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10 de setembro de 2026

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Operação apura sonegação de ICMS em transações de gado que superam R$ 30 milhões

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Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Operações de comercialização de gado que, somadas, superam R$ 30 milhões estão no centro da segunda fase da Operação Ganatum, deflagrada nesta quinta-feira (10) para apurar um esquema de possível sonegação de ICMS entre Mato Grosso e Rondônia. Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em seis municípios dos dois estados.

Em Mato Grosso, são sete ordens judiciais: três em Comodoro, duas em Santo Afonso, uma em Dom Aquino e outra em Castanheira. A ação é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT), em apoio à força-tarefa coordenada pelo Cira de Rondônia.

A investigação apura a possível atuação de um grupo voltado à prática de crimes contra a ordem tributária. As transações identificadas até agora, conforme informações da Polícia Civil de Mato Grosso, envolvem um volume superior a R$ 30 milhões, indicando a dimensão econômica das operações sob análise.

Os indícios apontam para uma dinâmica em que a documentação fiscal das movimentações não corresponderia ao destino efetivo dos bovinos. A apuração também envolve suspeitas de utilização de terceiros e de uma propriedade rural para dificultar a identificação dos responsáveis pelas operações.

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Documentação sob suspeita

A investigação aponta que os animais eram adquiridos de produtores rurais de Rondônia sem a emissão das respectivas notas fiscais, utilizando-se apenas a Guia de Trânsito Animal (GTA).

Na sequência, eram emitidos documentos fiscais que simulavam a transferência dos bovinos entre estabelecimentos pertencentes ao mesmo titular. Segundo os indícios reunidos, a hipótese de não incidência do ICMS era utilizada de forma indevida.

Os animais, porém, seriam entregues diretamente aos verdadeiros compradores em Mato Grosso. A apuração também identificou indícios de utilização de terceiros para ocultar os reais operadores e beneficiários das transações.

Outro ponto investigado, conforme a Polícia Civil de Mato Grosso, é uma propriedade rural sem estrutura compatível com o expressivo volume de animais formalmente movimentado. O estabelecimento teria sido usado para conferir aparência de regularidade às operações.

Atuação conjunta

A operação mobilizou aproximadamente 70 integrantes e reuniu órgãos de investigação, fiscalização e segurança pública de Mato Grosso e Rondônia. Participam o Ministério Público de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), a Secretaria de Estado de Finanças, a Procuradoria-Geral do Estado e as Polícias Civis dos dois estados.

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Em Mato Grosso, o Cira conta com o apoio da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Diretoria do Interior, além das equipes policiais dos municípios envolvidos.

O Cira-MT é formado por representantes do Ministério Público, da Procuradoria-Geral do Estado, da Controladoria-Geral do Estado, da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Secretaria de Estado de Fazenda. O comitê atua no combate a fraudes fiscais e na recuperação de ativos em favor do Estado.

O nome Ganatum faz referência à ideia de ganho e lucro, em alusão à fraude investigada e à atividade pecuária.


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Syngenta e Amoéba fecham acordo para distribuir biofungicida na Europa

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A Syngenta e a Amoéba assinaram um acordo exclusivo de fornecimento e distribuição de um biofungicida na União Europeia, no Reino Unido, na Ucrânia e na Suíça. O documento transforma em parceria comercial e de desenvolvimento de longo prazo o memorando de entendimento firmado entre as empresas em novembro de 2025. O produto é direcionado ao controle da mancha de septoria e da ferrugem amarela em cereais.

O biofungicida é formulado a partir da ameba Willaertia magna C2c Maky e será aplicado em trigo, espelta e triticale. Pelo acordo, a Syngenta terá exclusividade na distribuição da tecnologia para a área de cereais, com exceção do milho.

As empresas projetam as primeiras aprovações regulatórias para o terceiro trimestre de 2028. O início das vendas nos principais mercados da União Europeia está previsto para o fim de 2028, com uso pelos produtores na primavera de 2029. Para o Reino Unido e a Suíça, os registros são esperados para 2029.

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Em 2026, Syngenta e Amoéba realizaram mais de 70 testes de campo conjuntos para o desenvolvimento da tecnologia. As doenças-alvo do produto atingem de 9 milhões a 12 milhões de hectares por ano na Europa.

Na Alemanha, a mancha de septoria causa perdas de produtividade de 5% a 50%, com custos de até 1,5 bilhão de euros por ano. Já a ferrugem amarela pode reduzir as colheitas entre 10% e 70%.

A substância ativa do biofungicida obteve aprovação da União Europeia em 2025. Em junho de 2026, a Amoéba recebeu autorização de comercialização na França para um produto baseado na mesma tecnologia.

O acordo consolida a parceria entre Syngenta e Amoéba para a distribuição de um biofungicida destinado ao controle de doenças em cereais, com cronograma regulatório e comercial previsto entre 2028 e 2029 nos mercados europeus.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Corteva e Globachem criam joint venture para proteção de cultivos

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A Corteva e a belga Globachem N.V. firmaram acordo definitivo para criar uma joint venture com participação de 50% para cada empresa. A nova companhia será voltada ao desenvolvimento e ao fornecimento de produtos de proteção de cultivos para produtores da Europa e das Américas. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (9), em comunicado conjunto.

Segundo a Corteva, a nova empresa terá operação independente e reunirá tecnologias em fase final de desenvolvimento e já em estágio comercial das duas controladoras. A proposta é ampliar as etapas de desenvolvimento, registro e comercialização de produtos.

As soluções resultantes poderão ser comercializadas de forma independente por uma ou por ambas as companhias. A conclusão da transação está prevista para o quarto trimestre de 2026, condicionada a aprovações regulatórias.

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De acordo com a Corteva, a joint venture dá continuidade a uma parceria de vários anos entre as empresas. A estimativa apresentada é de lançamento das novas soluções no início da década de 2030, por meio de canais comerciais já estabelecidos.

Em nota, o vice-presidente sênior da Corteva, Brook Cunningham, afirmou que a combinação do portfólio em desenvolvimento e das capacidades de inovação da empresa com a experiência da Globachem em formulação busca ampliar e acelerar a entrega de soluções para as principais culturas em mercados-alvo.

O cofundador e diretor da Globachem, Koen Quaghebeur, disse que o acordo une as capacidades de pesquisa e desenvolvimento da Corteva ao conhecimento da empresa belga em desenvolvimento de produtos, formulação e execução regulatória.

A joint venture terá atuação voltada aos mercados da Europa e das Américas e concentrará tecnologias das duas empresas para avançar no desenvolvimento e na oferta de produtos de proteção de cultivos, com conclusão da operação prevista para o quarto trimestre de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Leilão de Pepro negocia 13 mil toneladas de laranja em cinco estados

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O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou Cooperativa de Produtor Rural (Pepro) para apoio à comercialização e ao escoamento de laranja in natura da safra 2026/2027 negociou 13 mil toneladas da fruta em cinco estados. A operação, prevista no Aviso nº 57/2026, foi realizada na quinta-feira (3) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume arrematado corresponde a 36% das 36 mil toneladas ofertadas.

Os arrematantes, entre produtores e cooperativas, são do Rio Grande do Sul, de Sergipe, da Bahia, do Pará e do Paraná. Não houve negociação para o lote de São Paulo.

O maior volume foi registrado no Rio Grande do Sul, com 5,3 mil toneladas. Em seguida aparecem Sergipe, com cerca de 4,4 mil toneladas; Bahia, com 1,8 mil toneladas; Pará, com 1,2 mil toneladas; e Paraná, com 285,6 toneladas. As operações ocorreram em leilões públicos por meio de Bolsas de Mercadorias credenciadas.

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No Rio Grande do Sul, a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares de Liberato Salzano e Região (Coopsalzano), de Liberato Salzano, arrematou 2,5 mil toneladas. A Cooperativa de Comercialização da Agricultura Familiar de Economia Solidária (Cecafes), de Erechim, arrematou 2,3 mil toneladas. Produtores de Constantina e Centenário arremataram, em conjunto, 515 toneladas.

Em Sergipe, a Cooperativa Nordestina de Industrialização de Produtos Agropecuários Ltda., de Poço Redondo, arrematou 3 mil toneladas. A Cooperativa de Produção, Comercialização e Prestação de Serviços dos Agricultores Familiares de Cristinápolis arrematou 1,4 mil toneladas.

Na Bahia, a Cooperativa dos Citricultores do Estado da Bahia, de Rio Real, arrematou 1,2 mil toneladas. A Cooperativa Agropecuária do Litoral Norte da Bahia (Coopealnor), também de Rio Real, arrematou 600 toneladas. No Pará, foram arrematadas 1,2 mil toneladas em Capitão Poço. No Paraná, o volume negociado foi de 285,6 toneladas em Alto Paraná.

Segundo a Conab, o Pepro prevê o pagamento de prêmio negociado em leilão diretamente ao produtor rural ou à cooperativa que comprovar a produção, a venda e o escoamento da laranja para indústria de processamento. Para esta operação, o preço mínimo foi fixado em R$ 28,76 por caixa de 40,8 quilos.

O resultado do leilão foi publicado logo após a realização da operação no site da Conab, com participação de agricultores familiares e cooperativas em cinco estados e concentração do maior volume no Rio Grande do Sul.

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Fonte: gov.br

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