Connect with us
29 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Farsul denuncia falta e atraso na entrega de diesel a produtores no início do plantio de verão – MAIS SOJA

Published

on


A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) informou nesta quinta-feira (10/09) que voltou a receber relatos de produtores rurais sobre restrições e atrasos na entrega de óleo diesel no Estado, no momento em que começa o plantio da safra de verão. Em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade, o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, classificou o episódio como uma repetição de um problema já registrado no início do ano.

“No início do ano, em plena colheita de arroz e soja, enfrentamos uma situação semelhante. Naquele momento, havia informação oficial de que existiam estoques no Estado, mas o combustível não chegava às propriedades”, afirmou. Segundo ele, a entidade já havia denunciado o problema à época, cobrado explicações das autoridades e defendido uma investigação sobre o funcionamento da cadeia de distribuição. “Agora, o problema reaparece em um momento igualmente decisivo: o início do plantio da safra de verão.”

Para Domingos, o momento é especialmente sensível porque o plantio tem prazo limitado. “O plantio tem uma janela que não pode ser adiada indefinidamente. Sem diesel, o produtor perde o momento adequado, pode reduzir a área plantada e comprometer a produtividade”, disse. O resultado, segundo ele, é “menor produção, menos renda circulando nos municípios e impacto negativo sobre a economia e o PIB”.

O presidente da Farsul apontou ainda um segundo efeito da escassez: o encarecimento do combustível para quem consegue comprá-lo. “Quem ainda consegue receber o combustível pode ter de pagar mais caro. Isso aumenta o custo das máquinas, do transporte, do plantio e de toda a cadeia de produção.” Na avaliação da entidade, os dois cenários, falta de diesel e combustível mais caro, convergem para o risco de pressão sobre os preços dos alimentos.

Advertisement

Como indício do problema, a Farsul cita dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), segundo os quais o preço nacional do diesel A ficou abaixo da paridade de importação durante todo o mês de agosto, com diferença que chegou a R$ 2,56 por litro. “Isso não comprova, isoladamente, uma falta física de produto. Mas é um sinal de alerta, porque reduz o incentivo econômico à importação em um país que depende do mercado externo para mais de um quarto do diesel que consome”, afirmou Domingos.

Subvenção federal

O presidente da Farsul também comentou a medida anunciada pelo governo federal em 9 de setembro, que instituiu uma subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel. Segundo ele, a iniciativa é bem-vinda, mas depende de execução. “A medida é necessária, mas precisa produzir resultado concreto. O benefício deve aparecer no preço e, principalmente, o combustível precisa chegar até o produtor”, disse.

A entidade afirma estar reunindo relatos de produtores e diz que vai exigir transparência sobre estoques regionais, pedidos recusados, volumes destinados aos Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRRs), calendário de importações e prazos de entrega. A Farsul também pediu que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) “investigue imediatamente eventuais recusas injustificadas de fornecimento e aumentos abusivos de preços”.

“A Farsul está reunindo os relatos dos produtores e continuará cobrando providências de todos os envolvidos”, afirmou o presidente, ao encerrar o vídeo. “Diesel no momento certo e a um preço economicamente viável não é um privilégio do setor rural. É condição para produzir alimentos, preservar empregos, sustentar a economia e proteger o consumidor brasileiro.”

Fonte: Farsul

Advertisement


 

Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Especialistas anteveem ataques da cigarrinha-do-milho na próxima ‘safrinha’, ante efeitos do El Niño – MAIS SOJA

Published

on


Embora ainda distante da semeadura, a segunda safra de milho, a chamada ‘safrinha’, deverá sofrer ataques potencialmente intensos da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis). A previsão vem da equipe técnica da companhia Sipcam Nichino Brasil, com base em modelos climáticos que apontam para a prevalência do fenômeno El Niño no próximo ciclo da cultura, sobretudo em regiões como Oeste da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.

“A presença do El Niño, com temperaturas elevadas, favorece a proliferação de lagartas de alta complexidade como a cigarrinha-do-milho”, antecipa o engenheiro agrônomo Heberton de Melo, representante técnico de desenvolvimento comercial da Sipcam Nichino.  

“Os principais problemas decorrentes de infestações da ‘cigarrinha’ estão relacionados ao ‘enfezamento’ da cultura do milho”, diz Melo. “O inseto constitui um vetor de doenças (fitoplasma, espiroplasma e molicutes) e de duas viroses, a do ‘raiado fino’ e a do ‘mosaico estriado’. Não contida, em híbridos suscetíveis, a praga leva ao produtor perdas situadas entre 30% e 90% de uma lavoura”, ele alerta.

Conforme o agrônomo, estudos desenvolvidos pela companhia, realizados com suporte de consultores e pesquisadores, comprovam que o controle efetivo dessa praga hoje passa por um ‘novo olhar’ do produtor quanto a mecanismos de manejo disponíveis.

