Sustentabilidade
Farsul denuncia falta e atraso na entrega de diesel a produtores no início do plantio de verão – MAIS SOJA

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) informou nesta quinta-feira (10/09) que voltou a receber relatos de produtores rurais sobre restrições e atrasos na entrega de óleo diesel no Estado, no momento em que começa o plantio da safra de verão. Em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade, o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, classificou o episódio como uma repetição de um problema já registrado no início do ano.
“No início do ano, em plena colheita de arroz e soja, enfrentamos uma situação semelhante. Naquele momento, havia informação oficial de que existiam estoques no Estado, mas o combustível não chegava às propriedades”, afirmou. Segundo ele, a entidade já havia denunciado o problema à época, cobrado explicações das autoridades e defendido uma investigação sobre o funcionamento da cadeia de distribuição. “Agora, o problema reaparece em um momento igualmente decisivo: o início do plantio da safra de verão.”
Para Domingos, o momento é especialmente sensível porque o plantio tem prazo limitado. “O plantio tem uma janela que não pode ser adiada indefinidamente. Sem diesel, o produtor perde o momento adequado, pode reduzir a área plantada e comprometer a produtividade”, disse. O resultado, segundo ele, é “menor produção, menos renda circulando nos municípios e impacto negativo sobre a economia e o PIB”.
O presidente da Farsul apontou ainda um segundo efeito da escassez: o encarecimento do combustível para quem consegue comprá-lo. “Quem ainda consegue receber o combustível pode ter de pagar mais caro. Isso aumenta o custo das máquinas, do transporte, do plantio e de toda a cadeia de produção.” Na avaliação da entidade, os dois cenários, falta de diesel e combustível mais caro, convergem para o risco de pressão sobre os preços dos alimentos.
Como indício do problema, a Farsul cita dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), segundo os quais o preço nacional do diesel A ficou abaixo da paridade de importação durante todo o mês de agosto, com diferença que chegou a R$ 2,56 por litro. “Isso não comprova, isoladamente, uma falta física de produto. Mas é um sinal de alerta, porque reduz o incentivo econômico à importação em um país que depende do mercado externo para mais de um quarto do diesel que consome”, afirmou Domingos.
Subvenção federal
O presidente da Farsul também comentou a medida anunciada pelo governo federal em 9 de setembro, que instituiu uma subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel. Segundo ele, a iniciativa é bem-vinda, mas depende de execução. “A medida é necessária, mas precisa produzir resultado concreto. O benefício deve aparecer no preço e, principalmente, o combustível precisa chegar até o produtor”, disse.
A entidade afirma estar reunindo relatos de produtores e diz que vai exigir transparência sobre estoques regionais, pedidos recusados, volumes destinados aos Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRRs), calendário de importações e prazos de entrega. A Farsul também pediu que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) “investigue imediatamente eventuais recusas injustificadas de fornecimento e aumentos abusivos de preços”.
“A Farsul está reunindo os relatos dos produtores e continuará cobrando providências de todos os envolvidos”, afirmou o presidente, ao encerrar o vídeo. “Diesel no momento certo e a um preço economicamente viável não é um privilégio do setor rural. É condição para produzir alimentos, preservar empregos, sustentar a economia e proteger o consumidor brasileiro.”
Fonte: Farsul
Sustentabilidade
Trigo/RS: Bom potencial produtivo se mantém, mas produtores monitoram impacto das geadas – MAIS SOJA

As lavouras de trigo se encontram principalmente em floração (39%) e em enchimento de grãos (33%). Apenas 2% das áreas estão em maturação. A boa disponibilidade de radiação solar e as temperaturas mais amenas permitiram a realização de adubação nitrogenada e de tratamentos fitossanitários, principalmente para controle de doenças fúngicas.
As geadas, no final do período, podem ter causado algum dano às lavouras em período reprodutivo, que ainda será avaliado. Já nas áreas em desenvolvimento vegetativo, não há perspectiva de danos, como nos Campos de Cima da Serra.
De maneira geral, o potencial produtivo continua satisfatório. A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, muitas lavouras de trigo estão em fase inicial de floração, e a maior disponibilidade de radiação solar tem sido bastante benéfica para o desenvolvimento da cultura, bem como o tempo seco, que permitiu a realização de pulverizações para a prevenção contra giberela. Os volumes de chuva próximos da média histórica durante o mês de agosto têm refletido em lavouras com boa sanidade em São Borja e Manoel Viana. Em São Gabriel, algumas áreas apresentam maior incidência de manchas foliares, mas, até o momento, sem impacto significativo sobre o potencial produtivo.
