Sustentabilidade
Profert entra em vigor após aprovação no Senado – MAIS SOJA

O Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) entrou em vigor com a sanção da nova lei, que busca estimular a produção nacional, ampliar a oferta de insumos e reduzir a dependência brasileira das importações, hoje superior a 80% do consumo agrícola.
A legislação prevê a mistura obrigatória de fertilizantes nacionais aos produtos vendidos no país, começando com 2% em 2027 e chegando a 10% em 2037, com acompanhamento do Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert). O programa também autoriza financiamentos via BNDES e instituições habilitadas para projetos de expansão industrial, pesquisa, inovação, tecnologia, logística e produção de matérias-primas como nitrogênio, fósforo e potássio.
Para o mercado, a iniciativa pode fortalecer a segurança de abastecimento e reduzir vulnerabilidades ligadas a câmbio, frete e crises externas no longo prazo. No curto prazo, porém, os preços ainda devem seguir influenciados pelos mercados internacionais, já que o Brasil permanece dependente de importações de ureia, MAP, DAP e cloreto de potássio.
Fonte: GlobalFert, disponível em Fecoagro
Autor:GlobalFert, disponível em Fecoagro
Site: Fecoagro/SC
Sustentabilidade
Colheita do milho 2ª safra chega a 94,9% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou 94,9% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul .
O avanço da colheita ocorre de forma desigual entre as regiões produtoras. Até 4 de setembro, o levantamento indica que 99,7% da área foi colhida na região Norte, 94,5% no Sul e 93,8% no Centro. No total, aproximadamente 2,09 milhões de hectares já foram colhidos.
Com área estimada em 2,206 milhões de hectares, a produção estadual está projetada em 16,254 milhões de toneladas, aumento de 16,7% em relação à safra 2024/2025.
Os números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes à medida que o levantamento de produtividade avança. Até o momento, foram realizadas 354 avaliações, correspondentes a aproximadamente 18% da área cultivada. A metodologia prevê a consolidação da produtividade após a ampliação da amostragem e a conclusão do estudo de uso e ocupação do solo.
O acompanhamento de campo é realizado pelos técnicos da Aprosoja/MS em diferentes regiões produtoras do Estado. As equipes avaliam aspectos como estágio das lavouras, condições gerais, operações realizadas, produtividade e influência das condições climáticas sobre o desenvolvimento da cultura.
Potencial produtivo
A produtividade média atual representa uma revisão significativa em relação à estimativa inicial da safra, que era de 84,16 sacas por hectare. O levantamento mais recente indica um potencial produtivo maior nas áreas já avaliadas, com registros que variam de 40 a 192 sacas por hectare entre os municípios acompanhados.
Entre os municípios com maiores produtividades estão Três Lagoas, com 174,3 sacas por hectare; Alcinópolis, com 167,8; Camapuã, com 165,3; e Rio Negro, com 162 sacas por hectare.
Para o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, os resultados refletem a capacidade produtiva observada em diferentes regiões, mas também mostram a importância de considerar as particularidades de cada área.
“Os resultados observados até o momento mostram que uma parcela significativa das lavouras conseguiu expressar um bom potencial produtivo. O acompanhamento de campo tem identificado áreas com elevado rendimento, resultado de um conjunto de fatores que envolve o estabelecimento adequado da cultura, o manejo realizado ao longo do ciclo e as condições climáticas encontradas nas diferentes regiões”.
Atenção às condições climáticas
As equipes de campo seguem acompanhando as áreas que ainda permanecem em produção. Entre os pontos de atenção está a ocorrência de ventos fortes, que pode provocar acamamento e quebramento de plantas, dificultando a operação de colheita e aumentando o risco de perdas.
“Nas áreas que ainda estão em campo, o produtor precisa manter atenção principalmente às condições climáticas e ao ponto de colheita. O risco de vendavais exige cuidado, porque pode provocar acamamento e quebramento de plantas, dificultando a operação e podendo gerar perdas. Por isso, o acompanhamento da lavoura até a retirada do milho é fundamental”, orienta Lucas.
Na primeira semana de setembro, foram registrados volumes de chuva entre 5 e 55 milímetros em diferentes regiões do Estado. As precipitações contribuíram para a manutenção da umidade do solo e também favoreceram o avanço das atividades de preparação para a próxima safra.
O levantamento aponta que, de maneira geral, as condições das lavouras permanecem predominantemente boas. Entretanto, há diferenças entre as regiões, influenciadas por fatores como distribuição das chuvas, época de semeadura, condições de solo e manejo adotado.
Diferenças entre regiões
O acompanhamento regional mostra essa diversidade. Na região Oeste, 88% das áreas avaliadas foram classificadas como em boas condições, enquanto 10% foram consideradas regulares e 2%, ruins. No Centro, 77% das lavouras estão em condição boa, 14% regular e 9% ruim.
Na região Nordeste, 68% das áreas foram classificadas como boas, 26% regulares e 6% ruins. Já no Sul, 58% foram consideradas boas, 18% regulares e 24% ruins.
Safra de soja
Com o encerramento da segunda safra, o foco das propriedades começa a se voltar para o ciclo 2026/2027 da soja. As equipes já acompanham atividades como correção do solo, dessecação pré-plantio e preparação das áreas para garantir condições adequadas ao estabelecimento da nova cultura.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Período crítico para o controle da podridão das vagens e grãos – MAIS SOJA