Advertisement

“O controle do estágio ‘ninfa’ da ‘cigarrinha’ tornou-se central na estratégia de manejo do produtor, para obter sucesso na contenção e produzir mais e melhor”, explica Melo. Segundo ele, essa constatação veio de quase 80 trabalhos de campo, envolvendo a participação de 24 consultorias, institutos de pesquisas e universidades de ponta, como Unesp de Botucatu, Desafios Agro, Ceres, Fundação Rio Verde, Multcrop e outras.

Quebra do ciclo, novo olhar técnico

Esses estudos, ele esclarece, antecederam ao lançamento do inseticida Fiera®, colocado no mercado pela Sipcam Nichino há cerca de três anos e já situado entre os chamados produtos-estrela da companhia. “O manejo da ninfa, até pouco tempo atrás, não era prioridade nos tratamentos voltados à cigarrinha-do-milho, visavam somente à fase adulta do inseto, sem focar, portanto, na quebra do ciclo da praga”, comenta Melo.

“Oferecemos hoje ao mercado um novo olhar técnico: o controle de todas as fases jovens da praga. A pesquisa demonstrou a relevância exercida pelas ninfas no processo de disseminação da contaminação do milho por vírus e molicutes”, ele complementa

Segundo Heberton de Melo, Fiera® constitui um inseticida fisiológico, seletivo e regulador de crescimento de insetos. Ele reforça que o conjunto de ensaios realizados trouxe indicadores robustos de controle de ninfas da Daubulus maidis, na faixa de 95% a 100%.

De acordo com o agrônomo, o inseticida Fiera® acarreta efeitos, ainda, na fertilidade e fecundidade das fêmeas adultas da cigarrinha, com reduções de mais de 65% na ‘postura’ de ovos e de 90% na eclosão de ninfas. “Isto representa uma queda significativa na capacidade reprodutiva do inseto. A solução reduz a multiplicação da praga na fazenda e evita surtos de infestação.”

Advertisement

Melo adianta também que o inseticida apresenta ação de contato, vapor e “afeta velozmente todos os estágios do ciclo de vida da Daubulus maidis”. Conforme a Sipcam Nichino, Fiera® tem por ingrediente ativo o Buprofezina 250 (SC), desenvolvido pela Nichino no Japão.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Preço dos combustíveis e demanda por insumos influenciam fretes agrícolas em setembro – MAIS SOJA

Published

on


Os valores praticados em setembro para o transporte rodoviário de grãos nos principais corredores logísticos do país foram pressionados pela alta no preço dos combustíveis e pela movimentação de insumos para o plantio da safra 2026/27.

Na variação anual, os fretes também mantiveram a tendência inflacionada, refletindo os custos operacionais e a disponibilidade regional de transportes, além do volume histórico da produção brasileira de grãos no ciclo 2025/26, com consequente aquecimento nas exportações agrícolas. No acumulado entre janeiro e setembro, os embarques de soja alcançaram 100,1 milhões de toneladas, valor 6,69% acima do registrado no mesmo período de 2025.

Já os envios de milho ao exterior chegaram a 19,6 milhões de toneladas no total dos primeiros nove meses deste ano, com redução de 15,69% no comparativo anual, o que resulta da elevação da oferta do cereal no mercado internacional e do aumento do consumo interno, conforme dados apresentados na edição de outubro do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (27).

Apesar das reduções esperadas para o mês de setembro, os fretes apresentaram variação positiva em mais da metade das rotas originadas em Mato Grosso, com crescimento de até 6,3%. Esse patamar de cotações, observado em um período de entressafra, está associado ao mercado do milho, tanto em relação ao volume produzido na segunda safra do grão no estado quanto ao consumo interno, que praticamente dobrou nos últimos cinco anos. Em Mato Grosso do Sul, o comportamento mensal dos preços foi de decréscimo, com desvalorização de até 11,9% no eixo entre São Gabriel do Oeste e o Porto de Paranaguá. No cenário das exportações, o aumento dos embarques de milho e a redução dos de soja, em volume conjunto, contribuíram para o arrefecimento das tarifas.

Advertisement

Ainda na região Centro-Oeste, a demanda por fretes de escoamento de grãos em Goiás demonstrou a retração esperada para o período, variando entre queda de 3,6% e incremento de 27,2%. Por outro lado, a internalização de adubos e fertilizantes, assim como de sementes, aqueceu as rotas para o plantio da próxima safra, com peso significativo do do preço do diesel nos valores dos fretes praticados. No Distrito Federal, os fretes registraram incremento mensal em todas as rotas, com maiores percentuais nos trajetos com destino aos portos de Paranaguá (PR) e Imbituba (SC), na região Sul do país, com valores reajustados em 5% e 4,2%, respectivamente.