Ao longo dos próximos dias, os produtores devem monitorar a situação das lavouras já espigadas nos municípios onde houve formação de geadas para estimar possíveis danos. O tempo predominantemente seco, ao longo do período, foi crucial para a realização dos tratos culturais que estavam atrasados nas lavouras implantadas em julho, como a aplicação de ureia e o controle de plantas daninhas.
Como observado em safras anteriores, os produtores enfrentam dificuldades para manejar infestações de azevém. Nos cultivos mais adiantados, o foco está na proteção contra doenças fúngicas, com ênfase em manchas foliares nas áreas em alongamento, além do cuidado adicional com as doenças de espiga nas lavouras em fase reprodutiva. Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as baixas temperaturas, inclusive com formação de geadas nos dias 06 e 07/09, não causaram danos às lavouras de trigo, que ainda estão em desenvolvimento vegetativo.
Na de Erechim, 60% das lavouras estão em estado vegetativo e 40% em floração. Na de Ijuí, a cultura está evoluindo rapidamente para o estádio reprodutivo, ultrapassando 40% em floração, com espigas contendo mais de 14 espiguetas por planta. Estão 15% das áreas em enchimento de grãos, e aproximadamente 2% colhidos. Os produtores realizaram aplicações de fungicidas, visando à proteção contra doenças de espiga.
As temperaturas amenas e a insolação direta foram favoráveis às áreas em floração. No entanto, será necessário observar possíveis danos decorrentes da geada ocorrida nas primeiras horas da manhã de 06/09 (domingo), especialmente nas áreas em estádios mais suscetíveis e nos pontos mais baixos do relevo. Na de Passo Fundo, estão 30% dos cultivos na fase de emborrachamento, 30% em floração e 40% em espigamento.
Os produtores já concluíram a adubação em cobertura com nitrogênio. São realizados controles fitossanitários, quando as condições ambientais permitem. Na de Pelotas, em Canguçu, maior município em área plantada, estão cultivados 775 hectares. Na região, 45% dos cultivos estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 55% em início de florescimento. O mês de agosto foi marcado por dias nublados, chuvas frequentes e pouca radiação solar direta, atrasando o desenvolvimento das plantas.
Os produtores não puderam realizar os tratamentos preventivos para doenças devido ao encharcamento do solo, que impediu o tráfego de tratores e pulverizadores. A alternativa poderá ser o uso de drones. Na de Santa Maria, as lavouras se encontram, em sua maioria, entre os estádios de alongamento, emborrachamento e espigamento, com desenvolvimento e potencial produtivo satisfatórios. A umidade e a incidência de doenças foliares baixas contribuíram para a manutenção do estado fitossanitário das plantas. Em lavouras mais avançadas, o frio intenso e as geadas têm exigido o monitoramento das áreas principalmente em floração, fase mais sensível à ocorrência de baixas temperaturas. Ainda não há relatos de perdas.
Na de Santa Rosa, estão 13% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo, 46% em floração, 38% em enchimento de grãos e 3% maduro. A maior parte das lavouras da região apresenta boas condições. A sanidade adequada tem sido uma das expectativas de bons resultados para a safra. As condições climáticas favoráveis, durante a maior parte do desenvolvimento da cultura, tendem a compensar o baixo aporte de recursos na implantação das lavouras, devendo garantir alguma lucratividade. No final de semana e no amanhecer do dia 07/09, foram registradas geadas de intensidade variável, principalmente em áreas de baixada. Embora haja preocupação quanto a possíveis danos aos grãos e às estruturas reprodutivas da cultura, ainda não é possível quantificar eventuais perdas, sendo necessárias avaliações mais detalhadas ao longo dos próximos dias. A expectativa inicial é de que os prejuízos sejam limitados, uma vez que grande parte das lavouras se encontra em fase de enchimento de grãos, estágio em que a sensibilidade às baixas temperaturas tende a ser menor em comparação às fases anteriores.
Na de Soledade, as temperaturas amenas e a radiação solar foram favoráveis à cultura, que apresentou ótimo desempenho vegetativo e reprodutivo. Em razão dessas condições, o
ciclo da cultura se acelerou, e a maior parte dos cultivos entraram no estádio reprodutivo. Muitas lavouras apresentam ótimo padrão produtivo, mas, em algumas, o padrão está baixo, com presença de plantas invasoras, como azevém. Estão 35% das áreas em elongação do colmo, 45% em espigamento/florescimento e 20% em enchimento de grãos.