A podridão dos grãos de soja e quebramento das haste tem assolado diversas lavouras, especialmente na região Centro-Oeste do país. A causa dessa doença ainda é pouco conhecida, atribuindo-se o desenvolvimento da anomalia principalmente ao complexo de fungos dos gêneros Diaporthe, Fusarium, Colletotrichum, os quais frequentemente estão associados a ocorrência da doença.
Dentre as estratégias adotadas pelos produtores para mitigar os efeitos da doença, destacam-se o uso de cultivares menos suscetíveis e o ajuste da época de semeadura. Esses fatores apresentam relação científica comprovada com o manejo da doença e são imprescindíveis para o controle da podridão. Conforme observado por Farias Neto et al. (2025), semeaduras mais precoces tendem a apresentar uma maior incidência da doença.
Sobretudo, mesmo com o ajuste da época de semeadura e uso de cultivares menos suscetíveis, o controle químico com o emprego de fungicidas ainda se torna vital para o sucesso no manejo da podridão de grãos. Nesse contexto, o posicionamento quanto ao fungicida aplicado (princípio ativo) e época de aplicação são determinantes para um controle eficaz da doença.
Conforme observado por Belufi et al. (2026), a época de aplicação dos fungicidas exerce influência substancial no controle da podridão dos grãos. Ao analisar os períodos de maior importância do ciclo da soja para a aplicação de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos, os autores observaram que o intervalo entre 34 e 62 dias após a emergência (DAE) (pré-fechamento e presença de vagens completamente desenvolvidas) é o período mais crítico para a proteção da cultura, proporcionando maior redução da incidência da doença.
Figura 1. Soja com sintomas típicos de podridão das vagens e grãos.
De acordo com Belufi et al. (2026), embora aplicações precoces contribuam para a sanidade da cultura, a proteção dos estádios compreendidos entre 34 e 62 DAE com fungicidas com eficácia para podridão de vagens e grãos, mostrou-se mais eficiente na redução da incidência dessa doença. Além disso, os autores observaram que a rotação de fungicidas sem inibidores da succinato desidrogenase (ISDH; carboxamidas), apresentou desempenho semelhante ao de programas sequenciais contendo ISDH.
Vale destacar que, dado o grande intervalo compreendido durante a fase crítica para o controle da doença, torna-se necessário mais de uma aplicação de fungicida para manter uma proteção adequada durante todo o período crítico do pré-fechamento até a presença de vagens completamente desenvolvidas.
Confira o estudo completo desenvolvido por Belufi e colaboradores (2026) clicando aqui!
Veja mais: Eficácia de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos de soja

Referências:
BELUFI, L. M. R. et al. ÉPOCA DA APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS NO CONTROLE DE PODRIDÃO DE VAGENS E DE GRÃOS NA CULTURA DA SOJA: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical: Séries Técnicas Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 8, 2026. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1189087/1/STFT-Com-Tec-n8.pdf >, acesso em: 09/09/2026.
FARIAS NETO, A. L. et al. TEMPO DA SEMEADURA: ESTUDO ANALISA A RELAÇÃO ENTRE ÉPOCAS DE SEMEADURA E A MANIFESTAÇÃO DA DOENÇA CONHECIDA COMO PODRIDÃO DE GRÃOS DA SOJA. Cultivar grandes Culturas, 307, 2025. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1174000/tempo-da-semeadura-estudo-analisa-a-relacao-entre-epocas-de-semeadura-e-a-manifestacao-da-doenca-conhecida-como-podridao-de-graos-da-soja >, acesso em: 09/09/2026.

Sustentabilidade
Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões nos dois primeiros meses da safra 2026/2027 – MAIS SOJA

Nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, os produtores rurais enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os Demais Produtores Rurais contrataram R$ 65,7 bilhões em operações de crédito rural.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.
As Cédulas de Produto Rural (CPRs), títulos que permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários, responderam por R$ 32,4 bilhões do total contratado no bimestre, o equivalente a 49,2% das operações. O volume ficou acima do registrado nas operações de custeio convencional, que somaram R$ 23 bilhões, ou 34,9% do total.
Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões, equivalentes a 52,2% do custeio contratado. Os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.
Para a comercialização da produção agropecuária, foram contratados R$ 4 bilhões em crédito no período. Já as operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões. Em ambos os casos, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.
As operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações, enquanto o RenovAgro somou R$ 413 milhões.
SEGMENTAÇÃO POR PORTE DO PRODUTOR
Na análise por segmento, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões, equivalentes a 33,5% do total concedido no período. O Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.
Ao todo, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural no bimestre. Desse total, 23.478 foram operações de CPRs, que representaram parcela significativa das contratações realizadas nos dois primeiros meses da safra.
Entre as regiões do país, o Sul concentrou o maior número de contratos, com 22.631 operações, e registrou R$ 11,7 bilhões em crédito. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 9,6 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. O Nordeste e o Norte registraram, respectivamente, R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão em concessões no bimestre.
O levantamento também mostra diferenças no valor médio das operações entre as regiões. O Nordeste apresentou o maior valor médio por contrato, de R$ 1,05 milhão, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,03 milhão. O Sul, apesar de registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.
FONTES DE RECURSOS
Entre as fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios (parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem destinar ao crédito rural) foram a principal fonte controlada no período, com R$ 9,9 bilhões, equivalentes a 41% do total de fontes controladas.
A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões, correspondentes a 28% das fontes controladas.
Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.
RECURSOS EQUALIZÁVEIS
A programação orçamentária de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026. Esses recursos são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado.
Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.
Entre os programas de investimento com recursos equalizáveis, o RenovAgro registrou o maior volume de contratações no período, com R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.
Nas operações equalizáveis de investimento, Banco do Brasil e BNDES concentraram, juntos, cerca de 77% das concessões do período, com participações de 39,8% e 36,8%, respectivamente.
Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil respondeu por 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%.
Fonte: MAPA
Autor:MAPA
Site: MAPA
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