Connect with us
11 de setembro de 2026

Business

Plantio da soja começa em MT com produtor de olho nas chuvas e no El Niño

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O plantio da soja 2026/27 começou em Mato Grosso em meio à atenção dos produtores para o comportamento das chuvas e às projeções de um El Niño de alta intensidade. A distribuição e a regularidade das precipitações podem definir o ritmo de avanço da semeadura, além de influenciar as janelas para a soja e para o milho segunda safra.

O cenário exige cautela porque o início das chuvas não significa, necessariamente, que todas as áreas estejam prontas para receber as sementes. A umidade disponível no solo precisa ser suficiente para garantir o estabelecimento das lavouras, enquanto períodos de estiagem ao longo do ciclo podem aumentar os riscos para a produção.

Para a safra 2026/27, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta o cultivo de 13,05 milhões de hectares no estado. A produtividade estimada é de 62,44 sacas por hectare, redução de 5,43% em relação à temporada anterior.

Com esse rendimento, a produção deve chegar a 48,88 milhões de toneladas, queda projetada de 5,19%. Diante desse cenário, o comportamento do clima ganha peso nas decisões tomadas pelo produtor desde a implantação da lavoura.

Advertisement

Em Nova Mutum, na fazenda Bom Princípio, áreas irrigadas já foram semeadas, enquanto os talhões de sequeiro ainda aguardam novas chuvas. A propriedade deve cultivar 1.230 hectares de soja nesta safra e já acumula 32 milímetros nas principais áreas de sequeiro.

“Começamos com o plantio dos pivôs, graças a Deus já finalizamos. São 150 hectares de área irrigada”, conta o gerente de produção Bruno Miguel Pancini Nunes ao Patrulheiro Agro. Segundo ele, uma nova chuva de 20 a 25 milímetros pode ser suficiente para dar início ao plantio das áreas sem irrigação.

plantio soja chuva foto pedro silvestre canal rural mato grosso1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Chuva define o momento de entrar no campo

A decisão sobre quando plantar considera mais do que o volume de uma chuva isolada. A condição da palhada e a capacidade do solo de conservar a umidade também entram na avaliação, principalmente em um momento de custos elevados para implantação da lavoura.

O agrônomo Cledson Guimarães Dias Pereira, da Cowboy Consultoria, explica que produtores de algumas regiões já iniciaram a semeadura depois de receber volumes entre 70 e 90 milímetros. Em outras áreas, porém, a recomendação é esperar uma nova precipitação.

“Tem áreas que a gente tem boa uma palhada. Então, chover 40 milímetros com a palhada boa você já pode dar o start”, explica.

Quando a cobertura do solo é menor, a mesma quantidade de chuva pode não oferecer segurança suficiente, frisa o especialista. “Em uma área com baixa palhada, choveu 30 milímetros, calma. Se você tiver 30 milímetros só na área, espera uma próxima chuva, deixa essa umidade pelo menos dobrar”, orienta.

Advertisement

A preocupação está relacionada principalmente ao risco de perder o investimento feito na implantação da lavoura. Sementes e tratamento industrial representam custos que, em caso de falha no estabelecimento da cultura, podem se somar às despesas de um eventual replantio.

“Qualquer replantio ele não fica bom, a semente já foi paga, o TSI está ali, tem 7, 8 sacas de investimentos de custo que estão ali. Você não pode errar nisso, principalmente com as nossas margens cada vez mais apertadas”, afirma Cledson.

plantio soja chuva foto pedro silvestre canal rural mato grosso2
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produtor leva experiência de outros períodos de estiagem

A cautela com a umidade também está relacionada à experiência acumulada em anos de comportamento irregular das chuvas. Em Mato Grosso, períodos de veranico entre novembro e dezembro fazem parte do histórico observado pelos produtores.

“Em Mato Grosso, ao longo dos tempos, sempre tivemos veranicos em novembro e dezembro”, destaca Cledson. Para ele, justamente por não ser possível prever com precisão quando uma nova chuva chegará, o produtor precisa aproveitar uma boa condição de umidade sem comprometer o estabelecimento da lavoura.