Apesar da janela estreita para a entrada nas lavouras com máquinas agrícolas, os manejos fitossanitários têm sido realizados, sobretudo as aplicações de fungicidas para ferrugem, oídio e preventivamente para a giberela. As condições climáticas têm sido favoráveis para a incidência dessas doenças fúngicas.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,07%, passando de R$ 69,93 para R$ 69,88 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 80,00 para produto disponível.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Plantio de milho atinge 54% no RS com alerta para cigarrinha e geadas pontuais – MAIS SOJA

A implantação de milho avançou no período, chegando a 54% da área. As condições climáticas foram favoráveis ao incremento de área plantada, mas o frio intenso, com geada
no final do período, pode ter causado danos em algumas lavouras.
Os produtores realizaram as aplicações de herbicidas. Também aplicaram inseticidas para controle de cigarrinha, cuja incidência aumentou. A estimativa realizada pela Emater/RS-Ascar aponta o plantio de 896.401 hectares de milho, produtividade projetada de 7.711 kg/ha e produção de aproximadamente 6,91 milhões de toneladas.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, estima-se o plantio de 63.682 hectares, e a semeadura está em ritmo acelerado em Manoel Viana, onde os produtores estão buscando compensar o atraso no planejamento inicial de implantação da cultura, causado pelo tempo chuvoso das semanas anteriores. Estão sendo realizadas aplicações de herbicidas, e a incidência de cigarrinha, em algumas áreas, tem exigido a utilização de inseticidas para eliminar o inseto, que pode transmitir enfezamentos e viroses desde a emergência das plantas.
Os produtores avaliam os impactos das geadas sobre as lavouras. De maneira geral, é baixa a probabilidade de danos, pois a intensidade do evento foi limitada nos municípios onde a semeadura está avançada, e as áreas mais adiantadas ainda se encontram em estágios iniciais de desenvolvimento. Porém, a queda acentuada nas temperaturas pode atrasar o processo de germinação e emergência, bem como a uniformidade do estande das últimas lavouras semeadas.
Na de Caxias do Sul, a estimativa é de 96.052 hectares cultivados, e iniciaram-se as práticas de preparo do solo, como dessecação para o início da semeadura, que está previsto para setembro. Contudo, os agricultores estão aguardando a elevação das temperaturas para iniciar o plantio.
Na de Erechim, projetam-se 44.915 hectares. Cerca de 60% estão implantados, principalmente nas áreas das costas de rios. Em virtude da alta umidade do solo, o plantio
atrasou neste ciclo.
Na de Ijuí, a semeadura da cultura foi retomada no dia 04/09 (sexta-feira), quando a umidade do solo estava adequada para a operação. Os produtores deram sequência à semeadura até o dia 08/09, chegando a 88% da área projetada. As lavouras semeadas entre 25 e 30/08 emergiram uniformemente, e seu desenvolvimento inicial é rápido. As semeadas no início de agosto receberam a adubação nitrogenada em cobertura. No dia 07/09, houve registro de geada, que ocasionou queimadura nas folhas das plantas cultivadas em relevo mais baixo, causando danos variáveis, desde queimadura na parte superior das folhas até morte de plantas.
Nas armadilhas para monitoramento de cigarrinha, houve maior captura de insetos nos municípios próximos a Ibirubá. Na de Santa Maria, iniciou-se o plantio, previsto em 60 mil hectares. Foi possível realizar os preparos de solo e o plantio de lavouras.
Na de Santa Rosa, a semeadura alcançou 87% da área prevista de 174.288 hectares. As condições climáticas e de solos foram boas para a continuidade do plantio, restando algumas áreas baixas e mais úmidas. Em relação a pragas, as lavouras em fase inicial de desenvolvimento apresentam alta população de cigarrinhas, e os produtores realizam o controle da praga com aplicações de inseticidas. Ainda não é possível verificar os danos causados pela formação de geadas na madrugada de 07/09. As plantas com até quatro folhas sofreram danos por geada, os quais são em sua maioria reversíveis. Porém, o desenvolvimento da planta será retardado de forma significativa. Como a chuva ocorrida no início da semana foi irregular na região, e em algumas localidades já é observada a redução da umidade do solo, os produtores iniciam as atividades de irrigação, principalmente em lavouras na fase de germinação e emergência, a fim de garantir o bom estande de plantas.
