Agro Mato Grosso
AMAGGI colhe primeira safra de soja com maquinário movido a B100

A AMAGGI colheu a sua primeira safra de soja usando maquinário movido a biodiesel puro (B100). O feito inédito ocorreu na Fazenda Sete Lagoas, em Diamantino (MT), e representa mais um avanço na estratégia de descarbonização das operações da empresa, alinhada ao seu compromisso com o combate às mudanças climáticas e à redução das emissões de gases de efeito estufa.
A fazenda é a primeira da AMAGGI a adotar o uso do B100 em todas as suas máquinas agrícolas. O biocombustível é produzido pela própria AMAGGI, na fábrica localizada em Lucas do Rio Verde, e utiliza como matéria-prima óleo degomado de soja.![]()
“O biocombustível representa uma alternativa viável e sustentável. Antes de ser utilizado na Fazenda Sete Lagoas, o B100 foi submetido a testes, que garantiram que o abastecimento do maquinário não causaria danos aos motores. Nossa intenção é, no futuro, ampliar o uso desse biocombustível para outras fazendas da empresa”, afirmou José Eduardo Tomaz, diretor Agro da AMAGGI.
O biodiesel produzido pela AMAGGI abastece ainda parte dos caminhões que transportam os grãos da empresa. Já foi testado e aprovado também para uso na frota fluvial da empresa, que recebeu a primeira autorização do país para operar suas embarcações com B100.
O Projeto B100 da AMAGGI é pioneiro no Brasil e representa um passo importante nas metas de sustentabilidade da companhia. Além do uso do biodiesel, a empresa também investe em um programa e certificação de agricultura regenerativa, o Amaggi Regenera, com iniciativas e monitoramento para promover um sistema agrícola de baixo carbono, com abordagem integrada que combina inovação tecnológica, parceria científica e uma certificação própria.
Show Safra
O B100 da AMAGGI foi destaque no Show Safra, maior feira de negócios de Mato Grosso, que ocorreu em Lucas do Rio Verde entre os dias 23 e 27 de março. Produtores rurais e visitantes em geral puderam conferir no stand da empresa mais informações sobre a produção e uso do biodiesel, e sua importância para o meio ambiente e para uma cadeia do agronegócio mais sustentável. Um caminhão da empresa que roda somente com o biocombustível também foi apresentado durante a feira, atraindo a atenção do público.

Agro Mato Grosso
Justiça suspende concessão de R$ 10 bilhões da ‘Rota dos Grãos’ em MT

Decisão cautelar atende ação de empresa concorrente que aponta possíveis irregularidades e mudanças no edital das concessões das rodovias estaduais MT-020, MT-140, MT-225, MT-244 e MT-251.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, temporariamente, nesta quinta-feira (21), a concessão de um pacote de rodovias estaduais avaliado em cerca de R$ 10 bilhões, considerado um dos principais projetos de infraestrutura do governo do estado.
A decisão cautelar interrompe o andamento do processo de concessão das rodovias MT-020, MT-140, MT-225, MT-244 e MT-251, conhecidas como “Rota dos Grãos”, após questionamentos sobre possíveis irregularidades no edital.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra), mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
A decisão foi proferida pelo desembargador relator Jones Gattas Dias, da Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT, no âmbito de ação movida pela CS Infra S.A., líder do Consórcio Rota Multimodal. A empresa contesta alterações realizadas no edital da licitação, alegando que mudanças de última hora podem ter comprometido a competitividade do certame e favorecido determinados grupos econômicos.
No despacho, o magistrado analisou ainda um pedido de destaque apresentado pela CS Infra.O desembargador, no entanto, considerou o pedido prejudicado, destacando que a sustentação da defesa já havia sido regularmente inscrita e confirmada pela secretaria da Corte.
Com a suspensão cautelar, a Sinfra-MT deverá reavaliar pontos do edital antes da continuidade do processo licitatório. O mérito da ação ainda será analisado pelo Tribunal.
Agro Mato Grosso
STF valida lei e dá sinal verde para a Ferrogrão arrancar de Sinop rumo a Miritituba no Pará

Plenário do Supremo Tribunal Federal decide por 9 a 1 destravar os estudos e a implantação da ferrovia EF-170 no Arco Norte
Agro Mato Grosso
Gene altera escolha de hospedeiro em Aphis gossypii

Silenciamento de AgosOBP3 mudou preferência de haplótipo especializado em algodão para pepino
O gene AgosOBP3 atua como determinante da escolha de hospedeiro em Aphis gossypii. Seu silenciamento por RNAi reduziu sua expressão em 46,8% e inverteu a preferência do haplótipo Hap1, especializado em algodão. Após 48 horas, 70% dos pulgões do grupo controle escolheram algodão. No grupo tratado, 65% escolheram pepino. Essas conclusões constam em estudo de pesquisadores chineses.
Aphis gossypii apresenta forte especialização intraespecífica por plantas hospedeiras. Por isso, serve como modelo para estudos sobre adaptação mediada por olfato. O Hap1 possui especialização em algodão. O Hap3 possui especialização em cucurbitáceas. O estudo avaliou a função de AgosOBP3 nesse processo.
Os pesquisadores identificaram 13 genes de proteínas ligadoras de odorantes no genoma de Aphis gossypii. Essas proteínas participam do reconhecimento de hospedeiros em insetos. Também aparecem como possíveis alvos para RNAi.
A comparação transcriptômica mostrou maior expressão de AgosOBP3 no Hap4, de hábito polífago, em relação ao Hap1. A diferença atingiu 1,79 vez, com P < 0,05.
Ensaios de tabela de vida confirmaram a especialização do Hap1. O haplótipo apresentou bom desempenho em algodão. Em pepino, exibiu sobrevivência e reprodução muito baixas.
Desempenho reprodutivo
O silenciamento de AgosOBP3 alterou também o desempenho reprodutivo. Pulgões Hap1 tratados com RNAi tiveram aumento de 39,6% na fecundidade em pepino. Em algodão, houve queda de 39,5%.
Os resultados indicam relação direta entre o nível de expressão de AgosOBP3 e a preferência de Aphis gossypii por hospedeiros especializados. A interferência nesse gene rompeu o padrão de seleção de hospedeiro e redirecionou o haplótipo especializado em algodão para uma planta não adaptada.
O estudo aponta AgosOBP3 como alvo molecular para estratégias de manejo baseadas em perturbação olfativa contra pulgões.
Outras informações em doi.org/10.1002/ps.70935
Sobre a AgosOBP3
AgosOBP3 (Aphis gossypii Odorant-Binding Protein 3) é uma proteína crucial para o sistema olfativo do pulgão-do-algodoeiro. Localizada nas antenas do inseto, sua função é capturar as moléculas de odor suspensas no ar (os voláteis liberados pelas plantas) e transportá-las até os receptores nervosos. É graças a ela que o pulgão consegue “cheirar” o ambiente para encontrar alimento e parceiros.
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