O gerente de produção da fazenda Bom Princípio também já enfrentou períodos prolongados de estiagem. De acordo com Bruno, houve uma temporada em que a propriedade ficou 25 dias sem chuva, experiência que reforçou a necessidade de preparação para situações de estresse hídrico.

“Tivemos épocas aí de ficar 25 dias sem chuva, foi um ano bem complicado, mas graças a Deus a gente estava bem preparado, conseguimos passar com sucesso por esse período”, relata.

Advertisement

Na propriedade, a estratégia inclui o uso de produtos biológicos e nutricionais para auxiliar as plantas depois do retorno das chuvas. “Assim que passar o período de seca dela e der a primeira chuva, a gente vem com esses produtos nutricionais para ajudar a planta a sair desse estresse mais rápido”, explica.

A diferença observada neste início de safra em relação ao ciclo anterior também chama a atenção. Bruno conta que a propriedade começou a semeadura das áreas irrigadas na mesma época da temporada passada, mas agora já conta com chuva acumulada no sequeiro.

“Na safra passada nós começamos na mesma data, nas áreas de pivôs tudo igual, o que mudou foram as chuvas. Até agora estamos com 32 milímetros na área de sequeiro e o ano passado não tinha nada”, compara.

plantio soja chuva foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

El Niño aumenta preocupação com as próximas etapas

O comportamento das chuvas nos próximos meses é acompanhado não apenas para definir o início da semeadura, mas também por causa dos possíveis efeitos do El Niño sobre o calendário agrícola.

O fenômeno pode alterar a distribuição das precipitações e criar períodos de menor regularidade. Para o produtor, isso significa observar o clima desde a implantação da soja e pensar também no momento em que a lavoura será colhida e dará lugar à segunda safra.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, destaca que o produtor está atento à janela inicial de chuvas e à continuidade das precipitações. “O produtor já começa a acelerar e preparar o plantio da safra de soja aqui no estado de Mato Grosso de olho principalmente nessa janela inicial de chuvas”, afirma.

Advertisement

Conforme ele, a preocupação também está no longo prazo. “Com as perspectivas de um El Niño de alta intensidade, volumes de chuvas e janelas prejudicadas para algumas regiões aqui no estado, o produtor também não está só olhando para a safra de soja”.

A possível alteração do regime de chuvas pode afetar ainda o calendário do milho segunda safra. Por isso, a antecipação do plantio da soja, quando houver condições adequadas, passa a ser considerada dentro de um planejamento que envolve as duas culturas.

colheita milho foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Janela do milho entra no planejamento da safra

A segunda safra tem um papel importante na decisão sobre o momento de semear a soja. Quanto mais tarde a oleaginosa for plantada e colhida, menor tende a ser a janela disponível para o milho.

Cledson ressalta que o produtor não pode desperdiçar uma condição adequada de umidade, justamente porque não há garantia sobre quando ocorrerá a próxima precipitação. “Tem que plantar na umidade correta e aí o Pai lá em cima fazer o resto. Nós não controlamos isso, então não pode perder uma umidade boa para plantar porque você não sabe quando vai ter”.

Cleiton Gauer também aponta a necessidade de organizar o calendário diante da possibilidade de um El Niño persistente. A estratégia é tentar posicionar a soja de maneira que o milho possa ser implantado dentro de uma janela mais favorável.

“O produtor também está preparando essa antecipação para tentar organizar melhor janela possível do milho segunda safra em Mato Grosso”, salienta.

Advertisement

O cenário climático, portanto, coloca o produtor diante de uma decisão que precisa considerar tanto as condições atuais quanto os riscos dos próximos meses. Em Nova Mutum, enquanto os pivôs já avançam com o plantio, o sequeiro depende de novas chuvas para que a semeadura comece com segurança.

Para Bruno, apesar da apreensão natural neste período, a expectativa é de uma boa temporada. “Nós somos seres humano, a gente fica apreensivo, mas o principal para mim é acreditar em Deus, ter confiança e ter fé, que isso é a base da agricultura hoje em dia”, afirma.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Plantio da soja começa em MT com produtor de olho nas chuvas e no El Niño apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Farsul relata atraso na entrega de diesel no RS no início do plantio de verão

Published

on


A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) informou nesta quinta-feira (10) que voltou a receber relatos de produtores rurais sobre restrições e atrasos na entrega de óleo diesel no Estado, no momento em que começa o plantio da safra de verão. Segundo a entidade, o problema atinge uma fase decisiva das operações no campo e pode comprometer o andamento dos trabalhos nas propriedades.

Em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade, o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, afirmou que o plantio tem uma janela operacional que não pode ser adiada indefinidamente. Segundo ele, a falta de diesel pode fazer o produtor perder o momento adequado da semeadura, reduzir a área plantada e comprometer a produtividade.

Lopes lembrou que situação semelhante já havia sido registrada no início do ano, durante a colheita de arroz e soja. Na ocasião, segundo o presidente da federação, havia informação oficial de existência de estoques no Estado, mas o combustível não chegava às propriedades.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Advertisement

A Farsul também apontou efeito sobre os custos de produção. De acordo com Lopes, os produtores que ainda conseguem receber o combustível podem ter de pagar mais caro pelo diesel. Na avaliação da entidade, esse movimento aumenta o custo das máquinas, do transporte, do plantio e da cadeia de produção.

A federação relaciona os dois efeitos, restrição de oferta e alta de preço para parte dos compradores, ao risco de pressão sobre os preços dos alimentos. Lopes também comentou a medida do governo federal que instituiu subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel. Segundo ele, a medida é necessária, mas precisa ter resultado concreto no preço e no abastecimento ao produtor.

O relato da Farsul ocorre no momento de início do plantio de verão no Rio Grande do Sul e reúne preocupação com a chegada do diesel às propriedades e com o custo do combustível nas operações do campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Farsul relata atraso na entrega de diesel no RS no início do plantio de verão apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Exportação de café do Brasil registra melhor agosto da história

Published

on


Foto: Pixabay.

As exportações brasileiras de café atingiram em agosto de 2026 o melhor desempenho da história para o mês, com embarques de 4,155 milhões de sacas de 60 kg, volume 31% superior ao de agosto de 2025. A receita cambial somou US$ 1,331 bilhão, alta de 19,8% na mesma comparação, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo o Cecafé, o resultado foi impulsionado pela maior disponibilidade de cafés arábicas da safra e pelo avanço dos embarques de canéforas. O presidente da entidade, Márcio Ferreira, afirmou que os cafés conilon e robusta registraram a melhor performance exportadora para meses de agosto, movimento associado à evolução da qualidade desse segmento no mercado global.

No recorte por tipo, as exportações de conilon e robusta cresceram 53,6% em relação a agosto do ano passado, para 953.592 sacas. Os embarques de arábica avançaram 25,7%, para 2,866 milhões de sacas. O café solúvel subiu 24,3%, com 332.192 sacas, enquanto o torrado e torrado e moído alcançou 3.816 sacas, alta de 6,4%.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Advertisement

Com o desempenho de agosto, o primeiro bimestre do ano-safra 2026/2027, formado por julho e agosto, acumulou 7,204 milhões de sacas exportadas e receita cambial de US$ 2,242 bilhões. O volume cresceu 21,5% e a receita avançou 4,1% na comparação com o mesmo período do ciclo anterior.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o Brasil exportou 25,073 milhões de sacas para 119 países, volume 1,2% inferior ao registrado em igual intervalo de 2025. A receita cambial caiu 9,3%, para US$ 8,787 bilhões. Ferreira atribuiu esse desempenho à menor disponibilidade de café no primeiro semestre, ao atraso na entrada da nova safra e à defasagem na infraestrutura portuária, além dos efeitos das incertezas comerciais nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos lideraram as compras no período, com 3,158 milhões de sacas, seguidos por Alemanha, com 2,824 milhões, Itália, com 2,248 milhões, Bélgica, com 2,115 milhões, e Japão, com 1,305 milhão. Entre os portos, Santos respondeu por 70,9% dos embarques, com 17,788 milhões de sacas.

Entre janeiro e agosto, o café arábica liderou as exportações brasileiras, com 17,863 milhões de sacas, seguido pelos canéforas, com 4,339 milhões. Os cafés diferenciados responderam por 4,294 milhões de sacas, equivalentes a 17,1% do total exportado no período.

Fonte: cecafe.com.br

Advertisement

O post Exportação de café do Brasil registra melhor agosto da história apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Etanol pode ganhar novos mercados em navios, aviões e máquinas agrícolas

Published

on


Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O etanol brasileiro pode ampliar seu espaço para além dos veículos leves e ganhar novas aplicações em navios, aviões, veículos híbridos e máquinas agrícolas. A expansão desses mercados é apontada como uma das possibilidades para aumentar a demanda pelo biocombustível e sustentar novos investimentos no setor.

Na safra 2026/27, a produção brasileira deve chegar a cerca de 41 bilhões de litros de etanol, considerando cana e milho. Desse volume, aproximadamente 30 bilhões de litros devem vir da cana e 11 bilhões de litros do milho.

Mato Grosso tem participação relevante nesse cenário. O estado responde por cerca de 25% do etanol total produzido no país e por aproximadamente 62% do etanol de milho.

A expansão, porém, não depende apenas da disponibilidade de matéria-prima. Para o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Bioenergia do Estado de Mato Grosso (Bioind-MT), Wellington Andrade, novos projetos precisam estar associados ao comportamento do mercado. “Todo o investimento vai passar pela demanda”, resume em entrevista ao programa Direto ao Ponto.

Advertisement

Transporte marítimo pode abrir grande mercado

Uma das principais possibilidades está no transporte marítimo. O etanol de milho brasileiro de segunda safra já foi reconhecido pela Organização Internacional dos Transportes Marítimos como uma molécula eficiente para a descarbonização do setor, mas ainda depende de regulamentação.

A utilização poderia ocorrer em embarcações que já trabalham com tanques de metanol. Nesse caso, conforme Andrade, a estrutura existente reduziria a necessidade de adaptações. “O etanol ele é mais eficiente em termos de descarbonização do que o próprio metanol”, afirma.

O potencial de consumo é expressivo. Se o etanol representar 10% do combustível utilizado no transporte marítimo, a demanda adicional poderia chegar a 50 bilhões de litros por ano, volume superior à atual produção brasileira.

A perspectiva também se estende ao setor aéreo, com projetos de produção de combustível sustentável para aviação a partir do etanol. Entre as alternativas está o chamado Alcohol-to-Jet (ATJ), tecnologia que utiliza o biocombustível como matéria-prima para a produção do SAF.

Wellington Andrade, diretor executivo Bioind MT etanol foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Veículos híbridos entram no radar

No mercado interno, o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina também pode gerar consumo adicional. Atualmente, a mistura está em 32%, enquanto a legislação do combustível do futuro permite chegar a 35%.

O avanço para o E35 ainda depende da realização de testes. O protocolo para essa avaliação foi validado em reunião recente do subcomitê dos teores de misturas do Ministério de Minas e Energia, de acordo com Andrade.

Advertisement

A elevação da mistura já mostrou impacto sobre a demanda. Na passagem do E30 para o E32, foram acrescentados cerca de 1 bilhão de litros de etanol anidro ao consumo, ao mesmo tempo em que se reduz em volume equivalente a necessidade de gasolina.

Além do aumento da mistura, os veículos híbridos flex aparecem como outra frente de expansão. A tecnologia combina a motorização elétrica com a possibilidade de utilizar gasolina ou etanol e, na avaliação do diretor executivo do Bioind-MT, pode se adequar à matriz energética brasileira.

