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20 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Desmatamento na Amazônia cai 17% no 1º trimestre, mas volta a subir em março

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A Amazônia fechou o primeiro trimestre de 2026 com queda de 17% no desmatamento, mostram dados de um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Entre janeiro e março, 348 km² de floresta foram derrubados, ante 419 km² no mesmo período do ano passado.

📝 ENTENDA: o desmatamento ocorre quando há remoção total da vegetação, geralmente para abertura de áreas destinadas a atividades como pecuária, agricultura ou ocupação irregular. Já a degradação é o dano parcial à floresta, causado, por exemplo, por queimadas ou exploração de madeira.

No chamado calendário do desmatamento, que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte, a queda foi ainda maior.

Entre agosto de 2025 e março de 2026, a área desmatada passou de 2.296 km² para 1.460 km², uma redução de 36%.

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👉 🌱 Apesar da queda no trimestre e no acumulado do calendário, o dado de março acendeu um alerta.

No mês passado, o desmatamento chegou a 196 km², alta de 17% em relação aos 167 km² registrados em março de 2025.

Para pesquisadores do instituto, o aumento pontual reforça a necessidade de manter ações de fiscalização, punição a responsáveis pela derrubada ilegal e políticas de geração de renda associadas à floresta em pé.

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto, que diferem da metodologia do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o Imazon, os satélites usados são mais refinados que os dos sistemas do governo e são capazes de detectar áreas devastadas a partir de 1 hectare, enquanto os alertas do Inpe levam em conta áreas maiores que 3 hectares (entenda mais abaixo).

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Estados e municípios mais afetados

No acumulado entre agosto de 2025 e março de 2026, Mato Grosso, Roraima e Pará lideraram o ranking de desmatamento na Amazônia do instituto.

O Pará registrou 425 km² de floresta derrubada no período, queda de 52% em relação ao ciclo anterior. Mato Grosso teve 270 km², redução de 38%.

Já Roraima foi o único estado com alta: a área desmatada passou de 184 km² para 222 km², aumento de 21%.

Entre os municípios, Caracaraí (RR) aparece no topo da lista, com 84,09 km² desmatados. Em seguida vêm Feijó (AC), Rorainópolis (RR), Colniza (MT), São Félix do Xingu (PA), Tarauacá (AC), Nova Ubiratã (MT), Rio Branco (AC), Portel (PA) e Canutama (AM).

Entre as unidades de conservação, a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, teve a maior área desmatada no período: 35,52 km².

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A unidade fica em São Félix do Xingu, município que aparece entre os cinco mais desmatados da Amazônia no acumulado do calendário.

Segundo o Imazon, a APA concentrou mais de 95% da área derrubada dentro do município entre agosto de 2025 e março de 2026.

Na avaliação de pesquisadores, a concentração da destruição em áreas específicas mostra a necessidade de ações mais direcionadas de fiscalização nesses territórios.

A degradação florestal também caiu em março. Segundo o Imazon, foram 11 km² de floresta degradada no mês, redução de 95% em relação a março de 2025.

O resultado é o menor para o mês desde 2014.

Mesmo com a queda, Roraima concentrou 82% de toda a área degradada registrada em março. O instituto aponta que isso pode estar relacionado ao regime climático do estado, onde o início do ano costuma ser mais seco do que em outras áreas da Amazônia.

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No acumulado do calendário do desmatamento, a degradação também recuou: a queda foi de 93% em relação ao ciclo anterior.

Apesar do resultado positivo, pesquisadores do Imazon avaliam que o dado precisa ser acompanhado com cautela, já que a redução ocorre depois de um período crítico.

Entre agosto de 2024 e julho de 2025, a Amazônia registrou o maior nível de degradação da série histórica do instituto.

Uma visão de drone mostra a devastação do incêndio florestal em meio à fumaça na Amazônia, em Lábrea (AM) (6 de setembro)

Imazon

O sistema do Imazon detecta áreas desmatadas em imagens de satélites de toda a Amazônia Legal.

Chamado de SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), o programa foi desenvolvido pelo Imazon em 2008, para reportar mensalmente o ritmo da degradação florestal e do desmatamento na região.

Segundo o Imazon, os satélites usados são mais refinados que os dos sistemas do governo e são capazes de detectar áreas devastadas a partir de 1 hectare, enquanto os alertas do Inpe levam em conta áreas maiores que 3 hectares.

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O SAD utiliza atualmente os satélites Landsat 7 e 8, da NASA, e Sentinel 1A, 1B, 2A e 2B, da Agência Espacial Européia (ESA). Ambos são de domínio público, ou seja: seus dados podem ser usados por qualquer pessoa ou instituição.

Combinando esses satélites, o sistema é capaz de enxergar a mesma área a cada 5 a 8 dias. Por isso, o sistema prioriza a análise de imagens adquiridas na última semana de cada mês.

Desse modo, caso uma área tenha sido degradada no início do mês e, depois, desmatada no final do mês, ela pode ser identificada como desmatamento no dado final.

Assim como o Deter, do Inpe, o calendário de monitoramento do SAD começa em agosto de um ano e termina em julho do ano seguinte por causa da menor frequência de nuvens na Amazônia. Os sistemas também são semelhantes porque servem como um alerta, mas não representam um dado oficial de desmatamento.

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: elefante Sandro toma ‘banho de terra’ minutos após chegada em santuário de MT

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Poucos minutos depois de chegar ao novo lar, o elefante Sandro, de 54 anos, já protagonizou uma das primeiras cenas da adaptação: jogou terra sobre o próprio corpo, em uma espécie de “banho de terra”, no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), nesta sexta-feira (18).

O comportamento foi registrado após Sandro concluir uma viagem de cerca de 1,6 mil quilômetros desde o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), onde viveu por décadas.

Sandro chegou ao santuário por volta das 13h. A saída da caixa ocorreu de forma espontânea, sem que o animal fosse forçado pelas equipes responsáveis pelo acompanhamento, assim que o recinto foi aberto, às 13h31, o elefante saiu em menos de um minuto, surpreendendo a todos.

Um vídeo registrado mostra os primeiros passos de Sandro no seu novo lar (assista abaixo).

Já no recinto, Sandro começou a reconhecer o ambiente e foi flagrado cobrindo o corpo com terra. O “banho” é um comportamento comum entre elefantes e ajuda, entre outras funções, a proteger a pele.

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A chegada encerrou uma jornada iniciada na quarta-feira (16), com paradas para alimentação, descanso e monitoramento das condições de saúde do elefante. Na última delas, em Campo Verde (MT), a caixa de transporte precisou ser transferida para um caminhão menor para que o veículo conseguisse percorrer o trecho final de estrada até o santuário.

Adaptação de Sandro

Entre os comportamentos já mapeados pela equipe responsável pelo manejo de Sandro está a aversão ao barulho de eletrônicos: o paquiderme se assusta com a aproximação de drones, o que exige cuidados adicionais no monitoramento aéreo.

A chegada de Sandro inaugura uma nova fase na rotina da propriedade. Embora vá dividir a área do santuário com as fêmeas residentes, o macho não dividirá o mesmo recinto físico com elas. O manejo prevê uma separação segura que permite o contato visual, a percepção de odores e a comunicação por meio de vocalizações.

Elefante Sandro recebe água e alimentação na última parada rumo ao santuário em MT

Primeiro macho do santuário

Conheça o elefante Sandro, primeiro morador macho do Santuário dos elefantes em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: PRF

Conheça o elefante Sandro, primeiro morador macho do Santuário dos elefantes em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: PRF

Sandro deixou o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, depois de passar mais de quatro décadas no local. Com a chegada a Chapada dos Guimarães, ele se tornará o primeiro elefante macho a viver no Santuário dos Elefantes Brasil, que atualmente abriga seis fêmeas.

Apesar de dividir a propriedade com elas, Sandro ficará em um espaço separado. A estrutura permite que os animais se vejam, sintam o cheiro uns dos outros e se comuniquem por meio de vocalizações, mas sem contato direto.

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Segundo o Santuário, a separação leva em consideração o comportamento natural da espécie e também a política de não reprodução adotada pela instituição.

A chegada de Sandro ao santuário está prevista ainda para esta sexta-feira.

Vida em zoológico

 

O tratador Sergio Domingues e o elefante Sandro no zoo de Sorocaba (SP) — Foto: Eric Mantuan / g1

O tratador Sergio Domingues e o elefante Sandro no zoo de Sorocaba (SP) — Foto: Eric Mantuan / g1

Antes de ter a transferência aprovada para Mato Grosso, Sandro passou boa parte da vida em cativeiro. Ele viveu em um circo e, posteriormente, foi levado para o Zoológico de Sorocaba (SP). No zoológico, dividiu o recinto durante anos com a elefanta Haisa. Com a morte da companheira, há cerca de seis anos, Sandro passou a viver completamente sozinho.