Nas praças baianas, o crescimento nos fretes agrícolas foi superior a 3,5% na maior parte das rotas pesquisadas, com destaque para as originadas em Luís Eduardo Magalhães. O transporte de pluma de algodão contribui para a elevação das cotações, também influenciadas pelas importações de insumos. Já no Piauí, a média mensal dos fretes decresceu 5% em relação ao mês de agosto, enquanto no Maranhão a movimentação de cargas agrícolas no mês foi mais limitada, com fretes tendendo ao recuo. Nas rotas internas, os subprodutos do milho, derivados da produção de etanol, têm mobilizado fluxos de transporte com origem na região de Balsas, no sul do estado.

Dentre as rotas monitoradas pela Conab no eixo Sul-Sudeste, São Paulo teve recuo de 7,65% no preço médio mensal dos fretes, com declínio percentual em todos os trajetos que fazem parte da pesquisa. Além da sazonalidade agrícola, o aquecimento do consumo interno de grãos justifica esse cenário. Nas praças mineiras, os fretes foram influenciados pela finalização da colheita do café e início do plantio da soja, com foco no transporte de insumos e tendência ao recuo nas rotas destinadas às exportações.

Exportações – Em setembro, as exportações brasileiras de milho alcançaram 5,2 milhões de toneladas e as de soja, 7,3 milhões de toneladas. No acumulado entre janeiro e setembro, os portos do Arco Norte concentraram 51,22% do escoamento do cereal e 38,66% da oleaginosa. Já pelo Porto de Santos foram realizados 27,57% dos embarques de milho e 33,38% dos de soja. O entreposto paulista também foi responsável por 43,35% das exportações acumuladas de farelo de soja, seguido por Paranaguá, com 25,82%.

Importações – As importações de fertilizantes acumuladas até setembro de 2026 atingiram 28,4 milhões de toneladas, com redução de aproximadamente 15,7% em relação ao mesmo período de 2025. O volume é o menor registrado desde 2022, tanto no acumulado dos nove primeiros meses do ano quanto na variação entre setembro de 2026 e de 2025, que apresentou queda de 27,95%.

Advertisement

A pesquisa analisou as principais rotas de escoamento de grãos do país, abrangendo dez estados. As informações completas estão disponíveis no Boletim Logístico – Outubro/2026.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Advertisement

Site: Conab

Continue Reading

Sustentabilidade

Soja sobe no mercado brasileiro, mas negócios seguem pontuais; Chicago fecha em baixa

Published

on

O mercado brasileiro de soja registrou valorização dos preços nesta quarta-feira (28), mas a comercialização permaneceu limitada a negócios pontuais. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela volatilidade do dólar e das cotações na Bolsa de Chicago, com algumas indicações de compra mais favoráveis, principalmente nos portos.

Apesar da melhora nas ofertas, os volumes negociados permaneceram reduzidos. Os prêmios de exportação não apresentaram alterações significativas, enquanto os produtores continuaram segurando os volumes restantes de soja.

Segundo Silveira, o foco dos produtores permanece nos trabalhos de plantio da nova safra, o que também contribui para a movimentação limitada no mercado físico.

No mercado físico, os preços da saca de 60 quilos avançaram nas principais praças brasileiras, com exceção de Dourados (MS), onde as cotações permaneceram estáveis.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 146,50 para R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 142,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 157,50 para R$ 159,00.
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 158,00 para R$ 159,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em baixa para o grão e o óleo, enquanto o farelo encerrou em alta.

O mercado registrou o terceiro pregão consecutivo de perdas diante da pressão do avanço da colheita nos Estados Unidos, que amplia a oferta disponível, e das preocupações com a competitividade do produto norte-americano em meio à desvalorização do real. As perdas, contudo, foram limitadas por compras de barganha e pela perspectiva de redução da safra brasileira em um cenário de El Niño forte.

Advertisement

Segundo estudo da Serasa Experian, a produção brasileira de soja na temporada 2026/27 pode cair para 163,6 milhões de toneladas sob condições de El Niño forte, ante 181,2 milhões de toneladas em um cenário climático neutro.

Nos Estados Unidos, a colheita de soja atingiu 79% da área até domingo, em linha com as expectativas do mercado. A colheita de milho chegou a 60%, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na demanda, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 120 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam em baixa de 4,75 centavos de dólar, ou 0,38%, cotados a US$ 12,24½ por bushel. A posição janeiro encerrou a US$ 12,38 por bushel, com retração de 5 centavos de dólar, ou 0,40%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 1,10 por tonelada, ou 0,32%, a US$ 335,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro encerraram a 65,56 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 1,15 centavo, ou 1,72%.

Advertisement

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, negociado a R$ 5,3463 para venda e a R$ 5,3443 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3111 e a máxima de R$ 5,3986.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT