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9 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões nos dois primeiros meses da safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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Nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, os produtores rurais enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os Demais Produtores Rurais contrataram R$ 65,7 bilhões em operações de crédito rural.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.

As Cédulas de Produto Rural (CPRs), títulos que permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários, responderam por R$ 32,4 bilhões do total contratado no bimestre, o equivalente a 49,2% das operações. O volume ficou acima do registrado nas operações de custeio convencional, que somaram R$ 23 bilhões, ou 34,9% do total.

Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões, equivalentes a 52,2% do custeio contratado. Os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.

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Para a comercialização da produção agropecuária, foram contratados R$ 4 bilhões em crédito no período. Já as operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões. Em ambos os casos, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.

As operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações, enquanto o RenovAgro somou R$ 413 milhões.

SEGMENTAÇÃO POR PORTE DO PRODUTOR

Na análise por segmento, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões, equivalentes a 33,5% do total concedido no período. O Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.

Ao todo, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural no bimestre. Desse total, 23.478 foram operações de CPRs, que representaram parcela significativa das contratações realizadas nos dois primeiros meses da safra.

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Entre as regiões do país, o Sul concentrou o maior número de contratos, com 22.631 operações, e registrou R$ 11,7 bilhões em crédito. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 9,6 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. O Nordeste e o Norte registraram, respectivamente, R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão em concessões no bimestre.

O levantamento também mostra diferenças no valor médio das operações entre as regiões. O Nordeste apresentou o maior valor médio por contrato, de R$ 1,05 milhão, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,03 milhão. O Sul, apesar de registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.

FONTES DE RECURSOS

Entre as fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios (parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem destinar ao crédito rural) foram a principal fonte controlada no período, com R$ 9,9 bilhões, equivalentes a 41% do total de fontes controladas.

A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões, correspondentes a 28% das fontes controladas.

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Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.

RECURSOS EQUALIZÁVEIS

A programação orçamentária de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026. Esses recursos são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado.

Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.

Entre os programas de investimento com recursos equalizáveis, o RenovAgro registrou o maior volume de contratações no período, com R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.

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Nas operações equalizáveis de investimento, Banco do Brasil e BNDES concentraram, juntos, cerca de 77% das concessões do período, com participações de 39,8% e 36,8%, respectivamente.

Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil respondeu por 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%.

Fonte: MAPA



 

FONTE
Advertisement

Autor:MAPA

Site: MAPA

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Sustentabilidade

Período crítico para o controle da podridão das vagens e grãos – MAIS SOJA

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A podridão dos grãos de soja e quebramento das haste tem assolado diversas lavouras, especialmente na região Centro-Oeste do país. A causa dessa doença ainda é pouco conhecida, atribuindo-se o desenvolvimento da anomalia principalmente ao complexo de fungos dos gêneros Diaporthe, Fusarium, Colletotrichum, os quais frequentemente estão associados a ocorrência da doença.

Dentre as estratégias adotadas pelos produtores para mitigar os efeitos da doença, destacam-se o uso de cultivares menos suscetíveis e o ajuste da época de semeadura. Esses fatores apresentam relação científica comprovada com o manejo da doença e são imprescindíveis para o controle da podridão. Conforme observado por  Farias Neto et al. (2025), semeaduras mais precoces tendem a apresentar uma maior incidência da doença.

Sobretudo, mesmo com o ajuste da época de semeadura e uso de cultivares menos suscetíveis, o controle químico com o emprego de fungicidas ainda se torna vital para o sucesso no manejo da podridão de grãos. Nesse contexto, o posicionamento quanto ao fungicida aplicado (princípio ativo) e época de aplicação são determinantes para um controle eficaz da doença.

Conforme observado por Belufi et al. (2026), a época de aplicação dos fungicidas exerce influência substancial no controle da podridão dos grãos. Ao analisar os períodos de maior importância do ciclo da soja para a aplicação de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos, os autores observaram que o intervalo entre 34 e 62 dias após a emergência (DAE) (pré-fechamento e presença de vagens completamente desenvolvidas) é o período mais crítico para a proteção da cultura, proporcionando maior redução da incidência da doença.

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Figura 1. Soja com sintomas típicos de podridão das vagens e grãos.
Foto: Claudia Godoy

De acordo com Belufi et al. (2026), embora aplicações precoces contribuam para a sanidade da cultura, a proteção dos estádios compreendidos entre 34 e 62 DAE com fungicidas com eficácia para podridão de vagens e grãos, mostrou-se mais eficiente na redução da incidência dessa doença. Além disso, os autores observaram que a rotação de fungicidas sem inibidores da succinato desidrogenase (ISDH; carboxamidas), apresentou desempenho semelhante ao de programas sequenciais contendo ISDH.

Vale destacar que, dado o grande intervalo compreendido durante a fase crítica para o controle da doença, torna-se necessário mais de uma aplicação de fungicida para manter uma proteção adequada durante todo o período crítico do pré-fechamento até a presença de vagens completamente desenvolvidas.

Confira o estudo completo desenvolvido por Belufi e colaboradores (2026) clicando aqui!


Veja mais: Eficácia de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos de soja



Referências:

BELUFI, L. M. R. et al. ÉPOCA DA APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS NO CONTROLE DE PODRIDÃO DE VAGENS E DE GRÃOS NA CULTURA DA SOJA: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical: Séries Técnicas Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 8, 2026. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1189087/1/STFT-Com-Tec-n8.pdf >, acesso em: 09/09/2026.

FARIAS NETO, A. L. et al. TEMPO DA SEMEADURA: ESTUDO ANALISA A RELAÇÃO ENTRE ÉPOCAS DE SEMEADURA E A MANIFESTAÇÃO DA DOENÇA CONHECIDA COMO PODRIDÃO DE GRÃOS DA SOJA. Cultivar grandes Culturas, 307, 2025. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1174000/tempo-da-semeadura-estudo-analisa-a-relacao-entre-epocas-de-semeadura-e-a-manifestacao-da-doenca-conhecida-como-podridao-de-graos-da-soja >, acesso em: 09/09/2026.

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Sustentabilidade

Clima nos EUA e ajuste de posições pressionam milho em Chicago, que fecha em baixa – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços baixos. O cereal foi pressionado por um movimento de ajuste de posições antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira, enquanto o clima favorável à colheita no país também pesou sobre as cotações.

O mercado esperou, em relação ao relatório de sexta-feira, uma redução na produção e nos estoques dos Estados Unidos na safra 2026/27, além de queda nos estoques globais da mesma temporada. O avanço do petróleo em Nova York e os sinais de demanda pelo produto dos EUA seguiram limitando as perdas durante todo o pregão.

O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos deve permanecer predominantemente mais quente e seco nas próximas semanas, reduzindo os riscos de atrasos na colheita e de geadas. Segundo o USDA, 5% da área de milho havia sido colhida até 6 de setembro, ante 4% no mesmo período do ano passado e média de 3% nos últimos cinco anos. Entre as lavouras, 56% estavam em condições boas ou excelentes, 27% em situação regular e 17% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 57%, 26% e 17%, respectivamente.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 182.880 toneladas de milho ao México, a serem entregues na safra 2026/27. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100.000 toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.

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Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,27 3/4, baixa de 5,75 centavos, ou 1,07% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,43 1/4, recuo de 5,75 centavos, ou 1,04% por bushel em relação ao fechamento anterior.

 

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Clima nos EUA e ajuste de posições pressionam milho em Chicago, que fecha em baixa – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços baixos. O cereal foi pressionado por um movimento de ajuste de posições antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira, enquanto o clima favorável à colheita no país também pesou sobre as cotações.

O mercado esperou, em relação ao relatório de sexta-feira, uma redução na produção e nos estoques dos Estados Unidos na safra 2026/27, além de queda nos estoques globais da mesma temporada. O avanço do petróleo em Nova York e os sinais de demanda pelo produto dos EUA seguiram limitando as perdas durante todo o pregão.

O clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos deve permanecer predominantemente mais quente e seco nas próximas semanas, reduzindo os riscos de atrasos na colheita e de geadas. Segundo o USDA, 5% da área de milho havia sido colhida até 6 de setembro, ante 4% no mesmo período do ano passado e média de 3% nos últimos cinco anos. Entre as lavouras, 56% estavam em condições boas ou excelentes, 27% em situação regular e 17% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 57%, 26% e 17%, respectivamente.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 182.880 toneladas de milho ao México, a serem entregues na safra 2026/27. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100.000 toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.

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Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,27 3/4, baixa de 5,75 centavos, ou 1,07% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,43 1/4, recuo de 5,75 centavos, ou 1,04% por bushel em relação ao fechamento anterior.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

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Site: Agência Safras

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