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22 de maio de 2026

Business

Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

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Foto: Pixabay

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.

Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.

Queda nas cotações

O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.

No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.

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Oferta maior pressiona mercado

Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.

A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.

“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.

Clima segue no radar

O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.

“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.

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Business

Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

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Foto: Freepik

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.

As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.

Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.

Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.

O tempo em agosto

Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.

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Agro Mato Grosso

STF valida lei e dá sinal verde para a Ferrogrão arrancar de Sinop rumo a Miritituba no Pará

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Plenário do Supremo Tribunal Federal decide por 9 a 1 destravar os estudos e a implantação da ferrovia EF-170 no Arco Norte

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Massa de ar frio mantém tempo estável no Rio Grande do Sul no fim de semana

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A massa de ar frio deve seguir influenciando o tempo em grande parte do Rio Grande do Sul entre esta sexta-feira (22) e o fim de semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 21/2026. A previsão indica temperaturas baixas na maior parte do estado, com ausência de chuva significativa na maior parte das regiões e ocorrência pontual de precipitação em áreas da metade Norte e do litoral.

De acordo com o boletim, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), apenas uma pequena porção do Noroeste deve registrar chuva fraca a moderada e isolada nesta sexta-feira (22). Nas demais áreas, o tempo permanece estável.

No sábado (23) e no domingo (24), a circulação atmosférica deve favorecer o transporte de umidade para pontos da metade Norte e do litoral gaúcho. A tendência é de aumento da nebulosidade nessas regiões, com chuva pontual. Nas demais localidades, a previsão é de estabilidade e leve elevação das temperaturas.

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Entre segunda-feira (25) e terça-feira (26), esse transporte de umidade ainda pode provocar chuva fraca a moderada, principalmente na metade Norte e no litoral. Para a metade Sul, o boletim mantém a indicação de tempo estável e sem volumes expressivos. Na quarta-feira (27), a previsão é de retorno da estabilidade em praticamente todo o estado.

Os acumulados previstos ao longo da semana variam entre 0 e 50 milímetros, com pontos isolados da metade Norte podendo superar esse volume. Na metade Sul, não há previsão de acumulados significativos.

Com a chuva concentrada em áreas específicas e a manutenção do tempo firme em boa parte do estado, o cenário meteorológico serve de referência para o planejamento de atividades no campo, especialmente operações de manejo, deslocamento e monitoramento de lavouras e criações.

A orientação técnica é acompanhar as atualizações semanais do boletim agrometeorológico, já que a distribuição da chuva prevista é irregular e concentrada em parte do estado. Até o momento, as informações disponíveis indicam maior estabilidade sobre a metade Sul e precipitação de curta duração na metade Norte.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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