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25 de agosto de 2026

Business

Pesquisa científica consolida o Brasil como potência global na cotonicultura

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O avanço tecnológico e a consolidação do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de algodão estão diretamente ancorados no desenvolvimento da pesquisa científica aplicada à lavoura. O fortalecimento do setor resulta de uma integração robusta entre universidades, entidades públicas — como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) — e o setor privado. Essa cooperação transforma teorias laboratoriais em soluções práticas, assegurando competitividade e sustentabilidade ao produtor brasileiro.

A diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Silmara Ferraresi, ressalta que o conhecimento acadêmico ganha real valor quando gera impacto econômico e operacional direto no campo. “A pesquisa é um dos pilares que sustentam a competitividade da cotonicultura brasileira e o valor real dela aparece justamente quando sai do laboratório e se traduz em soluções práticas na lavoura. Sem essa ponte entre teoria e campo, a pesquisa perde efetividade”.

Historicamente, o salto qualitativo e quantitativo da cotonicultura nacional ganhou força com a expansão da cultura para a região do Cerrado, a partir da década de 1990. O novo cenário geográfico exigiu respostas complexas sobre o manejo em diferentes solos, condições climáticas adversas, mecanização em larga escala e o controle severo de pragas, como o bicudo e a ramulária. O investimento do setor produtivo em inovação e a formação de novos pesquisadores impulsionaram o país rumo à excelência.

A aproximação entre o setor produtivo e a academia é vista por especialistas como vital para transformar estudos interessantes em soluções escaláveis. O engenheiro agrônomo Juan Piero pondera que ainda existem gargalos nessa transição. “Muitas pesquisas geram resultados interessantes, mas ainda existem situações em que falta apoio para transformar esse conhecimento em solução escalável. Por isso, é importante que o setor produtivo esteja próximo da pesquisa acadêmica e aplicada”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

O impacto real na produtividade e na fibra

Os resultados dos estudos científicos deixaram de ser abstratos e passaram a ditar o sucesso financeiro das safras brasileiras. O melhoramento genético permitiu o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao Cerrado, unindo alto potencial produtivo à resistência contra doenças. Aliado a isso, técnicas precisas de adubação, reguladores de crescimento e o manejo integrado de pragas garantem estabilidade operacional e maior eficiência por hectare.

A qualidade da pluma nacional também passou por transformações severas, desde a seleção genética de características como comprimento e resistência até o aperfeiçoamento dos sistemas de pós-colheita, beneficiamento e classificação. Esse rigor técnico atende a mercados globais exigentes e garante o recebimento de prêmios por qualidade consistente. Programas como o Sistema Abrapa de Identificação (SAI) exemplificam a união bem-sucedida entre tecnologia de ponta e gestão de dados.

“O impacto não é abstrato ele aparece no resultado da safra, no padrão da fibra e no posicionamento do Brasil no mercado internacional”, aponta Silmara Ferraresi à reportagem. De acordo com a diretora, a atuação científica conecta diferentes elos da cadeia. “A pesquisa transforma conhecimento em três vantagens concretas: mais produtividade no campo, melhor qualidade da fibra e maior poder de competição no mercado global”.

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Foto: Israel Baumann/ Canal Rural Mato Grosso

Critérios de relevância e os gargalos do setor

Para que uma inovação científica seja amplamente adotada pela cotonicultura, ela precisa responder a uma dor concreta do produtor, como custos elevados ou perdas de qualidade. Projetos desenvolvidos em ambientes controlados ou baseados em realidades estrangeiras frequentemente falham se não passarem por validação local. No sistema produtivo de larga escala, fatores como viabilidade operacional, simplicidade no manejo e retorno financeiro mensurável determinam se a tecnologia será implementada.

Apesar do cenário favorável de crescimento, a comunidade científica enfrenta entraves estruturais crônicos para manter o ritmo das descobertas. A falta de continuidade no financiamento de longo prazo põe em risco estudos agrícolas que demandam múltiplas safras para a obtenção de resultados consistentes. Além disso, processos burocráticos lentos na esfera pública para a compra de equipamentos, a variação cambial que encarece insumos cotados em dólar e a retenção de talentos surgem como desafios urgentes, conforme o engenheiro agrônomo Juan Piero.