“Em termos de Brasil, logicamente, o mais correto seriam os elétricos híbridos flex”, pontua. Segundo ele, já existem projetos nessa direção.

Máquinas agrícolas também podem usar etanol

O uso do etanol não se limita aos veículos de passeio, frisa o entrevistado ao programa do Canal Rural Mato Grosso. Projetos para conversão de motores a diesel para o biocombustível também estão em desenvolvimento, incluindo uma iniciativa de pesquisa da Bosch.

A proposta envolve um retrofit dos motores, com a conversão necessária para que possam operar com etanol. Para Andrade, a tecnologia pode se tornar mais uma possibilidade de consumo do biocombustível no setor agropecuário.

Advertisement

A diversificação dos usos ganha importância diante do crescimento da produção. Para a safra atual, a estimativa é de um estoque de passagem de aproximadamente 4 bilhões de litros, o que indica uma oferta superior à demanda no mercado brasileiro.

Nesse cenário, as exportações ainda representam uma parcela pequena da produção. A previsão é de embarques de cerca de 1,5 bilhão de litros, tendo a Coreia do Sul como principal compradora, com aproximadamente 770 milhões de litros, seguida pelos Estados Unidos, com 253 milhões, e pelos Países Baixos, com 221 milhões.

Mato Grosso concentra expansão no etanol de milho

A disponibilidade de milho mantém Mato Grosso como um dos principais polos para a expansão da produção. As indústrias já instaladas foram implantadas em regiões com oferta suficiente de matéria-prima, e novos investimentos precisam considerar essa relação entre produção agrícola e capacidade industrial.

O estado ainda possui projetos e possibilidades de ampliação, mas o cenário atual aponta maior tendência para usinas dedicadas ao milho. As chamadas plantas flex, que combinam cana e milho, também são uma alternativa, principalmente pela possibilidade de compartilhar estruturas e aproveitar subprodutos.

Nesse modelo, o bagaço da cana pode ser utilizado como biomassa para a operação da indústria de milho, aumentando a eficiência da planta. “Você tem ali um reaproveitamento dos coprodutos”, explica Andrade.

Advertisement

A escolha entre ampliar uma unidade de cana, investir em uma planta de milho ou adotar uma estrutura flex depende, portanto, das condições econômicas e da disponibilidade de matéria-prima. Em Mato Grosso, a tendência predominante atualmente é a instalação de usinas full de milho.

DDG amplia aproveitamento do milho

Além do etanol, o processamento do milho gera coprodutos que ajudam a sustentar a viabilidade econômica das plantas. Entre eles está o DDG, que também encontra mercado dentro e fora do Brasil.

Mato Grosso deve produzir cerca de 3,4 milhões de toneladas de DDG na próxima safra. A abertura do mercado chinês para o produto amplia as possibilidades de comercialização, considerando o potencial de consumo daquele país. “Tem o mercado da China que se abriu para o DDG e toda vez que a China faz um movimento de consumo, é um movimento muito grande”, pontua Andrade ao Canal Rural Mato Grosso.

Parte dessa produção também é absorvida pelos próprios produtores ligados às usinas. Há unidades de etanol de milho formadas por sociedades de produtores nas quais os associados utilizam o DDG produzido pelas próprias indústrias em seus contratos.

Com novas aplicações em desenvolvimento e a possibilidade de avanço da mistura na gasolina, o setor passa a trabalhar com diferentes caminhos para ampliar o consumo do etanol. Para Mato Grosso, a expansão continua diretamente ligada à disponibilidade de milho, à demanda e à viabilidade dos investimentos em novas plantas.

Advertisement

+Confira mais entrevistas do programa Direto ao Ponto

+Confira outras entrevistas do Programa Direto ao Ponto em nossa playlist no YouTube


Clique aqui, entre em

O post Etanol pode ganhar novos mercados em navios, aviões e máquinas agrícolas apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT