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Denúncia anônima de homem armado em pátio de hospital evita feminicídio no Araguaia

Investigadores agiram rápido após alerta de que agressor cercava o local de trabalho da funcionária de 29 anos
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta quinta-feira (21.5), um homem de 30 anos, suspeito de ameaçar a própria esposa, de 29 anos, com uma arma de fogo, no local de trabalho da vítima, em Canarana.
A equipe da Delegacia de Canarana foi acionada por uma denúncia anônima com a informação de que havia um homem armado tentando entrar no Hospital Municipal da cidade. Ele pedia para falar com a esposa, funcionária do local.
Uma equipe da Polícia Civil foi enviada ao local e encontrou o suspeito dentro de um carro. No veículo, os policiais localizaram uma pistola calibre 9 mm municiada. O suspeito foi algemado e encaminhado à Delegacia.
Posteriormente, a vítima compareceu à unidade policial, onde afirmou que estava sendo ameaçada desde o começo do dia e que o suspeito utilizava a arma de fogo e uma faca para intimidá-la. Ela convenceu o agressor a levá-la ao trabalho com a condição de que logo sairia e, por isso, ele a esperava do lado de fora do hospital e tentava entrar na unidade.
A mulher apresentava forte abalo emocional e medo em razão das ameaças sofridas, sendo acolhida e atendida pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher da Delegacia de Canarana.
A vítima relatou ainda ter sido ameaçada com uma faca na região da barriga, que estaria no interior do veículo utilizado pelo suspeito. A equipe realizou buscas e encontrou a faca no carro do suspeito.
Com autorização da vítima, os policiais também realizaram buscas por outras armas na residência do casal, onde localizaram uma espingarda calibre 36 e diversas munições intactas e deflagradas de vários calibres.
Todo o material apreendido foi encaminhado à delegacia para as providências e continuidade das investigações.
“Denúncias rápidas e a pronta intervenção policial são fundamentais para prevenir que casos de violência doméstica se tornem feminicídios”, disse o delegado Diogo Jobane Neto.
Com Assessoria
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Nota Cuiabana premia morador com R$ 50 mil e prefeitura estuda sistema de cashback via Pix

Sorteio realizado nesta quarta-feira (8) contemplou dezenas de contribuintes. Vencedores têm até 180 dias para resgatar os valores depositados
Nota Cuiabana sorteia R$ 120 mil e premia moradores de Cuiabá, Várzea Grande e interior
A Prefeitura de Cuiabá realizou, na tarde desta quarta-feira (8), mais um sorteio da Nota Cuiabana Premiada, programa que incentiva os contribuintes a solicitarem a nota fiscal de serviços com a inclusão do CPF. A extração ocorreu na Sala da Secretaria Adjunta de Tecnologia e Inovação (SAETI), no 3º andar do Palácio Alencastro, e distribuiu R$ 120 mil em prêmios principais, além de contemplar outros 30 participantes com R$ 1 mil cada.
O prêmio principal, no valor de R$ 50 mil, foi destinado a um morador do bairro Parque do Lago, em Várzea Grande. O segundo prêmio, de R$ 25 mil, saiu para uma moradora do Jardim Universitário, em Cuiabá. Já o prêmio de R$ 10 mil contemplou uma participante de Rosário Oeste, enquanto uma moradora do Despraiado, em Cuiabá, foi sorteada com R$ 5 mil. Além dos principais valores, outros 30 contribuintes de municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Nova Mutum receberão R$ 1 mil cada.
O sorteio foi conduzido por uma comissão formada pelo secretário adjunto de Receita, Thiago Semensato, pela assessora técnica da Secretaria Municipal de Economia, Danielly Mello e Silva, e pelos auditores fiscais Arnildo Lino dos Santos, diretor de Receitas Imobiliárias, e Alexandre Moraes Ferreira, diretor de Receitas Mobiliárias.
Segundo o secretário adjunto de Receita, Thiago Semensato, a participação dos contribuintes no programa vem crescendo de forma contínua, impulsionando a emissão de documentos fiscais e fortalecendo a arrecadação municipal.
“Estamos tendo uma adesão maciça dos contribuintes, observando cada vez mais o aumento na emissão de documentos fiscais e, consequentemente, dos cupons para os sorteios. Sempre que o cidadão solicita a nota fiscal, ele contribui para a arrecadação do ISSQN, fortalece o financiamento dos serviços públicos e ainda pode ser beneficiado com prêmios e descontos no IPTU”, destacou Semensato.
O secretário ressaltou que o ISSQN é a principal fonte de receita própria do município e afirmou que Cuiabá figura entre as capitais que mais ampliaram a arrecadação desse imposto entre 2025 e 2026. Ele também informou que a Secretaria Municipal de Economia estuda aperfeiçoamentos no programa, entre eles a possibilidade de implantar, futuramente, um sistema de devolução de parte dos valores em forma de cashback via Pix aos contribuintes cadastrados.
Orientações aos contemplados
Os vencedores são comunicados oficialmente por e-mail e deverão encaminhar cópias do RG, CPF, comprovante de endereço e dados bancários à Secretaria Municipal de Economia. Após a conferência da documentação e a conclusão dos procedimentos administrativos, o processo é encaminhado à Diretoria do Tesouro para a efetivação do pagamento, que normalmente ocorre em até 30 dias. Os contemplados têm prazo de até 180 dias para apresentar a documentação exigida.
A relação completa dos ganhadores desta edição já está disponível no portal da Nota Cuiabana, na aba “Sorteios”, onde também é possível consultar os resultados anteriores por data ou pelo nome do contemplado. O cronograma oficial, disponível no mesmo portal, reúne as datas dos próximos sorteios, a legislação do programa e outras informações destinadas aos participantes.
Sobre o programa
A Nota Cuiabana Premiada realiza sorteios periódicos entre os contribuintes cadastrados que informam o CPF na emissão de notas fiscais de serviços. Além de concorrer aos prêmios em dinheiro, os participantes podem obter créditos para desconto no IPTU. O hábito de solicitar a nota fiscal contribui diretamente para reduzir a sonegação e fortalecer a arrecadação que financia áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
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Mutirão em Cuiabá oferece mais de 200 vagas de emprego exclusivas para pessoas com deficiência

Ação “Emprega PCD” começou na Praça Alencastro e reúne 12 empresas. Programação de empregabilidade segue em bairros da capital até sábado (11)
A Prefeitura de Cuiabá deu início, na manhã desta quarta-feira (8), à programação da semana de empregabilidade com a abertura do Emprega PCD, Potencial Sem Limites, no Centro Integrado de Atendimento ao Contribuinte (CIAC), na Praça Alencastro. A iniciativa oferece mais de 200 vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PCD) e marca o início de uma série de ações que prosseguem até sábado (11), levando oportunidades de trabalho e serviços de intermediação de mão de obra a diferentes regiões da capital.
Realizado pela Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, em parceria com a Secretaria Adjunta de Acessibilidade e Inclusão e a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, o mutirão reúne cerca de 12 empresas dos setores de comércio, indústria, saúde, logística, alimentação e serviços. Além das entrevistas e dos processos seletivos, os participantes contam com orientação profissional, encaminhamento para vagas e informações sobre qualificação.
Segundo o secretário municipal de Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Nivaldo Carvalho Júnior, o grande diferencial da ação é a concentração de oportunidades voltadas especificamente ao público PCD, resultado de um esforço conjunto de mobilização de empresas e candidatos.
“O público-alvo é o grande diferencial desta ação. Fizemos a captação de empresas que precisam contratar pessoas com deficiência e a Secretaria de Inclusão trabalhou na mobilização desse público. Hoje disponibilizamos mais de 200 vagas exclusivas e esperamos que esta seja a primeira de muitas iniciativas semelhantes, inclusive levando esse atendimento futuramente para os bairros”, afirmou o secretário.
Nivaldo destacou ainda que as vagas que não forem preenchidas permanecerão disponíveis no sistema municipal de intermediação de mão de obra, permitindo que novos candidatos tenham acesso às oportunidades mesmo após o encerramento do mutirão.
*Histórias de quem busca uma oportunidade*
Entre os participantes da ação está João Batista Cruz Silva, de 38 anos. Cadeirante, ele relata já ter enfrentado barreiras em processos seletivos anteriores e acredita que iniciativas como essa ampliam as chances de contratação.
“Concluí recentemente o ensino médio e busco a primeira oportunidade para ingressar no mercado de trabalho”, relatou João.
A venezuelana Luisa Dayane Malave, que reside no Brasil há seis anos, também compareceu ao evento. Atualmente desempregada, ela soube do mutirão pelas redes sociais e busca uma vaga nas áreas de serviços gerais, cozinha ou em outras funções disponíveis.
*Programação continua até sábado*
As ações de empregabilidade terão continuidade ao longo da semana em diferentes pontos de Cuiabá.
Quinta-feira (09/07): O CIAC da Praça Alencastro recebe uma nova ação de empregabilidade, desta vez voltada ao público em geral.
Sexta-feira (10/07): A equipe da Secretaria de Trabalho estará no CRAS CPA com a Caravana do Trabalho, oferecendo encaminhamento para vagas, cadastro de trabalhadores, elaboração de currículos, orientação profissional e informações sobre cursos de qualificação.
Sábado (11/07): A programação será encerrada durante uma ação integrada na EMEB Lídio Lira Santana, no Residencial Nico Baracat. A Secretaria Municipal de Trabalho levará os serviços de empregabilidade à população local em parceria com a Secretaria Adjunta de Bem Estar Animal, descentralizando o acesso às oportunidades.
https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/emprega-pcd-inicia-programacao-de-empregabilidade-e-acoes-seguem-ate-sabado-em-cuiaba
Agro Mato Grosso
Setor produtivo leva ao Vice-presidente da República proposta de medida para o crédito rural

Entidades defendem fundo garantidor capaz de destravar o Plano Safra, reduzir a pressão sobre as garantias dos produtores e criar proteção permanente para períodos de adversidade
Representantes do setor produtivo apresentaram, nesta quarta-feira (8), ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, uma proposta técnica para a estruturação de um Fundo Garantidor de Risco de Crédito do Agro. A medida busca assegurar que os recursos anunciados para o Plano Safra 2026/27 se convertam, efetivamente, em financiamento disponível para o produtor rural.
A iniciativa resulta de uma articulação técnica e institucional que reúne entidades representativas do setor produtivo de Mato Grosso e de âmbito nacional: os produtores de soja e milho, por meio da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil; os produtores de algodão, representados pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); o sistema sindical rural, representado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato); e representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Participaram das agendas Fabrício Rosa, Diretor Executivo da Aprosoja Brasil, também representando a Aprosoja MT; Vilmondes Tomain, Presidente da Famato; Dr. Rodrigo Bressane, Assessor Jurídico da Famato; Decio Tocantins, Diretor Executivo da Ampa; Carlos Ernesto Augustin, Conselheiro da Ampa; Marcio Portocarrero, Diretor Executivo da Abrapa; Guilherme Rios, assessor técnico da CNA, além de outros representantes de entidades e autoridades que ajudaram a reforçar o pleito.
Além da reunião com o vice-presidente, a proposta foi tratada em agendas com o Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula e com a Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.
O setor agropecuário enfrenta uma combinação de compressão de margens, juros elevados, perdas de renda, eventos climáticos, conflitos geopolíticos, maior seletividade bancária e crescente comprometimento das garantias patrimoniais. Mesmo produtores economicamente viáveis e em plena atividade encontram dificuldades para acessar novos recursos. Em muitos casos, o patrimônio já está vinculado a operações anteriores, enquanto as instituições financeiras passaram a exigir garantias adicionais e critérios mais rigorosos de fluxo de caixa e classificação de risco.
As entidades destacam que a renegociação e o alongamento das dívidas constituem uma agenda distinta, atualmente em discussão pelo Poder Executivo e pelo Congresso Nacional, por meio da proposta de Medida Provisória e do Projeto de Lei nº 5.122/2023. A proposta apresentada nesta quarta-feira possui um objetivo distinto: assegurar crédito novo para o custeio da próxima safra e, ao mesmo tempo, pavimentar o caminho para a construção de um instrumento permanente e verdadeiramente transformador.
“Embora a autorização para a participação do Tesouro em fundos garantidores esteja prevista tanto no PL 5.122 quanto na proposta de Medida Provisória discutida pelo Governo, entendemos que, sem articulação política e institucional, aporte público inicial e regulamentação célere e objetiva, um instrumento altamente promissor como esse pode simplesmente não sair do papel. É justamente para evitar que isso aconteça que as entidades do setor produtivo estão unindo esforços”, destacou Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja MT.
Plano Safra pode ser frustrado pela exaustão das garantias
Embora o Governo Federal tenha anunciado recursos para custeio e investimento, a disponibilidade nominal de funding não assegura, por si só, que o financiamento chegará ao produtor. A exaustão das garantias pode provocar uma frustração sem precedentes na execução do Plano Safra. Sem acesso ao crédito, produtores poderão reduzir a área plantada, adiar investimentos ou diminuir a utilização de fertilizantes, defensivos, sementes e tecnologias.
Esse cenário compromete a produtividade, agrava a crise econômica no campo e pode produzir reflexos sobre a oferta e o preço dos alimentos no mercado. “Não basta anunciar recursos se o crédito não consegue chegar ao produtor. Hoje, parte relevante do problema está na percepção de risco e na exaustão das garantias. O fundo garantidor atua exatamente nesse ponto, sem eliminar a análise bancária e sem transferir integralmente o risco ao Poder Público”, destacou Lucas Costa Beber.
Proposta em duas etapas
A proposta prevê implementação em duas etapas. Como medida imediata, as entidades defendem a criação de uma carteira ou patrimônio segregado no âmbito do FGI-PEAC, administrado pelo BNDES, com aporte inicial de R$ 8 bilhões pelo Tesouro Nacional.
A expectativa é que esse patrimônio permita alavancar até R$ 80 bilhões em novas operações de custeio rural. O produtor contribuirá com 1% do valor de cada operação garantida. O crédito terá como referência o custo médio de custeio por hectare da cultura efetivamente explorada, limitado a R$ 25 milhões por tomador. As operações garantidas pelo fundo terão prazo de até oito anos, com dois anos de carência.
O fundo poderá cobrir parcialmente o risco das operações, preservando a análise de crédito, a capacidade de pagamento e a retenção de parcela relevante do risco pelas instituições financeiras. A cobertura deverá produzir redução proporcional das garantias adicionais exigidas do produtor. O mecanismo será destinado exclusivamente a crédito novo para implantação, condução e colheita da safra. Não será utilizado para garantir dívidas antigas, operações inadimplentes ou renegociações já deterioradas.
A segunda etapa prevê, a partir de 2027, a criação de um fundo garantidor permanente, com participação da União, dos estados e dos municípios.
Solução estruturante
Especialistas consultados pelas entidades avaliam que os fundos garantidores representam uma evolução necessária para a política agrícola brasileira. Em vez de concentrar esforços apenas na oferta de recursos e na equalização de juros, o Plano Safra poderá avançar progressivamente para uma política mais robusta de gestão e compartilhamento de riscos.
Fundos garantidores são instrumentos já testados. Quando adequadamente estruturados, combinam cobertura parcial por operação, limite de perdas por carteira, contribuição dos beneficiários, remuneração do patrimônio e recuperação dos créditos honrados.
Esse desenho assegura maior longevidade e eficiência ao mecanismo. Ao longo do tempo, o fundo funciona como um colchão financeiro capaz de absorver períodos de adversidade sem exigir, a cada crise, novas e severas pressões sobre o orçamento público.
A participação de estados e municípios no fundo permanente também permitirá construir uma política federativa, inspirada na lógica de responsabilidade compartilhada do Garantia-Safra, com maior capacidade de atendimento às realidades produtivas regionais. O fundo garantidor apresenta ainda um importante efeito multiplicador: o aporte público não substitui o crédito concedido pelo sistema financeiro, mas serve de base para mobilizar volume muito superior de financiamento.
Para as entidades, esse é o momento de construir soluções que não apenas respondam à crise atual, mas reduzam, ano após ano, a necessidade de medidas emergenciais, renegociações extraordinárias e novos desembolsos públicos.
A estruturação de uma política permanente de garantias poderá representar um legado para o financiamento agropecuário, ao preservar o acesso ao crédito, fortalecer a gestão de riscos e assegurar condições para que produtores economicamente viáveis continuem plantando, produzindo e abastecendo o país.
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