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Manifestação na UFMT pede expulsão dos envolvidos em lista de estupráveis

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizaram uma manifestação dentro do campus para cobrar providências da instituição após a divulgação de uma lista apontada como misógina. O grupo pediu a expulsão dos envolvidos e criticou a demora nas respostas diante das denúncias de violência de gênero e ameaças contra alunos.
O protesto foi organizado pelo Movimento Correnteza, com apoio do Movimento de Mulheres Olga Benário, e contou com a participação de acadêmicos de diferentes cursos.
Durante o ato, os estudantes defenderam maior agilidade nos procedimentos administrativos relacionados ao caso. Segundo os organizadores, a universidade ainda não teria tratado a situação com a rapidez esperada, mesmo após a repercussão do episódio nas últimas semanas.
Representantes do movimento estudantil também participaram de uma reunião com o vice-reitor da UFMT. Conforme os participantes, a universidade sinalizou que irá debater ações para reforçar a segurança no campus, como melhorias na iluminação, ampliação do monitoramento e a criação de uma comissão permanente voltada ao combate à violência contra mulheres.
Outra proposta apresentada pelos estudantes prevê a realização de atividades obrigatórias de conscientização sobre misoginia e violência de gênero em substituição a parte das aulas em determinados períodos.
Os manifestantes informaram ainda que uma nova reunião deve ocorrer nesta sexta-feira (22), desta vez com a reitora da universidade, para tratar dos próximos encaminhamentos.
Após a repercussão das denúncias, a UFMT abriu investigação interna e afastou dois estudantes suspeitos de participação no caso. A instituição também decidiu suspender temporariamente as aulas presenciais do curso de Engenharia Civil depois de ameaças atribuídas ao pai de um dos investigados dentro do campus.
De acordo com a universidade, o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet), Roberto Barbosa Silva, acompanhou estudantes até a delegacia após os episódios de intimidação.
O homem apontado como responsável pelas ameaças já foi identificado pela Polícia Civil e deverá prestar depoimento nos próximos dias.
Agro Mato Grosso
Expoagro projeta movimentar mais de R$ 20 milhões em leilões MT

A 58ª Expoagro deve movimentar mais de R$ 20 milhões apenas em leilões de animais durante os dez dias de programação, entre 10 e 19 de julho, no Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro, em Cuiabá. O evento também deve gerar mais de 2 mil empregos diretos e indiretos e aquecer diferentes segmentos da economia da capital.
O impacto econômico se espalha por toda a cidade, beneficiando hotéis, bares, restaurantes, comércio, fornecedores, empresas de transporte, motoristas de aplicativo e prestadores de serviços. Pela abrangência da cadeia produtiva envolvida, a organização considera difícil mensurar toda a movimentação financeira gerada pela feira.
Dentro do parque, a programação contará com quatro leilões, incluindo animais de corte, Nelore PO e Cavalo Pantaneiro. A expectativa é superar R$ 20 milhões em comercialização, consolidando a Expoagro como uma das principais vitrines de negócios da pecuária mato-grossense.
Para o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira, os reflexos econômicos da Expoagro alcançam muito mais do que o parque de exposições.
“Toda a cidade se movimenta. São hotéis, bares, restaurantes, taxistas, motoristas de aplicativo, empresas de bebidas, fornecedores e prestadores de serviços. Temos mais de 2 mil pessoas trabalhando direta e indiretamente e quatro leilões que devem movimentar mais de R$ 20 milhões em animais. A Expoagro gera negócios dentro do parque, mas o reflexo econômico vai muito além dele”, destaca.
Neste ano, a feira terá portões abertos durante todos os dias de programação, com entrada mediante a doação de 1 kg de alimentos não perecíveis, destinados a instituições beneficentes. A programação inclui exposição pecuária, feira de produtores locais, máquinas e equipamentos agrícolas, vitrine tecnológica, fóruns técnicos, rodeio, atrações infantis e shows nacionais.
Fonte: Sindicato Rural de Cuiabá
Agro Mato Grosso
Cesta básica mais cara do País; Cuiabá assume o posto de 2ª mais alta I MT

O trabalhador brasileiro continua enfrentando uma dura realidade na hora de passar as compras no caixa do supermercado. No último mês de junho, o preço da cesta básica subiu em 17 capitais do país, impulsionado por vilões bem conhecidos do prato feito: o feijão, o arroz, a carne e o leite.
A alta não é um movimento isolado. No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, absolutamente todas as capitais pesquisadas registraram inflação nos alimentos essenciais. Para quem vive em Cuiabá, o impacto é ainda mais profundo: a capital mato-grossense consolidou-se com o segundo custo de vida alimentar mais alto de toda a nação.
Para entender como a inflação dos alimentos afetou o seu bolso no último mês, confira os principais dados do levantamento do Dieese e da Conab:
- As maiores altas de junho: Boa Vista liderou o ranking de aumento (+3,28%), seguida de perto por Palmas (+3,01%), Rio Branco (+2,20%) e Porto Alegre (+2,18%).
- Onde o bolso respirou: João Pessoa teve a queda mais expressiva (-3,97%), acompanhada por Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).
- O acumulado do ano: Em apenas seis meses, as altas acumuladas nas capitais variam de 4,02% (em São Luís) até assustadores 21,48% (em Fortaleza).
Onde a cesta básica pesa mais (e menos) no bolso
A liderança do ranking das cidades com os alimentos mais caros permanece na região Centro-Sul, enquanto o Nordeste concentra os valores mais baixos devido à diferença na composição dos produtos locais.
As capitais com as cestas mais caras:
- São Paulo: R$ 965,47
- Cuiabá: R$ 937,93
- Rio de Janeiro: R$ 920,94
- Florianópolis: R$ 918,42
As capitais com as cestas mais baratas:
- Aracaju: R$ 630,40
- São Luís: R$ 654,73
- Maceió: R$ 671,41
- Natal: R$ 686,07
Por que a comida subiu tanto?
O grande culpado pelo aumento generalizado foi o feijão, que encareceu em todas as cidades. Os técnicos explicam que dois fatores principais causaram esse cenário: os produtores reduziram a área de plantio da leguminosa e o clima adverso prejudicou tanto a primeira quanto a segunda safra do grão, diminuindo a oferta nos mercados.
A conta não fecha: O salário mínimo ideal
Diante do preço abusivo da alimentação básica, o Dieese calculou o tamanho do abismo entre o poder de compra real do brasileiro e o que determina a Constituição (garantir alimentação, moradia, saúde, educação, lazer e transporte).
- Salário mínimo atual: R$ 1.621
- Salário mínimo ideal para junho: R$ 8.110,92 (um valor 5 vezes maior do que o piso pago hoje no país).
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Agência Brasil
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Mais do que uma vaga: um avanço institucional para a Justiça Eleitoral

A abertura de uma vaga destinada à classe dos juristas no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, a ser ocupada obrigatoriamente por uma advogada, representa um momento de grande relevância para a advocacia e para o fortalecimento das instituições democráticas.
Mais do que o preenchimento de um cargo, trata-se da consolidação de um processo histórico de valorização da presença feminina nos espaços de maior responsabilidade da vida pública e da função jurisdicional.
Durante décadas, a participação das mulheres nos órgãos de cúpula do sistema de Justiça esteve aquém da contribuição que sempre ofereceram à advocacia, à produção acadêmica e ao desenvolvimento do Direito brasileiro. Felizmente, esse cenário vem sendo transformado pela competência, dedicação e protagonismo de inúmeras profissionais.
Nesse contexto, merece destaque o interesse despertado pela vaga. A inscrição de 29 advogadas revela que Mato Grosso dispõe de uma advocacia feminina madura, qualificada e preparada para assumir funções jurisdicionais de elevada responsabilidade. São profissionais com trajetórias consolidadas, conhecimento jurídico e compromisso com os valores que sustentam o Estado Democrático de Direito.
A ampla participação de candidatas demonstra que, quando oportunidades são efetivamente abertas, elas são ocupadas por profissionais altamente capacitadas. Mais do que uma estatística, esse cenário evidencia a qualidade da advocacia mato-grossense e fortalece a legitimidade do próprio processo de escolha.
A Justiça Eleitoral desempenha papel essencial na preservação da legitimidade das eleições, da soberania popular e da confiança da sociedade no regime democrático. Por isso, sua composição deve refletir, cada vez mais, a pluralidade da sociedade brasileira.
Ampliar a presença feminina nesses espaços não significa relativizar o mérito. Ao contrário, o elevado nível das candidaturas demonstra que competência e representatividade caminham juntas. Instituições mais plurais tendem a reunir diferentes experiências e perspectivas, enriquecendo o debate jurídico e fortalecendo suas decisões.
Independentemente de quem venha a ser escolhida, o processo já representa uma conquista para a advocacia. A expressiva participação feminina evidencia que há excelentes juristas plenamente aptas a exercer uma das mais relevantes funções da Justiça Eleitoral.
Que essa escolha simbolize não apenas a indicação de uma profissional de reconhecida capacidade técnica, mas também a reafirmação do compromisso permanente com uma Justiça cada vez mais representativa, plural e conectada com a sociedade que serve. Quando mulheres qualificadas ocupam os mais altos espaços da função jurisdicional, fortalece-se não apenas a representatividade, mas a própria democracia.
*DAUTO PASSARE é advogado, sócio-fundador do Escritório Passare Advocacia, em Cuiabá.*
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