Para superar essas barreiras, o setor busca fortalecer iniciativas de incentivo. A Abrapa, por exemplo, promove a premiação de trabalhos científicos no Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) voltada para acadêmicos e profissionais, buscando aproximar diretamente a ciência aplicada do ambiente de negócios agrícolas.

O papel dos eventos e a integração de saberes

Os eventos técnicos e científicos exercem uma função estratégica de via de mão dupla para o agronegócio. Iniciativas como os dias de campo regionais e o próprio CBA aproximam pesquisadores, consultores e produtores rurais. Esse contato direto acelera de forma expressiva o processo de transferência de tecnologia, permitindo que descobertas que levariam anos para se difundir cheguem rapidamente às fazendas de forma coordenada.

“São excelentes ocasiões para conhecer melhor as ‘dores’ que os produtores compartilham ao longo da safra atual, bem como desafios recorrentes. Cada tipo de evento tem sua particularidade”, salienta o engenheiro agrônomo em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

Essa interação qualifica o processo de tomada de decisão, conferindo ao produtor maior previsibilidade e entendimento sobre os limites e riscos de cada inovação. Por outro lado, o diálogo estreito retroalimenta a comunidade acadêmica, que passa a alinhar suas prioridades de pesquisa com as demandas reais de sustentabilidade, custo e eficiência do campo. No CBA, o universo acadêmico — englobando estudantes de graduação e pós-graduação — é integrado ativamente a essa engrenagem.

Silmara Ferraresi uma vez mais enfatiza que o sucesso desses encontros depende do uso de uma linguagem acessível e do foco na aplicabilidade prática. “Quando pesquisadores escutam as dores reais do campo – custo, operacionalização, pressão de pragas, exigências de mercado – eles ajustam prioridades e tornam os estudos mais relevantes. Essa escuta é tão valiosa quanto a apresentação”.

O motor humano na renovação da cotonicultura

A evolução contínua da atividade agrícola depende diretamente da formação de profissionais capacitados para criar, adaptar e aplicar tecnologias em escala. Nesse contexto, estudantes, pesquisadores e professores exercem funções distintas e complementares. Os estudantes e pós-graduandos trazem a visão digital, o domínio de ferramentas modernas e a capacidade de análise de dados, atuando como a base de renovação do setor através de dissertações e teses aplicadas.

Os pesquisadores especialistas convertem as demandas práticas em inovações testadas e seguras, encurtando o caminho até a adoção definitiva nas fazendas. Na outra ponta, os professores cumprem a missão de guiar as novas gerações, coordenar projetos, captar recursos e difundir o conhecimento técnico para a sociedade. O impacto real se consolida quando há integração total entre o ensino e as dores da cadeia produtiva.

O refino da qualificação humana é visto como o verdadeiro alicerce das transformações do campo. Como destaca Juan Piero, a base de novos cientistas assegura os resultados de longo prazo. “Sem recursos humanos qualificados, não há pesquisa. Nesse sentido, os estudantes têm participação fundamental na evolução da pesquisa, pois serão os pesquisadores e profissionais técnicos do amanhã”.

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Foto: Viviane Petroli/Canal Rural Mato Grosso

Congresso consolida recordes de trabalhos científicos

O volume de pesquisas voltadas à cotonicultura nacional reflete o dinamismo do setor e ganha palco principal nas estatísticas do Congresso Brasileiro do Algodão. A edição de 2024 do CBA estabeleceu um marco histórico para o evento ao registrar um volume recorde de submissões aprovadas, totalizando 288 trabalhos apresentados de forma digital, além de 12 apresentações realizadas diretamente na arena científica.

A distribuição das pesquisas apresentadas em 2024 revela as principais preocupações do setor técnico. A área de Produção Vegetal (envolvendo Fisiologia, Ecofisiologia, Fitotecnia, Nutrição de Plantas e Sistemas de Produção) liderou isolada com 126 trabalhos. Na sequência, destacaram-se os estudos sobre Controle de Pragas (Entomologia e Biotecnologia), com 51 trabalhos, e Fitopatologia e Nematologia, com 31. O melhoramento vegetal somou 27 apresentações, seguido por socioeconomia (19), colheita e qualidade da fibra (16), matologia (10) e agricultura digital (8).

Para a 15ª edição do congresso, programada para 2026, a perspectiva institucional é superar esses indicadores e consolidar o crescimento contínuo do evento. O foco científico deve seguir concentrado na resolução de demandas reais do campo. “Mais do que seguir modismos, a pesquisa precisa integrar diferentes áreas para buscar soluções tecnicamente consistentes, economicamente acessíveis e aplicáveis à realidade do produtor no campo”, conclui Juan Piero.


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Mercado da soja começa a semana em baixa com queda em Chicago

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com poucos lotes ofertados no físico e recuos nas cotações em algumas praças. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as fortes perdas registradas na Bolsa de Chicago exerceram a principal pressão sobre os preços domésticos.

O dólar permaneceu praticamente neutro, enquanto os prêmios apresentaram pequena alta nos bids. “Os prêmios subiram pouco, então o impacto de Chicago foi maior sobre as cotações no físico”, avalia Silveira.

A comercialização permaneceu lenta, sem reporte de grandes volumes negociados. Segundo o analista, foram registrados apenas negócios pontuais e algumas indicações nominais ao longo do dia.

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 146,50.
  • Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 147,50.
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 144,00 para R$ 143,00.
  • Rondonópolis (MT): recuou de R$ 138,00 para R$ 137,00.
  • Dourados (MS): recuou de R$ 135,50 para R$ 135,00.
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 138,00 para R$ 137,00.
  • Paranaguá (PR): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,00.
  • Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 154,50.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira. O mercado realizou os lucros recentes, acompanhando o petróleo e refletindo o resultado da crop tour do Pro Farmer, divulgado após o final da sessão da sexta.

Segundo o Pro Farmer, a safra norte-americana de soja deverá totalizar 4,572 bilhões de bushels em 2026, com produtividade média de 53,3 bushels por acre.

A estimativa de produção indicada ficou acima do projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu mais recente relatório, de 4,519 bilhões de bushels. O USDA trabalha com rendimento de 52,7 bushels por acre.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 420.895 toneladas na semana encerrada no dia 20 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 294.329 toneladas.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 15,25 centavos de dólar, ou 1,23%, a US$ 12,24 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,38 1/4 por bushel, com retração de 15,50 centavos de dólar ou 1,23%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,80 ou 0,85% a US$ 328,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,31 centavos de dólar, com perda de 2,27 centavos ou 3,26%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,1531 para venda e a R$ 5,1511 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1400 e a máxima de R$ 5,1620.

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Dúvidas sobre a safra real de milho dos EUA e potencial da Argentina definirão os preços

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Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com uma alta expressiva de 5,23%. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência também subiu, fechando a R$ 71,30 por saca, incremento de 1,57% no período.

Já nn mercado físico, na região do Norte de Mato Grosso, as cotações encerraram os últimos dias com referência de R$ 44,91 por saca.

E agora, o que esperar do mercado?

O relatório de inteligência de mercado da Grão Direto, o Grainsights, traz perspectivas sobre o mercado do milho para o produtor ficar de olho. Confira:

  • Safra real: o mercado passará os próximos dias tentando descobrir se a safra norte americana será gigante, como projeta o USDA, ou decepcionante, como aponta a Pro Farmer. “A diferença de quase 700 milhões de bushels (aproximadamente 17,8 milhões de toneladas) entre as estimativas amplia a incerteza e deve manter as cotações ‘nervosas’, enquanto os investidores buscam, nos primeiros resultados de campo e nos dados de produtividade, evidências concretas para definir qual cenário está mais próximo da realidade”, destaca.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do temposiga o Canal Rural no Google News!
  • Risco climático e velocidade de maturação: mesmo com a polinização já encerrada, o clima continua sendo decisivo para o potencial final da safra norte-americana. O Grainsights aponta que chuvas excessivas e tempestades no leste do Meio-Oeste podem derrubar plantas, comprometer o enchimento dos grãos e aumentar os riscos de doenças e problemas de qualidade antes da colheita. “Ao mesmo tempo, o mercado estará atento à velocidade de maturação: calor persistente pode acelerar a secagem e encurtar o período de enchimento, resultando em grãos mais leves e menor produtividade. A combinação desses fatores pode reforçar as preocupações com perdas e manter os preços sustentados.”
  • Apetite dos importadores: as vendas semanais de exportação dos Estados Unidos serão um importante teste para a sustentação das altas em Chicago. O mercado precisa confirmar se grandes compradores, como o México, continuarão fechando volumes relevantes mesmo diante dos preços mais elevados. “Caso os importadores reduzam o ritmo das compras em resposta à valorização, a demanda pode perder força e limitar o avanço das cotações”, destaca o documento.
  • Milho argentino: a disputa com o milho argentino deve ganhar força no mercado internacional. Com uma oferta confortável e estoques disponíveis, a Argentina tende a manter uma postura agressiva nas exportações, oferecendo grandes volumes a preços competitivos. Esse cenário aumenta a pressão sobre o milho brasileiro, especialmente nos portos, que podem precisar reduzir os prêmios para preservar a competitividade e evitar a perda de compradores internacionais.
  • Geopolítica do Mar Negro: a guerra no Mar Negro continua sendo um dos principais riscos para o comércio global de grãos. Conforme o Grainsights, uma eventual intensificação dos ataques russos contra portos e estruturas de exportação da Ucrânia poderia comprometer o embarque de milho e trigo, reduzir a oferta disponível no mercado internacional e elevar os custos de frete e seguro. Nesse cenário, compradores tenderiam a buscar alternativas em origens como Brasil e Estados Unidos, aumentando a disputa pelos estoques disponíveis e podendo provocar repiques rápidos de alta nas bolsas.
  • Macroeconomia e oportunidades: a perda de força no mercado de trabalho dos Estados Unidos aumenta as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, movimento que pode enfraquecer o dólar e favorecer as commodities negociadas na moeda norte-americana. Diante desse cenário, a estratégia para o produtor deve continuar sendo cautelosa: com o mercado dividido entre uma safra cheia e os riscos de clima irregular, momentos de forte alta em Chicago podem ser aproveitados para travar pequenas parcelas da produção futura, garantindo margem e fluxo de caixa sem comprometer a participação em eventuais novas altas”, finaliza o relatório.

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BNDES recebe inscrições para projetos de bioinsumos até 31 de agosto

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As inscrições para o segundo ciclo do BNDES Bioinsumos seguem abertas até 31 de agosto. A chamada de projetos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para apoiar a produção de bioinsumos por cooperativas e associações de agricultores familiares. A iniciativa é voltada à ampliação do acesso a tecnologias sustentáveis no campo.

O programa tem como objetivo fomentar a produção de insumos de origem biológica para uso próprio pela agricultura familiar na produção de alimentos saudáveis. Lançada em 2025, a iniciativa também foi estruturada para ampliar a autonomia dos agricultores no acesso a esses produtos, contribuir para a redução de custos de produção e incentivar práticas mais sustentáveis.

Segundo a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, os bioinsumos podem incluir microrganismos, predadores naturais de pragas e extratos vegetais que contribuam para o crescimento e a saúde dos sistemas agrícolas. De acordo com a executiva, o uso desses insumos está associado a práticas agrícolas mais sustentáveis e à segurança alimentar.

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Os projetos devem ser apresentados por organizações sem fins lucrativos, individualmente ou em parceria, por meio do Portal do Cliente. Os beneficiários finais são cooperativas e associações da agricultura familiar que atuam de forma coletiva na produção, agregação de valor e comercialização de alimentos. O valor mínimo total de cada projeto é de R$ 5 milhões.

Os recursos poderão ser destinados à implantação ou estruturação de unidades de produção industriais ou semi-industriais de bioinsumos para uso próprio, com uso de processos de biotecnologia. Entre as categorias apoiáveis estão inoculantes e bioestimulantes produzidos a partir de microrganismos, microrganismos para controle de pragas, insetos para controle biológico e diferentes tipos de biofertilizantes.

Nesta segunda-feira (24), Tereza Campello visitou a Embrapa Agrobiologia, em Seropédica (RJ). A unidade abriga a maior coleção da empresa pública voltada ao desenvolvimento de bioinsumos. A visita ocorreu em meio às discussões para formalizar o apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) à iniciativa.

O orçamento total do BNDES Bioinsumos é de até R$ 60 milhões. Além dos R$ 40 milhões disponíveis na chamada atual, outros R$ 20 milhões foram destinados ao primeiro ciclo, encerrado em novembro de 2025. Na etapa anterior, quatro projetos foram selecionados e estão em avaliação pelo BNDES antes da aprovação e contratação.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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