Segundo Raphael, embora já tenha convivido com outros animais da mesma espécie no passado, esta será a primeira vez que ele estará em um ambiente com tantas fêmeas por perto. Segundo ele, a expectativa da equipe do santuário é que Sandro desenvolva gradualmente maior autonomia no novo espaço, que conta com vegetação variada, terra, árvores e lago.

VIDEO:

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Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT; vídeo

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Um avião caiu em uma fazenda na zona rural de Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, e deixou duas pessoas mortas nessa sexta-feira (18). Com a queda, a aeronave pegou fogo e as chamas se espalharam pela vegetação da propriedade, provocando um incêndio na área de pastagem (assista Abaixo).

As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, piloto do avião, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, que também era piloto e estava acompanhando Zelicio no voo.

Essa é a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente dessa sexta-feira ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. As equipes foram acionadas por volta das 17h35, junto com uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ao chegarem na fazenda, os bombeiros localizaram a aeronave e iniciaram o combate às chamas. Durante o atendimento à ocorrência, os corpos das duas vítimas foram encontrados. Um médico do Samu constatou as mortes ainda no local.

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Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

Segundo o secretário de Segurança Pública de Primavera do Leste, Ozeias de Souza, familiares e amigos estiveram no local para reconhecimento dos corpos juntos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O fogo provocado pela queda também atingiu a pastagem da fazenda. Depois de controlar as chamas na área, os militares fizeram o rescaldo para evitar que novos focos surgissem.

A Polícia Civil de Poxoréu e uma equipe da Politec de Primavera do Leste foram acionadas para atender à ocorrência e realizar os procedimentos necessários para a investigação.

Modelo da aeronave

 

Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o modelo do avião envolvido no acidente.

Funcionários da empresa Soma informaram que a aeronave seria um Comp Air 7SL, mas a informação ainda depende de confirmação pelos órgãos responsáveis pela apuração do acidente.

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As circunstâncias da queda também não haviam sido informadas.

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

VIDEO:

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Município que desbancou ‘capital do agro’ em MT tem processo seletivo com salários de até R$ 13 mil

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As inscrições para o processo seletivo da Prefeitura de Sapezal(MT), o novo município com maior valor de produção agrícola, estão abertas até 28 de setembro. A seleção tem oito vagas imediatas, além de cadastro de reserva para profissionais de diferentes níveis de escolaridade.

Os salários variam de R$ 3.493,06 R$ 13.097,38, com jornadas de trabalho de 30 a 40 horas semanais. As oportunidades contemplam diferentes áreas de atuação no município.

Os interessados devem ficar atentos ao prazo de inscrição e às regras previstas no edital. A seleção terá etapas de avaliação de acordo com o cargo escolhido.

📌 Veja os principais dados do processo seletivo

 

  • Órgão: Prefeitura Municipal de Sapezal
  • Vagas: vagas imediatas e cadastro de reserva
  • Escolaridade: níveis alfabetizado, fundamental e superior
  • Cargos: motorista de veículos pesados, operador de máquinas leves, operador de máquinas pesadas, mecânico, assistente social, psicólogo e engenheiro sanitarista
  • Salários iniciais: de R$ 3.493,06 a R$ 13.097,38
  • Jornada: 30 a 40 horas semanais
  • Taxa de inscrição: R$ 55
  • Inscrições: de 8 a 28 de setembro de 2026
  • Provas: prova objetiva e, para alguns cargos, prova prática e avaliação de experiência profissional e títulos

 

Como serão as provas?

O processo seletivo será composto por prova objetiva para todos os cargos. Para algumas funções, também haverá prova prática, avaliação de experiência profissional e análise de títulos, conforme as regras previstas no edital.

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As etapas serão realizadas de acordo com o cronograma estabelecido pela organização do processo seletivo com locais, datas e a serem divulgados.

📝 Como se inscrever?

As inscrições seguem abertas até 28 de setembro de 2026, às 23h59, e devem ser feitas pela internet, conforme regras estabelecidas no edital. O processo seletivo também terá validade de um ano a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado.

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