Na de Soledade, houve avanço satisfatório na semeadura para 35% do total previsto. A alta umidade do solo continua sendo um fator limitante para a operação. O maior avanço de semeadura ocorre no Baixo Vale do Rio Pardo, onde a maioria dos municípios está finalizando o plantio. As temperaturas elevadas dos últimos dias do período favorecem a germinação/emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras implantadas.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,83%, passando de R$ 61,09 para R$ 61,60. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 75,00 para produto disponível.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
‘Quero morrer Chico Bento’: a frase de Almir Sater que faz a sociedade repensar o que é ser caipira

Tem uma palavra que durante muito tempo foi usada de forma pejorativa: o termo caipira. Em conversa com o Soja Brasil, Almir Sater afirma que ser caipira é, simplesmente, ser “morador do mato” e deixa claro que não enxerga vergonha alguma nisso. Pelo contrário, o cantor diz ter orgulho e honra em se considerar caipira e destaca a vida próxima ao ar puro, aos pássaros e à natureza como uma das maiores riquezas do interior.
“Ser caipira é ser morador do mato”, comenta Sater, deixando claro que, para ele, o termo está muito mais ligado a uma forma de viver do que aos estereótipos que durante anos foram associados à palavra. A declaração ganha ainda mais peso porque Sater conhece de perto a realidade do campo e trabalha com integração lavoura-pecuária, unindo culturas como soja e milho à criação de gado.
Para o artista, o caipira carrega conhecimentos e valores que poderiam servir de inspiração para toda a sociedade. Sater também defende cada vez mais a preservação das matas e afirma que o homem do interior tem muito a ensinar quando o assunto é conservação. Na visão do cantor, enquanto grandes cidades convivem com poluição e um distanciamento cada vez maior da natureza, o caipira mantém uma relação direta com aquilo que existe de mais bonito no Brasil.
E essa identidade aparece ainda na viola caipira, instrumento que Sater transformou em uma das grandes marcas de sua trajetória. Segundo o artista, basta ouvir o som da viola para ser transportado “para o interior do Brasil”, para uma mata virgem e para perto de um riacho cristalino. Para ele, a viola caipira é muito mais do que um instrumento musical e representa “uma verdadeira bandeira brasileira”.
Suas músicas também eternizaram imagens do campo, da boiada e do velho boiadeiro que enfrenta a longa estrada da vida, retratando simplicidade, sabedoria, trabalho e uma maneira diferente de enxergar o mundo. A palavra caipira, porém, está longe de ter o mesmo significado para todo mundo e continua despertando diferentes interpretações entre quem vive no campo e quem acompanha de fora essa realidade.
O caipira dentro do coração
O agricultor ainda carrega um estereótipo construído ao longo dos anos, segundo Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) e convidado do Radar Rural. Ele lembra que personagens como Jeca Tatu e Chico Bento ajudaram a criar uma imagem simplificada do homem do campo, estereótipo que ainda aparece em situações como as festas juninas escolares. “Essa imagem não existe”, afirma.
Ireneu Orth, produtor de soja e presidente da Aprosoja Rio Grande do Sul, afirma que o agricultor atual não se encaixa mais no antigo estereótipo. Para Orth, o produtor rural de hoje tem formação, conhecimento, tecnologia e acesso à informação, com muitos agricultores possuindo até curso superior.
Ao mesmo tempo, Orth reconhece que o termo pode carregar preconceito quando é usado para diminuir alguém. Por isso, comenta que prefere não chamar outras pessoas de caipiras, justamente para evitar que a expressão seja interpretada de forma ofensiva. Para ele, a realidade do campo mudou e o produtor rural passou a ocupar um espaço cada vez mais ligado à tecnologia e ao conhecimento.
Preconceito e orgulho
No fim, a discussão mostra que o caipira de hoje está muito distante da imagem de atraso que ainda aparece em alguns estereótipos. Ele pode estar diante de uma lavoura de soja, conduzindo uma boiada, preservando uma mata, tocando uma viola ou usando tecnologia para produzir mais e melhor.
A origem do Brasil está profundamente ligada ao agro, ao rural e ao caipira, como destaca Ferreira, que defende esse legado como motivo de orgulho e não de desprezo. Para ele, carregar as raízes do interior significa preservar valores que continuam presentes na vida de milhões de brasileiros e que ajudaram a construir a identidade do país.
E é justamente aí que surge a frase capaz de resumir toda a provocação dessa história. Se ser caipira significa carregar os valores do trabalho, da simplicidade, da natureza e das raízes brasileiras, Ferreira afirma que quer “morrer Chico Bento”. A frase transforma o que já foi motivo de preconceito em uma declaração de orgulho sobre as próprias origens.
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