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, afirmou que a Indicação Geográfica fortalece o pertencimento regional e amplia a visibilidade de produtos típicos. Em Capanema, a associação já organiza visitas guiadas a apiários, com acompanhamento técnico e apresentação do processo de extração e tratamento do mel.
O presidente da Apic, Cleiton Lagemann, disse que a atividade já integra a rota turística do município e que a expectativa é de ampliação dessa frente com o novo selo. A proprietária do Apiário Manchini, Salete Manchini, afirmou que a atividade pode contribuir para a renda de famílias e produtores.
Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o Paraná foi o segundo maior produtor de mel do país em 2025, com 10,7 mil toneladas, alta de 7,1%. Em valor da produção, o estado ficou em primeiro lugar, com R$ 217,7 milhões, avanço de 17,1% e participação de 17,9% no total nacional.
Com o novo registro, o mel de Capanema passa a integrar o grupo de produtos paranaenses com selo de Indicação Geográfica. O estado soma agora 29 reconhecimentos e quatro méis certificados, reforçando a presença da apicultura entre as cadeias com diferenciação de origem no Paraná.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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